MT: perdas na soja podem chegar a 10 sc/ha

14 de janeiro de 2021 15:12
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Categorias: Agronegócio, Notícias

Até mesmo áreas irrigadas não vão ter o mesmo desempenho da safra passada

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Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, espera colher 35.4 milhões de toneladas, um recuo de 1,3% em relação a safra passada mesmo com área 2.7% maior. Isso é explicado pela produtividade menor, que recuou 3.9% nesta safra, caindo de 3.587 para 3.448 kg/ha.

O plantio terminou na segunda quinzena de dezembro, com relatos de replantio, tendo em vista a escassez e má distribuição das chuvas em setembro e outubro. Por isso a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou recuo de área semeada de aproximadamente 30 mil hectares em relação ao levantamento anterior, realizado em novembro.

O volume acumulado de chuvas continua abaixo do ideal na maior parte do estado, podendo afetar o potencial produtivo da cultura, considerando-se que boa parte das
lavouras estão no período de formação de vagens e enchimento de grãos.

Os impactos do clima já são vistos em Sorriso, município mato-grossense que é o maior produtor nacional. Segundo o Sindicato Rural até mesmo áreas irrigadas não vão ter o mesmo desempenho da safra passada. Agricultores que já começaram a colheita da oleaginosa confirmam os resultados inferiores ao do último ciclo.

Na fazenda do produtor, Fábio Laier , a produtividade até aqui ficou em torno de 70 sacas por hectare, 10 sacas a menos que a obtida nas áreas irrigadas na safra passada.“Nós estamos iniciando a colheita da soja em área irrigada e a produtividade está entre 12% e 14% menor em relação ao ano passado. Estamos bem apreensivos para as áreas que não estão irrigadas, onde o problema pode ser maior devido à falta de umidade e excesso de temperatura”, comenta. Em novembro ele chegou a ligar os pivôs por dez dias seguidos o que deixa os custos de produção maiores.

O agricultor Tiago Stefanello também relata produtividade aquém da registrada na safra 2019/20 nas áreas irrigadas. “No geral, as médias dos pivôs estão abaixo do ano passado, cerca de 7% a menos”, afirma.