Stopa revela pressão para trair Emanuel e se aproximar de Mauro

24 de novembro de 2021 16:05
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Categorias: Notícias, Política

Foto: Reprodução/ Montagem

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Prefeito em exercício, José Roberto Stopa (PV), afirmou ter sofrido pressões diversas desde que assumiu o comando do Palácio Alencastro. Dentre os “conselhos” recebidos, há indicações para o gestor traia o prefeito afastado Emanuel Pinheiro (MDB) e se aproxime do governador Mauro Mendes (DEM), que é opositor político do emedebista.

Segundo Stopa, as mais variadas vozes o alcançam com comentários diversos sobre como deveria ser sua postura à frente da prefeitura. Do outro lado, conforme o prefeito, Emanuel também estaria recebendo conselhos sobre sua relação com o atual chefe do Executivo.

“Algumas pessoas de grupos ficam tentando aquele joguinho: ’olha prefeito, você tá sendo traído pelo Stopa’. Outras pessoas chegam em mim e dizem: ‘você tem que brigar com Emanuel’. Isso é normal”, disse durante entrevista no programa Estúdio ao Vivo, da TV Cidade Verde, na terça-feira (23).

“A gente tem que reconhecer que as pressões são muito maiores, principalmente agora que está tudo judicializado, e as pessoas falando de tudo na sua cabeça. ‘Olha, você tem que encostar no governador’’você deve trair o prefeito’, mas esquece. Eu sou vivido o suficiente e maduro o suficiente, mas nada vai me abalar e mudar o que eu sou”, acrescentou o prefeito.

Apesar das indicações, contudo, o prefeito garantiu que mantém firme sua amizade junto ao prefeito e que não tem pretensão de brigar com o gestor afastado. Contudo, frisou que disputou a última eleição na condição de vice, mas que aqueles que ocupam a cadeira número dois da prefeitura estão preparados para assumir o comando central.

Stopa está à frente da cadeira principal do Palácio Paiaguás desde o dia 20 de outubro, dois dias após o afastamento do prefeito Emanuel por força judicial. O emedebista foi alvo da Operação Capistrum, após ter sido denunciado por favorecimento pessoal por meio de contratações temporárias na Saúde que teriam como objetivo central a manutenção da boa relação do então gestor com a Câmara.