Taques convida Meirelles para “fincar o pé no barro” da BR-163

O convite surgiu mediante questionamento feito pelo presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, sobre quando a rodovia estaria completamente pavimentada. 

Taques convida Meirelles para “fincar o pé no barro” da BR-163 | HiperNotícias

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Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles – Foto: Alan Cosme – HiperNotícias

O governador Pedro Taques (PSDB) convidou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para conhecer os 100 quilômetros da BR-163 que ainda carecem de asfaltamento no estado do Pará e dificulta o escoamento do que é produzido no estado. O convite surgiu mediante questionamento feito pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, sobre quando a rodovia estaria completamente pavimentada.

“Temos 100 quilômetros do lado do Pará, ligando Miritituba e Santarém. Por acaso a Avenida se chama Mato Grosso. Quero convidar o senhor para que faça uma viagem de carro de Sinop a Santarém. A Acrimat está do nosso lado, paga o churrasco, para que veja a importância dessa pavimentação do lado do Pará. Fincar o pé no barro ali vai ser importante”, disse Taques a Meirelles.

O ministro, que é pré-candidato a presidente da República, aceitou o convite. “Convite está aceito, vamos enfrentar”. No entanto, para concorrer ao Palácio do Planalto, Meirelles precisa se desincompatibilizar do cargo até 6 de abril.

Conforme Moura, a logística é um grande problema do setor produtivo. 50% do saco de milho o custo é com logística, 30% da saca de soja são gastos com logística e mais de 10% do algodão é gasto com logística.

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que desde o segundo mandato do ex-presidente Lula não faltam recursos para a pavimentação da BR-163. O impasse foi jurídico, uma vez que algumas empresas ganhadoras da licitação dos vários lotes para pavimentação da rodovia se recusavam a deixar a obra, mas não tinham condição estrutural para tocar o projeto.

“Agora colocaram o exército para tomar conta e concluí-la. O exército é mais lento, mas está trabalhando e ele não vai sem dinheiro e isso demonstra que não tem problema de recursos”.

Outro questionamento feito foi com relação a construção de uma ferrovia para escoamento da produção. Maggi ressaltou que o estudo de viabilidade técnica e financeira já foi realizado e o governo precisa licitar a obra. “Essa ferrovia saindo para o norte reduz em mil quilômetros o caminho para chegar em qualquer lugar de porto. Espero que o governo consiga evoluir o mais rapidamente possível”.

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