Indústria e Infraestrutura

16 de janeiro de 2022 08:50
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Brasil das últimas décadas acostumou-se ao desenvolvimento industrial

Nosso país caminha nos trilhos desenvolvimentistas. O Brasil das últimas décadas acostumou-se aos planos de desenvolvimento industrial. Um dos mais notórios deles foi o Plano de Metas do presidente JK, que, embalado pelo lema “50 anos em cinco anos”.

Traçando setores prioritários de investimentos públicos e privados e levou adiante a ideia da construção de um parque produtivo nacional, na onda do que ocorria em outras partes do mundo.

Nos idos dos anos 70, surge o Plano Nacional (PND), carregado pela mensagem ufanista que pregava que “esse é um país que vai para frente”, e almejava dar continuidade ao milagre econômico em curso.

Porém com forte conotação reacionária, o mesmo não teve relevância e ficou marcado pela celebre frase do general-presidente Emílio Garrastazu Médici, que disse “A economia vai bem, mais o povo vai mal”, todos esses jargões implementados nessa época, tinham como  razão principal, fomentar o crescimento econômico do país, que naquele momento vivia uma  realidade diferente.

Depois entramos em um outro momento da nossa história, na qual o Brasil passou a viver a abertura de Collor, a estabilidade do real de Itamar e FHC, e da retomada do crescimento de Lula, que também experimentou seguidas propostas de incremento à Indústria, que não saíram do papel e viraram mero material de propaganda, isso no final do século XX e início do  XXI.

A Dilma Rousseff lança o seu plano “Brasil Maior”, recolocando a indústria como eixo do desenvolvimento. Fazendo uso do generoso colchão de financiamento do BNDES, que prometeu desembolsar cerca de R$ 500 bilhões até 2014; daí por diante a coisa desandou.

Do dia 1 de janeiro de 2001, início do século XXI, o país passou por profundas modificações no modo de governar; através de ações praticadas por governos populistas, que versaram mal o dinheiro público, acontecendo rombos estratosféricos nos cofres públicos, peculato, toma lá dá cá, propinas exacerbadas acabaram virando uma prática corriqueira, grande número  de lobistas, a Lei Rouanet era uma das formais mais fáceis de captação de recursos, levando muitos famosos ao enriquecimento; hoje choram amargamente o leite derramado. Estas ações intempestivas, vergonhosas e imorais, ensejaram na criação da Operação Lava Jato, entre outras.

O que é de saltar os olhos; é que parte da população brasileira, com a vitória de forma democrática e legítima, de um Presidente da República Federativa do Brasil em 2018, Jair Messias Bolsonaro (PL).

O modo de governar, implementado por ele, corta privilégios, estanca sangrias desatadas, defende a nossa pátria com unhas e dentes, defende a religião, a família, a ética, a decência a honestidade a moralidade, e por aí vai.

Em função dessas medidas austeras tomadas por ele, pasmem os senhores, essa pequena parta da população passa a sofrer abruptamente de amnésia seletiva ou amnésia dissociativa; esquecendo os 20 anos de desmandos passados.

Diante de uma pandemia mortal como a Covid-19, não poderia ser diferente, o setor secundário a Indústria em 2020, teve queda de 4,5% em sua produção, vocês irão se lembrar do fecha tudo fique em casa, a economia veremos depois. Essa volatilidade no setor industrial teve como elemento norteador, essa maldita pandemia, e algumas ações intempestivas por parte de membros dos poderes constituídos.

Em contra partida, o setor Infraestrutura, tendo como titular da pasta, nada mais nada menos, que o monstro em trabalhos prestados, Tarcísio Gomes de Freitas.

Se formos declinar seus feitos à frente da pasta, tornar-se-á um livro, porém em rápidas pinceladas, direi o mínimo que foi feito por ele, o Governo Federal, por meio do Ministério dá Infraestrutura, fez a entrega  de 108 obras públicas, 2050 Km de rodovias renovadas, executou R$ 5,5 bilhões na modernização de todos os modos de transporte e contratou mais R$ 37,6 bilhões da iniciativa privada para investimentos, nos próximos anos, em ferrovias, aeroportos, rodovias, portos e hidrovias; só não enxerga, quem não quer ver.

 

 LICIO ANTONIO MALHEIROS é geógrafo.