Caso da rachadinha de Flávio Bolsonaro tem certa semelhança com o dinheiro no paletó

7 de agosto de 2020 17:08
Publicado por:
Categorias: Bastidores

Já foi dado o primeiro passo para arquivar o pedido de cassação do senador Flávio Bolsonaro. É que ficou pronto o parecer da Advocacia do Senado sobre o famoso caso da rachadinha no Rio de Janeiro, quando o parlamentar era deputado estadual. O esquema consistia, de acordo com as denúncias, em fazer que os servidores devolvessem parte do salário que recebiam e que em seguida voltava para as mãos do então deputado.O operador dessa suposta fraude seria um ex-assessor do senador, Fabrício Queiroz, que depois de ser preso, agora cumpre prisão domiciliar.

O pedido de abertura de processo contra o filho do presidente foi feito por três partido: Rede, PSOL e PT. O parecer da Advocacia do Senador foi por solicitação do senador Jayme Campos, do DEM de Mato Grosso, que é o presidente do Conselho de Ética. Ele é quem vai decidir se acolhe o parecer ou se determina a abertura do processo contra Flávio Bolsonaro.

No documento, os advogados do Senado alegam que os fatos denunciados não tem nenhuma relação com o mandato do atual senador Flávio Bolsonaro. E pra não perder a viagem, já disseram no documento que uma resolução do próprio Conselho de Ética do Senado, determina o arquivamento de pedidos de abertura de processo, quando os supostos crimes não tiverem sido cometidos no atual mandato.

Qualquer semelhança não é mera coincidência. Foi a mesma coisa que aconteceu aqui na Câmara Municipal de Cuiabá, em relação ao prefeito da capital, sobre aquelas cenas deprimentes de Emanuel Pinheiro, colocando maços de dinheiro no paletó. Os vereadores que seguem à risca as orientações de Emanuel, justificaram que não poderiam fazer nada, porque quando o fato ocorreu, ele era deputado estadual.

Voltando ao Senado, o senador Jayme Campos, presidente do Conselho de Ética, está com a “faca e o queijo na mão”, ou seja, já tem o argumento que precisava para mandar arquivar o caso de Flávio Bolsonaro. Agora basta ele dizer que vai seguir o parecer da Advocacia do Senado. O cidadão fica indignado com tudo isso, porque essas coisas fazem despertar o sentimento de impunidade na opinião pública.