“Não cabe mais incompetência em MT”, diz Sinfra sobre Taques

13 de agosto de 2019 15:05
Publicado por:
Categorias: Notícias, Política

Sem dar prazo, secretário Marcelo de Oliveira alfineta governo anterior e diz que obra tem viabilidade

O secretário de Estado de Infraestrutura Marcelo de Oliveira afirmou que existe viabilidade para o término da obra do novo Hospital Universitário Júlio Müller, na rodovia Palmiro Paes de Barros, em Cuiabá.

A construção da unidade está paralisada desde 22 de setembro de 2014. Segundo estudos divulgados à época, desde a paralisação não há manutenção, nem a conservação do que já foi edificado.

“Eu sou muito complicado e muitas vezes as pessoas me chamam de grosso. Mas a verdade é que a incompetência não tem mais espaço no setor público, não só no Estado de Mato Grosso como no Brasil”, disse Padeiro.

Segundo o relatório, os serviços de drenagem do solo ainda não haviam sido contemplados pelo projeto inicial junto à empresa responsável pela construção à época.

Para o secretário da Sinfra, a afirmação de que ali não poderia ser concluída a obra é prova de “incompetência”. Ele garante que a obra deve ser finalizada.

“Existem obras em áreas alagadiças que são verdadeiros pântanos. Ali não tem nada disso. Basta a gente ter um projeto bem feito e a segurança daquilo que a gente vai fazer”, alfinetou Marcelo.

A declaração foi dada à imprensa na audiência pública para discutir a retomada das obras do hospital realizada na Assembleia Legislativa na segunda-feira (12).

 

Planilha em análise

Conforme o secretário, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) encaminhou à Sinfra uma planilha orçamentária com dados para que a obra seja concluída. A Pasta deve analisar o documento e começar com os trâmites para a abertura de licitação.

“A planilha passa agora por uma revisão da Sinfra – nada muito detalhado, porque ela é muito grande – para que comecemos a trabalhar nos termos de referência e possamos lançar o edital. O edital vai ser composto por um regime diferenciado integrado, onde nós vamos ter desenvolvimento do projeto executivo no preço global”.

Ele disse ainda que não pode revelar o novo valor que consta na planilha apresentada pela UFMT à Pasta. No entanto estima uma prazo de três anos para que a obra seja concluída.

“Não posso dizer uma data para conclusão da obra, porque passa por uma licitação, e só depois da licitação e a assinatura do contrato é que daremos a ordem de serviço. O que precisamos ter hoje é calma e tranquilidade para elaborarmos um termo de referencia e um edital para que essa obra não venha a ter problemas futuros”.

“Elaboramos o termo de referência, vou passar esse termo de referência, e o edital ao crivo do Ministério Público Federal e Estadual, ao crivo da controladoria do Estado e da União. Porque essa obra já teve inclusive depoimentos na Polícia Federal, e eu acho que não é hora de nós termos que nos explicar às autoridades competentes. Nós temos que ter consciência de que estamos fazendo o correto”.

 

A obra

Orçada em R$ 116 milhões à época, a obra foi iniciada em 2012 e, conforme o cronograma inicial, deveria ter sido entregue em 2014.

Os recursos previstos para a obra são de 50% de responsabilidade da União, por meio do Ministério da Educação, e outros 50% por parte do Governo de Mato Grosso.

Segundo relatório da CGU, os recursos liberados pela UFMT foram valor de R$ 72,1 milhões. Contudo, o aporte previsto a ser feito pelo Executivo ainda não foi realizado.