Em quatro meses de pandemia, emprego se manteve estável em MT

23 de setembro de 2020 15:15
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Categorias: Economia, Notícias

Foto: Tchelo Figueiredo/Secom-MT

Cenário favorável é mantido principalmente pelo agronegócio, setor que mais cresceu durante a pandemia.

Mato Grosso foi um dos estados que mais conseguiu manter seus postos de trabalho entre maio e agosto deste ano. É o que mostra a edição mensal da PNAD COVID-19, divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os dados, o número de pessoas ocupadas no estado se manteve relativamente estável. Em maio, cerca de 1.525.000 de trabalhadores estavam empregados. Esse número pouco variou nos meses seguintes. Em junho,  passou para 1.522.000, em julho para 1.518.000, até chegar em agosto com 1.525.000. Apontando para cerca de 5 mil desligamentos durante o período analisado.

Nesses quatro meses de pandemia, a taxa de ocupação variou cerca de 0,32% em Mato Grosso. Um número bem menor que o observado nacionalmente. Em todo o Brasil, entre maio de agosto, o número de pessoas ocupadas caiu de aproximadamente 84,6 milhões de pessoas, para 82,1 milhões. Uma variação de 2,7%, com. A população desocupada passou de 10,1 milhões para 12,9 milhões.

Uma das razões para os números considerados satisfatórios no estado encontra razão no agronegócio. O setor não apenas saiu ileso do impacto causado pela pandemia em quase toda a economia, como aumentou seus ganhos, conseguindo, inclusive, fazer investimentos. Boa parte dos trabalhadores mato-grossenses ocupa vagas na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca ou aquicultura. Em agosto, 17,1% da população ocupada estava em uma vaga do setor.

A pesquisa mostra ainda que 42,5% dos domicílios mato-grossenses receberam auxílio emergencial do Governo Federal. Somente em agosto, 479 mil famílias receberam o benefício. Neste mesmo mês, cerca de 23 mil domicílios tinham alguém que recebeu seguro desemprego e 48 mil alguém que recebeu Bolsa Família.

O Instituto ressalta que a pesquisa foi implementada em plena pandemia da não só para obter informações sobre os sintomas referidos da síndrome gripal, como também para ser utilizada como instrumento de avaliação e monitoramento do combate aos efeitos dessa emergência global de saúde sobre o mercado de trabalho brasileiro.