Nova safra de algodão gera expectativa nos produtores

19 de novembro de 2020 16:09
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Categorias: Agronegócio, Notícias

Foto: Reprodução

Produtores baianos ainda têm em estoque 20% da safra para comercializar

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Os agricultores da Bahia estão na expectativa para iniciar a nova safra de algodão. A previsão é que a partir desta sexta-feira (20), quando se encerra o período do vazio sanitário, as plantadeiras entrem em campo para dar início à semeadura do ciclo 2020/2021. Apesar de uma previsão de redução de área plantada em torno de 15%, com 264.614 mil hectares, os produtores que decidiram manter os investimentos na cultura estão otimistas com os resultados em produtividade, incremento do preço no mercado e a retomada da atividade econômica pelos países asiáticos, principal mercado internacional da fibra brasileira.

Segundo a Abapa, os produtores baianos ainda têm em estoque 20% da safra para comercializar, o que também pressionou os cotonicultores na redução da área. Para o presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, esta definição foi uma resposta imediata à desaceleração econômica no setor têxtil diante do período da pandemia da Covid-19. “O câmbio favorável no momento da comercialização da fibra, a partir de setembro, mudou o clima entre os produtores, principalmente entre aqueles que seguraram os estoques para negociar em momento mais adequado”, reforça.

No entanto, para Busato, o produtor precisa fazer conta e ficar atento aos custos de produção, em sua maioria, também atrelados ao dólar, a exemplo do maquinário, adubos e fertilizantes a serem utilizados na semeadura. “O produtor pode perder cerca de 23% em rentabilidade com as variações do preço e custos ao longo da safra, que chegam a ter 70% do valor indexado ao dólar”, afirma. A região Oeste da Bahia atravessa quatro safras com resultados positivos em produção e produtividade, sendo a última, a segunda maior da história, ao atingir a média de 310,15 arrobas de algodão em caroço/hectare em uma área total de 313.566 mil hectares. A produção atingiu a mesma média da safra passada, em torno de 1,5 milhão de toneladas de algodão (fibra e caroço).

Assim como outros setores da economia, também impactados pela pandemia do coronavírus, Busato reforça que o produtor baiano continua esperançoso e investindo no algodão, que movimenta uma cadeia produtiva que gera em média três vezes mais emprego que outras culturas, em grande parte, pelo trabalho de beneficiamento realizado localmente. “O produtor baiano, que já tem uma infraestrutura do seu negócio e já passou por outras crises, vai continuar confiando na rentabilidade e do retorno do seu investimento nas próximas safras diante da retomada da demanda pela fibra no mundo”, reforça Busato. Segundo maior produtor do Brasil, a Bahia contribui com a participação de 25% da safra nacional, sendo considerada a área agrícola com a maior produtividade de algodão não irrigado do mundo.

Informações da assessoria de imprensa.