Mauro confirma que vai à reunião de conciliação com Sintep

24 de junho de 2019 14:39
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Categorias: Notícias, Política

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O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que recebe com muita tranquilidade a determinação para uma reunião de conciliação com os servidores do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep). No entanto, reforça que é remota a possibilidade de atender as demandas da categoria em greve, uma vez que o cenário financeiro do Estado não mudou.

“Isso foi dito sempre e de lá pra cá nada mudou. Nós não mentimos, falamos absolutamente a verdade e a realidade”, declarou o gestor, durante evento na manhã desta segunda-feira (24) na Assembleia Legislativa.

Mendes ressaltou que os argumentos apresentados pelo Executivo para não pagar a Revisão Geral Anual (RGA) aos funcionários permanecem. Segundo ele, enquanto o Estado não se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não irá reajustar salários.

“Tem uma Lei de Responsabilidade Fiscal e uma séria dificuldade financeira. Vamos a qualquer diálogo ao qual formos convidados, mas entendemos que só é possível mudar nossa conduta quando o Estado recuperar o limite de 49% de gasto com pessoal”, afirmou.

Na semana passada, a desembargadora Maria Erotildes Kneip, do Tribunal de Justiça (TJMT), determinou que governo e grevistas se reunissem para conciliação. O Ministério Público Estadual (MPE) deve participar das negociações para que se chegue a um acordo e seja encerrada a paralisação que se estende desde o dia 27 de maio.

O encontro está marcado para amanhã (25), mas sem local definido ainda, conforme a assessoria do Ssindicato.

Para forçar os servidores a retomarem para as escolas, em 3 de junho o Executivo anunciou o corte de ponto dos grevistas. A medida foi autorizada pela Justiça, no dia 11.

Os deputados de Mato Grosso também entraram na negociação entre a categoria e os servidores para que se busque uma solução para o fim do movimento paredista.

Eles reivindicam pagamento da RGA, concurso público e melhor infraestrutura nas escolas.

 

Outro lado

O Sintep afirmou que não recebeu nenhuma proposta do governo e que somente com uma proposição haverá negociação.