Ex-secretária mandou instalar ponto eletrônico e controle de atendimentos; veja vídeo

24 de outubro de 2021 10:30
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Categorias: Notícias, Política

Foto: Câmara de Cuiabá

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Ex-secretária de Saúde de Cuiabá, Elizeth Lúcia Araújo afirmou em depoimento que mandou instalar pontos eletrônicos e controle de atendimentos em unidades da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Capital como forma de barrar possíveis irregularidades durante sua gestão.

Em vídeo que a reportagem do  teve acesso, a ex-gestora explica a agentes do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso, que as ações foram metas estabelecidas diante de suspeitas.

Apesar de negar que tenha recebido informações sobre contratados da SMS que não trabalhassem – que poderiam ser considerados “servidores fantasmas” -, Elizeth aponta que optou por mandar instalar pontos eletrônicos, que foram colocados na sede da pasta e em unidades de Saúde da Capital.

Em localidades onde não era possível a instalação dos pontos, a então secretária definiu que seria adotado o regime de folha de frequência. Dessa forma, caso alguém assinasse no lugar de outra pessoa, o chefe responsável pela unidade poderia responder criminalmente.

Além disso, Elizeth afirmou que houve denúncias de que alguns servidores batiam o ponto na hora da entrada, saíam das unidades e no momento próximo ao fim do expediente retornavam como se tivessem cumprido a jornada integral de serviço.

Nesse sentido, a então secretária mandou que também fosse adotado o controle de atendimentos. Dessa forma, o baixo volume de atendimentos dos profissionais poderia ser interpretado como sendo um indicativo de irregularidade no cumprimento do serviço.

O depoimento prestado pela ex-secretária juntamente com outras oitivas prestadas ao Naco possibilitaram a reunião de informações suficientes para execução da Operação Capistrum, deflagrada na manhã de terça-feira (20).

Um dos pontos de destaque da ação gira em torno do afastamento do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e da prisão de seu chefe de gabinete, o advogado Antônio Monreal Neto. Além disso, as contas do chefe do Executivo, da primeira-dama, Márcia Pinheiro, e de outras pessoas próximas também foram bloqueadas.

 

Veja o vídeo a seguir: