Advogado de Emanuel suspeita que ex-secretários tenham “combinado”

24 de outubro de 2021 08:00
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Categorias: Notícias, Política

Foto: Rafael Medeiros

Faiad lembra que nomeação de temporários é responsabilidade de secretários

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O advogado Francisco Faiad levantou a suspeita de que os ex-secretários de Saúde, Huark Douglas Correia e Elizeth Lúcia de Araújo, teriam ‘combinado’ os depoimentos ao Ministério Público do Estado (MPE) que levaram ao afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Operação Capistrum. As declarações foram dadas na tarde desta sexta-feira (22), após depoimento do chefe de Gabinete do prefeito, Antônio Monreal Neto.

Ao Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), os ex-secretários detalharam o suposto esquema de contratações indevidas de pessoas sem qualificação para ocupar cargos na Secretaria de Saúde para atender indicações políticas de vereadores, deputados e secretários, além de irregularidades no pagamento do Prêmio Saúde. “Os dois falaram mesma coisa como se fossem combinados. Os dois foram exonerados pelo prefeito municipal. Gozado é que tomando conhecimento de algumas irregularidades nenhum denunciou ao prefeito essas irregularidades e nenhum pediu exoneração. Foram exonerados pelo prefeito. Já disse e vou repetir: os temporários são contratados pelo secretário que é quem assina o contrato, inclui na folha de pagamento, acompanha a prestação de serviços e os paga através da ordem bancária. O prefeito não interfere na situação dos temporários”, disse o advogado.

Faiad também comentou sobre o novo pedido de afastamento do MPE, que prevê prazo de 180 dias “ou enquanto durar a instrução processual” e acredita que a liminar não deve prosperar. Emanuel e a primeira-dama, Márcia Pinheiro, prestaram depoimento virtual ao Naco nesta sexta-feira.

“Nós esperamos que a decisão concedida de afastamento do prefeito seja revogada. Existe um excesso e acho que com o depoimento do prefeito e da primeira-dama hoje esclarecendo os fatos, essa liminar não será concedida”, pontuou Faiad.

OPERAÇÃO CAPISTRUM

A Operação Capistrum foi deflagrada por agentes da Polícia Civil e Ministério Público na manhã da última terça-feira (19) cumprir ordens judiciais contra o prefeito, sua esposa Márcia Pinheiro, Antônio Monreal Neto, chefe de gabinete de Emanuel, Ivone de Souza, secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos Ivone de Souza, e Ricardo Aparecido Ribeiro, coordenador de Gestão de Pessoas na Prefeitura da Capital. Contra Antônio Neto foi cumprido um mandado de prisão temporária (5 dias), mas ele foi solto ontem por decisão do Tribunal de Justiça. O bloqueio de R$ 16 milhões se estende aos cinco investigados.