Wilson quer que CPI dos Grampos investigue Silval e Fávaro

Segundo o tucano, existiriam relatos que a prática de interceptações telefônicas clandestina já ocorria desde 2011.

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Foto: Rodinei Crescêncio

Vice-líder do governo Pedro Taques (PSDB) na Assembleia Legislativa (ALMT), Wilson Santos (PSDB) quer que a CPI dos Grampos investigue a gestão Silval Barbosa e o ex-vice-governador Carlos Fávaro (PSD), candidato ao senado  na chapa de dissidentes do governo.

Segundo o tucano, existiriam relatos que a prática de interceptações telefônicas clandestina já ocorria desde 2011.

“A nossa proposta é que a investigação comece desde 2011. Nós já temos indicios de que já exisitia desde o governo Silval Barbosa”, disse o parlamentar.

Segundo ele, a proposta da oposição de CPI seria apenas para investigar de 2015 para frente. “existem depoimentos que isso já existia desde o governo Silval. Então vamos investigar todos. O governador tem que ser investigado, o vice-governador Carlos Fávaro também tem que ser investigado, os Comandantes da PM, de soldado a coronel, alguns delegados de Policia, alguns membros do Ministério Públicos, deputados”, afirma Wilson Santos.

Os argumentos de Wilson Santos tem por base o depoimento do cabo Gerson Corrêa, que apontou o Pedro Taques e Paulo Taques como “os donos do negócio”.

Durante este depoimento, Gerson disse que a explicação dada para que o sistema de arapongagem criado durantes as eleições de 2014 para grampear os adversários políticos de Taques, seria de que o ex-deputado estadual José Riva teria montado um esquema de escuta telefònica contra Taques através do coronel Mendes. E que por isso, decidiram revidar criando o que ficou conhecido como “Grampolândia Pantaneira”.

“Isso é uma mentira deslavada. O coronel Mendes [citado em audiência] não estava próximo da minha campanha. Ele se aproximou quando a Janete Riva assumiu a vaga de candidata. Mas nunca houve grampos. Eu duvido que o coronel Mendes tenha grampeado alguém”, disse Riva ao Gazeta Digital.

Riva também questionou o suposto fato de que outros adversários de Taques foram alvo do esquema de arapongagem. “Se fosse isso por que grampearam os outros? Qual o motivo?”, questionou o ex-deputado.

CPI

Foto: Chico Ferreira

A briga entre a oposição e governista para saber quem irá comendar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de que o governador Pedro Taques (PSDB) teria sido o “mandante” dos grampos telefônicos clandestinos, conforme afirmou em juízo o cabo da Polícia Militar, Gerson Corrêa Júnior, está nas mãos da Mesa Diretora.

Para revelar com que realmente apresentou 1º o requerimento, Botelho terá prazo. “Eu criei uma comissão, composta pelo procurador-geral e dos consultores. Eu havia pedido 24 horas. Eles reuniram comigo ontem durante a noite pedindo para que esse prazo é muito curto para eles, uma vez que terão que assistir toda a sessão novamente, vão ter que olhar tudo, estudar a jurisprudência. Então nós ampliamos isso para 72 horas. Para que eles pudessem, realmente, fazer um estudo amplo, e apresentar um parecer bem técnico e imparcial”, afirmou.

Wilson quer que a CPI só funcione depois das eleições, investigando outros nomes e órgãos além de Pedro Taques. A deputada Janina entende que a CPI deve funcionar logo. “Aí são 2 pontos de vistas. Duas opiniões diferentes de deputados”, finalizou Botelho.

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