Mauro e Pivetta declaram patrimônio de quase 500 milhões de reais

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 14/08/2018

Democratas pede pressa ao MDB para se livrar de Emanuel Pinheiro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 13/08/2018

O Democratas, partido que tem Mauro Mendes como candidato ao governo de Mato Grosso, pede pressa na liberação do prefeito Emanuel Pinheiro, que quer apoiar o senador do PR, Wellington Fagundes. Quem defendeu isso no último final de semana, foi o presidente do Dem, o deputado federal Fábio Garcia. Ele entende que essa medidas poderia evitar futuros constrangimentos e que o prefeito deve estar mesmo ao lado de quem ele tem afinidades políticas, onde vai se sentir mais confortável. Fábio Garcia afirma que não pode interferir nas decisões do MDB de Carlos Bezerra, mas que ninguém pode ser forçado a apoiar propostas que não quer defender.

A verdade é que o grupo liderado pelo ex-prefeito Mauro Mendes, não quer de jeito nenhum o apoio de Emanuel Pinheiro. Isso porque o entendimento é o de que isso acabaria provocando um desgaste ainda maior, que se somaria as críticas em função da aliança com os emedebistas, que teria sido feita pensando em  aumentar o tempo na propaganda eleitoral no rádio e na tv. Além disso, o prefeito de Cuiabá, tem ainda outras questões a administrar dentro do partido dele. A candidatura do filho dele, Emanuelzinho, a deputado federal pelo PTB, que está na coligação de Wellington Fagundes, está criando problemas também dentro do MDB.

Já circulou nos bastidores o recado de integrantes do partido dele, com as digitais do deputado Carlos Bezerra,  que a candidatura de Emanuel a reeleição a Prefeitura de Cuiabá, daqui a dois anos, não está garantida. Isso teria que ser discutido, apesar de muitos acharem que  talvez o prefeito, não consiga nem concluir o mandato dele, principalmente pelas acusações de Silval Barbosa, na delação premiada, envolvendo aquele mensalão de seiscentos mil reais, revelado pelas imagens do dinheiro no bolso do paletó. E é bom lembrar também, que o deputado Fábio Garcia, tem motivos de sobra para ver Emanuel bem longe, porque ele estaria de olho no Palácio Alencastro, com as bênçãos de Mauro Mendes.

Governo de MT sofre nova ameaça de intervenção federal

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 10/08/2018

Demorou bastante, mas parece que até que enfim decidiram tomar medidas mais enérgicas para tentar resolver um problema, que além de antigo, é gravíssimo. O Ministério Público está pedindo intervenção federal em Mato Grosso, porque o governo do estado não vem cumprindo as decisões judiciais, ao não dar início a construção de novas unidades do sistema Sócio-educativo, além da reforma e ampliação das já existentes, esta é uma situação que já se arrasta há muito tempo. Estes centros são necessários, porque hoje não existem locais para internar e recuperar os menores que são infratores.

O governo já teve até contas bloqueadas por causa disso, mas o que era preciso fazer, não foi feito pelo poder executivo. Para evitar a intervenção federal em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça vai tentar uma conciliação com o Ministério Público Estadual. O Governo do Estado terá que apresentar soluções de forma concreta para construir e reformar os centros sócio-educativos nas principais regiões do Estado e também aqui na Capital. Sem medidas efetivas e se não houver um acordo, o pedido de intervenção deverá ser encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça.

Até aqui, o que o governo tem feito é tentar protelar, ou seja, empurrar com a barriga uma questão que já foi decidida nos tribunais. E isso ocorre não é pela falta de dinheiro. O que falta mesmo nesse caso é decisão política. Deixar sem solução um problema tão grave, é algo muito irresponsável, é falta de compromisso com a sociedade. Muitos menores infratores não poderiam estar hoje no convívio social, mas é preciso que exista a estrutura necessária para internação e recuperação.

Fechar os olhos para o drama que centenas de famílias enfrentam no dia a dia, é algo no mínimo desumano. o que não dá mais pra continuar aceitando é que ordens judiciais não sejam cumpridas e tudo ficar por isso mesmo. Não dá mais pra tapar o sol com a peneira.

Blocão de 15 deputados já aposta na derrota de Pedro Taques

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 09/08/2018

Na Assembleia Legislativa, a maioria dos deputados já aposta na derrota de Pedro Taques nas eleições de outubro. Está sendo criado um novo bloco, composto pelos parlamentares da oposição e por aqueles que eram aliados e que estão se afastando do governador. O grupo, denominado de blocão, reuniria os deputados que estão no arco de alianças tanto de do senador Wellington Fagundes como do ex-prefeito Mauro Mendes, os dois candidatos ao governo de Mato Grosso.

Além de jogar as fichas no insucesso da reeleição do atual governador, estão de olho também na composição da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa. A formação deste novo grupo unindo os ex-aliados de Taques e a oposição ao atual governo, é mais um indicativo de que Wellington e Mauro, vão confirmando o que se comenta há algum tempo nos bastidores, de que existe uma espécie de jogo combinado, no enfrentamento de um adversário comum, que é Pedro Taques.

O governador tenta fazer do limão a limonada, ao afirmar que é vítima de um complô, sugerindo que todos se uniram contra ele. E não deixa de ser verdade. Mas ele tem culpa nisso também. Durante uma boa parte do governo, Taques achou que poderia deixar a classe política de fora do poder. Mas essa turma é bem profissional, não brinca em serviço. Entenderam que precisavam se reorganizar e aí antigos desafetos estão sob o mesmo teto, Taques está colhendo os frutos amargos dos equívocos que cometeu; e nessa luta pelo poder, os políticos são pragmáticos. Em outras palavras, para eles os meios justificam os fins.

Este novo blocão na Assembleia não possui bola de cristal, mas o sentimento é o de que o atual governador não irá se reeleger e muitos desses deputados, que buscam a reeleição, querem estar preparados para negociar com o futuro governador. Eles querem na verdade se antecipar aquela história do rei morto, rei posto. Mas vai ter ainda muita briga pela frente, antes de se decidir quem vai conquistar o trono do palácio.

Tribunal de Contas suspeita de cabide de empregos em Cuiabá.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 08/08/2018

O Tribunal de Contas quer acabar com a farra de contratações na Prefeitura de Cuiabá. Uma medida cautelar foi determinada pela conselheira Jaqueline Jacobsen, suspendendo os contratos temporários depois que uma auditoria comprovou que mais de dois mil e setecentos funcionaram entraram na Secretaria de Saúde sem concurso e sem nenhum processo seletivo. A grande suspeita que existe é de um enorme cabide de emprego e tudo na base de indicações  políticas.

O número de contratações foi tão grande, que supera e muito o que a própria legislação municipal estabelece. Existe até uma CPI na Câmara Municipal de Cuiabá, que está investigando porque contrataram um batalhão de gente e muitos dos contratados, não possuem qualificação técnica para exercer os cargos. As denúncias são de um trem da alegria, que teria inclusive interesses eleitorais.

O Tribunal de Contas está pedindo explicações do prefeito Emanuel Pinheiro, do atual secretário, Hurak Douglas e da ex-secretária Elizeth Araújo, que inclusive pediu demissão, alegando que a prefeitura não tratava com seriedade uma saúde que já é um caos. Como se isso não bastasse, os hospitais filantrópicos estão paralisando o atendimento, porque o município está com repasses atrasados.

A Santa casa já não vinha atendendo novos pacientes do SUS e agora o Hospital Geral Universitário está suspendendo novas cirurgias e internações em UTI por falta de dinheiro. É algo no mínimo vergonhoso. A população que mais precisa fica sem atendimento, enquanto teria sido montado, de acordo com as denúncias, um cabidão com milhares de empregos para abrigar os protegidos dos políticos, os famosos cabos eleitorais. O Ministério Público precisa entrar nessa parada também pra saber quem é que está levando vantagem nisso tudo. Será que tem gente fazendo campanha com o dinheiro público? Se essa indecência estiver ocorrendo, não é apenas politicagem. É crime, é compra de voto, é nojento demais.

Mãe de Taques afirma que “a corja toda se uniu para derrubar o filho”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 07/08/2018

A campanha do governador Pedro Taques vem tentando criar um desgaste político para o candidato do Democratas, Mauro Mendes, por conta da aliança com o MDB de Carlos Bezerra. Mas nesse aspecto, a chapa do PSDB também está tendo que dar explicações sobre seus aliados.

O produtor rural Rui Prado, ex-presidente da Federação da Agricultura e escolhido de ultima hora para ser vice de taques, em 2014, como candidato ao Senado, fazia parte da chapa do ex-deputado José Riva, inimigo declarado do atual governador. Rui Prado diz que não tem problema nenhum com o passado político dele e que agora está olhando para o futuro. É aquela história. Antes de apontar os erros dos outros, é preciso olhar para o próprio umbigo.

A verdade é que as contradições políticas estão presentes nos principais grupos que estarão disputando esta eleição. Na verdade, o ponto de convergência, o que une todos eles, são os próprios interesses. Tentam se justificar para o eleitor, mas não conseguem tapar o sol com a peneira. E aí o que resta para todos eles é minimizar a própria incoerência e a fragilidade, sempre buscando potencializar o ponto fraco dos adversários. Nesse aspecto, quem vai enfrentar mais problemas é o governador Pedro Taques. Tanto Wellington Fagundes como Mauro Mendes, vão colocar o dedo na ferida, daquilo que não deu certo na atual administração. O que vai diferenciar é a intensidade das críticas. Wellington já disse que taques é incompetente, desagregador e que não tem postura de líder.

O grupo de Mauro Mendes costuma bater até mais forte. Otaviano Pivetta, ex-amigão de Pedro Taques, usa adjetivos mais fortes, como enganador e falsário. Mas não fica nada se resposta é o famoso bateu, levou. O governador assumiu nos últimos dias uma postura mais comedida. Mas o recado forte veio pela mãe dele, a professora aposentada, Eda Taques. Ela disse com todas as letras que a corja, isso mesmo, a corja se uniu para derrubar o filho. E o provérbio se confirma: a fruta nunca cai longe do pé.

Mauro, Taques e Wellington escalaram seus times e o jogo vai começar

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 06/08/2018

Depois de muita articulação, com muita gente mudando de lado, os times dos partidos já estão definidos para as eleições de outubro. Para a disputa do Governo do Estado, a disputa maior deverá ficar entre Pedro Taques, Mauro Mendes e Wellington Fagundes. A linha de campanha de cada um deles vai tentar estabelecer um diferencial em relação aos adversários. O atual governador, candidato a reeleição, tentará demonstrar que fez o que poderia ser feito, dando destaque para o combate a corrupção. Mas vai ter que dar muitas explicações, será cobrado que não fez a lição de casa, mas vai insistir em falar que a casa está arrumada.

Mauro Mendes tentará projetar para o Estado de Mato Grosso, o trabalho quer fez na Prefeitura de Cuiabá, de onde saiu com índices altos de aprovação. O discurso será de mudança, mas será questionado, pelo grupo dele até há pouco tempo ter feito parte da administração atual. No aspecto político será muito cobrado pela aliança que fez o MDB de Carlos Bezerra.

O candidato do PR, o senador Wellington Fagundes, na reta final para definir o seu time, acabou surpreendendo. Montou uma boa coligação. Com partidos que tem uma estrutura estadual forte. Já avisou que a chapa dele é a única que pode ser identificada como oposição de verdade, cutucando o grupo de Mauro Mendes, além de afirmar que não vai entrar no jogo dos outros dois adversários, que vivem batendo boca e trocando farpas, baixando o nível do debate. Com esse quadro, os especialistas apontam que esta deve ser uma eleição em dois turnos e bastante disputada.  a escolha do eleitor será entre duas propostas principais. uma é manter o que está aí, com o atual governador e a outra é mudar o comando do Estado. Nesse ponto será preciso enxergar quem representa a mudança, mauro mendes, com os ex-aliados de Taques ou Wellington Fagundes, com o discurso de que é a verdadeira oposição.

Emanuel se complica ainda mais com nova operação do Gaeco

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 03/08/2018

A Operação Dejavu, do Gaeco, Grupo de Combate ao Crime Organizado envolveu novamente com acusações muito graves, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. Segundo o Ministério Público, ele teria utilizado notas frias num valor superior a noventa mil reais, para justificar o recebimento da polpuda verba indenizatória. Além de Emanuel, são investigados outros deputados e também o ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva.

De acordo com o Gaeco, a operação teria ocorrido em função de não terem sido enviadas informações sobre notas fiscais que foram solicitadas. Nas buscas desta quinta feira, não teriam sido encontrados as referidas notas. Por causa do estardalhaço da ação policial, o presidente da Assembleia deve comunicar oficialmente ao procurador chefe do Ministério Público, que não seriam mais necessários mandados judiciais para que o Gaeco realize o seu trabalho de investigação e que para isso bastaria apenas ir até a Assembleia, que o acesso as dependências está liberado, inclusive na presidência. A intenção seria evitar os espetáculos que são chamados de pirotécnicos.

A nesta nova ação, complica-se ainda mais a situação do prefeito Emanuel Pinheiro, que vem tendo um desgaste enorme por causa das imagens gravadas por Silval Barbosa e na delação dele a acusação que o dinheiro era propina de um tal mensalão de seiscentos mil reais.

O fato é que já faz tempo que existe uma tensão muito grande entre a Assembleia e o Ministério Público. Incomodados com tantas operações chegaram até a criar um CPI para investigar promotores e procuradores que não deu em nada. Esta última operação foi batizada de Dejavu, onde se tem a sensação de estar assistindo um replay, de alguma cena onde a pessoa acha que já viveu aquele momento, mas na realidade isso nunca ocorreu. Será?

Aliados de Taques e Mendes elevam o tom das críticas e acusações

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 02/08/2018

A campanha nem bem começou e os grupos de Pedro Taques e Mauro Mendes, continuam trocando farpas e colocando o dedo na ferida nos pontos fracos do adversário. O deputado Wilson Santos alerta que o dinheiro desviado na gestão de Silval Barbosa, será usado na disputa eleitoral deste ano. Ele lembrou que o desfalque nos cofres públicos foi de um bilhão de reais e que parte disso deverá ser utilizada nessa eleição, fazendo uma alusão indireta a atuais aliados do pré-candidato do Democratas, Mauro Mendes.

A dedução é a de que ele se refere ao  grupo do antigo PMDB, do governo anterior e que hoje é o atual MDB. Já o líder do governo na Assembleia, deputado Leonardo Albuquerque, cita que a corrupção é mais grave que os grampos telefônicos ilegais. Admite que todas as denúncias devem ser apuradas, mas defende o governador, afirmando que não existem provas de que Pedro Taques seja o mandante no escândalo da grampolândia.

Quando fala em corrupção, o líder do governo faz uma referência direta ao desvio de dinheiro público na gestão de Silval Barbosa. Só que o tiroteio é cruzado, a artilharia é de um lado e de outro. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, que já foi um dos maiores aliados do atual governo e que deverá ser o vice de Mauro Mendes, iniciou nesta quarta-feira, uma série de postagens nas redes sociais, para apontar os doze motivos que fizeram o governador perder a confiança da população de Mato Grosso. O primeiro motivo elencado é que a cultura de corrupção do governo anterior não foi interrompida no atual governo. Que permitiu novos esquemas para desviar os recursos públicos. A corrupção novamente deverá ser o principal tema dessa eleição. A batalha de um lado e de outro será mostrar um diferencial de mudança no jeito de governar. O desafio será provar para o eleitor quem é que tem as mãos limpas.

Deputado tenta sair da prisão para disputar uma nova eleição

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 01/08/2018

O deputado estadual Mauro Savi, preso há quase três meses pela Operação Bereré, acusado de ser um dos líderes do esquema que teria desviado mais de trinta milhões do Detran, teve mais um pedido de liberdade negado. Desta vez, a decisão foi do ministro Humberto Martins, do Superior Tribunal de Justiça.

Os advogados do parlamentar já recorreram com um pedido de reconsideração ao magistrado, para que o deputado consiga sair da prisão. E agora a defesa pretende também utilizar um outro argumento para conseguir a liberdade do cliente.

O diretório regional do Democratas, partido em que Mauro Savi é filiado, forneceu uma declaração onde consta que ele é pré-candidato a reeleição, além de registrar que a confirmação da candidatura depende da aprovação durante a convenção partidária, prevista para o próximo sábado. Este documento atendeu a uma solicitação dos advogados de Mauro Savi, alegando que como ainda não foi condenado pela justiça, teria condições de se registrar no Tribunal Regional Eleitoral para disputar as eleições de outubro. A estratégia da defesa apela para o princípio de equilíbrio com os outros concorrentes. Mas é preciso lembrar que os outros postulantes a vaga de deputado, não podem ser responsabilizados por atitudes que são imputadas ao parlamentar que está preso, respondendo  a graves acusações de desvio de dinheiro público, utilizando inclusive o mandato parlamentar para a prática dos crimes que estão sendo investigados.

O que ficas muito estranho nesse caso, é defender que ele saia da cadeia, pelo fato de ser candidato a reeleição. Chama a atenção também o partido do Democratas, confirmar que ele é pré-candidato, mesmo estando preso. O que as pessoas devem estar se perguntando é se este benefício pode se estender a outros presidiários que tenham interesse em se candidatar. Aliás, o ex-presidente lula está tentando a mesma coisa. Então fica assim. Políticos acusados e alguns até condenados por usar os cargos em esquemas de corrupção fazem de tudo pra se eleger de novo.

Selma se retrata em vídeo para obter “perdão” do PSDB

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 31/07/2018

PSBD desmente que Taques vá desistir da reeleição

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 30/07/2018

Estamos entrando na semana que antecede o prazo final das convenções partidárias, que termina no domingo, dia cinco de agosto. Das principais candidaturas ao Palácio Paiaguás, até aqui a chapa majoritária só está definida mesmo no grupo do Democratas, que tem o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes como candidato, Otaviano Pivetta como vice, o ex-governador Jaime Campos e o ex-vice governador, Carlos Fávaro como candidatos ao senado. Pelo PSOL, deve disputar o governo, o eterno candidato, o procurador Mauro. O restante da chapa ainda é um mistério.

Pelo grupo do PSDB, já estão definidos Pedro Taques, que vai a reeleição, a juíza Selma Arruda e o deputado Nilson Leitão, como candidatos ao senado. Encontrar um vice para Taques, não está na da fácil. Mas a preferência é por um nome ligado ao agronegócio; mas a indefinição maior está no grupo do pré-candidato do PR ao governo, o senador Wellington Fagundes, que se fragilizou ainda mais com a saída do MDB que selou um acordo com Mauro Mendes.

O PP, o partido progressista decidiu que fica com o senador, que ainda não bateu o martelo com aqueles que são postulantes ao senado. Um desses nomes, seria do deputado federal Adilton Sachetti, que ficou sem espaço no Democratas, um outro nome seria do atual senador José Medeiros, mas aí tem a resistência do PT, que aliás está dividido entre apoiar Wellington Fagundes ou lançar uma candidatura própria, que é da professora Edna Sampaio. Para o cargo de vice, o perfil que o senador do PR está buscando, é o de uma mulher e que represente a baixada cuiabana.

Também continua indefinido o PTB, do ex-prefeito Chico Galindo, que avalia mudar de lado e se aliar a Pedro Taques. O governador aliás, está com outro tipo de dificuldade, além da montar a chapa. As revelações do cabo Gerson Correia no fim de semana sobre a grampolândia pantaneira, deve dar ainda muita dor de cabeça. Além disso, os tucanos também tem que apagar o incêndio provocado pelas declarações de Selma Arruda. o tempo fechou por lá, quando a juíza disse que o eleitor não precisa votar em chapa fechada.

Juíza Selma provoca alvoroço no PSDB de Taques e Nilson Leitão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 27/07/2018

O ninho tucano está em polvorosa. Um vídeo postado em redes sociais pela pré-candidata ao senado, Selma Arruda, agitou e criou uma enorme polêmica dentro do PSDB. Nesta semana, a juíza foi apresentada como integrante da chapa do governador Pedro Taques, que é candidato a reeleição e que tem também o deputado federal, Nilson Leitão, como o outro pré-candidato ao senado.

No vídeo, por causa das reações contrárias por causa da aliança dela com o atual governador, a pré-candidata justificou que a decisão de se coligar ao PSDB foi do partido dela, o PSL e que não teria restado outra alternativa para se viabilizar eleitoralmente. Mas o que gerou um mal estar danado foi uma resposta que Selma Arruda deu a um internauta, que questionava a coligação com o PSDB. A juíza aposentada respondeu da seguinte maneira. Abre aspas: para quem acredita nas minhas ideias e nos meus projetos, é obvio que as pessoas não precisam votar em chapa fechada. Fecha aspas. Mas não ficou só nisso. O estrago da declaração dela teve ainda mais detalhes, abre aspas de novo. Aquele que acredita na Selma, mas não acredita em determinada pessoa que está na coligação, pode perfeitamente votar na Selma e votar em outro governador, em outro deputado federal e em outro senador também, porque são dois votos este ano. Fecha aspas. dentro do PSDB, as declarações caíram como uma bomba.

A crise é das grandes e agora o esforço é pra tentar diminuir o tamanho do estrago. Não custa lembrar que nesta semana, depois do lançamento da chapa do PSDB, o deputado Nilson Leitão afirmou que iria torcer para não ser engolido por Selma Arruda, em função do bom desempenho dela nas pesquisas eleitorais. a situação hoje é um pouco diferente. Como os tucanos estão irados e mordidos, a vontade deles é de engolir a juíza.

Bezerra empareda Mauro e Fávaro fica com a vaga do Senado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 26/07/2018

Terminou a novela sobre a disputa da segunda vaga ao senado na chapa do pré-candidato ao Governo do Estado, Mauro Mendes. O deputado federal Adilton Sachetti, comunicou que vai ficar de fora da composição do Democratas. A decisão saiu depois de uma reunião do deputado com Mauro Mendes, que avisou que o escolhido para fazer a dobradinha com Jaime Campos na eleição para o senado, foi o ex-vice governador Carlos Fávaro. Adilton Sachetti afirma que irá buscar um outro caminho para a sua pré-candidatura ao senado, que pode ser numa chapa avulsa ou numa composição com outro pré-candidato ao governo, o senador Wellington Fagundes.

E a escolha pelo nome de Carlos Fávaro acabou tendo uma influência decisiva do presidente do MDB, Carlos Bezerra, que declarou publicamente que o apoio dele era para o ex-vice governador, que já tinha sido convidado por Mauro Mendes para disputar o senado. Desconvidare Carlos Fávaro iria implicar num risco grande para a chapa do Democratas, já que o PSD que ele presidente e o MDB de Bezerra tem um grande trunfo nas mãos, que é o tempo maior na horário da propaganda eleitoral gratuita. Agora o que vai precisar ser administrado é a relação difícil entre o ex-prefeito Otaviano Pivetta, cotado para ser o vice de Mauro Mendes e o agora pré-candidato ao senado Carlos Fávaro. É que os dois não se bicam, pelo fato de serem adversários políticos em Lucas do Rio Verde.

O presidente do PDT, o deputado Zeca Viana, que costuma falar o que pensa, afirma que Mauro Mendes não tem um posicionamento firme. Mais do que isso. Disse que o pré-candidato ao governo teve que engolir a posição do MDB de Bezerra que teria empurrado goela abaixo o nome de Carlos Fávaro para o senado. Para o deputado Zeca Viana, Mauro Mendes tinha combinado uma coisa e acabou fazendo outra. A dúvida é saber se essa também é a posição do ex-prefeito Otaviano Pivetta.

Cardápio da eleição terá “cozidão cuiabano” e até “farinha do mesmo saco”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 25/07/2018

Nesta pré-campanha eleitoral, a nossa rica gastronomia já marcou presença. Em vários momentos. Já tivemos a canjica, a feijoada que teria dado indigestão e teve até macarronada. Mas os políticos continuam fazendo suas incursões no campo da culinária. E agora chegou a vez da farinha, sempre presente na mesa do mato-grossense. Só que essa é a farinha do mesmo saco.

Essa foi a expressão usada pelo deputado federal Carlos Bezerra para definir a chapa que reúne o governador Pedro Taques, candidato a reeleição e Selma Arruda, que irá disputar o senado, numa dobradinha com o deputado Nilson Leitão, para a imprensa, a juíza disse não se sentir constrangida por causa do escândalo da Seduc, na atual gestão e que foi julgado por ela quando era magistrada. O empresário Alan Maluf denunciou caixa dois na campanha de 2014, mas Selma Arruda afirmou que o governador não interferiu nas investigações.

Mas voltemos a gastronomia, para falar de uma outra aliança. Pedro Taques comparou a união do MDB de Carlos Bezerra com o Democratas de Mauro Mendes, como uma espécie de cozidão cuiabano, um prato típico onde entra um pouco de tudo. Seria uma panelão bem democrático, segundo o governador. E nessa mistura tem também o deputado Valtenir Pereira, que colocou pra correr o grupo do ex-prefeito de Cuiabá do PSB e depois se filiou ao MDB. Agora estão juntos de novo para dividir o mesmo palanque.

E na política é assim que as coisas funcionam. Os atores vão se ajeitando de acordo com as circunstâncias e as conveniências de cada um. É um jogo de interesses enfiado goela abaixo do cidadão, obrigado a engolir um sapo atrás do outro. E cada um do seu lado, se defende como pode para tentar se explicar. O jeito é esperar a eleição para ver qual a preferência do eleitor, que pode escolher entre a farinha do mesmo saco ou então o cozidão cuiabano. Politicamente, a mesa está posta. Poderia ser melhor, mas infelizmente este é o cardápio que temos pra hoje.

Juíza Selma disputará Senado na chapa de Pedro Taques

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 24/07/2018

Nesta terça-feira, acontece também a apresentação da chapa do PSDB, do governador Pedro Taques, candidato a reeleição. Os dois candidatos ao senado já estão definidos, uma das vagas será ocupada pelo deputado federal tucano Nilson Leitão e a outra ficará com a juíza aposentada, Selma Arruda, que é do PSL. Uma das exigências é que o candidato a presidente do partido, Jair Bolsonaro, poderá usar também o palanque do PSDB aqui em Mato Grosso. Mas ainda não foi definido quem será o candidato a vice de Pedro Taques. A preferência é por um nome que tenha ligações com o agronegócio.

A chapa do grupo de Mauro Mendes no Democratas, ainda não foi fechada. E lá o problema não é pela falta de nomes. Uma das vagas ao senado já pertence ao ex-governador Jaime Campos e a outra continua sendo disputada pelo deputado federal Adilton Sachetti  e pelo ex-vice governador Carlos Fávaro. Os dois insistem que não pretendem abrir mão da postulação, mas alguém terá que ceder. Como essa pendência não está resolvida, também não foi anunciado o candidato a vice, cargo que poderá ser usado na negociação para tentar  acomodar todo mundo. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, chegou até a dizer que abriria mão de ser o candidato a vice, para Adilton Sachetti, mas o deputado já disse que não é isso que ele quer. Mas ao decidir permanecer no grupo de Mauro Mendes, mesmo sem a garantia de ser escolhido candidato ao senado, acabou fortalecendo a posição dele.

A com o lançamento oficial das candidaturas de Mauro Mendes e Pedro Taques ao Governo do Estado, o clima da campanha vai esquentar ainda mais. Será quase um plebiscito. O atual governador terá que demonstrar que fez a lição de casa para poder ficar no cargo e Mauro Mendes tentará provar o contrário, que o governo do ex-aliado falhou e que é preciso mudar quem está no comando de Mato Grosso. Como os dois faziam parte do mesmo grupo, um conhece os defeitos do outro e agora tudo isso deve aparecer. Não será um debate de alto nível, mas é bom que o eleitor saiba em quem ele vai votar.

Sachetti fica com Mauro e Fávaro pode ficar sem vaga para Senado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 23/07/2018

O deputado federal, Adilton Sachetti, decidiu permanecer no grupo do Democratas. A decisão é fruto de pelo menos duas reuniões neste final de semana, com o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes que é pré-candidato ao Governo de Mato Grosso. A decisão inclusive já foi comunicada ao governador Pedro Taques, que havia convidado o deputado para compor a chapa do PSDB, como vice ou até mesmo candidato ao senado.

Nesta terça-feira, o Democratas já marcou uma entrevista coletiva onde será apresentado o candidato ao governo, Mauro Mendes e um dos candidatos ao senado, Jaime Campos. Dificilmente será possível apresentar a chapa completa, porque as negociações continuam. O ex-vice governador Carlos Fávaro, já tinha sido convidado para ocupar a segunda vaga na disputa ao senado pelo grupo do Democratas, mas isso ainda tem chance de mudar. A maior prova disso, é que para a entrevista coletiva marcada para esta terça-feira, não está prevista a apresentação de todos os concorrentes na chapa majoritária. Carlos Fávaro continua enfrentando uma forte resistência ao seu nome por parte do ex-prefeito Otaviano Pivetta, cotado para ser vice na chapa encabeçada por Mauro Mendes. Fávaro e Pivetta são adversários políticos em Lucas do Rio Verde.

O fato é que o nome que vai fazer dobradinha com Jaime Campos, na disputa ao senado continua em aberto. Independente disso, Adilton Sachetti já tomou a decisão de permanecer nesse grupo. Para o deputado, uma disputa eleitoral, jamais poderá ter um peso maior que as convicções políticas e os princípios morais. É uma posição coerente e madura, algo que não estamos acostumados a ver na política. E sem dúvida, com esta atitude aumentou o cacife dele, ainda mais se for considerado que Sachetti tem a simpatia do compadre Blairo Maggi e Carlos Fávaro tem a antipatia do desafeto Otaviano Pivetta.

Blairo está dentro da campanha. De todas as campanhas

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 20/07/2018

A aliança do PSL, que tem a juíza  aposentada Selma Arruda como pré-candidata ao Senado, já estaria praticamente fechada com o PSDB do governador Pedro Taques, que é candidato a reeleição. O presidente do PSL, deputado Vitório Galli, afirma que até aqui o PSDB foi o único que aceitou as exigências que foram feitas pelo partido dele. Entre elas, estão a garantia de palanque ao pré-candidato a presidente do partido, Jair Bolsonaro, uma vaga para a disputa ao senado e é claro, um item indispensável para fechar o acordo, seria uma chapa competitiva para a Câmara Federal, já que Vitório Galli, quer pavimentar bem o caminho da candidatura da sua reeleição. Depois da estranha aliança do MDB de Bezerra com o Democratas de Mauro Mendes, está surgindo uma nova surpresa nas composições políticas para as eleições de outubro.

O PSDB convidou para ser o coordenador geral da campanha de Pedro Taques a reeleição, o ex-homem forte do governo Blairo Maggi, Luiz Antônio Pagot. Ele estaria propenso a aceitar, mas pediu um prazo, para dar uma resposta definitiva. A alegação de Pagot é que possui contratos de consultoria com várias empresas e que precisaria da concordância delas para se afastar por alguns meses destas atividades. A posição final seria dada até o dia oito de agosto, ou seja, três dias depois do prazo final das convenções partidárias. Não se pode afirmar com certeza, mas nos bastidores se especula que o motivo desse pedido de prazo, não seria apenas por questões profissionais. O que se comenta é que Luiz Antônio Pagot teria recebido, mesmo antes de assumir a função, uma missão que a princípio teria um, grau de complexidade bem elevado. Esta missão seria a de tentar convencer o deputado Adilton Sachetti, para compor um dos cargos da chapa majoritária de Pedro Taques. O ex-chefe de Pagot, Blairo Maggi, desta forma vai precisar de um outro pé. No PSDB de Taques e como é do PP, o Progressista ficaria com o outro pé com Wellington Fagundes. Como só tem dois pés, para o DEM de Mauro Mendes ele daria as mãos. E isso é porque Blairo ia ficar fora da campanha.

Mauro Mendes nega toma lá, da cá, em troca de apoio do MDB

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 19/07/2018

O acordo que teria sido firmado pelo MDB de Carlos Bezerra, para apoiar Mauro Mendes, pré-candidato ao governo de Mato Grosso, foi um dos destaques do jornal A Gazeta, desta quinta-feira. A reportagem informa que o referido apoio envolveria cargos e até indicações para o Tribunal de Justiça e tribunal de Contas do Estado. Citando fontes Emedebistas, o jornal relata que a composição política, apelidada de aliança dos improváveis, teria sido acertada entre as principais lideranças do MDB, do PDT e do Democratas, entre eles, Carlos Bezerra, o pré-candidato Mauro Mendes, o ex-prefeito Otaviano Pivetta, além dos pré-candidatos ao senado, Jaime Campos e Carlos Fávaro.

O MDB teria reivindicado o comando de pelo menos 4 secretarias de estado com porteira fechada, ou seja, iriam nomear todos os cargos de confiança. O pedido teria sido considerado ousado demais e o entendimento final foi o de ceder duas pastas importantes na estrutura do governo.

Um outro ponto deste acordo, informa A Gazeta, seria que o MDB numa eventual vitória do Democratas, indicaria nomes de sua confiança para integrar uma lista tríplice quando for aberta a vaga de desembargador no Tribunal de Justiça, pelo quinto constitucional da OAB, a Ordem dos Advogados de Mato Grosso.

Um outro ponto do acordo, segundo o jornal, seria a indicação da ex-deputada Teté Bezerra, para o cargo de conselheira do Tribunal de Contas do Estado. Para Carlos Bezerra, teria sido fundamental neste acordo, a garantia de viabilizar toda a estrutura dos candidatos do partido, além da própria campanha dele, de reeleição a Câmara Federal.

E ainda existiria um compromisso do pré-candidato Carlos Fávaro, filiar-se ao MDB no ano que vem, se for vitorioso na disputa pela vaga de senador. As fontes para a reportagem, de acordo com A Gazeta, são de emedebistas que preferiram por razões óbvias, não ter os nomes revelados. Sem dúvida, são denúncias gravíssimas, que se comprovadas, irão esquentar ainda mais o clima eleitoral, numa briga que envolve os tubarões da política em Mato Grosso.

Na sucessão de Taques, o vale tudo pelo poder só está começando

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 18/07/2018

E apesar de tantos desmentidos de que poderia haver um recuo na pré-candidatura do senador Wellington Fagundes, do PR, ao Governo do Estado, as dúvidas permanecem. O deputado Ezequiel Fonseca, presidente do PP, diz que o partido continua firme com o senador, a não ser que uma mudança radical possa acontecer. Ao admitir a hipótese de que algo poderia obrigar a uma correção de rumo, acaba colocando mais incertezas em relação a pretensão do senador Wellington. Dentro desse quadro, é preciso considerar que  antigo PP, hoje progressista, tem como filiado, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que além de ser amigo, é o padrinho político do ex-prefeito Mauro Mendes.

Neste cenário de articulações, visando as eleições de outubro, analistas especulam que ao atrair o MDB, para aumentar o tempo de rádio e TV, uma outra estratégia seria tentar esvaziar a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Tem gente que vai até mais longe, dizendo que isso seria um jogo combinado. Na hipótese de recuo do senador do PR, a disputa pelo Palácio Paiaguás, seria uma espécie de plebiscito. Nesse caso, teria uma briga feia, que já começou entre o governador Pedro Taques, candidato a reeleição e os ex-aliados dele, todos reunidos no grupo do DEM, a exemplo de Carlos Fávaro, ex-vice governador, o ex-prefeito de Lucas, Otaviano Pivetta, Jaime Campos, Mauro Mendes e ainda o deputado Zeca Viana, com a sua metralhadora giratória.

E Pedro Taques já tenta tirar proveito da situação, colocando-se na condição de vítima dos ataques dos seus ex-amigos, afirmando que todos estariam contra ele e avisa que vai cobrar porque abandonaram o barco do governo. Parece que teremos muita roupa suja sendo lavada em público. É a luta pelo poder.  E como os políticos costumam  dizer que o feio é perder, o vale tudo só está começando.

Com discurso de mudança, Mauro vai se unir ao MDB de Bezerra

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 17/07/2018

O MDB estará deverá estar junto com o Democratas na eleição deste ano. O acordo já teria sido fechado entre o ex-prefeito Mauro Mendes, pré-candidato ao governo e o deputado Carlos Bezerra, comandante eterno dos emedebistas aqui no Estado. Numa reunião que definiu esta inesperada aliança, participou também o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, cotado para ser o vice de Mauro Mendes.

Até então, segundo o próprio senador Wellinton Fagundes, pré-candidato do PR ao Palácio Paiaguás, o MDB era o principal aliado dele. O que o partido de Carlos Bezerra está dizendo agora é que a culpa é do senador Wellinton, que não tomou as medidas que seriam necessárias para consolidar a candidatura. O que se discute agora é o tamanho do desgaste que esta composição política poderá provocar no grupo do Democratas. O discurso de Mauro Mendes deve ser de mudança de rumos para Mato Grosso, em oposição ao governador Pedro Taques. O problema é que existe uma espécie de fantasma no meio do caminho.

O MDB quando ainda era PMDB, há quatro anos atrás, comandava o Estado, com Silval Barbosa, denunciado e preso por causa de um grande esquema de corrupção, que teria desviado milhões de reais dos cofres públicos. Nesta campanha, o ex-governador deverá ser um dos nomes mais tocados e todos tentando ficar bem longe dele. A aliança com o MDB pode sim representar um risco eleitoral, porque quando lembrarem o que foi negativo, o exemplo citado será o de Silval Barbosa. Mais cedo ou mais tarde, confirmando-se mesmo a aliança, terão que explicar o que motivou a união de certas figuras que politicamente já estiveram em campos opostos. Afinal, estarão no mermo barco, Carlos Bezerra, Júlio Campos, Valtenir  Pereira, Fábio Garcia, Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro. Não é só uma lista grande, é uma salada mista.

Taques terá que se explicar sobre denúncias de crime eleitoral

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 16/07/2018

A Justiça Eleitoral de Mato Grosso, determinou que o governador Pedro Taques dê explicações sobre uma reunião realizada num buffet da Capital, com mil trezentos servidores comissionados . A reclamação foi feita pelo PDT, que suspeita de abuso de poder econômico e político e que poderia caracterizar propaganda política, antes do prazo, que a lei estabelece.

O pedido feito a justiça quer saber ainda quem está pagando esta conta. O juiz eleitoral, também exige que os envolvidos esclareçam a origem do dinheiro para a realização do evento. O fato é que estamos num período de pré-campanha eleitoral e reuniões deste tipo chamam mesmo a atenção, principalmente dos adversários, que temem a utilização indevida da máquina pública, o que provoca desequilíbrio entre os concorrentes, já que a candidatura a reeleição de Pedro Taques é praticamente certa. Mas aqui cabe também uma outra discussão.

Os servidores públicos em funções de confiança, em cargos comissionados, estariam recebendo que tipo de orientação? Se for um alerta sobre o que eles podem ou não fazer, no período de uma disputa eleitoral, não há necessidade de um evento desse tipo. Eles podem muito bem ser orientados na própria repartição em que trabalham. Mas a suspeita que sempre existe é que aqueles que são indicados politicamente para os cargos que ocupam, teriam compromisso com quem os indicou. E isso é algo inaceitável.

Afinal de contas, eles são pagos com dinheiro público. O que precisaria acabar de uma vez são essas indicações, porque a grande maioria muitas vezes não está lá pelo critério de competência e sim pelas relações políticas que mantém com o governo de plantão. E isso ocorre nas Prefeituras, nas Câmaras Municipais, nas Assembleias e por aí afora. A farra é enorme e quem acaba pagando tudo isso é o cidadão, que acaba morrendo em estradas destruídas ou na porta dos hospitais, porque pra isso não tem dinheiro.

Grupo de Mauro Mendes se divide pela segunda vaga no Senado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 13/07/2018

A semana vai terminando e continua indefinida a situação dos pré-candidatos ao senado, Adilton Sachetti e Selma Arruda. Uma das alternativas, que está sendo avaliada e que seria uma solução conjunta, poderia ser uma chapa extra ao senado com o deputado e a juíza aposentada, ligada a campanha de Mauro Mendes, mas de forma indireta e sem ser oficial. O problema a ser resolvido nessa hipótese seria a composição de uma frente com os candidatos a deputado estadual e deputado federal. Mas esta é apenas uma possibilidade, porque por enquanto tuco está em aberto.

Pelo lado da pré-candidata Selma Arruda, existiriam outros caminhos. Um deles seria compor a chapa de Pedro Taques, fazendo dobradinha para o senado com Nilson Leitão, que aliás parece não ser muito simpático a esta composição. A juíza Selma poderia até compor com o outro candidato ao governo. Senador Wellington Fagundes, se o MDB acabar decidindo por se unir ao Democratas; é que ela disse que quer distância de quem não tem a ficha limpa. Mas vai ficar nas mãos do deputado Vitório Galli, que tem como prioridade a reeleição dele para a Câmara Federal.

Já o deputado federal Adilton Sachetti, reafirma que o projeto dele é ser candidato ao senado e que até aqui só conversou com o grupo de Mauro Mendes. A informação é de que ele só vai tomar uma decisão, depois que tiver uma conversa definitiva com o ex-prefeito de Cuiabá. O deputado Sachetti quer ouvir da boca de Mauro Mendes que ele não teria mais espaço no Democratas para ser candidato ao senado. Só depois disso, vai avaliar que rumo tomar. E também não descarta nada. Tem convite tanto de Pedro Taques, como do senador Wellington para disputar o senado.

E estas é a grande preocupação do Democratas. Eles não querem permitir que a candidatura do governador seja fortalecida, além do que estão fazendo de tudo para tentar inviabilizar a candidatura de Fagundes. E a explicação é bem simples. O grupo de Mauro Mendes trabalha para que esta eleição seja resolvida no primeiro turno. Porque com dois turnos, teriam que gastar muito mais e ainda enfrentar taques tentando a reeleição. o peso da máquina assusta.

Justiça tenta recuperar de políticos o dinheiro roubado na corrupção

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 12/07/2018

A justiça determinou o bloqueio de um milhão e duzentos mil reais de figuras bem conhecidas, entre elas, o ex-governador Silval Barbosa, do deputado estadual José Domingos Fraga e do ex-secretário da Secopa, Maurício Guimarães, este último é aquele que cansou de prometer que o VLT ficaria pronto em março de 2014. A decisão é do juiz Luiz Aparecido Bortolussi, que no entanto negou o pedido para afastar o parlamentar, por entender que a acusação envolve fatos que ocorreram antes que ele assumisse o atual mandato.

No Ministério Público, o caso está nas mãos do promotor Clóvis de Almeida Junior, do Núcleo de Competência Originário, que só entra em cena quando tem político na jogada. E neste caso, tem um monte de gente com mandato. Esta é aquela turma que foi flagrada metendo a mão em dinheiro vivo no Palácio Paiaguás, que o ex-governador mandou filmar. São aquelas cenas deprimentes da suposta propina sendo enfiada em sacola, mochila, caixa de papelão e até em bolso de paletó. E praticamente todos negam que aquilo fosse um esquema de corrupção e que um dia a verdade vai aparecer.

Vários ocupantes de cargos públicos, já foram denunciados, entre eles a prefeita que foi cassada em Juara, a ex-deputada Luciane Bezerra e o prefeito Emanuel Pinheiro, também ex-deputado na gestão de Silval Barbosa e que já teve um bloqueio dos seus bens no valor de um milhão de reais. Só pra relembrar, esta é aquela história de um mensalão de seiscentos mil reais pagos a cada um dos deputados e que de acordo com a denúncia conseguiram colocar a mão na grana fazendo chantagem e praticando extorsão. E o que a sociedade cobra da justiça em todos os casos de corrupção, é que os ladrões do dinheiro público, além de pagar pelos crimes que cometeram, também devolvam aquilo que roubaram. Porque é injusto demais roubar milhão e devolver tostão.

CPI da Saúde provoca espetáculo de “horror” na Câmara de Cuiabá

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 11/07/2018

As tentativas de fazer alguma coisa para melhorar a imagem da Câmara Municipal de Cuiabá, não estão dando certo e a culpa é dos próprios vereadores. Teve até um alerta aos meios de comunicação, para que não fosse usado um apelido famoso do poder legislativo da capital, mas quem deveria estar representando os interesses da população, acaba mesmo afundando ainda mais a credibilidade da instituição, já tão desgastada.

Nesta terça-feira, a casa assistiu a mais espetáculo de horror. A polêmica agora é por conta da CPI da Saúde, que foi aberta para investigar fatos gravíssimos, como a crise eterna da falta de medicamentos e também sobre a suspeita de que existiria um cabidão de empregos na secretaria que deveria estar cuidando para melhorar o atendimento na área de saúde. Esta nova confusão na Câmara de Cuiabá, seria porque o vereador Abílio Junior que preside a CPI, estaria de posse de informações que poderiam comprometer alguns vereadores que fazem parte da bancada que apoia o prefeito Emanuel Pinheiro.

A baixaria foi das grandes e o nível da discussão é muito baixo, nem parece que eles foram eleitos para representar o cidadão no parlamento municipal. Um dos membros da CPI, quer  acabar com a comissão parlamentar de inquérito, criada há poucos dias. Um outro vereador ficou incomodado porque estava sendo gravado numa sessão que é pública. E acusou o presidente da CPI de ser truculento, cínico e bipolar. E ainda avisou que lá não tem moleque e que o presidente da CPI só quer aparecer. Como se vê, o debate é de alta categoria. Até o vereador Renivaldo Nascimento, que não estava a serviço do mandato na Copa da Rússia, se revoltou, reconhecendo que naquela casa a bagunça está generalizada. É desprezível, é um horror, ninguém merece.

Pedro Taques pode responder por crime de responsabilidade

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 10/07/2018

O governador Pedro Taques poderá ser investigado para que se apure se ele cometeu crime de responsabilidade, além da suspeita de ato que configura improbidade administrativa. É a decisão da juíza da Vara Especializada de Ação Civil Pública de Cuiabá, ao analisar uma ação da Aprosoja e de sindicatos rurais que pediam a anulação da lei do Fethab e a devolução de 400 milhões de reais.

A magistrada Célia Regina Vidotti não aceitou anular a lei, que foi alterada pelo atual governo. A entidade que representa os produtores de soja e milho, entrou na justiça porque os recursos que deveriam ser aplicados na manutenção e recuperação de estradas, foram desviados da sua finalidade e que isso fere frontalmente a lei que criou a contribuição que é descontada da classe produtora. Foi em função disso, que a juíza determinou que uma cópia do processo fosse enviada ao ministério público estadual pela suspeita de ilegalidades cometidas pelo governo, que poderiam resultar em ato de improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Existe inclusive uma CPI que foi aberta na Assembleia, que além de desvios no Fethab, já teria constatado também a aplicação indevida de mais de trezentos milhões do Fundeb, que é o Fundo de Educação. As denúncias são de que o estado vinha usando esse dinheiro para pagar outras despesas, entre elas, os salários do funcionalismo estadual. E esta ação patrocinada pela Aprosoja é mais um indicador de que as lideranças do agronegócio, que sempre apoiaram o atual governo, estão se afastando de Pedro Taques. Dois exemplos recentes são de Eraí e Blairo Maggi. O rei da soja, que indicou Carlos Fávaro como vice de taques em 2014, disse que nesse ano não pretende se envolver na campanha eleitoral. Já o ministro Blairo Maggi afirma que não vai se envolver na disputa. Tudo conversa mole. Os barões do campo estão atuando forte para decidir quem vai comandar a política de Mato Grosso.

Tentativa de soltar Lula expõe a crise ética do Judiciário

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 09/07/2018

Domingo, oito de julho de 2018. Esta data poderia muito bem, ficar conhecida como o dia da mais completa anarquia no judiciário brasileiro. Foram duas ordens para tirar o ex-presidente Lula da prisão e outras duas para que ele continuasse preso lá em Curitiba, capital da Operação Lava Jato. E tudo isso num período de dez horas. A bagunça jurídica começou as nove da manhã e só foi terminar as sete e meia da noite.

O desembargador que queria soltar o ex-presidente, Rogério Favreto, estava no plantão do Tribunal de Porto Alegre, mas não tinha competência para tomar a decisão, porque o caso já tinha sido decidido pelo TRF-4. E foi isso que o juiz Sérgio Moro disse ao desembargador para não cumprir a decisão. O relator do processo que condenou o réu, mandou que lula continuasse preso. O magistrado de plantão novamente determinou que o ex-presidente deveria ser solto no prazo de uma hora. A anarquia só terminou depois das sete da noite, quando o presidente do Tribunal colocou ordem na casa, mantendo o condenado na prisão. Foi uma sucessão de absurdos, um espetáculo quase inacreditável, uma lambança judicial. Este episódio provocou inclusive uma manifestação que é quase assustadora, da presidente do Supremo Tribunal Federal.

A ministra Carmen Lúcia, emitiu uma nota afirmando que a justiça é impessoal e que a segurança jurídica é um direito de todos os brasileiros. E foi além. Afirmou que as leis do país precisam ser respeitadas. O mais estranho é que a presidente do supremo estava dizendo isso para um desembargador, que aliás tem no currículo informações extremamente interessantes e que seriam auto-explicativas. O senhor Rogério Favreto que queira tirar o ex-presidente da prisão, foi assessor do ex-ministro José Dirceu no governo Lula, foi indicado para o tribunal pela ex-presidente Dilma Roussef, além de ter sido durante 20 anos filiado ao PT, o partido dos trabalhadores. Moral da história: companheiro será sempre companheiro.

Emanuel diz que sem Taques não existiria o novo Pronto Socorro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 06/07/2018

O Governo do Estado está cumprindo a parte dele em relação a compra dos equipamentos do novo Pronto Socorro de Cuiabá. Assinou com o município o convênio no valor de oitenta e dois milhões, que foram recursos conseguidos pela bancada federal de Mato Grosso. Agora nessa eleição a briga será para decidir quem é que vai ficar com a paternidade da obra, o governador Pedro Taques, candidato a reeleição ou o ex-aliado dele, Mauro Mendes que também vai disputar o Palácio Paiaguás.

O prefeito Emanuel Pinheiro se derramou em elogios para o governador, que segundo ele teve um empenho decisivo para a execução da obra, Emanuel disse que o ex-prefeito também tem o valor dele, que a construção começou no governo do antecessor, acabou atrasando, mas que isso acontece. A verdade é que Taques e Mauro vão brigar para ver quem fica com o título de pai da nova unidade de saúde da capital, que está prevista para ser inaugurada no ano que vem, muito tempo depois do que havia sido prometido. Agora será preciso muita atenção no que diz respeito a compra dos equipamentos. O dinheiro será repassado a prefeitura.

A grande preocupação é que andaram falando em aluguel e terceirização, quando existem recursos necessários para aquisição. Se tem como comprar, não faz nenhum sentido terceirizar. E não adianta ficarem dizendo que essa cobrança seria politicagem. O que está se cobrando e seriedade e zelo com a coisa pública. O dinheiro não pertence ao administrador de plantão, ele é da sociedade. O Governo do Estado foi cobrado por ter demorado a assinar o convênio para repassar os 82 milhões. Mas é preciso corrigir um gesto de esperteza. Quem falou em terceirização dos equipamentos do novo Pronto Socorro não foi o governador Pedro Taques e sim a Prefeitura de Cuiabá. Afinal, jogar a pedra e tentar esconder a mão, isso sim é politicagem.

Blairo iria ficar de fora, mas está dentro da campanha de 2018

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 05/07/2018

O ministro da Agricultura, o senador Blairo Maggi, tinha avisado que ficaria de fora de qualquer articulação política para as eleições deste ano em Mato Grosso. Parece que mudou de ideia. Blairo se reuniu em Brasília com o senador Wellington Fagundes, pré-candidato do PR ao governo e com o deputado Ezequiel Fonseca, do PP, para discutir a possível formação de um chapão na disputa dos cargos proporcionais, para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

Já no grupo do Democratas, que terá Mauro Mendes como candidato ao governo, o ministro Blairo tem sido ouvido sobre a segunda vaga ao senado, que é alvo de uma disputa entre o compadre dele, o deputado Adilton Sachetti e o ex-vice governador, Carlos Fávaro. Então fica assim. Blairo que ficaria de fora está mais dentro do que nunca, circulando na oposição e também junto aos ex-aliados de Pedro Taques.

Mas um outro fato que tem chamado a atenção nos últimos dias, é que a candidatura de Wellinton Fagundes ao Governo do Estado, dá sinais claros de que está patinando antes da largada. O MDB de Carlos Bezerra, que seria o principal aliado do senador do PR, não estaria mais interessado em indicar na chapa dele, nem o candidato a vice e nem o candidato ao senado. A desculpa é a de que isso seria para facilitar a composição. Quer ajudar, ficando de fora. Conversa fiada. Some-se a isso, o fato do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, do MDB, pedir a compreensão do partido dele, para apoiar Jaime Campos, do Democratas para o senado.

E ainda tem um boato insistente nos bastidores de que no primeiro turno da eleição teria um joguinho combinado entre Wellinton Fagundes e Mauro Mendes, que aliás é afilhado político do ministro Blairo Maggi, aquele que garantiu que estaria de fora das eleições desse ano, mas está na verdade com um pé em cada barco e mostrando que querem ficar bem longe da embarcação de Pedro Taques.

Silval e Antônio Joaquim lavam a “roupa suja” em público

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 04/07/2018

E continua na imprensa o bate boca, os xingamentos e a troca de acusações entre o ex-governador do estado e o conselheiro afastado do Tribunal de Contas, Antônio Joaquim. Silval Barbosa reafirma em todos os seus depoimentos que pagou uma propina de cinquenta e três milhões de reais para cinco conselheiros do TCE, que teriam feito chantagem com ele e que se não pagasse o que pediam, iriam paralisar as obras da copa, além de criar outras dificuldades para o governo.

O ex-governador, nesta semana volta a desafiar os conselheiros, dizendo que eles deveriam ter hombridade e a exemplo do que ele fez, também assumir os crimes que cometeram. Sobre o conselheiro Antônio Joaquim, Silval Barbosa voltou a afirmar que a extorsão encabeçada por outros dois conselheiros, José Carlos Novelli e Sergio Ricardo, está tudo documentado. Além deles, também foram delatados Valter Albano e Waldir Teis, todos afastados das funções pelo Supremo Tribunal Federal. Antônio Joaquim rebate o ex-governador, dizendo que além de gangster, ele é um fanfarrão e que não tem nada para delatar.

Na delação, Silval Barbosa acusa o conselheiro de participar de um esquema de lavagem de dinheiro, na compra e venda de uma fazenda no município de Nossa Senhora do Livramento, num negócio com um empreiteiro ligado ao governo anterior, Wanderley Torres, dono da construtora Trimec, que foi quem comprou a fazenda. Antônio Joaquim insiste que não existem provas e que ele não tinha como saber que era propina e pra não perder a viagem também diz que o ex-governador é cínico. Silval Barbosa diz que o conselheiro afastado está mentindo e sugeriu que ele deveria fazer o contrário, dizer a verdade,  colaborando com a justiça, para que todos paguem pelos erros que cometeram. Um falou em extorsão e chantagem. O outro devolve com fanfarrão e gangster. Depois do escândalo, agora é a roupa suja sendo lavada em público.

As ameaças à Lava Jato nas decisões do Supremo Tribunal Federal

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 03/07/2018

Os políticos investigados por propina e corrupção na Lava Jato, volta e meia, tentam conspirar para tentar não responder pelos crimes que são acusados. O problema agora é outro. A maior operação de combate a roubalheira do dinheiro público está sofrendo uma derrota atrás da outra no Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte da justiça brasileira. A segunda turma do STF, tinha decidido na semana passada soltar o ex-ministro de Lula, o petista José Dirceu, o que gerou muitas críticas e bastante indignação. Ele já estava condenado em segunda instância e o próprio Supremo tem uma decisão de que nestes casos o réu tem que começar a cumprir a pena. Não bastasse isso, agora o ministro José Dias Toffoli, cassou uma decisão do juiz Sergio Moro, que havia determinado a aplicação de medidas cautelares a José Dirceu, entre elas a tornozeleira eletrônica.

Ao cassar esta decisão do juiz que comanda a Lava Jato, o ministro afirmou que ele estava passando por cima do Supremo, que colocou o ex-ministro em liberdade. Uma outra leitura é que é o próprio STF que está deixando de cumprir aquilo que decidiu, no caso da prisão depois do julgamento em segunda instância. E o que se suspeita nos bastidores, é que estas decisões da segunda turma do Supremo, podem acabar beneficiando determinados figurões da política brasileira, entre eles, o senador Aécio Neves e o ex-presidente Lula, este preso lá em Curitiba e já condenado no processo do triplex do Guarujá, a mais de doze anos de prisão.

E o mais grave de tudo isso, é que tem gente dizendo que o STF, como  o guardião da constituição é um tribunal perigosamente dividido. Já disseram até que o Supremo tem que defender as leis e não proteger quem passa por cima delas. É algo que assusta, porque daqui a pouco os ministros poderão ser provocados a responder se todos são mesmo iguais perante a lei. E no caso da prisão em segunda instância, uma lei do próprio Supremo.

Batalha jurídica deve impedir a retomada das obras do VLT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 02/07/2018

Agora nós vamos falar de um assunto, que tem tudo a ver com Cuiabá e Várzea Grande e com a copa do mundo, não a da Rússia, mas a do Brasil de 2014. O Governo do Estado, pretende lançar o novo edital de licitação até o mês que vem e já aguarda  uma  batalha jurídica com o consórcio, que deveria ter concluído há quatro anos atrás o veículo leve sobre trilhos e que está empacada até hoje. O secretário da casa civil, Ciro Rodolfo Gonçalves, afirma que o Estado tomou todas as providências que eram necessárias, para ter segurança jurídica e cita que tudo que o Estado precisava fazer, foi feito. Pois é, só o que não fizeram, foi terminar essa obra, depois de promessas e mais promessas.

No governo passado, como todo mundo sabe, o problema foi a maldita propina. O governo atual não podia empurrar a sujeira para baixo dos trilhos, mas também não  fez a lição de casa como deveria fazer. Com um pouquinho mais de competência, tinha sido possível retomar o que foi paralisado. Torraram mais de um bilhão de reais e deixaram uma vergonha a céu aberto, que é uma mistura do esgoto da corrupção com a incompetência administrativa.

Mas ainda tem um absurdo maior. Só nessa administração, já foram gastos mais de quinhentos quarenta milhões de reais, sabe pra que? Para deixar o VLT paralisado, sem que um único metro de obra fosse construído. E esse valor se refere apenas ao empréstimo de um bilhão e quatrocentos milhões de reais. A sociedade  está pagando pelo buraco nas ruas e pelo rombo nos cofres públicos. Mas não adianta ficarem colocando a culpa de tudo isso só na roubalheira da gestão anterior. A não retomada  das obras do VLT é uma fatura que vai ser cobrada na eleição desse ano. Então prepare-se, a turma das promessas já está amarrando as chuteiras para colocar o time em campo, com aquela listinha de sempre, onde quase sempre o eleitor perde de goleada.

Chefe do MPF fiz que deputados não tem moral para libertar colega

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 30/06/2018

Os deputados estaduais de Mato Grosso não tem isenção, não tem a credencial moral necessária para decidir sobre a soltura do colega Mauro Savi, preso há quase sessenta dias, no Centro de Custódia de Cuiabá. O parecer é da procuradora geral do Ministério Público Federal, Raquel Dodge.

O parlamentar foi para a cadeia, na segunda fase da Operação Bereré, acusado de chefiar um esquema corrupto no Detran, que teria desviado mais de trinta milhões de reais. Para a chefe do Ministério Público Federal, é inadmissível, é incabível o fato de que muitos deputados, que são investigados e respondem a processos criminais, a maioria por corrupção, insistam em decidir para tirar da prisão o colega, sobre o qual pesam graves acusações. Uma delas é a de que ele usava o cargo e usava até as instalações da do Poder Legislativo para as práticas criminosas, durante vários anos.

A investigação chegou até a revelar que o deputado teria cobrado até uma espécie de indenização de um milhão de reais, quando foi avisado que não iria mais receber o pagamento da propina milionária. O parecer da procuradora Raquel Dodge, agora será analisada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

A procuradoria da Assembleia Legislativa, estaria insistindo tanto na libertação de Mauro Savi, porque o deputado estaria fazendo um enorme pressão em cima dos colegas. Este é mais um privilégio que precisa acabar, porque envergonha a sociedade, já que usar um mandato que foi concedido pelo voto popular, seja utilizado  de forma tão indigna para dificultar a ação da justiça, passando a mão na cabeça de quem é acusado de ter sujado as mãos com a indecente propina.

Licitação com suspeita de fraude é suspensa em Cuiabá

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 29/06/2018

Mais uma troca de secretário na Secretaria de Saúde de Cuiabá. O prefeito Emanuel Pinheiro, deverá anunciar na próxima segunda-feira a substituição do atual titular da pasta, Huark Douglas Correia. Ele havia assumido o cargo numa enorme crise no setor, quando a ex-secretária Elizeth Araújo, pediu demissão junto com toda equipe dela. Na ocasião, chegou a ser divulgada uma carta aberta a população, com pesadas críticas a atual administração. A mais grave dava conta de que faltava até compromisso da gestão com uma área que é tão problemática e que vive sempre cercada de reclamações e denúncias.

Recentemente foi instalada uma CPI na Câmara Municipal de Cuiabá, para investigar a constante falta de medicamentos, além da suspeita de existir um enorme cabide de empregos nesta secretaria, que teria contratado muita gente sem necessidade, desde o ano passado, depois que Emanuel Pinheiro assumiu a prefeitura da cidade. A grande desconfiança é a de que são contratações políticas, de pessoas que seriam ligadas a vereadores, que fazem parte da base do prefeito.

Foi anunciada esta semana uma compra emergencial de remédios e mais uma vez sem licitação. E não para por aí. Outra concorrência pública, que pode enfrentar dificuldades é a que pretende contratar uma empresa para cuidar da logística de medicamentos. Uma das acusações é a de que já se sabia quem iria vencer antes mesmo da abertura dos envelopes. A licitação é no valor de 14 milhões e o mesmo serviço poderia ser feito por novecentos mil reais. E essa informação teria sido repassada a prefeitura pelo Ministério Público Estadual.

Diante de tantos problemas, não se entende porque a demissão do secretário atual, depois de quatro meses no cargo. O que se informou é que ele só teria assumido a função para colocar ordem na casa. Pelo visto, quem arruma a bagunça, quem procura fazer bem feito, não é bem vindo. Isso talvez explique esse gigantesco caos na saúde.

DEM tanta definir entre Sachetti e Fávaro quem vai para o senado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 28/06/2018

O Democratas de Mauro Mendes e Jaime Campos, deverá usar o tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral, como o principal critério para definir quem irá ocupar a segunda vaga no grupo político ao senado federal. Estão nessa disputa o deputado federal Adilton Sachetti, do PRB e Carlos Fávaro, que preside o PSD. A vantagem ficaria com o ex-vice governador, porque o partido dele tem um tempo bem maior, é quase o dobro do que teria direito o próprio Democratas. Fávaro e Sachetti tem se colocado como pré-candidatos ao senado. Se a decisão for para que o PSD fique com a segunda vaga ao senado, existiriam ainda dois problemas para serem resolvidos. O primeiro deles seria convencer Adilton Sachetti a recuar da sua pré-candidatura ao senado, compondo a chapa de Mauro Mendes ao governo, como candidato a vice.

Pensando na questão geográfica, seria uma boa solução, porque ele representa uma região que possui uma grande densidade eleitoral, o sul do Estado, onde se destaca a cidade de Rondonópolis. Mas restaria ainda uma outra equação importante para ser resolvida. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, do PDT, já anunciou há muito tempo que se recuasse da sua candidatura ao governo, gostaria de ser o vice de Mauro Mendes. E ele é o nome preferido do ex-prefeito de Cuiabá nessa composição. Pivetta só se lançou ao governo do Estado numa estratégia combinada, para ficar cumprindo a missão de esquentar a cadeira de pré-candidato, aguardando uma definição de Mauro Mendes.

Para se chegar a um acordo, são duas as possibilidades. A primeira seria Adilton Sachetti aceitar ser o primeiro suplente de Jaime Campos ao senado e Otaviano Pivetta seria o vice de Mauro Mendes. E a outra seria Pivetta abrir mão de compor a chapa, ficando como o coordenador geral da campanha e aí se forem vitoriosos, seria uma espécie de primeiro ministro do futuro governo. E a decisão final vai passar pelo crivo de duas figuras que são muito poderosas. Blairo Maggi, que é compadre de Sachetti de um lado. E de outro, o primo dele, Eraí Maggi, que é o padrinho de Fávaro. Vai ficar tudo em família.

Vereador de Cuiabá que foi para Rússia estaria “a serviço do mandato”!

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 27/06/2018

A Rússia do presidente Vladimir Putin, poderá conhecer pelo menos um pouquinho da instituição que aqui em Cuiabá atende pelo apelido de casa dos horrores. É isso mesmo. O vereador Renivaldo Nascimento, do PSDB, viajou para Moscou, onde foi assistir o jogo entre Brasil e Sérvia, pelo mundial da Fifa. Até aí nada demais. O parlamentar viajou com o próprio dinheiro, custeando as despesas, que não são baratas. Mas o fato que é estranho demais é que ele teria justificado a ausência na sessão plenária da última terça-feira, com o argumento de que a viagem seria a serviço do mandato.

A chefia de gabinete do vereador protocolou um documento no Legislativo, onde cita um artigo do regimento interno da Câmara Municipal. A intenção seria evitar um desconto no salário, conforme revelou uma manchete de capa do Jornal A Gazeta, num trabalho de apuração do repórter político Pablo Rodrigo. Só que no aplicativo whatsaap, o vereador que foi ver Neymar e Gabriel Jesus, entregou o jogo, ao comunicar a viagem para Moscou, para assistir Brasil e Sérvia.

O que chama a atenção é que uma pessoa que tem condições de fazer um passeio internacional como esse, esteja preocupado e buscando uma forma de não ter desconto no salário. E na mensagem do whatsaap, num grupo dos vereadores, pediu para que na ausência dele, os colegas se comportassem. Só que tem muita gente questionando o comportamento do vereador, que sabe-se lá porque, começou a levantar suspeitas sobre a honestidade dos dirigentes dos hospitais filantrópicos de Cuiabá, pedindo a abertura de uma CPI.

Nos bastidores, o que se comenta é que ele estaria a serviço da Prefeitura da capital nessa empreitada. E como ele mandou informar num documento interno que teria viajado a serviço do mandato, pode ser que além de assistir Brasil e Sérvia, tenha ido pedir auxílio a polícia secreta russa, a KGB, para abrir uma tal caixa preta que existiria nos hospitais filantrópicos. E essa é só mais uma peripécia de quem habita a famosa casa dos horrores.

Wellington e Mauro alinham os pontos fracos na oposição a Taques

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 26/06/2018

Os pré-candidatos ao Governo do Estado, que serão oposição a atual administração, estão centrando o foco das críticas ao atual governador, elegendo tanto os pontos fracos no campo político, como no aspecto administrativo. O senador Wellinton Fagundes, ligado ao governo anterior e que admite que o MDB é o seu principal aliado, cita o que ele define como contradição de Pedro Taques, ao dizer por exemplo, que os deputados que sustentam o Palácio Paiaguás na Assembleia Legislativa, seria praticamente a mesma base que apoiou o ex-governador Silval Barbosa. E aproveitou para questionar o que é que mudou de um, governo para o outro.

Já o outro provável adversário de Pedro Taques, o ex-aliado Mauro Mendes, acaba reforçando na esfera administrativa a crítica feita por Wellinton Fagundes no plano político. Para Mauro Mendes, o governo não fala a verdade, quando afirma que o Estado vive um processo de transformação e que é preciso mudar quem está no comando em Mato Grosso.

Ao ser afrontado de forma semelhante por seus adversários, o governador reclama sempre que tem oportunidade, sugerindo que existiria um jogo combinado entre Wellinton Fagundes e Mauro Mendes. E também não perde a chance de tocar no seu assunto predileto em relação aos antigos aliados. A traição é um tema sempre recorrente. Num evento em Várzea Grande, de uma obra de duplicação numa avenida que passa sobre um córrego de nome traíra, Taques pediu aos presentes para que não esquecessem desse nome. Traíra lembra trairagem. Mas durante a campanha, o governador que já prometeu revelar os motivos de ter sido abandonado pelos ex-aliados para conquistar um novo mandato, terá que mostrar também que não traiu a confiança do eleitor.

Silval reafirma chantagem de conselheiros de Tribunal de Contas

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 25/06/2018

Em cada novo depoimento, o ex-governado Silval Barbosa continua reafirmando as acusações gravíssimas contra os conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado, afastados dos cargos pelo Supremo Tribunal Federal. Na Justiça Federal, ele voltou a dizer que a maioria dos relatórios produzida pelo TCE de Mato Grosso, sobre a copa do mundo de 2014 tinha como objetivo fazer pressão para que cedesse e concordasse com as chantagens que foi vítima naquela época.

Silval Barbosa reafirmou que só foi possível dar continuidade as obras do mundial, depois que se rendeu a extorsão dos conselheiros. Eles foram acusados pelo ex-governador de cobrar uma propina de cinquenta e três milhões de reais, que foram parcelados mensalmente e que exigiram como garantia do pagamento que assinasse diversas cotas promissórias, confessando a dívida do esquema de corrupção. Mesmo depois disso, ele declarou a justiça que a pressão continuava. Quando tinha atraso para realizar os pagamentos, chegaram a suspender um outro programa de obras, o MT integrado, que consistia em pavimentação asfáltica nos municípios do interior do Estado. O ex-governador disse que só cedeu a chantagem em função do compromisso que existia com a Fifa, para Cuiabá sediar quatro jogos da Copa do Mundo de 2014.

O resumo de tudo isso é que já estamos em plena Copa da Rússia e muitas obras, como a do empacado VLT, continuam inacabadas, ilustrando o tamanho do rombo que fizeram nos cofres públicos. E pelas denúncias de Silval Barbosa, a chantagem não era só do Tribunal de Contas. O ex-governador entregou também outros personagens. Os políticos, como deputados e ex-deputados também partiram para a extorsão porque queriam a parte deles na hora de dividir a propina. Quem deveria fiscalizar, decidiu que era melhor encher os bolsos com o dinheiro público, do que fazer as obras para a população.

Governo nega superfaturamento e insiste nas pontes de 200 milhões

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 22/06/2018

O Governo do Estado informa que não vai desistir de construir as trezentas pontes, que tiveram o edital de licitação suspenso pelo Tribunal de Contas. O relatório do TCE apontou uma série de irregularidades, algumas delas gravíssimas, que colocam em dúvida inclusive, a lisura do da concorrência. O relatório da conselheira Jaqueline Jacobsen, também aprovado pelo pleno do tribunal, indicou a suspeita de que poderia ocorrer um superfaturamento de 60 milhões de reais, o que representa um sobrepreço de trinta por cento, já que o custo total estimado do projeto é de 202 milhões.

O edital ainda teria sofrido interferência ilegal de uma das empresas interessada nas obras. O que se estranha é que surgiram nos últimos meses diversas denúncias de irregularidades nas licitações que estão sendo promovidas pela secretaria de infraestrutura. E em todos os casos, o questionamento que se faz é em relação aos valores que seriam muito acima do custo real para a execução dos projetos.

O secretário da Sinfra, Marcelo Duarte, até concorda que o edital precisa ser melhorado, mas diz que pretende recorrer da decisão do Tribunal de Contas, que elaborou um estudo mostrando a existência de um enorme superfaturamento. A primeira explicação que precisa ser dada é se iam gastar quase 60 milhões a mais de dinheiro público sem nenhuma necessidade. Esta licitação começou a ficar famosa, quando no próprio edital, rebatizaram as pontes como sendo uma coisa que atende pelo nome de kits de transposição de obstáculos para estabelecimento de acesso. Isso até já tentaram dar uma explicação. Agora é preciso provar que a obra não seria superfaturada em quase 60 milhões, um valor bem próximo do que está sendo gasto para construir o novo Pronto Socorro de Cuiabá. Chegou a hora de mostrar o kit da transparência.

Deputados de MT também querem criar CPI contra Lava Jato

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 21/06/2018

A compra de vaga de conselheiro do Tribunal de Contas vai continuar sendo investigada pela Sétima Vara Criminal de Cuiabá. A acusação envolve a compra e recompra da cadeira de Sérgio Ricardo no TCE, que teria custado no total doze milhões de reais e tudo pago com dinheiro público. Além do conselheiro afastado, um outro investigado é ministro da Agricultura Blairo Maggi, que na época era o governador de Mato Grosso.

O julgamento saiu das mãos do Supremo Tribunal Federal, em função das restrições que foram  impostas ao foro privilegiado. Só tem direito a este tipo de benefício, os políticos que cometerem os crimes no exercício do cargo. Não custa dizer que este é mais um privilégio vergonhoso para a classe política, manchada por tantos escândalos, afunda em tanta propina. Esta indecência de compra de vaga no Tribunal de Contas fez parte da colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa. E agora lá em Brasília, com personagens aqui de Mato Grosso, está em curso mais uma conspiração contra a operação Lava Jato.

O líder do PT, de Lula, na Câmara Federal, quer instalar uma CPI para investigar o que estão chamando de indústria das delações. Aqui do Estado, três deputados assinaram o requerimento, Ezequiel Fonseca, do PP, Valtenir Pereira do MBD e Ságuas Moraes, do PT. Por causa da repercussão extremamente negativa, muitos deputados resolver retirar os nomes da proposta da CPI, porque a imprensa deturpou o que estavam tentando fazer. Esta CPI na realidade é mais uma, entre tantas tentativas que já foram feitas, para melar a Lava Jato, que colocou muitas quadrilhas na cadeia. Na prática, o que continuam insistindo é para enterrar a maior operação de combate a corrupção no Brasil. a verdade é que a sociedade, além de atenta, está revoltada com quem vivia usando o mandato popular para entrar de cabeça na propina.

Aprosoja cobra do governo devolução de 400 milhões do Fethab

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 20/06/2018

A Aprosoja, a Associação dos Produtores de Milho e Soja e mais trinta e oito Sindicatos Rurais de Mato Grosso, estão acusando o governo do estado de desviar os recursos do Fethab dois, que deveriam ser utilizados na recuperação e manutenção de estradas. As entidades entraram na justiça com uma ação pedindo a suspensão imediata da cobrança desta contribuição, além de exigir que seja feitas uma prestação de contas de tudo que foi arrecadado e onde isso foi aplicado.

Os produtores ainda solicitam o bloqueio e a devolução de quatrocentos milhões de reais, que teriam sido desviados da sua finalidade. O governo continua insistindo que não está cometendo irregularidades, negando que esteja dando as famosas pedaladas, ou seja, desviando de forma totalmente ilegal recursos que deveriam ter uma aplicação específica. Essa mesma acusação também está sendo apurada em relação ao Fundeb, que é destinado a educação.

Na Assembleia, uma CPI já teria identificado um outro desvio superior a trezentos milhões de reais. Esses desvios foram apontados como uma falha gravíssima inclusive pelo tribunal de contas, ao julgar as contas do governo nesta semana. Este é só mais um fato que fornece mais munição para o debate eleitoral que está começando. A oposição e os ex-aliados do governador, tem batido na tecla que a atual gestão não teve competência para equilibrar as contas públicas, gasta muito mais do que teria condições e que endividou o Estado.

No relatório do TCE, o número que preocupa é que em 2017 o Estado fechou o ano com um rombo de dois bilhões e oitocentos milhões de reais. E o que nós estamos assistindo é uma raivosa troca de farpas, envolvendo principalmente os grupos de Mauro Mendes e Pedro Taques, políticos que estiveram juntos e  que agora são adversários. E no meio de toda essa briga, a triste constatação é que não se discute o que é melhor pra Mato Grosso. E o que mais se ouve é a palavra traição. E quem deve estar com medinho é o eleitor. Com medinho de mais uma vez ser enganado pelos donos da verdade.

Em votação apertada, Lucimar escapa da cassação em VG

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 19/06/2018

A prefeita de Várzea Grande, Lucimar acabou não tendo o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral no julgamento que aconteceu nesta terça-feira. A análise do caso já havia sido suspensa por duas vezes. Por 4 votos a 3, a decisão é que ela não irá perder o cargo por ter gasto mais de 500 por cento acima do limite que era permitido em 2016, com publicidade institucional.

A prefeita e o atual secretário de comunicação terão que pagar uma multa de sessenta mil reais cada um. O vice-prefeito José Hazama, foi multado em 5 mil reais. Normalmente nestes casos, a punição é a perda do mandato para o agente público, mas acabaram encontrando um caminho alternativo. Os adversários que entram com a ação sustentaram que o gasto excessivo com publicidade teve um claro propósito eleitoral, o que teria provocado prejuízo aos demais candidatos na disputa pela prefeitura da cidade.

Na semana passada, o julgamento foi suspenso quando o placar era de três a dois a favor da cassação. Mas na sessão desta terça-feira, os dois juízes que faltavam votar, Ricardo de almeida e Jackson Coutinho, reformaram a decisão do juiz da primeira instância. Os outros três magistrados que defenderam a cassação, entendiam que diante da gravidade da denúncia, a prefeita deveria perder o cargo. Mas a tese deles acabou sendo derrotada pela maioria, aliás, muito apertada, por apenas um voto de diferença.

A principal linha de defesa de Lucimar Campos, foi a de que este fato não justificava a cassação, pelo trabalho que vem sendo realizado em Várzea Grande. A tese venceu, apesar do que diz a lei. É como no futebol. Falta dentro da área é pênalti. Mas acabaram encontrando um jeitinho de não aplicar a penalidade máxima e só deram um cartão amarelo para a prefeita.

Juiz que suspendeu escolta de Selma Arruda seria inimigo dela

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 18/06/2018

Numa decisão surpreendente e com muitas razões para ser questionada, a justiça de Mato Grosso suspendeu a escolta concedida pelo governador Pedro Taques a juíza aposentada Selma Rosane de Arruda. Quem decidiu assim foi o juiz Mirko Vincenzo Gianote, da comarca de Sinop. Este magistrado é o mesmo que há meses atrás, foi destaque na imprensa nacional por ter recebido num único mês, uma remuneração superior a 500 mil reais. Mas disseram que estava tudo dentro da lei.

Esta ação para suspender a escolta da juíza, que também é pré-candidata ao senado, foi de um vereador de Sinop, que por coincidência é do MDB, mesmo partido do ex-governador Silval Barbosa, que foi preso por determinação da então magistrada, que respondia pela vara de combate ao crime organizado. Para suspender a escolta, o juiz Marko Vincenzo argumentou que isso prioriza os interesses de uma única pessoa em detrimento de todos os demais cidadãos de Mato Grosso. A juíza Selma é bom lembrar, no exercício do cargo, recebia muitas ameaças de morte, pela coragem de decidir contra facções criminosas que comandam os presídios e também por colocar na cadeia os tubarões corrutos que assaltavam os cofres públicos aqui no Estado. E ao agir dessa forma, estava sim, defendendo os interesses das pessoas de bem, de quem é honesto. Isso não pode ser esquecido. Negar a proteção para quem até há pouco tempo era ameaçada de morte, é no mínimo uma enorme falta de sensibilidade.

Na decisão, o juiz de Sinop fala em ferir princípios e ferir a lei. Por falar nisso, existe um processo na justiça, de um outro caso, por causa de um comentário num site sobre uma sentença de Selma Arruda contra João Arcanjo. Quem responde o processo é a esposa dele, porque o endereço eletrônico estava em nome dela. Quem entrou com o processo foi a juíza Selma. Mas o magistrado não se declarou suspeito para suspender a escola. Isso fere princípios ou fere a lei? Mas podem dizer que isso é legal. Afinal, receber mais de meio milhão de reais num único  mês, já falaram que é perfeitamente legal.

Prefeito diz que está entusiasmado com a CPI da Saúde

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 16/06/2018

O prefeito Emanuel Pinheiro afirmou ter ficado entusiasmado quando recebeu a notícia de que a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a criação de uma CPI para investigar os desmandos na área de saúde em Cuiabá. Ele disse ainda que é preciso colocar o dedo na ferida. E já passou da hora, porque os problemas  são enormes e esta administração tem contribuído para agravar uma situação que já era caótica. Além da falta de medicamentos, que é uma constante na rede municipal, existem suspeitas graves de contratações totalmente desnecessárias na Secretaria Municipal de Saúde, dando conta de que existiria um cabidão de emprego, onde teriam muitos funcionários fantasmas.

A desconfiança grande é que a politicagem tomou conta de um setor que deveria se preocupar em atender a população.   E este é um dos principais alvos da CPI que é o de investigar a existência de uma gestão temerária com possível ingerência política. O que já se ouviu muito é que a Secretaria de Saúde estaria infestada de cabos eleitorais de vereadores que fazem parte da base de apoio do prefeito na Câmara de Cuiabá.

Outro ponto que merece atenção na investigação é a crise provocada pela falta de medicamentos e aí surgem mais suspeitas, com as famosas contratações emergenciais, para fugir das licitações. É preciso lembrar que a falta de compromisso de Emanuel Pinheiro com a saúde foi a principal causa  do pedido de demissão da ex-secretária de saúde, Elizeth Araújo. O prefeito que diz estar entusiasmado com a CPI, só não precisa exagerar. Da próxima vez que forem pedir informações na Secretaria de Saúde, os entusiastas podiam colaborar e não chamar a polícia.

1 bilhão e 500 milhões foram sonegados por políticos e empresários de MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 15/06/2018

Políticos de Mato Grosso, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro, tentam anular em Brasília, a Operação Ararath que desmontou o maior escândalo financeiro do Estado, que teria desviado mais de quinhentos milhões de reais dos cofres públicos. E tudo isso virava propina para alimentar a garganta profunda dos corruptos. Tudo era base do toma lá, dá cá. Só que a sonegação descoberta pelo Ministério Público Federal foi maior ainda, um recorde nacional.

O rombo fiscal atingiu um bilhão e meio de reais. Pra se ter uma ideia, isso é o que iria custar o VLT inteirinho, essa obra vergonhosa que até hoje continua abandonada. A Operação Ararath que colocou muita gente poderosa na cadeia, já conseguiu recuperar mais de 200 milhões de reais, bloqueou outros trezentos milhões e está correndo atrás de mais de um bilhão de reais.

Fazendo uma comparação proporcional com outros Estados, é o maior rombo fiscal do Brasil. Foi dessa investigação que surgiu a colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa, que foi batizada de delação monstruosa, porque mostrou a sujeira e a imundície onde estava mergulhada uma grande parte da classe política de Mato Grosso. Primeiro usavam propina para fazer campanha e depois praticavam extorsão e chantagem para não fiscalizar, para fechar os olhos para a roubalheira.

Depois disso tudo, ainda tem gente tentando anular o que foi desvendado pela polícia e denunciado pelo Ministério Público Federal. Uma dessas ações é do senador Blairo Maggi e não é para se defender das acusações. Ele pede a anulação porque de acordo com os advogados dele o processo não deveria estar nas mãos do ministro Luiz Fux. Uma das denúncias contra Blairo é gravíssima. Ele teria participado do esquema que comprou e recomprou a vaga do conselheiro Sérgio Ricardo no Tribunal de Contas por doze milhões de reais. E agora sem foro privilegiado, vai ter que se explicar para a justiça de Mato Grosso, que foi responsável por denunciar este escândalo bilionário.

Taques diz que Mauro não pode ter “medinho” de sair candidato

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 14/06/2018

A temperatura caiu, mas o debate político continua esquentando, por causa das eleições de outubro. Pedro Taques, que tem o pavio curto, voltou a cutucar o ex-prefeito Mauro Mendes, que apesar de ainda não assumir publicamente que é pré-candidato ao governo, autorizou o partido dele, o Democratas, a construir uma possível candidatura. Em função da indefinição do ex-aliado, o governador diz que pra ser candidato é preciso ter coragem e quem quer ser governador não pode ter medinho, tem que ter decisão, tem que ter atitude. Pra completar a provocação, Taques diz que ele não tem tempo pra sentir medo de nada.

Numa entrevista a uma emissora de rádio da capital, o governador utilizou um termo pesado, traição, ao lembrar que o ex-senador Jaime Campos desistiu de se candidatar a reeleição em 2014, porque teria sido traído por Mauro Mendes. E hoje, Jaime e Mauro estão no mesmo partido.

O que deve também agitar os bastidores nos próximos dias, são os números de uma pesquisa feita por um dos institutos mais famosos do país, sobre o desempenho dos pré-candidatos ao governo e ao senado. Na disputa pelo Palácio Paiaguás, num cenário de primeiro turno, os principais candidatos, Mauro, Wellinton e Taques estão bem próximos um do outro. A surpresa é que o procurador Mauro, do PSOL, está coladinho neles. Como o procurador só aparece em época de eleição, esse é o voto de protesto do eleitor, que está indignado com tanta sujeira e tantos escândalos.

Sobre a disputa no segundo turno, Pedro Taques perde pra Wellington, Mauro Mendes e Jaime Campos e este último na realidade deve ser candidato ao senado. Para o governador, os maiores problemas continuam sendo a desaprovação ao governo, que está subindo e a falta de confiança, que permanece altíssima. Mas anda como se costuma dizer, muita água vai rolar embaixo da ponte. Mas enquanto isso, teremos ainda muitas acusações, troca de farpas e o já anunciado, bateu, levou. Porque na disputa pelo poder, já está aberta a temporada do vale tudo. Como eles dizem, só não vale perder.

Mauro e Wellington poderão ter “jogo combinado” no primeiro turno

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 13/06/2018

O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, é sim pré-candidato ao governo de Mato Grosso, mas por enquanto, seguindo uma estratégia, prefere dizer que apenas autorizou o DEM a construir a sua candidatura ao Palácio Paiaguás. Tem que se respeitar, porque este é o estilo dele de fazer política. Mas o fato é que já está em pré-campanha. E o debate de Mauro Mendes com Pedro Taques está inaugurado.

O governador tinha dito que a partir de agora, será na linha do bateu, levou. O ex-prefeito ao dizer que não quer polemizar, aproveita e dá mais uma alfinetada, reafirmando que a atual administração não serve para Mato Grosso e que não tem obrigação de apoiar ninguém eternamente.

Mauro Mendes coloca o pé na estrada, destacando que o momento é de viabilizar recursos para custear a campanha e intensificar o diálogo na busca por novas alianças políticas. Ele admite que pode construir uma aliança com o senador Wellinton Fagundes e até com o deputado federal, Nilson Leitão. No caso de Wellinton, que também é pré-candidato ao governo estadual, a conversa deve girar entre uma convivência pacífica no primeiro turno da eleição, visando uma composição para o segundo turno.

Esse jogo combinado não é novidade pra ninguém. Como também não é mais surpresa que Otaviano Pivetta, vai recuar da pré-candidatura dele ao governo, provavelmente na condição de vice de Mauro Mendes. Uma das vagas ao senado seria do ex-governador Jaime Campos e a outra vaga estaria reservada para o deputado Adilton Sachetti, que é amigão de Blairo Maggi e precisa do aval do ministro.

Só o que não está bem claro é quando mauro mendes diz que pode fazer uma aliança com Nilson Leitão, candidato ao senado do PSDB na chapa de Pedro Taques. A pergunta é uma só. Será que Mauro trabalha com a possibilidade do governador não sair candidato a reeleição? Ou vão tentar puxar o tapete de Pedro Taques?

STJ nega habeas corpus e Mauro Savi continua na prisão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 12/06/2018

Os deputados estaduais continuam insistindo para tentar tirar da prisão o deputado Mauro Savi e entrou com recurso no STJ, o Superior Tribunal de Justiça. Esta nova ação é assinada por dois procuradores da Assembleia Legislativa. Os parlamentares na semana passada chegaram a aprovar um projeto de resolução, pedindo a soltura do deputado que está preso há mais de um mês, acusado de ser um dos líderes no escândalo do Detran, que teria desviado trinta milhões de reais.

O desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, não acatou o pedido de soltura, dizendo que só o poder judiciário pode tomar a decisão de revogar a prisão. Ele explicou que a prisão preventiva por ordem judicial, não pode ser revertida pelos deputados, que estariam sendo pressionados por Mauro Savi.

Os advogados do parlamentar também recorreram ao Superior Tribunal de Justiça. A defesa entendeu que o desembargador agiu como um malabarista, por não acatar o projeto de resolução, que pedia a soltura do deputado. E disse mais. Que o desembargador faz exercício de futurologia, por ter baseado a decisão dele num julgamento que ainda não foi concluído pelo Supremo Tribunal Federal. Antes de ser suspenso, o placar era de cinco a quatro para que deputados não tenham o poder de tirar um colega da prisão. E não devem ter mesmo este privilégio, porque isso causa revolta e indignação.

A acusação do Ministério Público é que o deputado usava o cargo dele para comandar um esquema de corrupção, alimentado por uma montanha de propina. O malabarismo agora deve ser o de explicar que o dinheiro público não foi desviado. Mas não é isso que está ocorrendo. Toda esta briga judicial é para discutir se um deputado preso pela justiça pode ser solto pelos seus colegas. E sob os aplausos da sociedade, por enquanto a justiça está vencendo.

Taques diz que vai revelar porque foi abandonado pelos ex-aliados

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 11/06/2018

E na reunião do PSDB em Cáceres, neste final de semana, Pedro Taques voltou a afirmar que durante a campanha eleitoral, a população irá ficar conhecendo os reais motivos pelo fato de ter perdido tantos aliados. Os ex-companheiros tem dito que se afastaram do governador porque ele não honrou os compromissos que assumiu, que as dívidas explodiram e que ele quebrou as finanças do Estado. As maiores críticas foram feitas pelos ex-prefeitos Mauro Mendes, de Cuiabá e Otaviano Pivetta, de Lucas do Rio Verde.

O deputado federal Adilton Sachetti, que é pré-candidato ao senado pelo PRB, fez uma cobrança para que taques não seja genérico nas acusações e que aponte os nomes de quem teria feito propostas não republicanas, de quem teria agido com desonestidade para usar o governo em benefício próprio. O fato é que muitas lideranças políticas de vários partidos, se afastaram do governador batendo duro na atual administração. Até o ex-senador Jaime Campos, que teria dividido a canjica com Pedro Taques afirmou que a gestão dele é um verdadeiro fiasco, uma enganação e que não transformou nada em Mato Grosso. Mas a resposta de Pedro Taques aos ex-aliados só deve ocorrer, quando ficar definido quem será candidato ao governo do Estado, se será Pivetta ou Mauro Mendes.

De outro lado, o pré-candidato da oposição ao governo, o senador Wellinton Fagundes diz que não abre mão da disputa e que está aguardando também a definição do Democratas, que está preso na eterna indefinição do ex-prefeito de Cuiabá. Nem os aliados dele estão conseguindo mais disfarçar a irritação a estratégia de Mauro Mendes, que continua de salto alto e todo mundo no compasso de espera.

“Jogo sujo” faz candidato desistir de disputar governo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 08/06/2018

O ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, desistiu de ser candidato ao governo de Mato Grosso. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, o principal motivo seria um atrito dele com o presidente do PSL, o deputado Vitório Galli. Na entrevista que concedeu a Rádio Capital FM, Rossato fala de um suposto jogo sujo do deputado que estaria interessado apenas no seu projeto de reeleição à câmara federal.

O ex-prefeito também se irritou quando Vitório Galli, disse depois de se encontrar com o governador Pedro Taques, que o partido teria que pensar num plano B, se o partido ficasse sem um candidato ao governo. No entender de Rossato, quando o principal dirigente partidário refere-se a um pano B, é porque não tem nenhum interesse no plano A. Rossato lembrou que ao desistir de ser candidato a governador, sai pela porta da frente, de cabeça erguida e que vai continuar apoiando Selma Arruda, que é pré-candidata ao senado.

A desistência de Dilceu Rossato, teria sido fruto de um acordo celebrado com o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, que por enquanto é o pré-candidato do PDT ao governo estadual. Mas isto só será mantido se o eterno indeciso Mauro Mendes jogar a toalha e não sair candidato a governador. Porque se Mauro resolver entrar na disputa, Pivetta deve ser o vice dele. É um complicador para a juíza aposentada Selma Arruda, já que o PSL é um partido pequeno e precisa fazer alianças, até para que possa tem um pouco mais de tempo no horário eleitoral. E Selma Arruda já disse que não vai dividir palanque com ficha suja.

Não será uma tarefa fácil, vai ser como procurar agulha num palheiro. E na desistência do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, que não é mais candidato, a briga de Vitório Galli, pelo menos foi com alguém de carne e osso. Porque no mundo da fantasia, o polêmico deputado, já perdeu muita energia tentando medir forças com o personagem do Mickey e até com o Rei Leão.

Jornalistas de MT repudiam intenção de quebrar sigilo da fonte

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 07/06/2018

Deputados insistem e decidem pedir a soltura do colega Mauro Savi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 06/06/2018

Então fica combinado assim. Por unanimidade, treze deputados votaram e decidiram que o colega deles, Mauro Savi, deve deixar a prisão. O parlamentar é um dos principais acusados no esquema de corrupção no Detran de Mato Grosso. O que se pergunta é qual teria sido a motivação dos deputados para que ele seja colocado em liberdade. Nas investigações da operação Bereré, Mauro Savi é acusado de ser um dos principais líderes da organização criminosa, além de ter sido ele a indicar Teodoro Lopes, o Dóia, para a presidência do Detran, que hoje é um dos delatores nesse escândalo.

O deputado também é citado por ter cobrado uma indenização de um milhão de reais, porque tinham avisado a ele que não iria mais receber a propina que era desviada dos cofres públicos. A denúncia levada a justiça é a de que o Parlamentar é quem dava as cartas e as ordens no Detran. Lá nada acontecia sem que ele estivesse de acordo.

Para votar pela soltura de Mauro Savi, os colegas dele deram mais um exemplo de corporativismo, de solidariedade, naquela linha do efeito Orloff, de que esses treze hoje poderão estar amanhã na mesma situação. Uma outra pergunta é qual será o resultado prático dessa decisão. O Poder Legislativo já tinha sido avisado que não poderia emitir o alvará de soltura. Essa decisão irá caber exclusivamente ao desembargador José Zuquim, que é o relator do caso. E ainda tem um outro complicador. Nesta terça-feira, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça chegaram a desmentir uma informação de que poderia estar havendo um acordo de bastidores entre os dois poderes para libertar Mauro Savi. Isso acaba dificultando ainda mais uma decisão favorável para o parlamentar. E tem, mais. Numa votação que está suspensa no pleno do Tribunal, dezesseis Desembargadores já votaram para manter a prisão e esse Placar já é maioria. Mais uma vez a opinião pública está indignada com aqueles que deveriam dar bons exemplos a sociedade. É por coisas desse tipo que a sociedade está tão revoltada com a classe política.

Se não sair da prisão Mauro Savi pode se transformar em delator

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 05/06/2018

Todos os denunciados pelo Ministério Público, no esquema de propina no Detran, que teria desviado mais de trinta milhões de reais, terão prazo de quinze dias para apresentar as suas defesas. A determinação é do desembargador José Zuquim, que é o responsável pelo caso no Tribunal de Justiça, antes que seja tomada a decisão de acatar ou não a denúncia contra os cinquenta e oito investigados. O magistrado ainda autorizou que os acusados tenham acesso a todo conteúdo do processo, para que fique assegurado o direito a ampla defesa.

A Operação Bereré investiga um grande escândalo de corrupção, que teria começado no governo de Silval Barbosa e que teria prosseguido na atual administração. Os crimes que são investigados envolvem corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraudes em licitação e montagem de organização criminosa. O desembargador também autorizou que o processo fosse compartilhado com a Receita Federal, com o núcleo de ações de competência originário, do Ministério Público e com a ordem dos advogados aqui em Mato Grosso.

As denúncias deste escândalo tiveram como base as delações do ex-governador Silval Barbosa, do irmão dele, Toninho Barbosa e do ex-presidente do Detran Teodoro Lopes, que teria sido indicado para o cargo pelo deputado Mauro Savi, que está preso no Centro de Custódia da Capital.

Pelo que foi apurado nas investigações, o parlamentar fazia e acontecia, mandava e desmandava no Departamento de Trânsito de Mato Grosso. A força dele era tão grande que teria pedido até uma indenização de um milhão de reais, quando avisaram que não iria mais receber a propina milionária desviada dos cofres públicos. E o grande temor na classe política do Estado é que o deputado Mauro Savi, se não conseguir deixar a prisão, resolva partir para uma delação premiada. Podem estar vindo fortes emoções por aí.

Conselheiro quer explicações sobre as promissórias na cortina

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 04/06/2018

As denúncias de propina milionária aos  conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. O conselheiro afastado, José Carlos Novelli, quer mais explicações sobre as circunstâncias e os detalhes em relação a duas notas promissórias assinadas pelo ex-governador Silval Barbosa, que teriam sido encontradas no gabinete que era ocupado por ele no TCE.

Pelas informações que foram divulgadas, uma servidora encontrou os documentos que estariam escondidos dentro de uma cortina. Na delação, Silval Barbosa revelou que teria pago a cinco conselheiros cinquenta e três milhões de reais, divididos em parcelas mensais. As duas notas promissórias, que foram encontradas, tem o valor de dois milhões e cinquenta mil reais, cada uma e são datadas de junho e julho de 2014. Os documentos foram entregues a Justiça pela conselheira substituta Jaqueline Jacobsen, que também prestou depoimento, informando os fatos.

O conselheiro afastado José Carlos Novelli destaca que os valores das promissórias, que em tese provariam o pagamento da propina, são diferentes do que foi declarado pelos delatores. De acordo com Novelli, Silval Barbosa informou que eram dezoito promissórias de um milhão cento e cinquenta mil e as restantes no valor de dois milhões e oitocentos mil reais. A defesa do conselheiro nega que ele tenha praticado algum tipo de ilícito e que não houve nenhum tipo de pagamento de propina, como consta na delação do ex-governador.

Em função da denúncia, além de José Carlos Novelli, outros quatro conselheiros, Antonio Joaquim, Waldir Teis, Valter Albano e Sérgio Ricardo, também foram afastados por decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Além deles, outras autoridades foram filmadas dentro do Palácio Paiaguás recebendo dinheiro vivo, entre elas, deputados, ex-deputados e dois atuais prefeitos, Luciane Bezerra de Juara e Emanuel Pinheiro de Cuiabá. E praticamente todos negam que tenham feito parte desse esquema de corrupção, chamada pela justiça de monstruosa.

Deputados estariam boicotando votação para soltar Mauro Savi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 02/06/2018

Os deputados estaduais estariam promovendo uma espécie de boicote, para não votar a soltura de Mauro Savi na Assembleia Legislativa, que foi preso na segunda fase da Operação Bereré, acusado de ser um dos chefes do esquema que teria desviado trinta milhões de reais do Detran. Esta seria uma das explicações para o esvaziamento das sessões do poder legislativo, por causa de uma suposta pressão que estaria sendo feita por Mauro Savi.

Oficialmente a falta de quórum seria para não votar as contas de 2016 do governador Pedro Taques. Também se especula que as ausências em plenário poderiam ser por conta do não pagamento das emendas parlamentares, onde os vinte e quatro deputados tem direito a cento e vinte milhões, ou cinco milhões de reais para cada um.

Mas mesmo que a Assembleia decida voltar a soltura do deputado Mauro Savi, isso acabaria não tendo nenhum resultado prático, porque já existe uma decisão judicial, impedindo o poder legislativo de emitir o alvará para tirar o parlamentar da  prisão.  Mas se está faltando quórum para as votações, a desconfiança do Ministério Público Estadual, é de que não está faltando dinheiro na Assembleia. Isto porque teria sido firmado um contrato com uma empresa  para a compra de cinquenta computadores, modelo notebook workstation, mas o que assusta é o valor , porque cada um deles custaria quase dezoito mil reais. Isso é que é notebook, o resto é conversa.

A suspeita do Ministério Público é do famoso superfaturamento. A explicação da Secretaria de Comunicação da Assembleia é a de que apesar de ter sido realizado o pregão presencial, os produtos não chegaram a ser adquiridos e também que não houve pagamento aos fornecedores. Sendo assim, bem que poderiam aproveitar para pesquisar um notebook que não custasse uma pequena fortuna. Porque quase dezoito mil reais por um computador parece um exagero. Será que com os 64 bits e com 16 giga de memória, o que é que eles conseguem fazer de tão excepcional? Se conseguirem falar vão pedir até verba indenizatória.

Defensoria exige bloqueio de contas e não quer negociar com governo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 01/06/2018

Governos resistem em cortar despesas e reduzir os impostos

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 31/05/2018

Os reflexos em Mato Grosso da greve dos caminhoneiros. O Governo do Estado já adiantou que não pretende reduzir os percentuais do ICMS, destacando que a responsabilidade maior para diminuir a carga tributária é do Governo Federal. Mas sem dúvida, é importante que os Estados também participem de um esforço conjunto para diminuir o impacto de tantos impostos para a população.

Alguns produtos como os o álcool, a gasolina e o óleo diesel mais da metade do valor que é cobrado do consumidor acaba indo para os cofres públicos. E uma das razões dos protestos dos últimos dias é que isso não acaba voltando em forma de benefícios sociais para a população. A atual administração informa que já reduziu muito os custos para manter a máquina pública funcionando e que pretende reduzir as despesas naquilo que for possível. Voltou a se falar nos últimos dias numa redoma administrativa, providência que o atual governo prometeu há mais de dois anos, só que até aqui não avançou praticamente nada. Vamos ver se agora sai do discurso ou se é apenas mais uma promessa.

O secretário de Fazenda, Rogério Gallo e o governador Pedro Taques tem sido cobrados nos últimos dias para tomar medidas em relação alta carga de impostos. O secretário concorda que é necessário reduzir o tamanho da máquina, mas por outro lado lembra que estado tem muitas atribuições e que só é possível abrir mão de arrecadação, se tiver alguma forma de compensação por parte do governo federal. A solução na verdade que é cobrada pela sociedade depende tanto do Governo Federal, como dos governos estaduais. Se um ficar empurrando o problema no colo do outro, pouca coisa vai mudar. Mas as mudanças são urgentes, porque a sociedade já demonstrou nesses últimos dias que a paciência está se esgotando.

A vitória dos caminhoneiros e os bandidos infiltrados na greve

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 30/05/2018

Quase noventa por cento dos brasileiros estão apoiando a greve dos caminhoneiros. É o que revela uma pesquisa do Instituto Datafolha. De acordo com o levantamento, apenas dez por cento são contra o movimento, enquanto oitenta e sete por cento são totalmente favoráveis. Um outro número que impressiona é que 56 por cento defendem que o movimento deve continuar. Apesar disso, mais de 50 por cento acreditam  que as medidas anunciadas pelo governo trazem mais prejuízos do que benefícios para a população de uma forma geral.

O fato é que não existe mais motivo para essa greve continuar, o que foi reivindicado já está atendido e o protesto dos últimos dias foi algo espetacular e vai entrar para a história. Mas nesse momento é preciso dar um basta naqueles que pegam carona nesse movimento de forma irresponsável. São agitadores profissionais, que não tem nenhum compromisso com o país e que estão se lixando para o bem estar da população.

Quem sai as ruas defendendo intervenção militar, dizendo que a ditadura deve voltar, está apenas apostando no caos e explorando de forma covarde a boa fé das pessoas que apoiam o movimento vitorioso dos caminhoneiros. Muita coisa ainda precisa ser feita no país, mas o momento exige que a ordem seja restabelecida, porque a baderna não vai levar ninguém a lugar nenhum.

O governo do presidente Michel Temer além de ser fraco, é uma vergonha nacional, mas tem que usar a autoridade que ainda possui para acabar com a baderna promovida pelos oportunistas. A cena que melhor ilustra tudo isso, foi vista com indignação e revolta por milhões de brasileiros nesta terça-feira, quando um caminhoneiro no estado do Tocantins, foi retirado de dentro do caminhão e espancado de forma cruel e violenta.  Esses agressores podem ser de tudo, menos caminhoneiros. Porque ninguém que tenha um pingo de vergonha na cara iria cometer esse ato infame de violência contra um colega de trabalho. Os agressores foram canalhas, porque isso não é papel de grevista, é coisa de bandido.

Licitação feita em 12 horas poderia entrar para o livro dos recordes

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 29/05/2018

Operação Bereré poderá ter novos mandados de prisão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 28/05/2018

A Operação Bereré, que investiga desvios no Detran que são estimados em trinta milhões de reais, poderá ter novidades nos próximos dias. Nos bastidores, já circula a informação dando conta de que existiriam novos mandados de prisão em mais uma fase da investigação. Essa possibilidade foi admitida inclusive pelo procurador geral do Ministério Público, Mauro Curvo.

A situação se complica cada vez mais para o deputado estadual, Mauro Savi, que é apontado como um dos líderes do esquema criminoso. O pedido feito pela defesa do parlamentar para suspender a operação Bereré, foi negado pela ministra Maria Thereza Moura. Para a magistrada a questão é complexa demais para ser decidida de forma imediata, sendo necessária uma análise mais detalhada. Os advogados do deputado alegam que ele foi investigado de forma ilegal na primeira instância judicial e que o correto, em função do cargo que ocupa, seria que isso fosse feito pelo Tribunal de Justiça. Os advogados pediram que tudo fosse anulado, mas a tese por enquanto não foi aceita.

A situação do deputado também não é nada boa na segunda instância do poder judiciário estadual. No TJ, numa votação que foi suspensa por um pedido de vistas e que pede a soltura do parlamentar, o resultado parcial é de 16 a dois para que Mauro Savi continue preso. Mesmo quando for retomado o julgamento, é muito improvável que este placar possa ser revertido. O caminho escolhido pela maioria dos desembargadores para que o deputado não seja solto estaria baseado nas provas e evidências reveladas pela investigação. Uma das denúncias é que para não receber mais propina, Mauro Savi teria cobrado um milhão de reais, como uma forma de ser indenizado para fechar a torneira da corrupção, uma espécie de bônus, que batizou a segunda fase da operação, que tem originalmente o sugestivo nome de Bereré.

TCE acusa superfaturamento de 58 milhões em pontes de MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 25/05/2018

Mais uma denúncia gravíssima do Tribunal de Contas do Estado contra o governo de Mato Grosso. Numa licitação que foi lançada para construir pontes, o que está sendo denunciado  é um superfaturamento de quase sessenta milhões de reais. O valor total previsto para as obras é de duzentos milhões. O relatório que apontou várias  ilegalidade é da conselheira Jaqueline Jacobsen e teve como base um levantamento feito pela Secretaria de Controle Externo de Serviços na área de engenharia do próprio Tribunal.

Nos últimos dois meses, são vários os casos de obras com valores superfaturados na Secretaria de Logística e Infraestrutura, que é dirigida por Marcelo Duarte. Neste caso das pontes, o número exato do provável superfaturamento seria de cinquenta e oito milhões e seiscentos e oitenta e nove mil reais.

Mas além disso, outras graves irregularidades foram apontadas. O representante de um consórcio que iria participar da licitação teria tido acesso a dados sigilosos, chegando a discutir alterações na concorrência pública, mesmo depois do lançamento do edital. De acordo com o relatório, os técnicos do Tribunal de Contas também estranharam exigências absurdas que era feitas aos participantes, o que levanta ainda mais suspeitas sobre essa  licitação. Outra desconfiança é que era pra ser um pregão eletrônico e foi mudado para o famigerado RDC, Regime Diferenciado de Contratação, que é coincidentemente o mesmo sistema que foi usado no empacado VLT, que gastou mais de um bilhão e se transformou num escândalo com o dinheiro público na gestão de Silval Barbosa. Parece que não aprenderam a lição.

O que está sendo apontado pelo TCE na prática é que obras que foram orçadas em 200 milhões poderiam ser feitas por 140 milhões, ou seja, trinta por cento mais barato. E no edital, o que poderia ser chamado simplesmente de ponte, foi definido com um nome estranho, kit de transposição de obstáculo para estabelecimento de acesso. Mas agora o que tem que ser explicado é um pouco mais simples. Iria ocorrer ou não um incrível, um milionário e escandaloso superfaturamento de trinta por cento?.

Pão e Circo: Emendas de deputados bancaram “eventos” milionários em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 24/05/2018

Na mais recente operação de combate a corrupção utilizando dinheiro público, chama muito a atenção o valor milionário das emendas parlamentares destinadas a bancar os eventos artísticos e culturais. Na ação do Ministério Público, que foi denominada de pão e circo, o valor ultrapassa mais de sete milhões de reais. Só para custear um desses eventos aqui no Estado, o gasto superou dois milhões de reais.

Nas olimpíadas de 2016 no rio de janeiro, para promover o turismo e a cultura de Mato Grosso, a conta passou de um milhão de reais. É lógico que o incentivo ao setor cultural é importante, onde sempre se reclama da falta de recursos. Mas esse não parece ser o caso, porque a impressão que se tem é que estava sobrando dinheiro. E se tem uma coisa que provoca entre governo e deputados, é quando atrasa o pagamento das famosas emendas parlamentares. Muitas sessões da Assembleia Legislativa ficam até sem dar quorum, para votar matérias importantes, como forma de pressionar o poder executivo. Este poderia ser um assunto para que o Ministério Público pudesse ampliar este tipo de investigação que está ocorrendo na área cultural.

Até para eliminar dúvidas que sempre existem, seria bom que fosse apurada a destinação que é dada a todas as emendas parlamentares. Muitas delas são direcionadas para os municípios onde os parlamentares tem a sua base política, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. As prefeituras, depois de serem beneficiadas com os recursos, promovem uma licitação para realizar as obras. E o que sempre se ouviu é que essas coisas nunca foram muito republicanas e uma boa parte disso acaba se perdendo nos ralos do caminho. E a cobrança pelo pagamento das emendas parlamentares normalmente se intensifica nesse período pré-eleitoral. E olha que estamos falando de mais de cento e vinte milhões de reais por ano, que é o bolo total dessas tais emendas. Tomara que isto também não se resuma a pão e circo.

Justino ameaça com CPI por se sentir traído por Emanuel

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 23/05/2018

A articulação para a eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, poderá criar sérias complicações para o prefeito Emanuel Pinheiro. Treze vereadores teriam feito um pacto e declarado apoio a candidatura do vereador Misael Galvão, do PSB, para a presidência do Poder Legislativo da capital.

Estão neste grupo, alguns vereadores que fazem parte da base de sustentação do Palácio Alencastro, como Lilo Pinheiro, que é primo e líder do prefeito, Paulo Araújo, do Progressista, partido que é carne e unha com a atual administração, e Adevair Cabral, relator da CPI do Paletó e que faz o possível e o impossível para defender Emanuel de maneira ferrenha. Mas também estão no grupo dos treze, muitos representantes da oposição, como Marcelo Bussiki, Toninho de Souza, Dilemário Alencar e Gilberto Figueiredo. Ainda faz parte dessa contabilidade, o vereador Vinicius Clovito Hugueney, que é secretário municipal e que deverá se licenciar do cargo para poder votar em Misael Galvão. Diante disso tudo, não adiantou nada todo o esforço para se mudar o regimento da Câmara, permitindo a reeleição do atual presidente.

O comentário forte nos bastidores é o de que Justino Malheiros, está se sentindo traído por Emanuel Pinheiro e estaria já fazendo ameaças para dar o troco ao prefeito. Uma dessas ameaças seria mudar a composição da CPI do Paletó, que passaria a ser integrada somente pelos vereadores de oposição. A consequência para o prefeito poderia ser um desastre, criando condições até para que fosse afastado do cargo. Mas por enquanto tudo está no campo da ameaça e poucos acreditam que Justino Malheiros teria coragem para concretizar a vingança. Mesmo porque ontem era o prazo dado por ele para decidir se iria mudar os integrantes da CPI e não aconteceu nada. A impressão é que está ameaçando pra negociar. Se conseguir o que está querendo, mandando recado pela imprensa, vai guardar as armas e desistir da vingança.

Tribunal de Contas decide que servidores não irão receber RGA

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 22/05/2018

O pleno do Tribunal de Contas analisou nesta terça-feira uma recomendação para que o Mato Grosso não pagasse mais esse ano a RGA, a Revisão Geral Anual dos servidores públicos do poder executivo. A alegação é a de que existe o risco do Governo do Estado estourar os limites da lei de responsabilidade fiscal. Só que esta é uma garantia que foi assegurada por lei, é um direito adquirido e tem que ser cumprido. Mas tem setores do serviço público que não enfrentam esse tipo de problema.

O tribunal de Justiça, acabou de aprovar dois projetos, que irão conceder aos funcionários, benefícios que terão um reajuste bem acima da inflação. A proposta é passar o auxílio alimentação para mil cento e cinquenta reais e o auxílio saúde para oitocentos reais. Na alimentação o reajuste foi de quinze por cento e nos planos de saúde trinta por cento. Na RGA dos servidores do executivo, o reajuste é bem menor e ainda estão tentando cortar.

O fato é que tratamento desigual é sinônimo de injustiça. Por falar nisso, os privilégios e os penduricalhos dos poderes e instituições continuam sangrando os cofres públicos. Eles acabam tendo um duodécimo muito acima das suas reais necessidade. Isso vale para o Tribunal de Contas, Ministério Público, Poder Judiciário e Assembleia Legislativa. Todo mês é uma montanha de dinheiro e isso poderia ser corrigido, mas os governantes, mesmo diante  de tantas dificuldades financeiras, tremem nas bases e não fazem esse enfrentamento.

Nas eleições de outubro desse ano, esse sem dúvida seria um tema importante a ser discutido. Nós estamos acompanhando os políticos se atacando, olhando para os seus próprios interesses, mas poderiam ter a coragem de debater essa questão de forma aberta com a sociedade. Só que isso é quase uma utopia, uma miragem, porque a mudança que eles pregam não passa por aí. A luta deles se resume em defender os  grupos políticos que representam. Ganhar a eleição significa lotear o poder e colocar a mão na chave do cofre.

Mauro compara Taques a Dunga. Mas, ele quer ser o Tite

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 21/05/2018

O ex-senador Jayme Campos sinaliza que pode estar mudando a posição mais diplomática que vinha adotando até aqui em relação ao atual governo. Pela primeira vez nos últimos meses, criticou de forma dura o governador, acusando Pedro Taques de fraude e estelionato eleitoral contra a população de Mato Grosso. Foi num encontro do Democratas, realizado no último sábado em São José dos Quatro Marcos. O ex-senador colocou de forma clara que a transformação que é alardeada pela atual administração, simplesmente não existe.

Jayme Campos a exemplo de outras lideranças, que já se afastaram de taques, declarou que também tem o sentimento de decepção e que o que está sendo feito é muito pouco, em relação aos compromissos assumidos e que não foram honrados. O ex-senador apontou ainda falta de capacidade de gestão e perguntou para onde está indo o dinheiro, já que a arrecadação de mato grosso só cresceu nos últimos anos. Jayme Campos citou como exemplo, o enorme caos na saúde, que na avaliação dele é vergonhosa e humilhante. E terminou fazendo um apelo para que Mauro Mendes assuma a liderança desse projeto no Democratas, porque o partido tem que seguir em frente.

E também pela primeira vez, o discurso do ex-senador é o mesmo do ex-prefeito de Cuiabá, que se inspirou no futebol e na seleção brasileira, para dizer que a melhor coisa que teria para Mato Grosso nesse momento seria trocar de treinador. Ou seja, demitir o governador Pedro Taques.

O ex-prefeito da capital lembrou que a seleção de Dunga só irritava o torcedor, com uma derrota atrás da outra. Com a entrada de Tite e algumas mexidas no time, tudo mudou e o Brasil passou a dar um show de bola. A impressão que fica é que Mauro Mendes estaria com vontade mesmo de escalar um novo time para nosso Estado.  Demitindo o atual técnico, que foi comparado a Dunga.

Agora só falta uma coisa. Mauro Mendes tem que se decidir e dizer pra todo mundo que ele quer o Tite de Mato Grosso.

Procurador diz que governo tem obrigação de pagar a RGA

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 19/05/2018

Uma boa notícia para o funcionalismo de Mato Grosso.  Depois da ameaça de ficar sem o pagamento da RGA neste ano de 2018, o Ministério Público de Contas anunciou que é contra suspender o benefício que é uma garantia legal dos servidores estaduais. O problema foi criado porque o conselheiro substituto Isaías Lopes da Cunha, Tinha proposto uma representação na secretaria de controle externo do Tribunal de Contas, pelo fato de entender que o estado corria o risco de estourar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O pleno do TCE deve apreciar a questão nesta na próxima terça-feira. O procurador geral de Contas, Getúlio Velasco Moreira, explica que a RGA trata-se de um direito adquirido, fixado por lei e que é preciso levar em considerações aspectos que ultrapassam os limites de gastos com pessoal. O procurador ainda fez um alerta sobre o risco de difícil reparação,  caso a medida fosse acolhida pelos conselheiros do tribunal.  isso porque se a suspensão fosse apenas por alguns meses, não existiriam instrumentos legais para garantir esta reposição, que é uma garantia do funcionalismo.

O Ministério Público de Contas vai ainda mais longe. A Revisão Geral Anual, a RGA,  não pode ser suspensa por dificuldades no orçamento do estado, pela crise financeira. Este já é um tema pacificado tanto no superior tribunal de justiça como no supremo tribunal federal.  O resumo disso tudo é que o governo do estado tem que honrar os seus compromissos e neste caso, tem que pagar sim o que os servidores tem direito. E ponto final.

Éder volta ao holofotes e faz acusações contra Ministério Público

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 18/05/2018

O ex-secretário de Fazenda Éder de Moraes, está de volta aos holofotes e do jeito que ele gosta, criando polêmica e armando uma confusão que na semana que vem vai render muita, mas muita conversa. Numa entrevista que concedeu ao site O Bom da Notícia, pilotado pelo jornalista Edvaldo Ribeiro, o ex-secretário, que já foi condenado a mais de oitenta anos de prisão, vai revelar inclusive ameaças de morte trocadas entre ele e o promotor Clóvis de Almeida Junior, ex-chefe do GAECO, o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado. Éder diz que se sente perseguido pela justiça e que quando erram com ele, não abre mão de ir até as últimas consequências e que teme que algo possa acontecer contra a sua vida. Como se observa, é nitroglicerina pura.

Éder de Moraes detinha muito poder, tanto no governo de Blairo Maggi, como na administração de Silval Barbosa, e foi apontado como mentor intelectual de um grande esquema de corrupção, desviando e lavando mais de quinhentos milhões de reais, revelado nas investigações da Operação Ararath. Era uma montanha de propina, que teria sido para comprar políticos e até vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

Na entrevista que vai ao ar na próxima segunda-feira, o ex-secretário faz pesadas acusações contra o Ministério Público Estadual. Ele fala em corrupção ativa e passiva, emissão irregular de moeda, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, sugerindo que a instituição seria uma verdadeira caixa preta. Foi com base em denúncias de Éder de Moraes, que existe há dois anos na Assembleia Legislativa a CPI das Cartas Marcadas, que investiga procuradores e promotores, por recebimento ilegal de dinheiro público.  Até aqui nada foi provado, mas a CPI vive sendo prorrogada. A suspeita é a de que seria uma represália, uma vingança contra as operações denunciaram e levaram muitos políticos para a cadeia.

A entrevista de Éder deve render mais alguns processos, mas ele não deve estar preocupado, porque nos próximos dias estará em êxtase, no centro do palco, curtindo o brilho dos holofotes.

Deputado Mauro Savi diz a justiça que não tinha influência no Detran

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 17/05/2018

A defesa de Mauro Savi entrou com pedido de liberdade para o deputado no Tribunal de Justiça, alegando que o deputado não tinha influência no Detran, o que contraria frontalmente o que foi apurado nas investigações e o que revelaram os delatores. As denúncias que foram feitas são gravíssimas e comprometedoras. Os advogados criticam as conclusões do Ministério Público, e dizem que não há motivos para que ele continue preso.

A estratégia adotada é a de que o parlamentar não participou da montagem do esquema de desvios milionários no Detran de Mato Grosso e que também não teve participação na indicação dos integrantes acusados de chefiar a organização criminosa. No pedido de habeas corpus para Mauro Savi, ainda é citado que o delator Teodoro Lopes, o Dóia, mentiu na delação ao dizer que não conhecia a empresa EIG e os integrantes desse esquema e que isso praticamente anularia.

Teodoro Lopes teria sido indicado para ser o presidente do Detran pelo deputado que foi preso nesta segunda fase da Operação Bereré. Apesar disso, a defesa sustenta que o parlamentar não exerce nenhum tipo de influência no departamento estadual de trânsito desde o mês de outubro de 2014, quando as propinas passaram a ser pagas aos membros do atual governo. Por essas alegações, a impressão que se tem é que estão tentando dizer, que no atual mandato de deputado, Mauro Savi não teve qualquer envolvimento com o que está sendo denunciado pelo Ministério Público.

Outro problema a ser enfrentado pela defesa do deputado, é a negativa da liminar que pretendia conceder a Assembleia Legislativa o direito de votar e decidir pela soltura de Mauro Savi. O desembargador Juvenal Pereira da Silva, manteve a mesma posição de José Zuquim, que ordenou a prisão. Quem deve decidir se o deputado será solto ou não cabe unicamente ao poder judiciário. E até Silval Barbosa já pegou carona nessa confusão e sugeriu que quem está preso deveria colaborar com a justiça. será que vem por aí mais uma delação monstruosa?

Fex de Mato Grosso pode subir para 6 bilhões em 2019

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 16/05/2018

Surge uma luz no fim do túnel, para recuperar as finanças de Mato Grosso. Foi aprovado nesta terça-feira em Brasilia, pela comissão mista  especial da Câmara e do Senado, uma medida que pode aumentar de forma significativa os repasses do Governo Federal, para compensar os estados exportadores.

Os parlamentares, pressionados por secretários estaduais de Fazenda, aprovaram o relatório de um projeto de lei, de autoria do senador Wellington Fagundes, que preside a comissão mista do congresso nacional. Para se ter uma ideia do que isso pode representar, Mato Grosso recebe hoje desse fundo de exportação, 500 milhões por ano. Por este projeto, o Estado passaria a receber este valor mensalmente. Anualmente, entraria no caixa do governo mais de seis bilhões de reais.

Por sugestão do secretário de Fazenda Rogério Gallo, também foi aprovado um repasse obrigatório para este ano de 2018 de um bilhão e novecentos e cinquenta milhões para todos os estados exportadores, o que deverá ser feito trinta depois da aprovação da lei. Depois dessa aprovação na comissão mista, o assunto terá que ser analisados pelos plenários da Câmara Federal e do Senado.

A intenção é que o projeto possa ser aprovado antes do recesso parlamentar de julho e em seguida terá que ser sancionado pelo presidente Michel Temer. É uma grande notícia para Mato Grosso, principalmente porque o Estado vive uma enorme crise financeira e sem dúvida deve se transformar numa das mais importantes bandeiras do senador Wellinton Fagundes, que é um dos pré-candidatos ao governo estadual.

Desembargador diz que só Justiça poderia soltar Mauro Savi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 15/05/2018

A polêmica sobre a prisão de Mauro Savi. O desembargador José Zuquim, que mandou prender o deputado, nega que tenha impedido a Assembleia Legislativa de analisar se iria emitir ou não um alvará de soltura para o parlamentar. O magistrado, numa entrevista a rádio Capital FM, informou que se limitou a fazer uma recomendação para que não fosse tomada nenhuma providência nesse sentido. Apesar de reconhecer a autonomia dos deputados no poder legislativo, o desembargador em sua decisão, determinou ao diretor do sistema prisional do Estado e ao secretário de justiça e direitos humanos, para que não cumpram nenhuma deliberação da Assembleia, para libertar o deputado, sob pena de serem responsabilizados, se isso não for observado.

De acordo com José Zuquim, cabe apenas ao Tribunal de Justiça tomar a decisão de soltar o parlamentar, preso na segunda fase da Operação Bereré, acusado de ser o líder de um esquema criminoso, que teria desviado mais de 30 milhões de reais. O desembargador também defendeu um entendimento provisório do Supremo Tribunal Federal, que impede os poderes legislativos estaduais de emitirem alvará de soltura para deputados presos por decisão judicial.

No Supremo, a votação não foi concluída, mas já existe maioria para não aplicar o benefício de retirar da prisão, parlamentar que tenha sido preso por ordem judicial.  a procuradoria da Assembleia entrou com mandado de segurança contra a decisão de José Zuquim e a análise do pedido ficará a cargo do desembargador Juvenal Pereira da Silva. O fato é que sem reformar a decisão que determinou a prisão de Mauro Savi, mesmo que a Assembleia Legislativa emita um alvará de soltura, a determinação não poderá ser cumprida e o deputado não sairá da prisão.

Justiça bloqueia 6 milhões de Emanuel, Silval e mais 4 réus

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 14/05/2018

A justiça de Mato Grosso bloqueou seis milhões de reais do prefeito Emanuel Pinheiro, do ex-governador Silval Barbosa e de mais quatro réus. A ação do Ministério Público pedia também o afastamento do prefeito, mas isso não foi acatado pela juíza Célia Regina Vidotti, o entendimento da magistrada é que não existiriam dificuldades na obtenção de provas, mesmo com a permanência de Emanuel Pinheiro na Prefeitura de Cuiabá. É o que já havia decidido o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, quando homologou a delação do ex-governador Silval Barbosa.

O valor de um milhão de reais, bloqueado de cada dos seis que estão sendo investigados, seria para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, a multa civil e o dano moral coletivo, por conta do mensalão de seiscentos mil reais que eras pago aos deputados estaduais. Este já é o terceiro pedido de afastamento do prefeito negado pelo poder judiciário.

Desde que foram divulgadas as cenas dos maços de dinheiro no bolso do paletó, o prefeito Emanuel Pinheiro, afirma que os valores que recebeu não eram fruto de propina, de nenhum esquema de corrupção e que era o pagamento de uma dívida de um parente dele, sobre pesquisas eleitorais. Emanuel Pinheiro adotou como estratégia falar pouco em público sobre a denúncia, preferindo tentar se defender na esfera judicial. O máximo que chegou a dizer é que a verdade uma hora vai aparecer e que ele não tem nada a ver com o mar de lama. Só que as coisas tem se complicado para o prefeito. Além da suspeita de obstrução de justiça, agora os vereadores que fazem oposição, estão acusando Emanuel Pinheiro de usar o cargo que ocupa e o dinheiro público, numa tentativa de diminuir o desgaste que foi causado pela denúncia de que também fez parte no governo anterior de um gigantesco esquema de propina.

Aliados de Emanuel estão de olho na cadeira do Prefeito

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 11/05/2018

Na Câmara Municipal de Cuiabá, já tem gente sonhando com a cadeira do prefeito Emanuel Pinheiro. A toque de caixa e sob protestos da oposição, foi aprovada em primeira votação uma alteração no regimento interno, que permite a reeleição do presidente do poder numa mesma legislatura, o que até Aqui não estava previsto.

Se for mesmo aprovada a mudança, o projeto é feito sob medida para o vereador Justino Malheiros, que hoje preside a câmara municipal, já que pelas regras atuais, ele não poderia ser reeleito. A coisa está sendo feita numa correria tão grande, que grande parte dos vereadores nem tiveram acesso a íntegra do projeto. Alguns vereadores até concordam com a mudança no regimento, deste que isto só entre em vigor depois da próxima eleição.

Todo esse interesse é porque o próximo presidente da Câmara de Cuiabá irá ter grandes chances de ocupar a cadeira do prefeito da Capital. E isto por duas razões. A primeira delas é porque o atual vice de Emanuel Pinheiro, Niuan Ribeiro, é pré-candidato a deputado estadual e se vier a assumir o Palácio Alencastro, de acordo com a legislação eleitoral, ficaria inelegível. Se for eleito, teria que renunciar ao cargo para assumir a vaga na Assembleia Legislativa. E assim, o presidente da Câmara, ficaria sendo o primeiro na linha de sucessão ao atual prefeito. E é aí que se justifica a mudança no regimento, permitindo a reeleição de quem ocupa a presidência.

Pelo visto, os próprios aliados de Emanuel pinheiro, estão apostando alto na hipótese de que o prefeito poderá ser afastado da prefeitura, por conta das denúncias do ex-governador Silval Barbosa, no caso daquele mensalão de seiscentos mil reais, imortalizado pelas cenas deprimentes dos maços de dinheiro no bolso do paletó. O que pode se tirar de tudo isso é que aqueles vereadores que decidiram assumir o desgaste para transformar em pizza a CPI que investiga o caso, são os mesmos que estão sonhando com a cadeira do prefeito. Na véspera de completar 300 anos, com certeza, Cuiabá não merece assistir mais este escândalo.

Onde estão os 80 milhões para equipar o novo Pronto Socorro?

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 10/05/2018