Delegado afastado da Defaz pela PJC se senter injustiçado

14 de setembro de 2021 17:26
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Categorias: Notícias, Política

Foto: Khayo Ribeiro

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O delegado Lindomar Toffoli, que foi afastado da Defaz, afirmou que se sentiu “injustiçado” diante da ação pelo fato de o afastamento não ter sido justificado. Ele foi transferido do cargo pela Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil.

O apontamento do delegado foi feito durante depoimento à Comissão de Segurança Pública, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, na tarde desta terça-feira (14).

Aos membros da Comissão, o delegado questionou o fato de ter sido afastado da Defaz no mesmo período em que investigava denúncia feita contra o governo do Estado.

Ainda que sem vincular diretamente seu afastamento à investigação, o delegado apontou que é necessária autonomia nas apurações.

“Se eu não posso investigar o governo, quem vou investigar?”, afirmou, acrescentando que à época também investigava denúncia contra o filho do ex-deputado José Riva.

Além de Lindomar, prestam depoimento à Comissão os também delegados Flávio Stringueta e Anderson Veiga.

Os delegados prestam depoimento após o prefeito apresentar denúncia à Assembleia Legislativa de Mato Grosso e à Corregedoria da Polícia Civil sobre suposto uso político da instituição.

Segundo Emanuel, o governo do Estado, sob comando do governador Mauro Mendes (DEM) teria interferido diretamente junto ao comando da Polícia Civil direcionando investigações contra a gestão da Capital.

A denúncia foi apresentada por Emanuel ainda em dezembro de 2019, quando o prefeito requereu ao então presidente da Casa, deputado Eduardo Botelho (DEM), que investigasse a gestão do delegado-geral Mário Dermeval.

De acordo com Emanuel, a Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) foi utilizada para incriminar sua gestão à época em que os delegados Lindomar Toffoli e Anderson Veiga estavam lotados na unidade.

Os delegados, de acordo com o prefeito, teriam sido pressionados a instaurarem investigação que tinha como mote a compra de votos de vereadores para que cassassem o mandato do então parlamentar Abílio Júnior.

Posteriormente, em junho deste ano, o prefeito apresentou nova denúncia de uso da Polícia Civil contra sua gestão, apontando uso ilícito da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

 

Deputados presentes  

Estavam presentes os deputados Alan Kardek (PDT), delegado Claudinei (PSL), João Batista (Pros), Ulysses Moraes (PSL), Faissal Calil (PV), e Dr. João (MDB).