Procurador culpa suas derrotas por omissão da PF e MP em MT

17 de outubro de 2020 09:20
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Categorias: Notícias, Política

Foto: MidiaNews

Mauro Lara Barros alega que suas derrotas se justificam pelo poder econômico dos adversários

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Candidato ao Senado, o procurador Mauro César Lara Barros (PSOL), fez duras críticas contra a atuação a Polícia Federal e o Ministério Público para investigar compra de votos nas eleições em Mato Grosso. Em entrevista ao programa Tribuna, na Rádio Vila Real (98.3) nesta sexta-feira (16), Mauro alegou que a “desigualdade entre os candidatos” influenciou em suas derrotas nas urnas.

Mauro disputa eleições no Estado desde 2006, quando foi candidato ao Governo do Estado. Desde então, reveza pleitos em busca de uma vaga na Prefeitura de Cuiabá, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

“As pessoas fingem de conta que não estão vendo, mas existem muitas candidaturas que compram votos. Nesse ponto eu faço uma crítica ao Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal. Quem mora nas periferias conhece a figura do candidato cadastrador, que faz pequenas reuniões para compra de votos. Isso é uma coisa corriqueira e é o que leva pessoas desconhecidas a terem uma votação expressiva. Isso deveria ter uma fiscalização e não tem”, disparou.

O comentário do procurador foi acompanhado de alfinetadas aos adversários que, segundo ele, são patrocinados por grandes empresários e barões do agronegócio. “O processo eleitoral é muito desigual, existem campanhas que são milionárias e possuem muitos recursos. Nossas campanhas são modestas e busca apenas o convencimento. Nós não somos financiados por esses grandes empresários, pelos barões do agronegócio, empreiteiras ou empresas do transportes coletivo. Eu não tenho rabo preso e não faço campanha comprando votos”, complementou.

Mauro reforçou ainda que não aceita que o PSOL faça aliança com outros partidos, sob alegação de que todos no Estado estariam envolvidos com corrupção e práticas que contradizem os princípios da sua legenda. “Nossa coerência está convencendo cada vez mais pessoas. Porque não dá para você coligar com partidos com histórico de corrupção. A gente pode apontar claramente a campanha do PSDB de Nilson Leitão e Pedro Taques que até pouco tempo estava envolvido em diversos escândalos da grampolândia e na Seduc. O Silval Barbosa que estava junto com o PT e o Emanuel Pinheiro, que dispensa apresentações com o paletó”, pontuou.

Servidor público, o Procurador Mauro já é conhecido no meio político por duas características bem peculiares.  Uma delas é que ele só aparece a cada 2 anos. Mauro em 2014, “bateu na trave”, quando foi um dos mais votados para deputado federal em Mato Grosso, com 84 mil votos. Na ocasião não conseguiu se eleger porque o Psol não havia se coligado com nenhum outro partido, e por conta disso, não conseguiu atingir o quociente eleitoral.

Na disputa de 2016, chegou a liderar a corrida pelo Alencastro, mas acabou de fora do segundo turno em um cenário que acabou polarizado entre Wilson Santos (MDB) e Emanuel Pinheiro (MDB), que acabou eleito.

Já, na última eleição, em 2018, o procurador Mauro obteve 223.053 votos, terminando a disputa por uma das duas vagas ao Senado na 6ª posição de um total de 11 candidatos.