No decreto de Emanuel, parece que estão sobrando UTIs em Cuiabá

2 de março de 2021 18:28
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Categorias: Bastidores

Foto: Divulgação
Quando se observa com mais atenção, as medidas que fazem parte do decreto do prefeito Emanuel Pinheiro, a impressão que se tem é que a pandemia está sob controle em Cuiabá. E não é isso que está acontecendo. A capital é uma das cidades classificadas com risco alto de contaminação, com muita mortes e a taxa de ocupação das UTIs está próxima do colapso total. 
Além de aliviar de forma considerável o toque de recolher, das 19 para as 23 horas, o funcionamento do comércio apresenta poucas alterações, muda muito pouco em relação aos horários que já são praticados. É lógico que é preciso se preocupar com a atividade econômica, mas não é uma atitude responsável não dar a devida atenção para o momento grave da pandemia, onde milhares já perderam a vida. 
Academias, shoppings, supermercados, conveniências em postos de gasolina, distribuidoras de bebidas, bares, restaurantes, lanchonetes e cafeterias, terão mudanças muito pequenas nos seus horários de funcionamento. Mas o que chama a atenção é que o decreto do prefeito suspende os atendimentos ambulatoriais e as cirurgias eletivas. Pode funcionar tudo, menos s saúde.
Diante disso, é preciso dar razão ao governador Mauro Mendes, quando ele afirma que foi necessário criar o Centro de Triagem  da Arena Pantanal, pela falta de atendimento nas unidades 
básicas de saúde da capital. O decreto de Cuiabá, na prática, aumenta ainda mais o risco da população na pandemia.