Emanuel entra com novo recurso no Supremo Tribunal Federal

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 11/12/2017

Sonegação de ICMS provoca rombo bilionário em Mato Grosso

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 09/12/2017

Supremo decide semana que vem se deputados irão voltar para a prisão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 08/12/2017

A justiça suspendeu o repasse de quase sete milhões de reais que a Prefeitura de Cuiabá tinha feito a Câmara Municipal. A decisão foi do juiz Luiz Aparecido Bortolussi, ao analisar duas ações, uma do advogado Valfran dos Anjos e outra do vereador Felipe Welaton, do Partido Verde.

O repasse de seis milhões e setecentos mil reais havia sido feito um dia depois dos vereadores não aprovarem uma CPI para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro. Se a decisão for descumprida, a multa estipulada é de quinhentos mil reais. A suspeita levantada pelos autores das duas ações, é que o repasse feito pela prefeitura, seria uma forma de recompensa pela não aprovação da CPI. O entendimento é o de que isso coloca em risco a credibilidade de Câmara Municipal de Cuiabá.

A decisão judicial de suspender o repasse é positiva, até para que se explique melhor essa situação, num momento em que denúncias da maior gravidade surgiram na delação premiada de Silval Barbosa, mostrando inclusive imagens que rodaram o mundo, deixando muitos políticos em situação extremamente delicada e até agora. As poucas explicações que foram dadas, não conseguem convencer a opinião pública, que está indignada com tudo isso.

Para o titular de uma das ações, o decreto de repasse de dinheiro à Câmara, constitui em uma afronta à moralidade da administração pública, ofensa à sociedade e desrespeito ao cidadão. O que a Prefeitura e a Câmara precisam fazer depois dessa decisão, é demonstrar que não houve ilegalidade e nem imoralidade, nesse episódio que levanta suspeitas fortes de troca de favores, o famoso toma lá, dá cá. E isso a sociedade não aguenta mais.

Erros de estratégia aumentam ainda mais o desgaste de Emanuel.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 07/12/2017

A Prefeitura de Cuiabá está precisando urgentemente rever alguns conceitos, para não ficar colhendo um desgaste atrás do outro, pelos erros de avaliação política que vem cometendo. A estratégia até aqui tem sido a de ignorar, além de tentar “patrolar” a oposição, que é minoria, mas isso não tem dado certo.

Foi assim no caso de um decreto do prefeito que pretendia repassar uma verba extra de quase 7 milhões de reais para a Câmara de Cuiabá. O decreto que já tinha sido anulado por um juiz, também foi mantido pelo Tribunal de Justiça. Detonaram o vereador que entrou com a ação judicial, mas deram com a cara na porta. O mesmo aconteceu com a criação da secretaria dos trezentos anos de Cuiabá. Apesar das críticas, insistiram em passar por cima da lei e o Tribunal de Contas determinou que a tal secretaria fosse extinta em função das irregularidades que foram cometidas.

Mais um desgaste que poderia ter sido evitado. O diálogo será sempre

melhor do que enfiar uma decisão goela abaixo, usando a tal base aliada, que alguns chamam de alienada. O mesmo erro de avaliação ocorreu no caso da delação de Silval Barbosa, que acusou Emanuel Pinheiro de receber propina na época que era deputado estadual. Ao não enfrentar essa acusação gravíssima como deveria, sem dar as explicações que a sociedade continua cobrando, acabou colocando mais pedras no caminho.

Agora a CPI do Paletó, vai atrair as atenções da opinião pública e de toda imprensa, potencializando um pouco mais aquelas cenas tão deprimentes dos maços de dinheiro. A CPI talvez nem fosse criada, se a denúncia tivesse sido enfrentada com mais coragem, com mais transparência. O problema ficou maior ainda e vai ser difícil tapar o sol com a peneira.

Imagem do Congresso Nacional é a pior dos últimos 25 anos

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 06/12/2017

A imagem do Congresso Nacional está no fundo do poço. O que todo mundo já sabe, está sendo comprovado também pelos números. Uma pesquisa do Instituto Data Folha revela que 60% dos brasileiros reprovam o trabalho dos 513 deputados e 81 senadores. Apenas 5% afirmaram que estão gostando daquilo que a turma de Brasília está oferecendo ao país. É o pior resultado, é a pior avaliação dos congressistas nos últimos 25 anos.

Este levantamento é feito desde 1993 e o que foi apurado está mostrando que este é o pior Congresso que se tem registro. A imagem de senadores e deputados melhora um pouco em dois grupos de entrevistados. Quando a pessoa aprova o governo  de Michel Temer e isso, por incrível que pareça, existe, ou então quando o cidadão declara que é simpatizante do partido, onde segundo a Polícia Federal, uma parte dos seus integrantes, montou o quadrilhão do PMDB, que roubava de forma descarada o dinheiro público.

E os políticos que são denunciados por fazer o que não devem, nem fazem questão mais de esconder que detestam quem faz de tudo para colocar os ladrões na cadeia. Numa palestra proferida esta semana pelo juiz Sérgio Moro, comandante da Lava Jato, o presidente Michel Temer estava na plateia e foi um dos poucos que não aplaudiu. Sérgio Moro defendeu o fim do foro  privilegiado e disse que como juiz não quer esse benefício pra ele.

E frente a frente com o presidente da República, Moro disse em alto e bom som que é preciso acabar com o “toma lá dá cá”, no loteamento dos cargos públicos. E encerrou dizendo que vale a pena combater a corrupção, explicando que nesta quinta feira serão devolvidos a Petrobrás, 600 milhões de reais roubados da empresa. E é por isso que está no fundo do poço a imagem daqueles que viviam mergulhado na nojenta propina.

Se tudo correr bem, novela do VLT só termina em 2020

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 05/12/2017

Vamos a mais um capítulo da longa e cansativa novela do VLT. O governo Estado oficializou o rompimento do contrato com o consórcio, que deveria ter concluído em 2014 as obras do Veículo Leve sobre Trilhos. Entre os motivos apontados, um deles seria o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, que não é outra coisa senão a famosa propina.

Também foi anunciado que será cobrada uma multa de cento e quarenta e sete milhões, além de uma indenização pelos danos causados, mas esse valor não teria sido apurado. O consórcio preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Até aqui, o governo do Estado na gestão anterior, já havia pago mais de um bilhão de reais, por uma obra inacabada, mal feita, sem projeto, onde o que não faltou foi corrupção.

Mentiram, enganaram e o que é pior, roubaram, meteram a mão e a vergonha continua toda espalhada nas ruas de Cuiabá e Várzea Grande. Isso todo mundo já sabia, mas o VLT só saiu dos trilhos mesmo com a operação Descarilho da Polícia Federal, justamente quando estavam negociando um pequeno adicional de novecentos milhões de reais. Agora, a intenção do Estado é contratar uma nova empresa, para concluir a obra e vai insistir no RDC, que é o Regime Diferenciado de Compras Públicas, a mesma modalidade que não tinha dado certo. Só avisaram que desta vez não terá roubalheira.

Se tudo correr bem, se não tiver mais nenhum problema, o VLT poderá ficar pronto quase no final de 2020, depois da copa da Rússia, porque o prazo é de vinte e quatro meses. Sendo assim em 2019 ainda não será possível festejar os 300 anos de Cuiabá, andando no trenzinho elétrico. Mas será que já vai ter bocaiuva?

Defender a Lava Jato é a melhor resposta aos ladrões do dinheiro público.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 04/12/2017

Em Brasília, os políticos acusados de integrarem quadrilhas que assaltaram os cofres públicos da nação, tem se ocupado nos últimos tempos em tentar destruir a Lava Jato. Alguns movimentos organizados, como muda Brasil, Vem Pra Rua e Avança Brasil, realizam protestos em defesa da maior operação de combate a corrupção, mas a adesão da população é muito baixa. O cidadão também desanima, porque depois de tanta gente denunciada, poucos são punidos. E também não adianta se calar, pregar o voto branco ou nulo, porque isso beneficia apenas os corruptos, os ladrões de terno e gravata. Esses bandidos tem que ser incomodados, já que de outro jeito as coisas não irão mudar.

A passageira de um voo que esculhambou o senador Romero Jucá, do PMDB, perguntando se ele já tinha conseguido estancar a Lava Jato e pedindo que ele tomasse vergonha na cara, apesar de ser filiada ao PT, ao PT de Lula e do Petrolão e da propina, essa mulher fez a coisa certa. Tanto é assim que o senador incomodado com a repercussão, se viu obrigado a tomar uma atitude e diz que vai processá-la. Será que vai querer indenização por ela ter falado a verdade.

No final de semana, um outro fato foi destaque na imprensa nacional. Em Brasília, um bombeiro furtou um caminhão, foi perseguido pela polícia e o que se divulgou era de que ele queria jogar o veículo contra o Congresso Nacional. É lógico que isso está errado. Os políticos corruptos é que tem que pagar pelos crimes que cometeram. A instituição não tem culpa de nada. Ninguém precisa usar a violência, mas as pessoas não podem perder a capacidade de se indignar. O bombeiro que queria virar incendiário, vai passar por uma avaliação da sua condição psicológica. Mas o fato é que não se pode apagar a chama da esperança no combate a corrupção, porque é isso que a Lava Jato representa para o país.

Eder pede quebra de sigilo na CPI do Ministério Público

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 01/12/2017

O ex-secretário de Fazenda, Eder de Moraes,já  condenado a quase setenta anos de prisão, acusado de desviar dinheiro público, questionou a seriedade da CPI das Cartas de Crédito que se arrasta há muito tempo na Assembleia Legislativa e que investiga promotores e procuradores.

Numa sessão secreta, ele deu uma bronca nos deputados e afirmou que se não forem quebrados os sigilos, fiscal, bancário e telefônico daqueles que são investigados, esta não é uma CPI séria. O ex-secretário deu até sugestões, tentando ensinar aos integrantes da CPI, o      que ele entende que pode ser o caminho das pedras e desta forma comprovar crimes que teriam sido cometidos, entre eles enriquecimento ilícito, apropriação indébita e lavagem de dinheiro.

Esta CPI foi instalada  há mais de dois anos. O ex-procurador do Ministério Público, Paulo Prado, já acusou que a investigação não passa de uma chantagem, uma espécie de moeda de troca, para intimidar o Gaeco, o grupo que trabalha no combate ao crime organização e que já atingiu diversos parlamentares.

Por falar nisso, não deve demorar muito para que o Supremo Tribunal Federal, faça o desmembramento da delação do ex-governador Silval Barbosa, que mostrou em gravações de vídeo, deputados e ex-deputados, recebendo dinheiro vivo em caixas, mochilas e sacolas. A ansiedade era tanta que as notas até caíam no chão. A acusação é de que o pagamento era um mensalinho, uma propina que eles cobravam para não fiscalizar as obras e a corrupção do governo anterior. Com o desmembramento da delação pelo supremo, o que o próprio Ministério Público já anunciou é que vai tomar as providências. Mas com certeza a CPI que investiga o Ministério Público não tem nada a ver com a delação de Silval Barbosa. Ou será que tem?

Absurdo! Podem ser sigilosas as reuniões da CPI do Paletó

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 30/11/2017

Todo mundo já desconfiava, mas o que não se imaginava é que fossem tentam assar a pizza num fogo tão alto. Na CPI do Paletó, a Procuradoria da Câmara Municipal de Cuiabá, está avaliando se as reuniões serão abertas ou fechadas. Em outras palavras, o que estão discutindo é se a imprensa e a população terão acesso ou se tudo será feito em sigilo, em segredo, longe dos olhos de sua excelência, a opinião pública. E adivinha quem está fazendo o questionamento. Se você pensou no vereador Adevair Cabral, que é o relator da comissão, que é da base do prefeito e que era contra a CPI, acertou na mosca.

O presidente da CPI, Marcelo Bussiki, autor do pedido de investigação contra o prefeito, defende uma posição coerente, transparente e é claro, decente. Afinal, o que vai ser tratado pelos vereadores, não pode ser feito as escondidas, porque isso interessa a toda sociedade. O cidadão quer saber a verdade. Está todo mundo curioso querendo ver a prometida prova contundente, para que Emanuel Pinheiro possa ter aí sim tranquilidade para administrar Cuiabá.

O fato é que o risco que existe para a governabilidade, é que ainda paira no ar uma enorme suspeita sobre o real significado daquelas imagens deprimentes dos maços de dinheiro. O prefeito jura que não é propina, mas então qual é a explicação para aquelas cenas chocantes, que o Brasil inteiro assistiu? Esta é a perguntar que não quer calar. Até quem votou em Emanuel Pinheiro quer saber esta resposta.

Só o fato de estarem analisando se as sessões da CPI serão abertas ou fechadas, já é um verdadeiro absurdo. Fazer isso em sigilo, em segredo, é uma agressão até contra quem votou em Emanuel Pinheiro. Assar essa pizza em fogo alto não vai queimar só a massa. Vai torrar ainda mais a imagem já tão desgastada da Câmara de Cuiabá. A casa do povo vai virar cinza e pelo que se saiba lá não tem nenhuma fenix.

Presente de Ano Novo! Passagem de ônibus deve subir em janeiro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 29/11/2017

Já começaram a preparar um presentinho para os trabalhadores de Cuiabá para o Ano Novo. Só que é um presente de grego. Vai aumentar a passagem de ônibus em Cuiabá, dos atuais 3 e sessenta para três reais e oitenta e cinco centavos. O cálculo da nova tarifa foi feito pela Arsec, que é a Agência que regula os serviços públicos na capital.

O estudo já está nas mãos do prefeito Emanuel Pinheiro e o novo valor passaria a valer a partir de dois de janeiro. A garantia da prefeitura é que a passagem só aumentaria se melhorasse este serviço, que é péssimo. Os usuários continuam reclamando. Muitos pontos de ônibus estão caindo aos pedaços. E agora na época das chuvas, o drama fica ainda mais. A renovação da frota não tem sido cumprida pelas empresas. E tudo isso está no valor da passagem. Todo mundo paga por isso, mas tem que encarar veículos velhos  e mal conservados. A tarifa acaba sendo muito cara, porque o  transporte público é de baixíssima qualidade.

Uma pesquisa recente da própria agência reguladora revelou que pouca coisa melhorou, porque a insatisfação é muito grande. Vamos esperar pra ver se a Prefeitura antes de conceder o aumento, vai exigir que se cumpra o que está no contrato com as empresas.

Por falar nisso, também no início desse ano, foi prometida uma nova licitação, que poderia escolher novas empresas para operar o sistema em Cuiabá. O que disseram é que estavam analisando o edital, mas até agora nada. O tempo vai passando, entra prefeito, sai prefeito e não acontece  absolutamente nada. Tem muito discurso, muita conversa fiada, mas parece que o que falta mesmo é coragem, para enfrentar as forças ocultas que são poderosas e impedem que no transporte coletivo de Cuiabá seja aberta essa verdadeira caixa de mistérios.

Assembleia deve investigar deputados que receberam dinheiro de Silval

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 27/11/2017

Demorou um pouco, mas os deputados e ex-deputados que foram filmados recebendo dinheiro vivo no Palácio Paiaguás durante o governo Silval Barbosa, serão investigados pela Assembleia Legislativa. A decisão é do presidente da comissão de ética, deputado Leonardo Albuquerque, depois de receber uma manifestação da Ong Moral, que é um movimento que prega a amoralidade pública.

O pedido para que os deputados sejam investigados foi encaminhado a corregedoria, que tem o poder de acatar ou recusar o pedido da comissão de ética. Dos atuais vinte e quatro deputados, quinze foram citados na delação de Silval Barbosa, sendo que oito tiveram seus gabinetes e suas residências vasculhados pela polícia federal. Alguns tiveram suas imagens divulgadas colocando dinheiro em bolsas, sacolas, caixas de papelão e também no bolso do paletó e foram gravados pelo ex-chefe de gabinete do ex-governador. Uma parte deles tentou se explicar, outros nem fizeram isso. Um falou que mandou a mulher buscar o valor de um empréstimo a Silval Barbosa e num outro caso a cobrança era pela venda de uma mansão. Mas ninguém admite que era negociata, que era propina para não fiscalizar o governo anterior. O negócio era fechar os olhos e depois abrir a mão, segundo os delatores.

Mas mesmo que a sindicância for aberta pela comissão de ética da Assembleia, os resultado dificilmente vai surpreender. É que depois que for feita esta investigação interna, o assunto terá que passar pelo Plenário, onde mais da metade dos atuais deputados estaduais foi denunciada.

Já na Câmara Municipal de Cuiabá, uma CPI quer investigar o prefeito Emanuel Pinheiro. Mas a maioria deve fazer corpo mole, num joguinho de cartas marcadas. Parece que só falta marcar o dia da pizza para festejar este grande espetáculo, deve ser mais uma da casa dos horrores.

Supremo investiga se Carlos Bezerra recebeu 1 milhão de Silval

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 25/11/2017

Está perto do fim o vergonhoso foro privilegiado dos políticos

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 24/11/2017

Pode estar chegando ao final uma das maiores indecências que o Brasil tem sido obrigado a conviver. Depois de um placar de sete a um pelo fim do foro privilegiado, a votação foi suspensa por um pedido de vistas do ministro Dias Tofoli. Para o relator do processo, ministro Luis Roberto Barroso a direção certa é mais importante do que a velocidade. Ao não reclamar do adiamento, mesmo assim é uma resposta direta ao ministro Dias Tofoli, que foi indicado para o STF pelo PT de Lula, que durante muito tempo foi sócio do PMDB de Michel Temer, todos inquilinos da Lava Jato.

A justificativa para pedir vistas e paralisar a votação, é de que o projeto que foi aprovado no senado e já admitido pela comissão de constituição e justiça da Câmara Federal, seria ,muito mais amplo. Pura conversa fiada. O movimento que está por trás disso parte de quem está com medo de quem sem o foro, vai cair nas mãos do moto. É tudo o que os corruptos não querem de jeito nenhum. A intenção clara ao da turma da propina com a suspensão da votação no Supremo, é conseguir enfiar lá no congresso um uma espécie de proteção para quem hoje é acusado de roubar o dinheiro público.

Uma das ideias é a de que o fim do foro só valeria daqui pra frente. O que aconteceu antes disso, fica lá no STF. E como lá os processos se arrastam, a aposta dos quadrilheiros, que se organizaram para assaltar o país, é que eles continuarão desfrutando da impunidade pelos crimes que cometeram. O foro privilegiado na verdade, cria uma grande desigualdade, além de ser uma enorme injustiça. Isso porque só tem direito a ele, na grande maioria das vezes, quem é acusado de roubar a nação, enfiando no bolso o dinheiro sujo da propina. E ao contrário do que diz o ministro barroso, a velocidade é importante sim, porque está demorando demais acabar com essa vergonha e aí colocar atrás das grades quem se esconde atrás dos seus mandatos, comprados com  a nojenta propina.

Depois da aprovação da PEC, será que os poderes vão cortar os privilégios?

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 23/11/2017

O governo do Estado comemora a aprovação da Pec do Teto de Gastos pela Assembleia Legislativo, que ainda nesse ano deve economizar em torno de trezentos milhões, que deixarão de ser pagos por causa da dívida pública com a União. Mas os deputados Tem um outro motivo para festejar. É que já existe o compromisso de empenhar nos próximos dias as famosas emendas parlamentares, no valor de cento e trinta e oito milhões. Cada um dos vinte e quatro deputados tem direito a cinco  milhões e setecentos mil reais para aplicar nos seus redutos eleitorais. É lógico que ninguém vai admitir que a aprovação da Pec foi amarrada a liberação das emendas.

Mas se o empenho não for feito pelo governo do estado, existe ainda uma outra moeda de negociação. É que ainda nesse ano, precisa ser aprovada a lei orçamentária de 2018, que já está no poder Legislativo desde o mês de setembro. E muitos acreditam que sem a garantia do pagamento das emendas, o orçamento do ano que vem pode emperrar.

E depois de resolvida a questão da Pec, daqui pra frente é muito importante uma fiscalização mais rígida em relação aos poderes, que ainda podem reduzir os gastos supérfluos e desnecessários, cortar gorduras e pelo menos diminuir os privilégios, que ainda insistem em manter, apesar de uma crise gigantesca que afeta todos os setores da economia e não dá mais para aceitar que se comportem como se fossem uma ilha, a ilha da fantasia.

Falta dinheiro para a saúde, para estradas, para educação, para pagar funcionários e não se pode conviver com uma elite que muitas vezes faz de conta que o problema não é com ela. E a grande luta agora, é para que o congresso nacional aprove até a semana que vem o projeto que libera o pagamento dos 400 milhões do Fex, o fundo de exportações, por causa da isenção do ICMS dos produtos do agronegócio. E esse dinheiro será a salvação da lavoura nos cofres públicos. Não vai resolver tudo, mas sem ele a crise que é grave, ficaria fora de controle.

A mansão do deputado e a pasta bomba do conselheiro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 22/11/2017

Não era mensalinho e também não era propina. É o que afirma o deputado Gilmar Fabris, sobre as imagens gravadas em vídeo pelo ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa dentro do Palácio Paiaguás. Ele alega que na verdade estava fazendo a cobrança pessoal de uma dívida. O deputado disse ao Ministério Público Federal, que estava cobrando dois milhões e meio de reais de Silval Barbosa, que ainda não tinham sido pagos a ele referente a venda de uma elegante mansão na encantadora praia de Jurerê Internacional no belíssimo litoral de Florianópolis. Gilmar Fabris contou a justiça que já tinha recebido um milhão e que nem de longe  imaginava que seria dinheiro de propina, porque a imagem que tinha do ex-governador era de um homem rico e sério.

E nesta terça-feira, surgiu mais uma revelação da mega operação da polícia federal, resultado da delação de Silval Barbosa. Na residência do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado, foi feita uma grande apreensão de equipamentos, objetos e documentos. Entre os itens apreendidos estão celulares, computadores, cartões bancários, mais de 60 joias, incluindo anéis, pulseiras e colares. No gabinete do conselheiro, teria sido encontrada também uma pasta branca, com a identificação de tribunal de contas e com o título bomba. O conselheiro Antonio Joaquim reagiu afirmando que estão usando politicamente a situação, tentando manchar sua trajetória e buscando ferir a honra dele. Disse que tudo que foi recolhido pela polícia tem origem lícita e que a verdade prevalecerá.

Enquanto isso, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, que é atacada pelo conselheiro, entende que os cinco que foram afastados devem ser investigados pelo superior tribunal de justiça, porque de acordo com as denúncias, as acusações são de corrupção passiva, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Taques e bancada federal correm atrás dos 400 milhões do FEX

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 21/11/2017

Faltam quarenta dias para terminar 2017. E as perspectivas são preocupantes para as finanças do governo de Mato Grosso. A pressão que jÁ é grande, deve aumentar ainda mais. Nesta semana já está prevista uma reunião dos poderes com o governador Pedro Taques, para tratar dos repasses que estão atrasados e a conta é de centenas de milhões de reais.

O funcionalismo público estadual ameaça entrar em greve se os salários de novembro não forem pagos até o dia dez de dezembro. As prefeituras já ameaçaram ir até para a justiça, também para cobrar pagamentos atrasados. Tem ainda o eterno caos da saúde, onde a situação continua se agravando pelo mesmo problema, falta de dinheiro.

E está vindo mais complicação por aí. A esperança do Governo do Estado para tentar equilibrar as contas seria o pagamento por parte do Governo Federal, dos recursos do Fex, em torno de quatrocentos milhões de reais, que é uma forma de compensação pela isenção de ICMS aos produtos que são destinados a exportação. Mas existe um risco de que o dinheiro não entre no caixa de Mato Grosso ainda neste ano. É que o Governo Federal, ao invés de mandar uma medida provisória para o congresso nacional, que seria aprovada com mais rapidez acabou enviando um projeto de lei, que exige um prazo muito maior para ser aprovado.

A esperança é que a bancada federal do Estado, que ajudou a salvar Michel Temer de ser processado por corrupção no Supremo Tribunal Federal, pressione o presidente, para defender os interesses de Mato Grosso. Caso contrário, o que já está ruim vai piorar ainda mais.

PEC do Teto de Gastos só terá votação final no início de dezembro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 16/11/2017

Os deputados estaduais não conseguirão mesmo aprovar a Pec do Teto de Gastos até o dia trinta de novembro, que era a data limite estabelecida pelo governo federal. A equipe econômica do governo estadual tentará prorrogar este prazo até o dia dez de dezembro. Sem essa aprovação, Mato Grosso não poderá contar com o benefício da renegociação da dívida pública.

Com as mudanças que estão sendo feitas, a Pec terá que passar por duas votações e é necessário que se respeite um período de quinze dias entre a primeira e a segunda votação. O que o governo tem dito é que com a Pec conseguirá economizar trezentos milhões ainda neste ano e mais um bilhão de reais nos próximos dois anos, além de reduzir o custeio e impedir o aumentos de salários dos servidores.

A promessa é que a economia seria direcionada para investimentos, mas na prática não é o que vai ocorrer. Como a crise financeira é gigantesca, o dinheiro com certeza será usado para tentar colocar em dia tudo que está atrasado. E olha que não é pouca coisa. Só no setor da saúde pública, a conta que está pendurada como hospitais e prefeituras é muito alta. O funcionalismo está protestando por causa dos atrasos no pagamento e cobram uma posição mais firme do governo em relação aos barões do agronegócio, que pagam bem menos impostos do que deveriam.

Uma outra cobrança é em relação aos outros poderes e instituições, que possuem muitos privilégios e que não aceitam reduzir despesas que são desnecessárias. É preciso por um freio nisso. Afinal, neste momento de crise não é justo que a corda continue sempre arrebentando do lado mais fraco. E é essa resposta que a sociedade está esperando.

Oposição teme que aliados do prefeito tentem “melar” CPI do Paletó comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 15/11/2017

Limpar a imagem é o maior desafio dos novos dirigentes do TCE

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 14/11/2017

A missão do novo presidente do Tribunal de Contas do Estado, é extremamente difícil. Recuperar a imagem da instituição é um desafio gigantesco, depois que nada mais, nada menos  do que cinco conselheiros foram afastados numa única tacada pelo Supremo Tribunal Federal e a acusação principal é a de que para se aprovar as contas do governo anterior, tinha que se pagar propina. A denúncia específica foi de cinquenta e três milhões de reais.

O conselheiro Campos neto declarou que tem como metas para presidir o TCE atuar com serenidade, humildade e algo que a sociedade exige  como conduta básica do homem público, sempre agir com honestidade. E é exatamente por causa da falta de transparência é que a visão geral hoje é que os Tribunais de Contas estão contaminados pelas indicações políticas, muitas vezes sem observar determinados critérios que são fundamentais quando o assunto é zelar pela correta aplicação do dinheiro público.

As decisões judiciais que afastaram cinco conselheiros mancharam bastante a imagem do Tribunal de Contas, porque a maior suspeita é a de que eles estariam violando a principal missão para a qual foram escolhidos, que é exatamente defender a lisura, além de fiscalizar o que se faz com o dinheiro do contribuinte.

Os, conselheiros substitutos, que atualmente tem sido alvo de duras criticas daqueles que foram afastados, declararam apoio ao novo dirigente, mas com certeza também estarão bem atentos aos atos do novo presidente. Para recuperar a imagem do TCE, para limpar a mancha que ficou impregnada, o único caminho para a instituição é ser transparente, se abrindo para a sociedade. Ninguém mais vai conseguir se esconder atrás de cargos e de privilégios, como se fossem seres intocáveis, indicados para entrar no paraíso e que depois fraquejavam, não resistindo as tentações do fruto proibido.

Era para devolver a saúde, mas vão devolver os pacientes comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 13/11/2017

É difícil até de imaginar, mas o caos na saúde de Cuiabá deve aumentar ainda mais. Algumas medidas já anunciadas pela Prefeitura da capital, irão criar dificuldades enormes para quem precisa da rede pública, especialmente no pronto socorro.

As cirurgias eletivas serão suspensas e só serão atendidas urgências e emergências. Mas a mais polêmica de todas é a que estabelece que os pacientes do interior deverão ser devolvidos as suas cidades de origem. É um absurdo, mas isso significa que a pessoa que veio em busca de tratamento aqui em Cuiabá, terá que fazer o caminho de volta, sem ser atendida. O mínimo que se pode dizer que isso é algo humilhante, degradante para qualquer ser humano. O cidadão não pode ser tratado com tanto desrespeito, com tamanha falta de dignidade.

A saúde não é só responsabilidade da prefeitura, mas o Município e o Estado precisam se entender pra dar um jeito nessa situação. Assim é que não pode ficar, porque esse caos já superou todos os limites.

Na semana passada o drama é que no pronto socorro não tinha materiais nem para fazer curativos em ferimentos abertos e isso é emergência. Tem coisas que não podem esperar. A denúncia dos servidores não revelou  falta de dinheiro. Mostrou sim um problema de gestão e muita falta de humanidade. O que está acontecendo na prática é que ao invés de todas as esferas do poder público encontrarem uma solução para resolver o problema de saúde do paciente, o que estão decidindo, por mais incrível que pareça, é simplesmente devolver o paciente. Haja paciência.

Aumenta a pressão contra indicação política nos Tribunais de Contas

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 09/11/2017

O conselheiro Sérgio Ricardo, afastado duas vezes do Tribunal de contas, teve mais uma derrota na tentativa de voltar ao cargo. O Tribunal de Justiça negou o pedido de suspeição feito contra o juiz Luiz Aparecido Bortolucci. A acusação que pesa contra Sérgio Ricardo é que ele teria comprado a cadeira que ocupava por doze milhões de reais, dinheiro roubado dos cofres públicos. A defesa do ex-conselheiro chegou a alegar que o juiz feriu o código de ética da magistratura. Não foi imparcial e nem teve equilíbrio para julgar.

Pois é, quando a gente acha que já viu de tudo, eis que surge algo desse tipo pra surpreender. Só que a relatora do caso, desembargadora Maria Erotides não caiu na conversa. Ela afirmou que tudo isso não passa de estratégia de defesa do acusado, insatisfeito com as decisões que o juiz tomou.

Por falar em Tribunal de Contas, o conselheiro substituto, Luiz Henrique Lima, teve direito a aplausos ao criticar as indicações políticas que são feitas para o TCE. Ele lembrou que dos vinte e oito conselheiros afastados em todo país pelo judiciário, nenhum é concursado, todos foram indicados politicamente.

Isso também se aplica a todos os conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em função da delação de Silval Barbosa, que foram denunciados por terem recebido uma suposta propina de 53 milhões de reais, pra fazer de conta que estavam fiscalizando a aplicação do dinheiro público em obras do Estado. É por esse tipo de suspeita que a impressão que se tem é a de que ser indicado conselheiro é mais ou menos como acertar na mega sena acumulada. Ou em outras palavras, um passaporte que abre as portas do paraíso.

Fim da briga. Governo terá 126 milhões para pagar os atrasados da saúde

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 08/11/2017

Demorou, mas chegou ao final a polêmica sobre a emenda da bancada federal. O prefeito Emanuel Pinheiro e o governador em exercício Carlos Fávaro, conseguiram chegar a um acordo sobre a destinação dos 126 milhões de reais. A prefeitura estava exigindo oitenta milhões para aquisição dos equipamentos do novo Pronto Socorro, mas teve que abrir mão, porque existia o risco de Mato Grosso não receber nenhum centavo desses recursos. Acontece que enquanto brigavam, se esqueceram de elaborar um projeto que deveria ter sido entregue ao Ministério da Saúde para a compra dos equipamentos. Sem o projeto, todo o recurso iria se perder.

Diante disso, o único caminho que restou é que esses mais de cento e vinte milhões serão direcionados ao Governo do Estado, para serem utilizados em custeio para pagar os repasses atrasados da saúde pública. O estado se comprometeu em firmar um convênio com a prefeitura, garantindo os oitenta milhões para a compra dos equipamentos. Foi muita confusão, muita briga a troco de nada. Mas em política é assim mesmo. Eles não abrem mão do palanque.

E por falar na bancada federal, um dos nossos representantes em Brasília, está nas manchetes da imprensa nacional. E a notícia mais uma vez é triste, o senador Cidinho Santos, que é o suplente de Blairo Maggi, apresentou uma emenda a uma medida provisória, que vai atender os proprietários que devem o Funrural, que é um fundo para beneficiar o trabalhador do campo. O detalhe é que essa emenda vai diminuir também a dívida de uma empresa, da qual o senador é sócio. Essa medida provisória fez parte do toma lá dá cá, do balcão de negócios para salvar Michel Temer de responder processo no Supremo Tribunal Federal. Este é só mais um exemplo, de que a classe política primeiro se ocupa em ganhar mais privilégios. E é por isso que não sobra tempo para defender a sociedade.

CPI do Paletó prestes a ser aprovada na Câmara de Cuiabá

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 07/11/2017

O prefeito Emanuel Pinheiro, afirma que tanto a Polícia Federal como a Procuradoria Geral da República não o estão acusando de obstrução de justiça, por causa da gravação que foi encontrada na casa dele durante a operação Malebolge, num desdobramento da delação de Silval Barbosa. É que um laudo da Polícia Federal teria apontado que a gravação tinha sido dditada. O áudio é de um diálogo gravado pelo  ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanata  com o ex-chefe de gabinete do governo anterior, Silvio Cesar Correa.

De acordo com o que já foi divulgado, a transcrição do que foi gravado teria sofrido mudanças de significado e conteúdo. Nesta segunda feira, ao ser perguntado por um jornalista se poderia ser investigado por  tentativa de obstrução a justiça, o prefeito negou que isso tenha ocorrido e voltou a repetir que respeita a justiça e que está a disposição das autoridades para prestar todas as informações que forem necessárias para esclarecer o caso.

E se a situação do prefeito da capital não é tão confortável no aspecto jurídico, pode se complicar um pouco mais no campo político. É que com o anúncio do vereador Toninho de Souza, que estaria deixando de fazer parte da base de Emanuel Pinheiro na Câmara Municipal de Cuiabá, a tendência quase natural é a de que ele possa assinar aquela que ficou conhecida como a CPI do Paletó, que  está dependendo só de mais uma assinatura para ser aprovada. Para o vereador, é preciso passar toda essa história a limpo. Aliás, essa é a grande cobrança que vem sendo feita de forma insistente nos últimos meses por toda sociedade.

FHC dá ultimato ao PSDB para abandonar Michel Temer

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 06/11/2017

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, num artigo que foi publicado neste final de semana, está defendendo que os governistas do PSDB, aqueles que ocupam cargos e ministérios, abandonem o governo de Michel Temer, a defesa que FHC está fazendo é interpretada como uma espécie de ultimato aos tucanos que ajudaram a salvar o presidente da abertura de processo no Supremo Tribunal Federal, sob as acusações de formação de quadrilha e obstrução de justiça.

Fernando Henrique pegou bem pesado e com toda razão, que tem gente no partido, com as mãos chamuscadas pelas investigações de propina e corrupção, o que pode ser entendido como uma referência direta ao senador Aécio Neves, que conseguiu de volta o mandato dele depois de um toma lá dá cá com o Palácio do Planalto. O fato é que essa linha de uma mão lava a outra, acaba mesmo é aumentando a sujeira.

Para o presidente Michel temer, que segundo as pesquisas, é o mais reprovado pelos brasileiros nos últimos trinta anos, a posição de Fernando Henrique Cardoso refletiria apenas a preocupação com as eleições do ano que vem. Conversa fiada. A tentativa do ex-presidente é a de salvar o partido dele, que está esfacelado, porque uma banda dos tucanos resolveu trocar apoio político por determinados privilégios, isso pra não dizer outro nome. A verdade é que FHC está buscando uma alternativa menos traumática do que está sendo hoje oferecido ao país.

Trocando em miúdos, o que temos até aqui é Lula de um lado e Bolsonaro do outro. Tanto um como outro, assustam mais da metade do eleitorado, que não quer compactuar com  teses que são radicais e nem com quem manchou para sempre a biografia na lama da corrupção. E é por causa de tanta bandalheira, que o eleitor fica angustiado por não saber o que fazer com o voto dele no ano que vem. A escolha por enquanto seria voltar a um triste passado ou caminhar rumo ao desconhecido.

Taques vai para China, mas Fabris não assume Assembleia

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 04/11/2017

Antes de viajar para a China, o governador Pedro Taques anunciou um rigoroso programa de corte de gastos no poder executivo em cima das despesas de custeio. As medidas envolvem renegociação de contratos com fornecedores, além de uma economia de guerra no consumo de energia, água, telefonia e combustível. O governo ainda não admite, mas existe uma forte possibilidade de escalonar o pagamento referente ao mês de outubro, que vai pagar primeiro quem ganha menos. A crise é tão grande, que é quase como vender o jantar pra garantir o almoço. Seria bom também que os outros Poderes cortassem um pouco dos privilégios que possuem e não é pouca coisa.

E com a viagem do governador e em seguida a do vice para a Alemanha, assume o Palácio Paiaguás por dois ou três dias, o deputado Eduardo Botelho, que é o presidente da Assembleia. Com isso existia o risco do deputado Gilmar Fabris, assumir o comando do Poder Legislativo, depois de passar quarenta dias preso, acusado de obstrução a justiça. Mas isso não vai mais acontecer. O parlamentar alegando um problema de saúde, deve ficar licenciado. A vaga então seria do deputado Max Russi, que também impedido por estar na casa civil. Sobrou então para o primeiro-secretário Guilherme Maluf assumir a presidência da casa na ausência de Eduardo Botelho.

A licença médica de Gilmar Fabris foi realmente providencial, porque a opinião pública estava indignada com isso, pelo fato de ter sido preso pela polícia federal e conseguir a liberdade, não pela justiça, mas sim por uma decisão dos colegas deputados, muitos também investigados pela

Justiça. E não custa repetir o que já vem sendo dito no país inteiro. Infelizmente a tal imunidade continua servindo para alimentar a impunidade.

Na delação de Silval escândalo pode ficar ainda maior

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 03/11/2017

A delação monstruosa de Silval Barbosa continua rendendo. O que se especula agora é que dois anexos que ainda estão sob sigilo judicial, poderiam aumentar o tamanho do escândalo em Mato Grosso. Os comentários são de que isso possa ter ligação com integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual, que teriam sido delatados pelo ex-governador. Como se não bastasse, pode ter ainda mais lenha nessa fogueira, envolvendo figuras de cortes superiores da justiça brasileira.

Por falar nisso, não para a troca de farpas entre dois ministros do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso e um outro bem conhecido aqui em Mato Grosso, o polêmico Gilmar Mendes. Num encontro de procuradores da república, na última quarta-feira, o ministro Barroso voltou a cutucar o mato-grossense Gilmar Mendes, dizendo que tem gente que muda o julgamento de acordo com o réu e que ao invés de promover o estado de direito, patrocina o estado de compadrio. E pra encerrar  fulminou afirmando, que o judiciário não existe para proteger amigos ou perseguir inimigos e que um juiz que faz favores transaciona com o que não lhe pertence.

E falando no STF, uma outra informação de bastidores, é que os conselheiros afastados do Tribunal de Contas de Mato Grosso, estariam tentando uma audiência com o ministro Luiz Fux, que é o relator da  delação de Silval Barbosa e que foi o responsável pelo afastamento. Mas entrou boi na linha e a audiência não foi marcada. E pra fechar esse assunto do supremo, está nas mãos do ministro Luiz Fux, a decisão sobre a aposentadoria de Antonio Joaquim. É que Pedro Taques quer saber se mesmo afastado, o conselheiro pode ser aposentado. Como se vê, a confusão é suprema.

STJ deve apurar investigação dos grampos em Mato Grosso

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 02/11/2017

O Ministério Público Federal  foi quem solicitou que fossem colocados em liberdade os sete investigados que estavam presos, no caso das interceptações ilegais. Também está claro no pedido que serão investigadas possíveis falhas processuais que possam ter sido cometidas pelo desembargador Orlando Perri, que era o relator do caso, até que a competência passasse para o Superior Tribunal de Justiça, por causa do foro privilegiado do governador Pedro Taques.

A sentença do ministro do STJ que determinou a soltura dos acusados, ainda cita que houve excesso de prazo nos inquéritos, o que justificaria o relaxamento das prisões.  Que haviam sido decretadas há mais de um mês. O próprio  Ministério Público Estadual se manifestou por diversas vezes, questionando a forma como estava sendo conduzida a investigação pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

Na operação Esdras, que prendeu os sete investigados, o Ministério Público nem chegou a ser ouvido pelo relator Orlando Perri, que também foi acusado pelo governador de não ser imparcial e de tomar decisões que ele considerava absurdas, do ponto de vista legal. A verdade é que este caso dos grampos ilegais precisa ser muito bem investigada, porque a grampolândia existiu mesmo e os responsáveis tem que ser exemplarmente punidos. Invadir a privacidade das pessoas é um crime violento. Mas o que não pode de jeito nenhum, é um caso tão sério como esse ser conduzido com paixões e conveniências e já tinha passado da hora de jogar um balde de água fria na fogueira das vaidades.

Delator diz que Eraí passou propina de 1 milhão para Silval

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 01/11/2017

O ministro da Agricultura Blairo Maggi, foi delatado por Silval barbosa, porque teria pago três milhões de reais para comprar o silêncio do ex-secretário de Fazenda dele, Eder de Moraes. Agora o primo do ministro, Eraí Maggi, conhecido como o rei da soja, está aparecendo numa outra delação. E a denúncia é a de que sujou as mãos com dinheiro sujo.

O delator Pedro Nadaf, ex-secretário da Casa Civil, que conseguiu dezenas de imóveis com tanta propina que recebeu, acusou Eraí de ter recebido um milhão de reais de uma empreiteira e repassou o valor para a campanha de silval Barbosa ao governo em 2010. A doação seria ilegal, do famoso caixa dois, por baixo dos panos, sem comunicar a Justiça Eleitoral. De acordo com a delação, o dono da empreiteira teria sido procurado pelo rei da soja, que pediu a contribuição porque a empresa tinha vencido uma licitação para construir a duplicação da MT-010, entre Cuiabá e o elegante condomínio Florais, endereço de gente poderosa e que sempre recebe visitas surpresas nas operações policiais.

O dinheiro teria sido entregue nas mãos de Eraí Maggi, antes de aterrizar no caixa dois da campanha do ex-governador. Só que como a obra acabou não sendo  executada, o empreiteiro foi pedir o dinheiro de volta. E pra pagar a conta, o jeito era enfiar a mão nos cofres públicos. E aí entrou em cena, a escandalosa farra dos incentivos. Concederam créditos fiscais a empreiteira para quitar a dívida, já descontada a propina de Pedro Nadaf, que nesta negociata conseguiu três imóveis num residencial, duas casas e mais 250 mil em cabeças de gado. O que se conclui é que pela denúncia do delator, o rei da soja teria sido um Intermediário de luxo, atuando sempre nas sombras do poder.

Gravação editada pode complicar situação de Emanuel Pinheiro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 31/10/2017

A situação do prefeito Emanuel Pinheiro, delatado por Silval Barbosa, ficou mais complicada. Uma perícia da Polícia Federal apontou que uma gravação apreendida na casa do prefeito foi editada, além da troca de palavras na transcrição do áudio, o que acabou alterando o significado e o conteúdo do diálogo.A referida gravação foi feita pelo ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanata com o delator e ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa, Silvio Cesar Correa. A defesa de Emanuel  Pinheiro está utilizando a gravação e a transcrição do que foi dito, numa tentativa de anular a delação que foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

A perícia da PF mostra que a conversa que foi transcrita teria omitido trechos que podem alterar o que foi falado. Num determinado trecho da gravação, teriam sido mudadas palavras ditas pelo ex-chefe de gabinete do ex-governador. Na transcrição feita pela defesa do prefeito, é atribuída a Silvio Correa uma frase que revelaria que a delação dele foi seletiva. A frase transcrita era, abre aspas, só falei o que quis, fecha aspas. Já na perícia técnica da Polícia Federal, uma palavra teria sido alterada, o que mudaria completamente o significado. No áudio, a frase pronunciada pelo ex-chefe de gabinete seria esta: abre aspas, “Só falei aquilo que eu fiz”, fecha aspas.

O advogado do prefeito classificou o laudo da perícia, como inteiramente subjetivo, porque teria se baseado em reportagens publicadas pela imprensa local, além de citar que Emanuel Pinheiro vai se manifestar no processo e no  momento que considerar adequado, para restabelecer a verdade. O fato é que a gravação, que teria sido adulterada e apreendida na casa do prefeito, pode acabar resultando na CPI do Paletó. E ainda está faltando aquela prometida prova contundente, porque senão a emenda vai ficar pior que o soneto.

Governo de MT anuncia mais cortes para enfrentar a crise

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 30/10/2017

O governo do estado corre contra o tempo e atrás do prejuízo, para tentar fechar as contas neste ano, o que não está nada fácil. Uma das medidas é a assinatura de um decreto pelo governador Pedro Taques, que pretende reduzir as despesas, em função da falta de dinheiro que fica cada vez mais crítica. Fazem parte do enxugamento economizar no gasto com combustíveis e também promover cortes drásticos nas diárias dos servidores. Todo o esforço será no sentido de não atrasar os salários.

Outra preocupação é com relação ao repasse de recursos aos poderes, o que tem gerado fortes cobranças. Também já foi anunciado que nesta segunda feira, o governador Pedro Taques está em Brasília, para cobrar do Governo Federal o repasse do Fex, que é o Fundo de Exportações em torno de 300 milhões, além de tentar receber uma dívida antiga da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento, de pouco mais de cento e quarenta milhões de reais.

Mesmo que tudo isso tenha um resultado positivo, ainda assim não é suficiente para honrar com todos os compromissos até o final do ano, porque as dívidas deverão consumir em torno de seiscentos milhões de reais. Nessa montanha de problemas, é fundamental o apoio da bancada federal de Mato Grosso em Brasília. E os deputados federais estão em boas condições para dar essa ajuda. Afinal, dos oito parlamentares, sete votaram a favor do presidente Michel Temer, para arquivar a denúncia contra ele.

E de acordo com a Revista Veja, a bancada aqui do Estado foi muito bem tratada pelo palácio do planalto. Cada um dos sete deputados, teria recebido a liberação de emendas no valor de cinco milhões de reais. Agora é esperar pra ver se a bancada vai agir com o mesmo empenho para salvar Mato Grosso como salvou o presidente da República de um processo no STF por corrupção e formação de quadrilha.

STF mantém sigilo fiscal e os “barões” ganham mais uma

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 27/10/2017

Só pra variar, os barões do agronegócio ganharam mais uma. O supremo Tribunal Federal concedeu uma liminar ao Governo do Estado, suspendendo uma decisão anterior que obrigava a secretaria de fazenda a fornecer informações fiscais de grandes exportadores ao tribunal de contas de Mato Grosso. O foco do TCE é investigar suspeitas sobre possíveis ilegalidades num valor exportado que passa dos cento e setenta bilhões de reais.

A presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia, decidiu que pelo menos por enquanto, é necessário preservar o sigilo fiscal e de acordo com ela, proteger o interesse público. Mas nem todo mundo concorda com isso, por causa do princípio da transparência. Ocorre que a Secretaria de Fazenda entende que ao passar tais informações estaria quebrando o sigilo fiscal e abrindo as portas para uma avalanche de ações judiciais contra o governo.

Fontes ligadas ao Palácio Paiaguás desconfiam que o pedido do Tribunal de Contas teria uma conotação política e eleitoreira, uma vez que a iniciativa partiu do conselheiro afastado e que está tentando se aposentar, Antonio Joaquim, que agora tem disparado com insistência uma saraivada de críticas contra o governo Pedro Taques.

A Sefaz sustenta que não pode repassar as informações individualmente, por contribuinte, porque existe um impedimento legal. Mas a suspeita de que estariam simulando exportações  para sonegar imposto, tem que ser investigada, porque a lei não pode proteger sonegadores. Ainda mais com o Estado vivendo uma gigantesca crise financeira. O agronegócio é a mola que impulsiona mato grosso, mas nenhum desses barões insensíveis, tem o direito de enfiar no bolso aquilo que não lhe pertence.

Poderes pressionam o governo estadual pelo atraso nos repasses

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 26/10/2017

A crise financeira do Governo do Estado é gravíssima e as perspectivas de uma solução não são nada animadoras. A situação é extremamente delicada. O atraso no repasse do duodécimo aos poderes, que é obrigatório está bastante atrasado e as cobranças começaram a se intensificar nos últimos dias.

O Poder Judiciário, apesar de negar a intenção de entrar com um pedido de intervenção federal, já enviou um ofício ao governador exigindo uma posição oficial, além de cobrar os pagamentos atrasados. O governo respondeu ao Tribunal de Justiça, citando a crise econômica e política do país, a queda excessiva na arrecadação e a incerteza sobre o repasse dos recursos do Fex por parte do Governo Federal em torno de trezentos milhões, que poderia aliviar pelo menos um pouco a situação. Uma reunião está prevista para ocorrer na tarde desta quinta feira entre os chefes dos poderes para tentar contornar a crise.

Só com o Poder Judiciário as dívidas acumuladas superam trezentos milhões de reais. No Poder Legislativo, o problema também não é pequeno. Os dirigentes da Assembleia já avisaram que se não receberem pelo menos uma parte dos atrasados, não terão condições nem de pagar os salários dos servidores. E também existem pendências com o Ministério Público e Tribunal de Contas.

Os municípios também tem atrasos no repasse do ICMS. O governo precisaria de 600 milhões para fechar as contas de 2017. Sem isso, corre risco o pagamento do funcionalismo estadual. Como se percebe, é uma situação extremamente grave. E aí o que não se entende é porque resistem tanto em cobrar mais impostos do setor do agronegócio, que ganha muito e paga pouco. Enquanto isso, os barões nadam de braçada enquanto Mato Grosso enfrenta um mar de dificuldades.

Deputados tiram Gilmar Fabris da prisão depois de 40 dias

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 25/10/2017

A comissão de ética do senado, dá mais uma demonstração do tamanho do desprezo com o sentimento de indignação da opinião pública, ao simplesmente arquivar o pedido de cassação do senador Aécio Neves, acusado de receber uma propina de dois milhões de reais. E isso apenas alguns dias depois de Aécio Neves ter conseguido de volta o mandato de senador, do qual tinha sido afastado por uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Só que o STF mudou de posição ao decidir que os políticos são seres superiores do restante dos brasileiros. Mesmo acusados de corrupção, só se pode retirar o mandato de alguém,  se os colegas,  muitos acusados pelos mesmo crimes, derem autorização para a justiça fazer o que tem ser feito.

E agora já temos também uma réplica de Aécio Neves aqui em Mato Grosso. Baseada na decisão que premiou o senador tucano em Brasília, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, por unanimidade dos deputados revogaram por unanimidade o decreto de prisão contra o colega Gilmar Fabris, que está há mais de um mês recolhido no Centro de Custódia de Cuiabá.

A alegação é a de que a medida está dentro da lei, mas o fato que não se pode ignorar, é que além de Gilmar Fabris, outros dezesseis deputados foram citados na delação do ex-governador Silval Barbosa. E como ninguém sabe o dia de amanhã, acharam melhor enfrentar o desgaste com a opinião pública e tentar se resguardar de alguma decisão da justiça, já que com tantas denúncias não pode desprezar o risco de mais gente possa perder a liberdade. O filme já é bem antigo. A imunidade que é legal, com cheirinho de uma impunidade, que é imoral.

Balcão de negócio para salvar Temer já “torrou” 12 bilhões

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 24/10/2017

Na véspera da votação da segunda denúncia  pela Câmara dos Deputados contra o presidente da República, o balcão de negócios foi escancarado no Palácio do Planalto. E Michel Temer assumiu diretamente as negociações com os indecisos. A ordem clara e direta é resolver as pendências que ainda existem daqueles parlamentares que por enquanto não prometeram seus votos contra a denúncia.

A disposição mais do que nunca é negociar, num verdadeiro mercado de votos. Só pra relembrar. A acusação da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer é a de que ele teria recebido propina de vários milhões e de também ser uma espécie de líder do que ficou conhecido como o quadrilhão do PMDB.

O que está ocorrendo é algo prá lá de escandaloso. Num levantamento feito pela imprensa nacional, desde o mês de setembro, quando foi votada a primeira denúncia contra o presidente, já foram gastos mais de doze bilhões de reais. Só daquelas famosas emendas parlamentares, já torraram quase quatro bilhões e meio de reais. Quem promete votar contra, tem a contrapartida, recebe a recompensa.

Só nos primeiros dias de outubro foram liberados mais de seiscentos milhões. E tudo isso é dinheiro público, que está sendo usado justamente para tentar salvar a pele justamente de quem está sendo denunciado por desviar o dinheiro público. Na prática, sãos os impostos pagos pelo cidadão que estão sendo utilizada de forma inescrupulosa para jogar a sujeira embaixo do tapete e mantendo mais uma vez na impunidade aqueles que deveriam ser julgados pela  forte suspeita de assaltarem os cofres públicos. E todas essas negociatas só fazer aumentar a revolta da opinião pública com a corrupção nojenta que tomou conta do país.

Nilson Leitão teria articulado a portaria do trabalho escravo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 23/10/2017

Está prevista para ser votada esta semana, a segunda denúncia contra Michel Temer, na Câmara  dos Deputados, acusado de ter recebido propina e de ser um dos líderes do chamado quadrilhão do PMDB. E para salvar o presidente está valendo de tudo. Vale exonerar dez ministros que são parlamentares, distribuir mais cargos, liberar bilhões em emendas num toma lá dá cá vergonhoso.

Mas tem coisa pior. Vale também cometer mais violência contra os trabalhadores rurais de práticas que se assemelham a escravidão. O maior exemplo disso é a portaria que limita o combate ao trabalho no país, que vem sendo bombardeada dentro e fora do país. E esta negociata entre a bancada ruralista e o governo federal, acabou tendo infelizmente as impressões digitar de um deputado federal aqui de Mato Grosso, Nilson Leitão. De acordo com a Revista Veja desta semana, o deputado que é o presidente da frente parlamentar Nacional da Agropecuária, foi quem articulou todos os detalhes desta portaria, com a presidência da República.

A maior prova desse esquema articulado longe dos olhos da opinião pública, é que segundo a Revista Veja, Nilson Leitão pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que publicasse a portaria antes da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer. Ou seja, o governo tinha que antecipar o pagamento da fatura.

A bancada ruralista no congresso tem mais de duzentos deputados e o parlamentar de Mato Grosso, tem feito bem a lição de casa, ao defender os interesses dos grandes proprietários rurais.  O ministro Blairo Maggi disse que só tinha a comemorar. Talvez o deputado Nilson Leitão ainda não se tenha dado conta, que ele o articular esta portaria contra os trabalhadores, esteja também sendo escravizado pelos barões mal intencionados do Agronegócio. E aí o que se pergunta é o seguinte: vale a pena se expor tanto? Afinal, o que é que ele vai ganhar com isso?

Transporte coletivo continua péssimo. E a licitação não sai nunca!

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 21/10/2017

As empresas que atuam no sistema de transporte coletivo de Cuiabá continuam prestando um serviço de péssima qualidade a população. Quase noventa por cento dos usuários estão reclamando de tanta coisa errada. E isso não é de hoje. O problema já é bem antigo. Todos os abusos que são cometidos estão registrados numa pesquisa  da Agência Municipal de Regulação de Serviços de Públicos, a Arsec, que entrevistou mais de mil e quinhentas pessoas.

As condições dos pontos de ônibus são ruins ou péssimas para mais de noventa por cento das pessoas. O número de ônibus é pequeno e o sucateamento da frota, com muitos veículos caindo aos pedaços, também são causa de revolta para os usuários. Mais da metade dos entrevistados denuncia que os ônibus vivem lotados e nos aspectos de limpeza e conforto o índice de reprovação é superior a setenta por cento, que é o mesmo índice dos passageiros que não confiam nos horários que os ônibus deveriam passar.

Uma nova licitação para o transporte coletivo vive sendo prometida, mas nunca é cumprida. A prefeitura tenta se explicar, mas não consegue convencer. Por falar em promessa, a última foi feita pelo prefeito Emanuel Pinheiro.  Pediu quatro meses para a prefeitura fazer estudos. Esse tempo já passou. Ao que parece, continuam estudando. E não dá mais pra usar essa desculpinha esfarrapada do VLT. E o resultado disse tudo é que enquanto os empresários do setor faturam milhões, os usuários são obrigador a suportar, a engolir, um sistema de transporte precário e vergonhoso.  O que se pergunta é quanto tempo ainda vão demorar pra abrir essa caixa preta.

Câmara exige uso de gravata, mas continua com imagem arranhada

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 20/10/2017

O primeiro decreto do prefeito Emanuel Pinheiro pretendia repassar seis milhões e setecentos mil reais para a Câmara Municipal de Cuiabá, mas foi suspenso pela justiça. Depois o valor caiu para cinco milhões e setecentos. Agora o Poder Legislativo recebeu uma suplementação de três milhões e trezentos mil reais. E pelo que foi divulgado, os recursos servirão para pagar as indenizações e os encargos sociais dos 460 servidores comissionados que já foram demitidos.

Olha só o tamanho da irresponsabilidade. Demitiram quase quinhentas pessoas e não existia nem dinheiro para pagar os direitos trabalhistas. A falta de planejamento gerou um descontrole total do orçamento. A coisa pública é tratada com desprezo. A verdade é que não são necessários esses mais de quatrocentos cargos de confiança.  O que todo mundo fala é que é que isso não passa de um enorme cabidão de emprego e que muitos nem aparecem para trabalhar.

Vereadores mais conscientes admitem que não precisa de toda essa gente. Tanto é assim, que já existe uma proposta para reduzir também o número de vereadores, de 25 para 19. Pode ser demagogia, mas pelo baixo nível das discussões, ninguém vai sentir falta, enquanto isso, a grande maioria dos vereadores, quer abrir um processo de cassação do mandato de Felipe Welaton, porque ele resolveu cumprir com a missão de fiscalizar. E está dando certo. Na pior das hipóteses, já conseguiu economizar para os cofres públicos mais de três milhões de reais.

Mas os absurdos não param Por aí. Nesta quinta feira, um cinegrafista da TV Record foi proibido de entrar no plenário da Câmara porque, de acordo com as regras, ele tinha que estar de gravata. E não estava. Só que as regras só valem para os outros. Porque eles não respeitam o que deveriam cumprir. Então fica assim. No meio de tantos horrores, não esqueça. Tem que usar gravata. É muito chique!!

Deputados tentam achar um jeito de tirar Gilmar Fabris da prisão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 19/10/2017

Decreto de Temer sobre trabalho escravo é uma vergonha para o país

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 18/10/2017

A portaria do governo federal, que altera a definição e limita o combate ao trabalho escravo, está expondo o Brasil a mais um vexame internacional. A OIT, a Organização Internacional do Trabalho, que é vinculada a ONU, já se manifestou dizendo que a medida retira o país da condição de referência no combate as práticas de escravidão e se constitui num ataque violento aos direitos dos trabalhadores.

Para muitas entidades, a portaria é uma verdadeira aberração e que viola a dignidade do ser humano.  A medida é resultado de um acordo vergonhoso do presidente da República com a bancada ruralista do Congresso Nacional. Por Trás disso tudo, está o toma lá dá cá, por causa da votação da segunda denúncia de corrupção contra Michel Temer na Câmara dos Deputados.

Mas tem gente que está aplaudindo. O ministro da Agricultura Blairo Maggi, afirma que a classe produtora só tem a comemorar. E fez uma confissão. O ministro disse apesar deste momento confuso que o país vive, os ruralistas fizeram o pedido e o presidente atendeu e ele, Blairo Maggi, deu apoio pessoal. Que Beleza!! O que causa indignação é que foi feito mais um conchavo nos bastidores para salvar Michel Temer de ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal, suspeito de receber propina no que a Polícia Federal chamou de quadrilhão do PMDB. E a moeda de troca foi violar covardemente os direitos trabalhistas.

Pra se ter uma ideia, da gravidade dessa violência, antes existiam quatro regras que definiam o regime de escravidão: jornada exaustiva, condições degradantes, trabalho forçado e servidão por dívida. Agora com a nova portaria, só existe uma regra, que é  cercear a liberdade do trabalhador. Resumindo, agora vai poder tudo, mas não tiveram coragem de autorizar que o trabalhador também pudesse ser acorrentado no tronco. Mas a turma da casa grande na prática quase ressuscitou a senzala.

Pra salvar Aécio, senadores terão que mostrar a cara

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 17/10/2017

Os senadores que estão com a intenção de salvar o colega Aécio Neves, terão que mostrar a cara. Não vão conseguir se esconder atrás de uma votação secreta. A sessão para definir se o senador tucano fica afastado do mandato ou se vão anular a decisão do Supremo Tribunal Federal, está prevista para hoje e terá que ser com votação aberta. A determinação foi dada pelo ministro Alexandre Moraes, do STF, para quem não existe liberdade sem responsabilidade e que é absolutamente necessária que se preste contas a todos os eleitores.

O ministro ainda tenta ensinar aos parlamentares que os mandatos de deputados e senadores são outorgados pelo povo e que seus atos devem ter total transparência, para que isso possa ser analisado e refletido pela sociedade nas  próximas eleições. Pelos levantamentos da imprensa nacional, a situação de Aécio Neves não é nada boa, porque não se pode afirmar se ele vai conseguir os votos necessários para anular o afastamento.

Dos três senadores de Mato Grosso, Cidinho Santos, que é suplente de Blairo Maggi, já disse que vai votar a favor de Aécio Neves. Dos outros dois senadores, Wellington Fagundes, aliado de Michel Temer, não se posicionou e o senador José Medeiros, que agora é da oposição, disse que está indeciso. É o famoso espírito de corpo, onde um protege o outro, naquele famoso efeito orloff, ou seja, ficam tremendo de medo de estar na mesma situação amanhã.

E esse é o ponto que chegamos. Aqueles que são acusados e respondem processos por corrupção, vão decidir se os colegas podem ser investigados pela justiça, por causa dos crimes que teriam cometido, entre eles, caixa dois, propina e lavagem de dinheiro. É a turma da Lava Jato, suspeitíssima de estar com as mãos sujas. Michel Temer tenta salvar Aécio, que depois vai tentar socorrer Temer. É uma mão tentando lavar a outra, o que só vai fazer aumentar a sujeira.

Com grampolândia no STJ, deve diminuir “fogueira das vaidades”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 16/10/2017

A investigação dos grampos ilegais em Mato Grosso, deverá ficar centralizada, a partir de agora no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. A decisão do ministro Mauro Campbel do STJ foi anunciada no final de semana  e acatou p que tinha sido solicitado pelo governador Pedro Taques e também atende a uma solicitação da Procuradoria Geral da República. Na mesma decisão, ainda foi decretado o sigilo nas investigações do que ficou conhecido com a grampolândia pantaneira.

Tudo o que foi apurado até aqui e todos os atos que fazem parte do processo, que estava sob a relatoria do desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, deverá ser enviado ao Superior Tribunal de Justiça, inclusive as medidas cautelares e as prisões preventivas que foram decretadas. O governador havia solicitado que fosse investigado pelo STJ, destacando que ninguém pode ter vantagens pelo cargo público que exerce, mas que, abre aspas, também não pode ser arbitrariamente julgado por quem não tenha a competência de julgar de acordo com a lei, fecha aspas.

Além de centralizar a investigação, o STJ vai decidir se existe a conveniência neste caso de um desmembramento para outras instâncias da Justiça. É bom registrar que esta é exatamente a tese que vem sendo defendida pelo Ministério Público Estadual e que acabou gerando uma série de conflitos com o Poder Judiciário aqui no Estado. O que se espera agora é que a apuração possa ser acelerada, que a crise entre as instituições possa ser contornada e é claro, que os verdadeiros culpados pelos grampos ilegais sejam punidos de acordo com alei, mas para isso é totalmente dispensável uma fogueira de vaidades.

Absurdo! Deputados e senadores ganharam uma “suprema proteção”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 13/10/2017

Em Brasília, os figurões da república, enrolados na Lava Jato, se unem para tentar se salvar, ou melhor, se abraçam com o objetivo de ficarem impunes dos crimes que são acusados. Isso fica bem claro na operação que o Palácio do Planalto, sob as ordens de Michel Temer, estaria montando para devolver o mandato do senador Aécio Neves, do PSDB, afastado pelo STF.

Em mais um toma lá dá cá, o que se quer mesmo é que pelo menos uma parte dos tucanos, ajudem a não aprovar mais uma denúncia contra o presidente da República. É uma mão suspeita de estar suja tentando lavar a outra que é acusada de também não estar limpa. E tudo isso está acontecendo porque o Supremo Tribunal Federal abrir mão do seu principal papel, que é a defesa da nossa lei maior, a constituição, ao decidir que o afastamento de algum parlamentar agora depende do aval do Congresso Nacional.

A mais alta corte da justiça do país decidiu se submeter, decidiu que  terá que pedir autorização a dezenas de políticos que são acusados de corrupção, para poder tomar medidas que cabem ao próprio STF e desta forma abrindo uma cicatriz na sua própria independência. Deputados e senadores é que vão julgar colegas denunciados por receber propina ou integrarem quadrilhas, se eles podem ou não ser afastados dos seus mandatos. É algo que causa indignação e revolta. Foi mais ou menos assim que reagiu o coordenador da força tarefa da lava jato, o procurador da República, Deltan Dalangol. A conclusão dele provoca desânimo, ao constatar, que depois de tantos escândalos, depois de tanta roubalheira, os políticos agora podem comemorar, porque estão sob suprema proteção. O Brasil não merecia mais essa vergonha.

Denunciado pelo MPE, deputado diz que não obstruiu a Justiça

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 12/10/2017

O cerco vai se fechando na grampolândia pantaneira

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 11/10/2017

Na grampolândia pantaneira, o Ministério Público Estadual não está conseguindo agradar ninguém. Pelo menos é o que está dizendo o procurador geral da instituição. Para Mauro Curvo, isso fica claro quando o governador Pedro Taques acusa o Ministério Público de ser omisso com o que considera como ilegalidades que estariam sendo cometidas durante as investigações pelo relator do Tribunal de Justiça e de outro lado, segundo ele, o desembargador Orlando Perri em suas decisões no caso dos grampos ilegais, deixa entender que o Ministério Público estaria defendendo o governador. Mauro Curvo afirma, que a instituição está se baseando nas leis, sem se incomodar se isso agrada ou desagrada quem investiga ou quem é investigado.

É uma crise que parece não ter fim. É que o entendimento do Ministério Público é que para se aprofundar as investigações, seria necessário que o Superior Tribunal de Justiça se manifestasse, pelo fato do governador do Estado ter sido citado na denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque.

E depois do novo interrogatório do coronel Evandro Lesco e da mulher dele, que gerou muita expectativa, mas não teria trazido novidades na investigação, o fato novo agora é um novo pedido de prisão contra o cabo Gerson Luiz Ferreira. Ele é acusado de ser o operador dos grampos ilegais e a grande suspeita agora é de que estaria sob a guarda dele o famoso sentinela, o equipamento que gravava de forma clandestina as escutas ilegais. Para a polícia, desvendar os segredos do sentinela e chegar mais próximo da impressão digital de quem comandava a grampolândia pantaneira.

Câmara de Cuiabá demite 460 porque gastou mais do que podia

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 10/10/2017

A câmara municipal de Cuiabá, na nota oficial que distribuiu a imprensa, lamentou a demissão dos quatrocentos e sessenta servidores e reafirmou o compromisso com a gestão pública. Isso deve acontecer a partir de agora, porque essa situação só chegou a esse ponto porque não fizeram o que deveriam ter feito. Se tivessem agido com responsabilidade não teria necessidade de todas estas demissões. O fato que não tem como ser contestado é que a Câmara Municipal de Cuiabá vinha gastando acima do limite que é permitido por lei.

Quando as coisas apertaram, pressionar a prefeitura para resolver o problema. O prefeito Emanuel Pinheiro, com receio de ter que encarar mais desgaste, num momento que é politicamente bem complicado, tomou a decisão acertada de não enviar o projeto de lei para suplementar o orçamento da Câmara em quase seis milhões de reais. Antes a Câmara solicitava um repasse de seis milhões e setecentos mil reais, mas o decreto foi suspenso por uma decisão da justiça. E o interessante é que a demissão de todos os servidores comissionados é um filme repetido. Isso Já aconteceu no final do ano passado. E a razão foi exatamente a mesma, não cumpri a lei de responsabilidade fiscal.

Mas pelo que estamos vendo, não conseguiram aprender a lição e estão repetindo o mesmo erro da administração anterior. E agora não adianta querer culpar o prefeito que não mandou o projeto ou a justiça que suspendeu o decreto. Os dirigentes da Câmara de Cuiabá, tem que entender, de uma vez por todas, que não podem gastar aquilo que não tem. A princípio é algo muito simples e bastante claro, mas parece que neste caso alguém vai ter que desenhar.

Salários extrapolam limite de gastos de muitas prefeituras de MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 09/10/2017

Dezenas de prefeituras de Mato Grosso estouraram os limites de gastos definidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. É o que está apontando um levantamento da confederação nacional dos municípios, realizado em cento e vinte e duas cidades. O limite prudencial já foi ultrapassado por vinte e dois municípios e outros trinta e oito estão numa situação considerada de risco e muito próximos de atingir o sinal vermelho. As principais razões que explicam este quadro financeiro delicado, seriam os valores dos repasses que não são suficientes para cobrir os custos das obrigações dos municípios e também a crise econômica, que reduziu bastante a arrecadação de impostos.

Neste estudo também foi mostrado o crescimento exagerado dos gastos com pessoal. As folhas de pagamento dos servidores tem aumentado em média treze por cento ao ano, um índice que é bem superior ao aumento da receita das prefeituras, que acabam gastando o que não tem pra gastar. Dessa forma, o endividamento vai ficando cada vez maior, porque a cada doze meses essas despesas com o funcionalismo passam de quatro bilhões e meio de reais. Além disso tudo, outro grande complicador está nos
repasses para manter os serviços básicos de saúde.

Os valores repassados aos municípios ficam bem abaixo das necessidades e ainda com o agravante de que os atrasos são constantes, naquilo que é de responsabilidade do estado. A verdade é que sem um ajuste tributário profundo, o dinheiro continuará insuficiente para atender todo mundo, porque o cobertor está curto demais.

Vereadores de Cuiabá pressionam prefeito por repasse milionário

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 07/10/2017

A Câmara Municipal de Cuiabá insiste e ameaça demitir quatrocentos e sessenta servidores, se o repasse de cinco milhões e setecentos mil não for concretizado até a próxima segunda-feira. Antes o valor era de seis milhões e setecentos, mas acabou sendo suspenso pela justiça.

O presidente do legislativo, Justino Malheiros, informa que as demissões são necessárias, para não estourar o limite da Lei de Responsabilidade Fiscal. Aliás, foi a mesma coisa que aconteceu no final do ano passado, na administração anterior da câmara.  E agora estamos assistindo o mesmo filme. As demissões já tinham sido anunciadas na ultima sexta-feira, mas depois decidiram esperar que o prefeito Emanuel Pinheiro enviar o projeto até segunda-feira para ser votado. Se o projeto não for enviado, os 460 servidores serão demitidos.

Os vereadores de oposição questionam a necessidade do repasse milionário e dizem que além de dinheiro, o que está faltando mesmo é planejamento. Afinal, faltam menos de três meses para terminar o ano e o que se pergunta é porque não adequaram as despesas com o orçamento, porque isso é o que todo mundo faz.  E é preciso dizer também que não dá mais pra ficar usando dinheiro público para acomodar os cabos eleitorais. É isso que tem que acabar. É necessário um concurso público para dar um basta neste trem da alegria. E a pressão em cima da prefeitura por parte da câmara é grande, até porque na mesa de negociação alguém pode de uma hora pra outra, ameaçar com o requerimento da CPI do paletó.  Na briga dos valores, o prato que servem é o dos horrores.

A “guerrinha” no TCE entre conselheiros afastados e os substitutos

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 06/10/2017

A situação no Tribunal de Contas do Estado, parece que continua bem, tensa entre os conselheiros substitutos e os cinco conselheiros que foram afastados dos cargos pelo Supremo Tribunal Federal, em razão da delação do ex- governador Silval Barbosa. Para azedar de vez esta relação, aproximadamente trinta servidores que ocupavam funções de confiança, foram exonerados, foram demitidos por ordem dos conselheiros substitutos. Isso ajuda a entender melhor as críticas duras que vem sendo feitas por quem foi afastado contra aqueles que num processo legal, foram definidos para substituir os titulares.

Não é demais lembrar que apesar de serem chamados de substitutos, estes conselheiros fizeram concurso público e os titulares afastados foram indicados na maioria da vezes, obedecendo quase sempre a critérios de caráter político. Podem até questionar a forma de escolha, mas é o que determinam as leis atuais.

Um dos conselheiros afastados, Sergio Ricardo, chegou a entrar no Supremo para  que os trabalhos no TCE fossem suspensos, naquilo que seria uma espécie de intervenção federal, mas o pedido foi negado. O STF também negou um outro pedido, que era para lacrar os gabinetes dos conselheiros afastados.

O ministro Luiz Fux na decisão que afastou os integrantes do Tribunal de Contas justificou que a medida era necessária, porque a investigação demonstrou que a cobrança de propina era uma prática rotineira na instituição. O fato é brigar com os conselheiros substitutos não vai resolver nada, porque a decisão para que os titulares voltem aos cargos só depende a da justiça.

Deputados aprovam quase 2 bilhões para gastar na campanha de 2018

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 05/10/2017

Um bilhão e setecentos milhões de reais é o valor que os políticos poderão gastar de dinheiro público, nas eleições do ano que vem, que também é conhecido como o fundão da vergonha. Este é um dos pontos aprovados pela Câmara dos Deputados dentro da reforma eleitoral para o pleito do ano que vem.

O texto do projeto agora vai para o senado, que tem prazo até amanhã para decidir o assunto, para que possa vigorar em 2018. Mas além desses um bilhão e 700 milhões de reais, ainda tem mais novecentos milhões do fundo partidário e aí a conta já chega perto de três bilhões de reais. Tudo isso para bancar os candidatos e suas promessas, que aliás eles não costumam cumprir.

O voto impresso, pelo texto aprovado na câmara, terá que ser implantado na eleição do ano que vem, mas o Tribunal Superior Eleitoral já avisou que não vai ter orçamento para colocar essa medida  em prática. Os políticos não tem limites para torrar o dinheiro público, mas na hora de pagar a história é diferente. Quando eles forem multados por desobedecer a lei, já aprovaram um desconto de noventa por cento na multa. Essa turma só não economiza na hora de enfiar a mão no bolso do contribuinte.

Mas tem uma notícia ruim para uma parte dos políticos. A emenda que previa uma janela partidária de trinta dias para que se mudasse de partido, foi rejeitada. Se o senado não mudar isso, será um complicador aqui em Mato Grosso para o grupo do PSB de Mauro Mendes, que esperava essa janela pra escapar de Valtenir Pereira, desafeto do ex-prefeito de Cuiabá. E essa janela partidária é outra excrescência, pois permite que os partidos sejam usados como legendas de aluguel. E é por isso que tem esse nome. Se fosse algo mais decente, iam sair pela porta e não pular pela janela.

Lucimar Campos critica juiz que cassou mandato dela

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 04/10/2017

Esta segunda cassação do mandato da prefeita Lucimar Campos, de Várzea Grande, é bem mais grave do que a primeira. Os crimes apontados pela justiça são compra de voto e abuso de poder político nas eleições do ano passado. Ao se defender a prefeita Lucimar Campos adotou um discurso populista, dizendo que esta é uma briga do povo contra o juiz. É uma estratégia de enfrentamento, mas é muito arriscada.

O juiz Carlos José Rondon Luz, cassou os mandatos da prefeita e do vice dela, baseado na gravação de uma reunião durante a campanha, onde prometeram asfaltar ruas, perfurar poços artesianos e levar água aos moradores com caminhões pipa da Prefeitura, em troca de votos. A denúncia é gravíssima e este tipo de prática é condenável. Mas a prefeita e o vice só vão perder os cargos se o Tribunal Regional Eleitoral confirmar a decisão do juiz de Várzea Grande.

A assessoria jurídica de Lucimar Campos distribuiu uma nota afirmando que não existe no processo nenhuma prova de compra de votos e que a campanha foi transparente, legítima e verdadeira. A defesa ainda cita que as contas foram  aprovadas sem ressalvas e encerra com um apelo a providência divina, de que a prefeita continua trabalhando pela cidade até quando Deus permitir.

Independente se ficar ou não comprovada a prática de crime eleitoral, não custa lembrar que em Mato Grosso e no Brasil, esse tipo de abuso ocorre em toda eleição. E é preciso punir, pra acabar com isso. E o eleitor deve ter consciência de que é ele que será o mais prejudicado quando decide vender o seu voto. É que depois ele nem pode mais cobrar o asfalto, o posto de saúde, a água e a escola para os filhos. É que aquele que comprou o mandato vai dizer que aquilo que foi combinado, ele já pagou. E é por isso que depois de eleitos, eles não cumprem o que prometem.

Quatro vereadores são cassados por tratarem mulheres como “laranjas”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 03/10/2017

Os homens que discriminam as mulheres na política, estão recebendo o castigo que merecem. Numa decisão exemplar e corajosa, o juiz Gonçalo Antunes de Barros Neto, cassou dois vereadores do PSC de Cuiabá, Abilio Brunini e sargento Joelson Fernandes do Amaral. Os votos que eles receberam foram anulados.

Antes, já tinham sido cassados outros dois vereadores, Marcrean dos Santos, do PRTB e Elizeu Nascimento, do PSDC. Todos foram cassados basicamente pelo mesmo motivo. Os partidos a que eles pertencem são acusados de cometer abuso de poder e fraude na composição da lista de candidatos, ou melhor de candidatas. Mulheres foram lançadas como candidatas, apenas para preencher a cota obrigatória, de trinta por cento das vagas para o sexo feminino. Umas das mulheres discriminadas pelo marmanjos, contou que apesar de ser indicada na convenção do partido, não sabia nem qual era o número dela na eleição.

Os manda chuvas dos partidos faziam mil e uma promessas as mulheres, mas não cumpriam nada. E fizeram pior. Diziam que elas nem precisavam pedir voto pra se eleger e acabavam sendo praticamente obrigadas a trabalhar para os candidatos homens. Esses partidos montaram nas urnas a versão deles do clube do bolinha. Que Coisa feia, além de ilegal e imoral. As mulheres eram colocadas em segundo plano, só pra cumprir tabela. A justiça teve que agir porque além de condenável, esta é uma prática vergonhosa.

Mas os vereadores cassados continuam nos cargos, até que o Tribunal Regional Eleitoral confirme as decisões do juiz que proferiu a sentença. E o TRE também deve agir com coragem, porque além de discriminar, zombaram das mulheres. E isso Que os donos dos partidos fizeram não é papel de homem.

Corrupção em Mato Grosso compete com os escândalos nacionais

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 02/10/2017

A semana começa com dois destaques na imprensa nacional, que ilustra bem o tamanho da roubalheira, tanto no Brasil como aqui em Mato Grosso. A Revista Veja revela  que o Grupo JBS, do notório bandido Joesley Batista, realizou operações bilionárias suspeitas no valor de duzentos e quarenta e oito bilhões de reais. Os números são do próprio Ministério da Fazenda. A reportagem mostra  que era tudo junto e misturado. São transações nebulosas, onde a empresa misturava interesses particulares com negócios do governo, Incluindo pagamentos a políticos, a famosa propina.

Enquanto isso, o jornal Folha de São Paulo deste domingo, relata que a corrupção aqui no Estado, acabou conduzindo Mato Grosso a um verdadeiro caos. O cálculo dos desvios está estimado em um bilhão de reais. O jornal paulista cita dois exemplos que não deixam dúvidas, sobre os reflexos provocados por tudo aquilo que foi roubado. A situação humilhante do caos Na saúde e o vergonhoso desperdício na obra abandonada e empacada do VLT.

Uma representante da ONG Moral, declarou a Folha de São Paulo, que até as pedras sabiam da aprovação de contas de corruptos pelo Tribunal de Contras e também do mensalinho que era pago aos deputados.

O mar de lama Revelado na delação de Silval Barbosa, concorre hoje com grandes escândalos nacionais, como o da JBS na Lava Jato. Quando os políticos daqui e de Brasília, são denunciados, a imprensa nacional além de lembrar os partidos que eles pertencem, ainda identifica essas figuras como integrantes desta ou daquela quadrilha. Infelizmente, a política que deveria ser tratada como uma missão nobre, hoje é apenas sinônimo de sujeira e corrupção.

Conselheiro quer intervenção no TCE e ainda lacrar gabinetes

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 29/09/2017

Já falamos aqui sobre fatos inusitados que acabam ocorrendo, mas que a princípio nem as mentes mais criativas dariam conta de imaginar. Pois é, nesta sexta feira a imprensa está noticiando mais uma dessas pérolas. Agora a proposta inacreditável é de fechar o Tribunal de Contas do Estado. Olha só. O conselheiro afastado, Sérgio Ricardo, suspeito de comprar a  própria vaga com dinheiro público, pediu ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal federal, a suspensão do  funcionamento da corte de contas e ainda que nomeie conselheiros interventores para substituir os titulares que estão afastados.

Na prática, é um pedido de intervenção federal. O conselheiro afastado também pediu que se não houver a suspensão dos trabalhos, seja determinado aos conselheiros substitutos que não violem os gabinetes dos conselheiros afastados, sob pena de crime contra a administração pública. Mas espera aí. Onde está o crime de um servidor concursado, ocupar um gabinete que é público, num processo de substituição legal? Ilegal seria se existisse a suspeita de que estivessem usando dinheiro de propina.

E não é só isso. O conselheiro afastado Sergio Ricardo quer que os gabinetes dos cinco conselheiros afastados, sejam lacrados para preservar eventuais elementos de provas, sob pena de ingerência dos substitutos. A impressão que se tem é a de que existe aí uma crítica a polícia federal, que não teria feito direito o trabalho dela.  Na verdade, o que precisa ser lacrado em toda a administração pública é uma outra coisa. Num sentido mais amplo, o que se cobra é fechar as portas para aqueles que têm a ousadia de usar o patrimônio da sociedade em benefício próprio, se apoderando do que não lhes pertence.

Na crise dos grampos é preciso bom senso e muito juízo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 28/09/2017

No escândalo da grampolândia, o governo do Estado sustenta que desde o início, apoiou as investigações, mas agora o Palácio Paiaguás mudou o tom e faz um apelo a todos os poderes e também a sociedade civil, para que se unam neste momento de crise, por  entender que as instituições são maiores que os indivíduos e devem se manter estáveis. O fato é que estamos assistindo uma guerra em campo aberto entre os membros de vários poderes e instituições. Tem disputa interna na Polícia Civil, delegados contra delegados. Na Polícia Militar, o enfrentamento se dá entre coronéis e outros oficiais. É uma disputa quase selvagem, que não costuma terminar bem.

O Ministério Público e o Poder Judiciário vivem batendo de frente e trocando acusações. O clima é tenso demais. Nas prisões desta quarta feira, passaram por cima da OAB e do próprio Ministério Público. Tem gente que procura brechas na lei, para atingir o inimigo, numa perigosa fogueira de vaidades. A grampolândia é um caso para a justiça, mas é preciso ter juízo. O desembargador Orlando Perri na decisão dele que prendeu oito pessoas, afirmou que uma das testemunhas corria risco de morte. É algo gravíssimo que precisa ser evitado.

A verdade é que depois que tudo isso acabar, ainda irão sobrar muitas feridas que não serão fáceis de cicatrizar. Todos os envolvidos na apuração, precisam refletir e baixar a bola. As instituições não são propriedade particular, elas pertencem a sociedade e tem que ser preservadas. O momento é de responsabilidade, até para que ninguém se sinta tentado, neste descontrole geral, abrir determinadas feridas que a natureza humana não tem o poder de cicatrizar.

Emanuel luta pra ficar no cargo e Silval pra manter a delação.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 27/09/2017

O prefeito Emanuel Pinheiro, está vivendo uma fase que pode ser definida como um verdadeiro inferno astral. Depois das imagens que rodaram o Brasil e o mundo dele recebendo o que seria uma suposta propina, agora um outro fato pode complicar ainda mais a situação dele. O jornal A Gazeta desta quarta-feira estampa como manchete principal, um pedido de prisão contra o prefeito da capital, além do afastamento do cargo. O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal, pelo advogado que defende o ex-chefe de gabinete Silvio Correia e o ex-governador Silval Barbosa.

Na representação também é solicitada  a abertura de uma investigação criminal, para apurar o que seria um conluio e que envolve ainda um ex-secretário do governo anterior, Alan Zanatta,  que está sendo acusado de manipular uma suposta fraude com objetivo de  anular as delações de Silvio Coreia e Silval Barbosa.

O pedido de prisão se baseia numa possível prática do crime de obstrução de justiça. Já o prefeito Emanuel Pinheiro ao se defender das acusações, afirma que irá se manifestar no momento oportuno. E insiste que a verdade vai aparecer. Esta é uma briga que promete ser bem acirrada. De um lado, o que está em jogo, é a confirmação das delações e principalmente os benefícios que foram negociados por Silval Barbosa, entre eles o de não ter que ir para a prisão. Pelo lado do prefeito, a luta é mais do que óbvia. Emanuel pinheiro não quer correr o risco de perder mais de três anos de mandato na prefeitura de Cuiabá. Pra entender melhor. Um não quer voltar para a cadeia e o outro não quer perder a cadeira. Simples assim.

Emanuel quer que STF interrogue Silval novamente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 26/09/2017

A delação de Silval Barbosa e a reação de Emanuel Pinheiro, que tenta se defender da acusação de ter recebido propina. O prefeito de Cuiabá, está pedindo ao Supremo Tribunal Federal que o ex-governador e o seu ex-chefe de gabinete, Silvio Correa sejam reinterrogados. Segundo a defesa de Emanuel, na conversa gravada pelo ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanata. O ex-assessor de Silval,teria faltado com a verdade naquilo que revelou para a justiça, destacando que os delatores tiveram o propósito mesquinho e vingativo,  foram seletivos nas declarações e omitiram fatos importantes.

O que estão tentando demonstrar é que o dinheiro recebido pelo prefeito de Cuiabá era uma dívida com o irmão dele sobre pesquisas eleitorais. Esta, portanto é a linha de defesa de Emanuel Pinheiro. Já a Procuradoria Geral da República determinou que a gravação da conversa de Alan Zanata e Silvio Correa, seja periciada pela Polícia Federal. Este áudio foi apreendido na casa do prefeito no dia da operação Malebolge.

O defensor do ex-chefe de gabinete de Silval, sustenta que a gravação foi uma armação, uma fraude, na tentativa de produzir uma prova que pudesse ser útil a defesa de Emanuel Pinheiro. O advogado Délio Lins e Silva, responsável pela delação de Silval Barbosa, disse que o dinheiro era sim pagamento de propina ao ex-deputado e atual prefeito. Se a perícia a ser feita ma gravação, demonstrar que não teve nada de errado com a delação, as coisas podem se complicar. Especialistas admitem que não se deve descartar a hipótese de que a Procuradoria Geral da República pode entender que tentaram obstruir a justiça.

No país da Lava Jato, só educação pode segurar a corrupção

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 25/09/2017

Só a educação transforma. A frase é um conhecido lugar comum, mas nem por isso deixa de ser verdadeira. Um exemplo disso está nas páginas amarelas na edição desta semana da Revista Veja. Na entrevista com o Premio Nobel de Economia, o Americano James Heckman, ensina que investir nos anos iniciais na vida de uma criança é o caminho mais correto para colocar um país na rota do desenvolvimento.

Para o professor, países que não investem na primeira infância, tem maiores índices de evasão escolar, gravidez na adolescência e altas taxas de criminalidade, além de não ser uma decisão inteligente do ponto de vista econômico. E olha só. Investir nas crianças dá mais lucro do que apostar no mercado de ações. É algo pra se refletir.

Um outro exemplo bastante positivo está aqui em Mato Grosso. Instituições estão se unindo para orientar os estudantes, sobre os estragos da corrupção. O Ministério Público de Mato Grosso e a Secretaria Estadual de Educação, em parceria, estão levando este tema para ser debatido dentro das escolas, abordando desde os grandes escândalos até as pequenas corrupções do dia a dia. A ideia central é orientar os alunos sobre a importância da postura ética do cidadão perante a sociedade. O desafio é promover Uma mudança cultural, porque a prática dos corruptos é  Tirar vantagem em tudo. A verdade é que as novas gerações terão papel fundamental no futuro da nação, onde a propina e o assalto aos cofres públicos cedam lugar a um país melhor pra se viver, com mais decência. Só assim será possível evitar que os ladrões de hoje acabem roubando também o futuro da nossa juventude.

Em MT, gravaram até o delator que filmou a entrega da propina

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 22/09/2017

A gravação de áudio que teoricamente poderia beneficiar o prefeito Emanuel Pinheiro, está sendo bombardeado pelo Advogado do ex-chefe de gabinete de Silval Barbosa. Délio Lins e Silva afirma que o áudio é uma fraude, foi uma armação e segundo ele pode acabar prejudicando ainda mais o prefeito da capital, delatado e filmado pelo ex-governador. De acordo com o advogado, no áudio não existiria nada de concreto indicando que o cliente dele, tenha omitido fatos e detalhes na delação firmada com a Procuradoria Geral da República.

O defensor do ex-chefe de gabinete, cita que no áudio, em nenhum momento Silvio Correa afirma que as imagens do prefeito estariam fora de contexto, pois quem menciona isso é o ex-secretário Alan Zanata, que fez a gravação. Ao final do áudio, Alan Zanata teria dito que nada aconteceria com Emanuel Pinheiro, já que ele teria o apoio da maioria da Câmara.

E ainda sobre este caso, o portal Gazeta Digital divulgou nesta sexta feira, que o prefeito de Cuiabá, pediu que seja decretado sigilo, na investigação que está no Supremo Tribunal Federal. Além do sigilo absoluto, a  defesa de Emanuel Pinheiro também solicitou que seja aberta uma investigação, se vier a ocorrer vazamento de informações. A preocupação seria com a segurança do prefeito, mas não deixa de ser um exercício de futurologia. A história desse áudio com certeza, vai ser investigada pela justiça e já tem gente apostando que a emenda pode ficar pior que o soneto.

Na grampolândia, a crise só aumenta entre os poderes

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 21/09/2017

A grampolândia Pantaneira, a escandalosa rede de escutas ilegais, continua gerando uma tensão muito grande entre poderes e instituições em Mato Grosso. Os ânimos continuam exaltados. O desembargador Orlando Perri, que é o relator do caso no Tribunal de Justiça e que agastou o secretário de Segurança com uso de tornozeleira, contrariando a posição do Ministério Público, destacando que não iria se limitar a homologar decisões.

Para Perri, Rogers Jarbas usava o cargo para praticar delitos. Já o procurador geral do Ministério Público, Mauro Curvo, garante que não existe animosidade com o Tribunal de Justiça, mas lembra que, abre aspas, temos que tomar muito cuidado com o que se faz e com o que se fala, fecha aspas. E ainda completou que o Ministério Público não escolhe a quem denuncia. Ou seja, é uma no cravo e outra na ferradura.

Pelo lado do Palácio Paiaguás, Pedro Taques decidiu bater de frente com o desembargador Orlando Perri. Disse que o magistrado está sendo parcial nas decisões que tem tomado. O governador ainda definiu o afastamento do secretário como absurda e arbitrária e que o governo dele vem sendo perseguido. Taques também admite que poderá acionar o desembargador no Conselho Nacional de Justiça. Como dá pra perceber, a crise não é pequena. E por que tanta briga? É bem simples. Ninguém, de nenhum poder ou instituição, quer ver as digitais na grampolândia pantaneira.

A tentativa de soltar Fabris e porque prenderam os conselheiros

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 20/09/2017

A Assembleia Legislativa, pelo menos por enquanto não pode decidir nada para tirar da prisão, o deputado estadual Gilmar Fabris. De acordo com o ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, ele teria sido preso, por ter fugido de pijamas no dia da operação da Polícia Federal.

O  ministro Luiz Fux, do Supremo tribunal federal, conforme destaca o jornal A Gazeta desta quarta-feira, entende que os deputados não tem autonomia para anular o decreto de prisão de Gilmar Fabris, alegando que já existe jurisprudência nesse sentido.

No entanto, a procuradoria geral da Assembleia Legislativa, informou que pretende contestar a decisão, no próprio STF, alegando que isso agride a constituição estadual. A direção do poder legislativo de Mato Grosso, diz que vai aguardar uma posição definitiva do supremo, para não correr o risco de votar pela soltura e depois essa decisão acabar sendo anulada.

O deputado Gilmar está preso no Centro de Custódia da Capital. Já sobre os afastamento dos cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, o ministro Luiz Fux, explica que a medida foi necessária, porque a investigação constatou que eles exigiam propina de forma sistemática. E ainda completou afirmando existir o risco concreto de que os agente públicos continuassem usando os cargos para enriquecer ilicitamente.

A verdade é que nos bastidores, sempre se suspeitou dessa prática. O comentário era grande por aqui. E agora a acusação, que necessita de provas, é a de que aqueles que tinham o dever de zelar pelo dinheiro público estariam metendo a mão na propina.

Com nova procuradora, Temer respira mais aliviado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 18/09/2017

O presidente Michel Temer, a princípio deve estar bem mais aliviado com a troca de comando na Procuradoria da República. Nesta segunda-feira, Rodrigo Janot deixou o cargo, mas na semana passada apresentou a nova denúncia contra o presidente, acusando-o de liderar o quiadrilhão do PMDB.

A nova procuradora assumiu com o discurso de que o povo brasileiro não tolera mais a corrupção, além de pedir harmonia entre os poderes. Ao lado dela na cerimônia de posse, estavam muitos figurões investigados pela Lava Jato. O ex-procurador Rodrigo Janot diz que não compareceu a posse, porque não foi convidado.

É preciso dizer que os poderes devem sim se relacionar de forma harmônica, mas isso não significa dar um tratamento privilegiado a autoridade investigadas, em função do cargo que ocupam. A lei deve valer pra todos, inclusive para o presidente da República. Por falar nisso, Michel Temer não deixou de cutucar o desafeto que deixou o cargo de procurador geral. No discurso, voltou a repetir a mesma ladainha de sempre, citando que sempre que os limites da constituição são ultrapassados, ocorre o crime de abuso de autoridade. Não é o que diz o relatório da Polícia Federal sobre o quadrilhão do PMDB.

A nova procuradora Raquel Dodge, afirmou que o corrupto não se deixa questionar por nada e por ninguém e que o Brasil passa por momento de depuração, mas não se referiu uma única vez a operação Lava Jato. Michel Temer, que já tinha se reunido fora da agenda com a nova procuradora, deve começar a semana uma pouquinho mais animado.

Nova denúncia acusa Michel Temer de liderar quadrilha

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 15/09/2017

Apesar de repetir de forma incansável que não tem nada a temer, a situação do ministro Blairo Maggi vai ficando cada vez mais complicada. A Policia Federal vasculhou até a casa de um banqueiro em São Paulo, por conta de uma carta fiança, encontrada na residência de Eder de Moraes, ex-secretário de Blairo, no valor de cinco milhões. Esta carta seria a garantia de um empréstimo fraudulento, para cobrir um rombo de cento e trinta milhões quando o atual ministro era o governador de Mato Grosso.

E outro que não está com a vida fácil, é o chefe de Blairo Maggi, o presidente da República. Na nova denúncia apresentada pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, Michel Temer é acusado de liderar o quadrilhão do PMDB. A suspeita é que ele liderava um esquema criminoso com vários figurões do partido e teriam que devolver pelo menos cinquenta e cinco milhões de reais aos cofres públicos, que teriam sido desviados.

De acordo com a denúncia, os peemedebistas usavam a Petrobrás, a Caixa Econômica e a Câmara dos Deputados para cometer os mais variados crimes. O presidente também é acusado de obstruir a justiça, comprando o silêncio de um doleiro, Lúcio Funaro, que agora virou delator.

Quem dava o alpiste de seiscentos mil reais, para o passarinho ficar de bico fechado, era o dono da JBS Friboi, Joesley Batista, o notório bandido, que agora está preso. E diante de tudo isso, o Palácio do Planalto, ainda diz que os facínoras, que são os delatores, estão roubando a verdade. O fato é que os corruptos de Brasília estavam assaltando os cofres públicos, destruindo o futuro da nação e matando a esperança de milhões de brasileiros.

Delação monstruosa de Silval vira uma operação infernal

Comentário: Jornal do Meio Dia/ Record TV – 14/09/2017

O ministro Luiz Fux, que é o relator no Supremo Tribunal Federal da colaboração premiada de Silval Barbosa, tinha definido o caso como uma delação monstruosa. Mas ela também pode ser chamada de delação infernal e daqui um pouco você vai entender por quê.

A operação da Polícia Federal é um verdadeiro tsunami no canário político de Mato Grosso. Os alvos principais foram o ministro Blairo Maggi, o prefeito da capital, Emanuel Pinheiro, 15 deputados estaduais e cinco conselheiros do Tribunal de Contas, que inclusive já foram afastados.

A operação foi batizada pela Polícia Federal com o nome de Malebolge. O significado está na obra do escritor italiano Dante Açighieri, escrita no século catorze e que se divide em três partes: inferno, purgatório e paraíso. A obra descreve Malebolge como o oitavo círculo do inferno, que é dividido em dez vales circulares e no centro desse campo maligno há um poço muito largo e profundo. Os dez vales que compõem o oitavo círculo do inferno, também são chamados de fossos, de uma profundidade infinita, onde são punidos os diversos pecados. É para o quinto fosso do Malebolge, que são levados os ladrões da coisa pública. Lá, os corruptos são mergulhados em um lago de piche fervente. Deve ser pra lembrar que roubaram o asfalto. O sexto fosso seria reservado a turma dos hipócritas, que são vestidos em pesadas capas de chumbo preto. No sétimo, estão os ladrões, que são desintegrados pelas picadas de serpentes venenosas. Os falsparios vão para o décimo fosso, punidos com feridas fétidas e doenças graves. No oitavo fosso, os pecadores têm
que enfrentar as chamas e padecem ardendo no fogo. Na divina comédia, este é o castigo para os maus conselheiros.

Então fica assim. Baseado no oitavo círculo do inferno de Dante, a delação monstruosa de Silval acabou gerando uma operação infernal.

A farsa da CPI para investigar as negociatas da JBS

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 13/09/2017

Depois da prisão de Joesley, o notório bandido, no final de semana, nesta quarta-feira, foi a vez do irmão dele, Wesley Batista ir para a cadeia. E em Brasília, o desespero é para tentar blindar, proteger o presidente Michel Temer das graves acusações que pesam contra ele. A comissão mista parlamentar de inquérito, para investigar as negociatas do BNDES com o grupo JBS, está se revelando uma grande farsa, mais um deboche com a sociedade.

Escolheram como relator o deputado Carlos Marun, do PMDB de Mato Grosso do Sul, que é um fiel escudeiro de Michel Temer, é da tropa de choque do presidente a CPI não vai apurar absolutamente nada, a não ser jogar a sujeira embaixo do tapete. Dos trinta e quatro integrantes da CPI, oito receberam doações da JBS, inclusive o relator Carlos Marun, que também já atuou de forma ferrenha, na defesa de Eduardo Cunha, antes dele ser cassado e depois preso na operação Lava Jato.

E também tem gente aqui de Mato Grosso na caderneta de doações da JBS. O deputado Vitório Galli recebeu trinta mil reais. Já o senador Wellington Fagundes foi bem mais valorizado. Recebeu da turma da picanha um milhão de reais. Por causa da farsa que foi montada na CPI, dois senadores já abandonaram a comissão, para não legitimar essa vergonha. Existem raras e honrosas exceções, mas o fato é que Brasília se transformou num depósito de corruptos, que não fazem outra coisa a não ser tentar fugir da justiça, para não responderem pelos crimes que cometeram.

A verdade é que a grande maioria das CPIs nunca dão em nada. Pior do que isso. Acabam sendo usadas como instrumento de chantagem. Mas tem um detalhe. Quem não quiser ser denunciado, tem que pagar o preço da impunidade. E a moeda eles conhecem muito  bem, é a famosa e nojenta propina.

PF suspeita que Temer integrava “quadrilhão do PMDB”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 12/09/2017

O presidente da República, Michel Temer, tinha poder de decisão no quadrilhão do PMDB. É o que diz um relatório da Polícia Federal, enviado ao Supremo Tribunal Federal, no inquérito que apura uma provável rede criminosa que seria formada por integrantes do partido na Câmara dos Deputados.

De acordo com as investigações, Michel Temer pode ter recebido vantagens superiores a trinta milhões de reais, só que ele nega tudo. As conclusões da Polícia Federal poderão servir para o procurador geral da República, Rodrigo Janot, se ele decidir apresentar uma nova denúncia contra o presidente da República. O citado inquérito foi batizado com o sugestivo nome de Quadrilhão do PMDB e envolve figurões do partido, entre eles, o atual ministro da casa civil, Eliseu Padilha e os ex-deputados Gedel Vieira Lima, que está preso e ainda Eduardo Cunha, que atualmente é hóspede do juiz Sérgio Moro lá em Curitiba. Pela investigação, é apontado que Michel Temer tinha poder de decisão neste suposto grupo criminoso, seja indicando cargos estratégicos ou articulando com empresários que participavam do esquema, o recebimento de propina, disfarçada de doação eleitoral.

A Polícia  Federal explica que toda organização criminosa tem divisão de tarefas e informa que o presidente se utilizava de terceiros, para executar ações, que tinham seu controle e conhecimento. O exemplo citado foi a mala com quinhentos mil reais entregue pela turma da JBS Friboi, ao ex-deputado, Rocha Lourdes, ex-assessor e amigo de Michel Temer. O inquérito aponta em relação ao presidente, os crimes de corrupção passiva, obstrução de justiça, doações via caixa dois e lavagem de dinheiro. A justiça ainda vai analisar a denúncia, mas o fato é que o poder está podre e os figurões da República emporcalharam o país.

Com prisão de Joesley Batista, delação pode ser revista

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 11/09/2017

O notório bandido, como a classe política o apelidou, Joesley Batista, o dono da JBS Friboi, que estava livre, leve e solto, agora está na cadeia. A prisão foi determinada pelo relator da operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, a pedido do procurador geral da República, Rodrigo Junot. O ministro Edson Fachin, do STF, tomou cuidados excessivos, uma espécie de tratamento vip, para o dono da JBS. Orientou a polícia federal para que a prisão fosse feita com a máxima discrição, sem usar algemas e que não agissem com ostensividade.

Pois é, por aqui os bandidos poderosos, que são milionários, ainda tem direito a um tratamento vip, só faltou mesmo o tapete vermelho. E isso só serve pra deixar a opinião pública ainda mais indignada do que já está com os ladrões que arrombaram os cofres da República.

Junto com Joesley Batista, foi preso também o executivo Ricardo Saud, e a suspeita é de que teriam violando o acordo de delação premiada. Além disso, existem indícios fortes de que o braço direito de Rodrigo Junot, até há pouco tempo, Marcelo Muller, orientou a delação dos donos da JBS, quando ainda era procurador da república e agora atua como seu advogado de defesa. Se for comprovado isso, no mínimo, a ética foi para a lixo.A prisão de Marcelo Muller também foi pedida, mas foi negada.

E as acusações contra a JBS continuam e uma delas envolve um caso aqui de Mato Grosso. Para desbloquear setenta e três milhões, aqui no Estado, a denúncia é que a decisão judicial de um ministro do Superior Tribunal de Justiça, foi comprada pelos donos da JBS. A delação premiada de Joesley Batista, pode até ser revista e já tem muito político fazendo festa, inclusive lá no Palácio do Planalto, comemorando a prisão do que eles chamam de notório bandido. Mas  que antes  era o mocinho da propina.

Repasse suspeito à Câmara de Cuiabá é suspenso pela Justiça

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 08/09/2017

A justiça suspendeu o repasse de quase sete milhões de reais que a Prefeitura de Cuiabá tinha feito a Câmara Municipal. A decisão foi do juiz Luiz Aparecido Bortolussi, ao analisar duas ações, uma do advogado Valfran dos anjos e outra do vereador Felipe Welaton, do Partido Verde. O repasse de seis milhões e setecentos mil reais havia sido feito um dia depois dos vereadores não aprovarem uma CPI para investigar o prefeito Emanuel Pinheiro.

Se a decisão for descumprida, a multa estipulada é de quinhentos mil reais. A suspeita levantada pelos autores das duas ações, é que o repasse feito pela prefeitura, seria uma forma de recompensa pela não aprovação da CPI. O entendimento é o de que isso coloca em risco a credibilidade de Câmara Municipal de Cuiabá.

A decisão judicial de suspender o repasse é positiva, até para que se explique melhor essa situação, num momento em que denúncias da maior gravidade surgiram na delação premiada de Silval Barbosa, mostrando inclusive imagens que rodaram o mundo, deixando muitos políticos em situação extremamente delicada e até agora. As poucas explicações que foram dadas, não conseguem convencer a opinião pública, que está indignada com tudo isso.

Para o titular de uma das ações, o decreto de repasse de dinheiro à Câmara, constitui em uma afronta à moralidade da administração pública, ofensa à sociedade e desrespeito ao cidadão. O que a Prefeitura e a Câmara precisam fazer depois dessa decisão, é demonstrar que não houve ilegalidade e nem imoralidade, nesse episódio que levanta suspeitas fortes de troca de favores, o famoso toma lá, dá cá. E isso a sociedade não aguenta mais.

Juíza diz que delação de Silval Barbosa e família foi muito premiada

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 04/09/2017

As penalidades impostas a Silval Barbosa, em função da delação premiada, foram brandas demais. O acordo feito na justiça, foi muito bom para o ex-governador, menos para a sociedade. A opinião é da juíza Selma Rosane de Arruda, da Sétima Vara Criminal, que chegou a decretar cinco prisões preventivas contra Silval Barbosa. Como ele não voltará mais para a cadeia, a magistrada entende que foi injusta a dosagem da prisão e que o valor estipulado para ser devolvido, cerca de oitenta milhões, foi muito pouco, em relação a tudo que foi desviado dos cofres públicos. O desvio, segundo cálculo feito na esfera judicial, teria sido de um bilhão de reais.

A juíza Selma Arruda acredita que novos fatos poderão surgir, porque o esquema de corrupção teria sido ainda mais escandaloso e que aquilo que foi divulgado, seria apenas uma parte da roubalheira que se praticou aqui no Estado nos últimos anos. Desta forma, a delação premiada foi mias um grande negócio para o ex-governador.

E esse mega escândalo de Mato Grosso, voltou a ser destaque nesse fim de semana na imprensa nacional. O jornal O Globo publicou uma reportagem nesse domingo, mostrando que Silval Barbosa, montou um enorme esquema de corrupção familiar, já que além dele, também são delatores, a esposa Roseli Barbosa, o filho Rodrigo Barbosa e o irmão do ex-governador, Antonio Barbosa. A reportagem cita que o patrimônio dos Barbosa, é estimado em bilhões de reais. E é por causa disso, que a opinião pública se revolta, porque não aceita que diante de tantos crimes, a delação tenha sido tão premiada.

Quem recebeu propina, pode permanecer num cargo público?

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 29/08/2017

Políticos denunciados por Silval não conseguem se explicar

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 28/08/2017

A delação escandalosa de Silval Barbosa, que revolta e causa indignação pelo nível de corrupção que tomou conta do Estado, também continua expondo a maioria dos políticos de Mato Grosso a um vexame nacional. Depois que o Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo do processo, as denúncias que surgem , uma atrás da outra, revelam que a podridão que a podridão que se espalhou em todos os setores do poder público é algo assustador, quase inacreditável. O esquema criminoso que pagava as dívidas de políticos era tão grande, que foram necessários dez operadores para administrar a fábrica de propina.

Uma dessas denúncias envolve o atual vice-governador, Carlos Fávaro, que teria procurado Silval barbosa, para que concedesse incentivo fiscal para uma empresa. Desta forma, Fávaro conseguiria receber um milhão de reais, que havia emprestado em 2010, para o atual secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.

Outra revelação de Silval Barbosa na delação premiada, é que em 2015, a eleição para presidente e primeiro secretário da Assembleia Legislativa, custou aos cofres públicos dezesseis milhões de reais. Todo esse dinheiro, teria sido usado para comprar os votos dos deputados. Se isso for comprovado, teremos que admitir, que por aqui não se compra apenas vaga de conselheiro do Tribunal de Contas. Por falar nisso, o ex-governador e agora delator, também confessou que teve que assinar trinta e seis promissórias, para garantir uma propina de 53 milhões de reais para cinco conselheiros. Pelo visto, Silval só não precisou assinar nada, quando emprestou do deputado Oscar Bezerra, mais de quinhentos mil reais. Isso que é confiança.

Depois de tanta coisa feia, depois que essa turma emporcalhou mato grosso, o que a sociedade está aguardando,  é o que vai acontecer com todos aqueles que foram acusados de se lambuzar com dinheiro sujo. E agora o ex-governador, que não voltará mais para a cadeia, o que é algo questionável, sem dúvida, hoje é a figura mais odiada por quem recebeu propina na sacolinha.

Políticos insistem que dinheiro de Silval não era propina

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 25/08/2017

As denúncias feitas na delação monstruosa de Silval Barbosa são de extrema gravidade e as imagens que estão sendo mostradas são altamente comprometedoras. Os políticos aparecem nos vídeos recebendo dinheiro vivo em sacola, mala, bolsa, caixa de papelão e no bolso do paletó. A sociedade está exigindo explicações e a OAB de Mato Grosso se manifestou no sentido de acabar com o sigilo imposto pela justiça, por entender que o Estado vive um momento de deprimente degradação moral.

Os acusados até aqui se defendem, afirmando que não tem culpa de nada, que não fizeram nada errado. Os conselheiros do Tribunal de Contas acusados de receber mais de 50 milhões de reais, dizem que a relação com Silval era puramente institucional. O senador Wellington Fagundes, que segundo a delação cobrava propina de três a quatro por cento, afirma que vai se posicionar quando tiver acesso a denúncia. Silval diz que Pedro Taques, Blairo Maggi e o senador Wellington, tentaram demovê-lo da delação. Todos negam a acusação e taques destaca que o ex-governador é inimigo dele. Para os deputados estaduais, o famoso mensalinho nunca existiu.

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, destacou que a divulgação do vídeo foi deturpada e que estava surpreso e indignado, mas que no momento certo vai se manifestar, inclusive por recomendação dos seus advogados. O deputado Oscar Bezerra, acusado por Silval de cobrar uma propina de dez milhões, disse que o dinheiro que a esposa dele, Luciane Bezerra, aparece colocando na bolsa, era de uma dívida de Silval, por causa de um empréstimo que teria sido feito ao ex-governador. Interessante é que quem estava pagando a conta era o chefe de gabinete de Silval Barbosa.

O fato é que a denúncia é mesmo monstruosa e as imagens dos vídeos criaram revolta na sociedade. O que Silval está denunciando é que existiam quadrilhas em todos os setores e o que os acusados têm que responder agora, é que nada do que foi mostrado era corrupção e o dinheiro que receberam não era a nojenta propina. Só que pegar dinheiro vivo dentro do Palácio do Governo, dizendo que era pagamento de empréstimo, é abusar demais da sua inteligência.

Silval acusa homens públicos de agirem como bandidos

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 24/08/2017

As revelações que estão sendo divulgadas diariamente e que fazem parte da delação monstruosa de Silval Barbosa, são realmente assustadoras. É um verdadeiro tsunami na política de Mato Grosso.

A sociedade fica cada vez mais indignada, porque nem as mentes mais criativas conseguiriam imaginar que a sujeira fosse tão grande. Tudo que estamos assistindo só comprova mais uma vez que a roubalheira era uma prática rotineira. São crimes e mais crimes. A impressão que se tem é que muitos dos homens públicos, que nem merecem esse título, tinham como principal tarefa criar situações para enfiar a mão no dinheiro público, sem dó, nem piedade. É de arrepiar, ou melhor, é de dar nojo toda essa indecência. É uma pilantragem, atrás da outra, a podridão provoca um mau cheiro insuportável. Os corruptos estavam espalhados em todos os setores e o que é mais revoltante, eram eles que dirigiam e governavam Mato Grosso, instalados nos mais altos cargos da estrutura pública do Estado. A propina era a moeda circulante em toda essa bandalheira.

A delação de Silval Barbosa, ainda está sob sigilo judicial, mas o que se informa é que existem provas do que está sendo denunciado. Já vimos de tudo um pouco e vem muito mais por aí. Deputados que foram eleitos para representar a sociedade, recebiam oitenta mil reais por mês de um tal de mensalinho, para apoiar o governo de plantão é algo ultrajante, é coisa de gente que não respeita a confiança do eleitor. É um verdadeiro deboche.

E essa lama não estava só no legislativo. Nos bastidores, se fala abertamente que a sujeira também atingiu integrantes do Poder Judiciário e conselheiros do Tribunal de Contas, que teriam recebido de forma ilícita cinquenta milhões de reais o dinheiro roubado quando não estava em sacolas, ia parar no banheiro ou no gabinete dos bacanas. E até CPI que foi criada para investigar corrupção é acusada de cobrar propina, pra livrar a cara de quem roubou. Se tudo o que está sendo revelado acabar se confirmando, a falta de vergonha é tanta que vai faltar óleo de peroba.

As denúncias de Silval e a história do retrovisor comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 23/08/2017

A globo afirma que o ex-governador Silval Barbosa, fez acordo com Pedro Taques, na campanha de 2014 ao Governo do Estado. A in formação foi divulgada pela emissora que retransmite a Rede Globo em Mato Grosso. O acordo seria para que o atual governador, caso fosse eleito, não investigasse o governo anterior.

De acordo com a delação de Silval a Procuradoria Geral da República,  a proposta do acordo teria sido feita pelo ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes. Mas o ex-governador pra concordar, teria exigido um encontro pessoal com Pedro Taques.

A Globo divulgou que a reunião ocorreu e que dela participaram além de Taques e Silval, o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, na casa do ex-prefeito da capital. E mais. Numa outra ocasião, Mauro Mendes teria pedido a Silval Barbosa vinte milhões de reais, para garantir o acordo de que ele não seria investigado pelo atual governo. Blairo maggi desmentiu que tenha participado de qualquer reunião desse tipo.

Na reunião, segundo o ex-governador, Taques teria dito que não iria olhar no retrovisor. Em nota a imprensa, o gabinete de Comunicação do governo estadual, informou que o primeiro decreto do governador, foi suspender os pagamentos e auditar todos os contratos da gestão anterior. Na nota, a denúncia é definida como leviandade criminosa e que a delação estaria sendo usada para uma vingança pessoal ou algum tipo de comércio com outros interesses. As denúncias na delação premiada, merecem ser investigadas, mas o delator tem também que apresentar provas ou pelo menos evidências que possam comprovar as acusações. E não custa lembrar, para ser fiel aos fatos, que uma crítica que sempre foi feita ao atual governo, é a de que estavam olhando demais no retrovisor, além do que se atribuía a Pedro Taques as ações do Ministério Público contra o ex-governador. São as duas faces de uma mesma história e agora vai caber a justiça o importante papel de mostrar a opinião pública de que lado está a verdade.

Justiça de MT avalia liberar informações protegida pelo sigilo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 22/08/2017

O Tribunal de Justiça emite sinais, de que pode liberar informações fiscais relacionadas as exportações de Mato Grosso, ligadas principalmente ao setor do agronegócio. Quem solicitou os dados foi o Tribunal de Contas do Estado, por desconfiar que pode existir a ocorrência de fraudes bilionárias em relação ao recolhimento do ICMS. A suspeita é de sonegação de impostos.

A decisão judicial foi dar continuidade a ação do TCE, que num primeiro momento havia sido negada. A Secretaria Estadual de Fazenda alega que não poderia liberar as informações, porque elas estariam protegidas pelo sigilo fiscal. Os desembargadores ainda não decidiram liberar os dados solicitados pelo tribunal de contas, mas a ação terá prosseguimento normal até que se decida o mérito da questão.

O desembargador Márcio Vidal, que participou do julgamento, afirmou que apesar da lei, garantir o sigilo contábil e fiscal das empresas, o interesse público sempre deve prevalecer. O magistrado entende que em casos excepcionais, quando existirem dúvidas, as informações deveriam sim ser liberadas, para que pudessem ser auditadas pelos órgãos que tem a missão de fiscalizar. O entendimento até aqui do judiciário é o de que a garantia do sigilo não pode acabar beneficiando grandes empresários, quando a suspeita é de sonegação de impostos.

Repasse aos Poderes em MT é um dos mais altos do país

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 21/08/2017

Mato Grosso está no topo da lista, quando o assunto é o repasse de dinheiro público para os poderes e instituições do Estado. É o que revela um estudo do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento e que se refere ao ano de 2016, em todo país. Mato Grosso repassou quase trinta por cento de tudo que arrecadou para os poderes, incluindo-se aí Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público e Tribunal de Contas. Em relação ao Poder Judiciário, o estado ficou na quarta posição, tendo repassado mais de doze por cento do total do orçamento. O resultado só foi melhor que Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Maranhão. O valor do repasse para o Ministério Público tem um resultado ainda pior.

Mato Grosso ocupou o terceiro lugar, quando comparado ao resto do país. Nesse ranking, só gastaram mais os Estados do Pará e do Amapá. No caso da Assembleia Legislativa, o Estado está na quarta colocação entre aqueles que mais repassam dinheiro público. Só ganha do Piauí, Amapá e Roraima. Mas no grande destaque desta pesquisa, o título de campeão fixou para o Tribunal de Contas do Estado, que recebeu quase cinco por cento de todo orçamento anual do Estado. A média nacional dos repasses aos Tribunais de Contas é pouca coisa superior a dois por cento.

Em Mato Grosso, o percentual repassado foi maior que o dobro. Todos estes poderes e instituições, são vitais para a sociedade, mas estão custando caro demais. É possível cortar os excessos, reduzir as despesas e diminuir os privilégios. Ninguém gosta de perder dinheiro, só que aqui não dá pra esquecer, que o dinheiro é público.

Deputado vira réu em ação que apura desvio de dinheiro público

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 18/08/2017

As novas revelações da operação Convescote, que investiga um esquema de desvio de milhões de reais em, dinheiro público e que envolve a suspeita de consultorias fantasmas por conta de um contrato milionário, entre a Assembleia Legislativa na gestão passada e a Faespé, a Fundação de Pesquisa do Ensino Superior, que é ligada a Unemat.

Numa delação premiada ao Ministério Público, um empresário confessou que repassou propina para dois ex-secretários da Assembleia, além de ter emitido quase quinhentos mil reais em notas frias. O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado também denunciou o atual deputado Adriano Silva, porque  a investigação se refere ao período em que o parlamentar era reitor da Unemat.

A atual reitora da Universidade do Estado de Mato Grosso, demitiu o diretor da fundação, que foi filmado num hotel de Cuiabá, um dia depois da deflagração da operação, onde manteve um encontro com dois deputados. O Ministério Público na operação Convescote já  denunciou vinte e duas pessoas. Até aqui, já estaria comprovado o desvio de três milhões de reais. Mas existem suspeitas de que o rombo nos cofres públicos pode ser bem maior.

Neste esquema de consultorias fantasmas, podem ter sido desviados mais de quarenta milhões de reais. Se esse número se confirmar, o Convescote não foi só um piquenique, uma festinha entre amigos. Foi um banquete regado a dinheiro público, uma farra milionária.

Mais da metade de juízes recebem acima do teto

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 17/08/2017

Quase setenta por cento dos juízes e desembargadores de Mato Grosso, estão recebendo salários acima do teto que é estabelecido pela constituição. O valor máximo seria de trinta e três mil e setecentos reais, que é o que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal. Mas a grande maioria está recebendo muito mais do que isso, desrespeitando a própria lei.

A explicação do Tribunal de Justiça é que isso ocorre porque incorporam pagamentos de vantagens e de benefícios. Tem auxílio pra tudo quer você pensar. São os famosos penduricalhos e privilégios, que não poderiam existir mais. E isso se espalha em todos os outros poderes e instituições. E é isso que explica porque é tão caro manter funcionando a estrutura pública, que é bancada pela sociedade.

E o que chama mais a atenção neste caso, é que quem tem a missão de fazer cumprir a lei, é exatamente o Poder Judiciário. E são eles que estão atropelando a legalidade. O fato é que ninguém pode receber acima do teto constitucional. E ponto. Tentar justificar de outra forma os valores milionários que foram pagos é tentar tapar o solo com a peneira. Até o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, que é o relator da delação de Silval Barbosa, manifestou sua indignação com os valores astronômicos recebidos pelos magistrados de Mato Grosso. E já anunciou a providência que vai tomar em breve. O ministro pretende convocar o colégio de presidentes dos Tribunais de Justiça, porque na opinião dele se tem uma instituição que deve dar exemplo, é o judiciário.

E é por causa de tantos privilégios de uma pequena elite, que ainda não se chegou a um acordo aqui em Mato Grosso, sobre a PEC do Teto de gastos. Todos os poderes tem gordura pra queimar, mas parece que vivem num outro mundo, onde não tem crise, como se fosse uma ilha da fantasia.

CNJ manda suspender pagamentos milionários a juízes de MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 16/08/2017

O pessoal da toga aqui no estado ficou numa saia justa. O Conselho Nacional de Justiça decidiu suspender todos os pagamentos dos supersalários aos juízes de Mato Grosso. A decisão do corregedor do CNJ, João Otávio Noronha, na prática desmente o que foi dito pelo Tribunal de Justiça e pela Associação dos Magistrados do Estado de que estes valores milionários tinham sido autorizados e que estava tudo dentro da mais perfeita legalidade.

A autorização que existia era para o caso específico de uma única juíza no valor de vinte e nove mil reais. Só que aí o poder judiciário estadual resolveu pegar uma carona e estender os pagamentos a todos os magistrados. E esta não é a primeira vez que o Conselho Nacional de justiça determinou a suspensão destes pagamentos milionários.

Só computando aqueles que receberam mais de cem mil reais, no mês de julho, foram pagos mais de dezenove milhões de reais a oitenta e quatro privilegiados, sendo oitenta juízes e quatro desembargadores. E o que o CNJ está exigindo agora é que tudo isso seja muito bem explicado e esclarecido. Também deve se destacar a posição da Associação Estadual dos Magistrados, quando diz que o tribunal de justiça pagou esses quase vinte milhões com recursos do seu próprio orçamento. Pelo visto, parece que dinheiro não tem sido problema por lá.

O campeão destes contra cheques astronômicos é um juiz lá de Sinop, Mirko Gianotti, com mais de quinhentos mil reais. Para ele, está tudo legal e chegou a dizer não tô nem aí. A fortuna que foi paga num único mês, inclusive o meio milhão de reais para o juiz Mirko, está fazendo o Poder Judiciário de Mato Grosso pagar um verdadeiro mico.

84 magistrados receberam só em julho mais de 19 milhões

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 15/08/2017

Mais de sessenta milhões de brasileiros não estão conseguindo pagar suas contas, em função do desemprego e da enorme crise financeira do país. Mas não é pra todo mundo que o mar não está pra peixe. Tem gente nadando de braçada.

Aqui em Mato Grosso, oitenta e quatro magistrados, juízes e desembargadores só no mês de julho receberam no total quase vinte milhões de reais. Nessa lista, só está computado quem recebeu mais de cem mil reais. Doze magistrados receberam mais de duzentos mil reais. Outros dez receberam mais de trezentos mil reais. Outros nove num único mês engordaram a conta bancária com mais de 400 mil reais. O grande campeão recebeu meio milhão, mais de quinhentos e três mil reais. Todos esses valores não se referem ao salário mensal dos magistrados. Eles estão sendo remunerados pelos benefícios que vão se acumulando ao longo dos anos na carreira profissional. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso informou que nos próximos dias irá se posicionar para detalhar a origem desses altíssimos valores pagos a juízes e desembargadores, mas já adiantou que todos os pagamentos são legais e estão resguardados pelo próprio Conselho Nacional de Justiça.

Mas o que se discute aqui não é a legalidade. O que a opinião pública tem todo o direito de questionar é se isso não é injusto demais, principalmente quando os beneficiados tem a missão dentro da sociedade, de promover a justiça. É justo que uma pequena elite receba uma montanha de dinheiro, enquanto milhões de pessoas passam necessidades, vivendo praticamente na miséria? Tudo que foi pago a esses 84 magistrados pode estar dentro da mais perfeita legalidade. Porém, isso é fruto daqueles famosos penduricalhos, que são conhecidos como privilégios. E pra se fazer justiça, essa mordomia não está apenas no judiciário. Nos outros poderes, essa elite também está presente, vivendo no bem bom e bancada pelo dinheiro público. É justo isso?

Governo deve aumentar impostos para cobrir rombo nas contas públicas

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 14/08/2017

Aumenta o rombo nas contas do Governo Federal. O buraco vai ficar ainda mais fundo. Estava em cento e trinta e nove bilhões e vai subir para cento e cinquenta e nove bilhões. E esta revisão da meta fiscal em vinte bilhões, poderá atingir em cheio os servidores públicos federais. O que está sendo discutido é o adiamento do reajuste da categoria de 2018 para 2019. Com isso, a economia seria de quase dez bilhões de reais. E além de não ter o reajuste no salário, o desconto da previdência poderá subir de onze para catorze por cento.

O Governo Federal, na semana passada desistiu de aumentar o imposto de renda, mas analisa a possibilidade de aumentar outros tributos. No final, é sempre a sociedade que acaba pagando a conta desse enorme desajuste na economia do país. E a opinião pública fica indignada porque sabe que tudo isso foi causado pelos escândalos de corrupção, que resultaram nesta gigantesca crise ética e moral.

Temos um governo fraco, sem credibilidade, que só se sustenta na base de emendas, cargas e troca de favores e onde a maioria dos nossos dirigentes são reféns da operação Lava Jato.

O presidente Michel Temer chega ao ponto de querer impedir que o procurador geral da República apresente uma nova denúncia contra ele. Inclusive recebeu a nova procuradora da República, durante a noite e fora da agenda, para tentar levar a posse dela para o Palácio do Planalto, no mês que vem. Como a imprensa descobriu, voltaram atrás. Ainda bem, porque a posse da nova procuradora da República no Palácio do Planalto, no território do presidente Michel Temer, a mensagem para o público poderia ser resumida em cinco palavras: daqui pra frente, tamo junto. E a crise só aumenta porque a batalha diária dos políticos é encontrar um jeito de detonar a Lava Jato.

Governador vai liberar emendas e deputados prometem apoio

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 11/08/2017

O governador Pedro Taques, admite pela primeira vez, que é sim candidato a reeleição. Foi durante uma reunião com os deputados que fazem parte da sua base de apoio na Assembleia Legislativa. Mas o encontro foi marcado porque a maioria dos parlamentares estaria insatisfeita  com o governo, que não estaria cumprindo o que combinou com a bancada governista. A principal reclamação dizia respeito a liberação das famosas emendas parlamentares. A pendência que existe hoje está em torno de cento e trinta milhões. Os deputados saíram um pouco mais calmos da reunião, porque foi assumido o compromisso pelo governador, que apresentou inclusive um cronograma de pagamento. Seriam liberados dez milhões mensais já a partir desse mês de agosto.

Os deputados reclamam que sem esse dinheiro ficam muito mal com as suas bases eleitorais, deixando de realizar ações importantes nos municípios. Só o que se lamenta é que Mato Grosso tem problemas bem mais urgentes para serem resolvidos, como o do caos na saúde, que ainda permanece sem solução. E esse assunto, parece que não teve a atenção que merecia nessa reunião do governador com os deputados, que chegaram a receber um esboço do projeto do teto de gastos, que ainda não chegou ao poder legislativo.

É que falta chegar a um acordo com os outros poderes, que insistem em não cortar gorduras e privilégios. O presidente da Assembleia, Eduardo Botelho, diz que a conversa foi bem razoável e amistosa, que os deputados vão trabalhar para ajudar o Estado e que ficou aberta a possibilidade de seguirem juntos rumo a reeleição de Pedro Taques. Como se vê, as emendas parlamentares operam verdadeiros milagres. Agora só é preciso saber se as promessas são eternas ou se elas têm prazo de validade.

STF homologa a delação de Silval, mas mantém sigilo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 10/08/2017

O tempo vai esquentar e muito no meio político de Mato Grosso nos próximos dias. É que foi homologada nesta quarta-feira pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, a delação premiada e monstruosa do ex-governador Silval Barbosa. Em função disso, novas operações policiais deverão ser desencadeadas. Por enquanto, o conteúdo do que foi delatado, permanece ainda sob sigilo de justiça.

Pelo que já foi divulgado até aqui pela imprensa nacional,as revelações do ex-governador tem potencial suficiente para abalar as principais instituições do Estado. Envolvem deputados estaduais, senadores, deputados federais, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado e muito provavelmente o ministro da Agricultura e também senador, Blairo Maggi. Existiriam inclusive vídeos provando a distribuição de propina para muitas autoridades. A partir do momento, que o sigilo for derrubado, será possível conhecer em detalhes, como agiu a organização criminosa que vinha assaltando com mão grande, os cofres públicos aqui do Estado. O esquema gigantesco de corrupção era sistêmico, estava em todos os setores e se alastrou como uma doença maligna.

A delação de Silval Barbosa é assustadora porque vai mostrar que a podridão estava esparramada em todos os setores que tinham poder de comando na estrutura política de Mato Grosso. A roubalheira no VLT, que veio a tona nesta semana, é apenas um exemplo do que está vindo por aí. Só neste caso, a delação de Silval Barbosa tem cento e vinte e cinco páginas de pura sujeira. Em todas as delações, que deverão ser conhecidas em breve, os mestres e doutores em corrupção, vão aparecer confessando com todas as letras, como funcionava o esquema criminoso para enfiar a mão no dinheiro público. É por isso que já disseram que aquilo que fizeram por aqui só perde mesmo para a lava jato. E ser vice campeão na corrupção é algo vergonhoso demais.

O escandaloso VLT agora descarrilou de vez

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 09/08/2017

O trenzinho elétrico, o empacado VLT, que já disseram ser um dos maiores escândalos da história de Mato Grosso, agora parece que descarrilou de vez.  É que a operação da Policia Federal, desencadeada nesta quarta-feira, que foi batizada de Descarrilho, vai criar ainda mais dificuldades para esta situação que já é complicadíssima.

 A obra que já torrou mais de um bilhão de reais de dinheiro público, está paralisada há quase três anos. É mais um problema para a tentativa de acordo na justiça, para que os trabalhos do VLT possam ser retomados. Antes eram suspeitas, mas agora com a ação da polícia e do Ministério Público Federal, surgiram evidências fortes de vários crimes, entre eles corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Um dos alvos da operação é alguém que ficou famoso, como secretário da Secopa, Maurício Guimarães, aquele que jurava em frente às câmeras de televisão, que o VLT estaria pronto em março de 2014, antes da copa do mundo em Cuiabá.

Para o Governo do Estado, a notícia boa é que esta investigação fortalece o discurso da atual administração, que sempre disse não aceitar que a sujeira ficasse embaixo dos trilhos. A notícia ruim, é que como existe uma suspeita forte de propina desde a licitação e se estendendo para o período de execução das obras no governo anterior, o acordo judicial que vem sendo discutido, praticamente vai por água abaixo.

Afinal, como é que a justiça irá homologar um acordo com o consórcio responsável pela obra, com tanta suspeita de corrupção com o dinheiro público. E o nome da operação diz tudo. Descarrilho. O que começa mal nunca termina bem. O VLT, mesmo inacabado, descarrilou de vez.

Políticos se explicam sobre a temida delação de Silval

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 08/08/2017

Nos grampos ilegais, continua “a guerra” entre os poderes

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 07/08/2017

Surge mais uma denúncia grave no escândalo que foi batizado de grampolândia pantaneira. Um grupo teria atuado para fabricar chips com o objetivo de desviar para terminais clandestinos o esquema de escutas ilegais que foi implantado em Mato Grosso. As informações fariam parte de um relatório da operadora claro. A solicitação do relatório foi feita pelo coronel, que é o responsável pelo inquérito policial militar. Os chips eram cadastrados em nome de pessoas, que nem sabiam que estavam sendo usadas pelos autores da prática criminosa. Foram usados nomes de quem não tem antecedentes criminais e também de quem já teve passagem pela polícia ou responde a ações na justiça.  Entre as instituições que investigam e ao mesmo tempo são investigadas, a confusão continua grande.

O promotor Roberto Turim, da Associação do Ministério Público, insiste que a apuração se transformou numa guerra entre as instituições, uma guerra de vaidades, especialmente entre o Tribunal de Justiça, a OAB e o próprio Ministério Público. O promotor fala em constrangimento desnecessário, criticando a postura do poder judiciário, principalmente os desembargadores. E tudo ainda ficou mais tenso com a prisão do ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, na última sexta-feira.

Um dia depois, no sábado, o governador Pedro Taques fez um discurso duro, questionando os órgãos de controle e fiscalização de Mato Grosso. Perguntou onde estava às autoridades que deixaram o estado ser roubado no governo anterior. E indagou. Abre aspas. Hoje temos valentões que foram incompetentes, omissos, submissos ou coniventes. Onde estavam que não viram isso? Fecha aspas. E Pedro Taques ainda receitou óleo de peroba aos críticos. O clima esquentou e a impressão é de que existe uma guerra em campo aberto envolvendo os altos escalões de todos os poderes. E o estrago não deve ser pequeno, porque é briga de gente grande.

Delação de Silval deverá ser um “tsunami” para os figurões da política

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 04/08/2017

A delação monstruosa de Silval Barbosa. Numa reportagem que foi publicada nesta sexta feira pelo Jornal Folha de São Paulo, as revelações do ex-governador, estão implicando figuras ilustres do cenário político de Mato Grosso. E não é pouca gente. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, está sendo acusado de participar da montagem de um esquema que liberou dinheiro de precatórios para comprar apoio de parlamentares. O acordo de colaboração premiada já foi assinada há mais de dois meses e aguarda ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal.

Também foram alvo das denúncias de Silval Barbosa, os senadores Cidinho Santos e Wellington Fagundes, que teriam recebido recursos ilícitos, ou seja, dinheiro sujo. E não para por aí. O ex-governador também envolveu pelo menos três deputados federais que estão no exercício do mandato, mas que ainda não estão identificados, além de pagamentos ilegais a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado.

Silval Barbosa ainda confessou a existência de um mensalinho no governo dele, onde deputados estaduais eram pagos para apoiar a gestão do peemedebista. Os valores seriam em torno de oitenta mil reais para cada um e o detalhe é que o pagamento da propina em dinheiro vivo, teria sido gravado em vídeo, numa espécie de big brother da corrupção.

As revelações assustam, mas deve vir muito mais coisa por aí, nesta que é em todo país, a primeira delação de um ex-governador. É um verdadeiro  tsunami, com potencial para afundar a reputação de muitos figurões, que vivem fazendo pose de mocinhos. E isso confirma a previsão de que as confissões de Silval, retratam mesmo aquilo que já tinha sido chamado de a delação do fim do  mundo.

Políticos de Mato Grosso aparecem em planilha de pagamentos da JBS

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 03/08/2017

As manchetes da imprensa de Mato Grosso, destacam nesta quinta-feira, que a delação de Silval Barbosa é monstruosa. E a declaração é de ninguém mais, ninguém menos, que o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. A informação que foi divulgada primeiramente pelo jornal o Estado de São Paulo, cita que a delação ainda não está homologada, principalmente porque a quantidade de material a ser analisado é muito grande.

O ministro ficou assustado com as revelações do ex-governador, a ponto de dizer que as operações que podem ocorrer por causa dessa investigação, só perdem para a Lava Jato, que é simplesmente a maior cruzada  de combate a corrupção no brasil. Pelo jeito, está vindo por aí um verdadeiro tsunami, que deve abalar todo o sistema político de Mato Grosso.

Outro integrante do PMDB, que também é destaque na mídia nacional hoje, é o deputado federal Carlos Bezerra. Segundo a revista época, a denúncia se refere a pagamento de propina pela JBS. Carlos Bezerra e o ex-deputado Neri Geller, que hoje é secretário de política agrícola de Blairo Maggi, no ministério da Agricultura, teriam sido comprados para
votar em Eduardo Cunha, para presidente da câmara federal em 2015. O nome de bezerra faz parte de uma lista, ao lado de empresas e outros políticos.

O valor global pago pela JBS passa dos catorze milhões de reais. E outro destaque de hoje, também é sobre outro peemedebista, o presidente Michel Temer, que ontem conseguiu se salvar e por enquanto não será investigado pelo Supremo Tribunal Federal. E olha só que interessante. Dos 263 votos que livraram o presidente, cento e onze deputados, mais de quarenta por cento, respondem a ações no supremo. Se a delação de Silval é monstruosa, a votação de ontem foi vergonhosa.

Pagamento que virou propina pode complicar mais Blairo Maggi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 02/08/2017

Surge mais uma suspeita de fraude no pagamento de precatórios no valor de quase duzentos e oitenta milhões de reais a empreiteira Andrade Gutierrez durante o governo Blairo Maggi. O Ministério Público Federal está apontando que podem ter ocorrido falhas que teriam sido cometidas no processo por quatro procuradores do estado, entre eles o procurador aposentando Chico Lima, que é um dos investigados também na operação Sodoma junto com Silval Barbosa e Pedro Nadaf.

 A denúncia do Ministério Público Federal é de que o pagamento de duzentos e setenta e seis milhões foi ilegal, não obedeceu a uma decisão judicial e diversas fraudes teriam sido praticadas. De acordo com informações já divulgadas pela imprensa nacional, este pagamento a Andrade Gutierrez foi um dos pontos da delação premiada, do ex-deputado José Riva a Procuradoria Geral da República. Declarando que esta operação fraudulenta teria sido autorizada pelo ex-governador Blairo Maggi, atual ministro da agricultura. Uma parte desse dinheiro seria para abastecer um sistema financeiro criminoso e que tinha como uma das finalidades comprar o apoio de deputados. Para ter apoio, o governo estadual comprava o voto dos parlamentares, pagando com dinheiro desviado dos cofres públicos.

Na denúncia de José Riva, foram citados mais de trinta deputados e ex-deputados, naquilo que ficou conhecido como mensalinho. Dos duzentos e setenta e seis milhões pagos a empreiteira, mais de cem milhões de reais teriam sido utilizados nesse esquema criminoso. E de acordo com a delação de José Riva, Blairo Maggi sabia de tudo e autorizou a manobra que liberou o pagamento para a Andrade Gutierrez, que depois encheu o bolso de muita gente com a propina, neste caso batizada de mensalinho, onde o voto vergonhosamente era trocado por dinheiro, aliás, dinheiro sujo.

Para salvar Temer do STF, a conta será salgada demais

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 01/08/2017

Está prevista para acontecer amanhã na câmara dos deputados a votação sobre o pedido do procurador geral da República para que o presidente Michel Temer possa ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal, acusado de corrupção passiva.

Em Brasília, os aliados do Palácio do Planalto fazem de tudo para enterrar o mais rápido possível a denúncia contra o presidente. Mas não está fácil. A oposição tem endurecido o jogo, para não se atingir o número mínimo de deputados, que é de 342. Sem esse quorum, a sessão não pode ser instalada para a votação. Por causa disso, os governistas adotaram a estratégia de colocar em plenário até os aliados que poderão votar contra Michel Temer, além de estimular a abstenção de parlamentares, que mesmo estando presentes, ficariam sem votar ou votariam em branco. Se a estratégia acabar não dando certo, aqueles que apoiam o governo, passariam então a culpar o PT e outros partidos pelo fracasso da votação.

Com a crítica frágil de que eles estariam contribuindo para aumentar a instabilidade no país. E os deputados aliados, já sabem que o desgaste por defender o presidente, será devidamente recompensado pelo Palácio do Planalto, com cargos, recursos públicos e a liberação das famosas emendas. Mas todos juram que não estão negociando nada e que estariam defendendo apenas os interesses maiores do país. Tudo conversa fiada. É o conhecido toma lá, dá cá, uma prática que é marca registrada entre a maioria dos políticos. É cada um defendendo o seu lado, faturando alto em cima da fragilidade política de Michel Temer, que quer se manter no poder, custe o que custar. E pelo que a gente tem visto, o custo desse balcão de negócios, denunciado pela imprensa nacional poderá ser  altíssimo. E a sociedade, indignada com tanta corrupção, ironicamente, é quem irá pagar essa conta.

Deputados negam ter recebido propina no esquema de Silval e Nadaf

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 31/07/2017

Operação Sodoma. Deputados estaduais citados no depoimento do ex-secretário de Fazenda, Marcel de Cursi, negaram ter recebido propina no esquema criminoso, que de acordo com a justiça, era liderado pelo ex-governador Silval Barbosa. Um dos deputados, Romualdo Junior, do PMDB, diz que se considera injustiçado pelo ex-secretário, mas admitiu que teria feito um empréstimo junto a factoring de Valdir Piran, mas que já pagou a dívida. Também afirmou que nunca soube da desapropriação que teria rendido quinze milhões de reais em propina distribuída a agentes públicos.

O deputado Guilherme Maluf informou que não tem conhecimento da existência desse esquema que teria resultado em pagamentos indevidos a depurados estaduais e que nunca recebeu recursos de fontes ilegais. O ex-secretário de fazenda, ainda citou que receberam dinheiro sujo, os deputados Wagner Ramos, Mauro Savi e a ex-deputada e atual prefeita de Juara, Luciane Bezerra. Todos negam as acusações. Marcel de curso fez também uma outra denúncia nas revelações que fez a justiça. Ele alegou que pelos cálculos que fez, os números da propina não estão batendo e que os delatores poderiam ter combinando os depoimentos.

Esta suspeita  levantada agora, talvez possa ser esclarecida quando for divulgada a delação do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf. E esta é uma questão que preocupa muita gente, porque outras autoridades teriam sido citadas e que podem ter se beneficiado do esquema criminoso. Nos bastidores, já circulou a informação de pagamentos ilegais a cinco conselheiros do Tribunal de Contas. Teriam sido cinquenta milhões de reais, para aprovar as contas do ex-governador Silval Barbosa, que também fez delação implicando outros poderosos. Juntando tudo, o que já se prenuncia é um terremoto, abalando ainda mais o cenário político de Mato Grosso.

Tribunal de Contas contesta no STF decisão que afastou conselheiro

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 28/07/2017

O Tribunal de Contas do Estado, entrou com recurso no Supremo Tribunal Federal, questionando o afastamento do conselheiro Sérgio Ricardo. A alegação é a de que o juiz Luiz Bortolussi Junior não teria competência legal para  determinar essa medida contra o conselheiro. A atribuição de acordo com o TCE, seria do Superior Tribunal de Justiça.

A acusação do Ministério Público contra Sérgio Ricardo é de que ele comprou a vaga por 12 milhões de reais, usando dinheiro público de um esquema de corrupção no governo de Blairo Maggi. As investigações comprovaram que pelo menos uma parcela de quatro milhões chegou a ser realmente paga.

O TCE de Mato Grosso informa que recorreu ao Supremo atendendo uma solicitação da associação dos tribunais de contas. A legalidade  do afastamento pode até ser contestada, mas o fato é que quem deve fazer isso é o conselheiro afastado Sérgio Ricardo e não a instituição. Ao tomar esta atitude, o Tribunal de Contas está usando a estrutura e o dinheiro público para sair em defesa de um de seus membros que está sendo acusado de ter comprado a vaga que ocupava, utilizando recursos de um esquema criminoso. Não se pode misturar o interesse das instituições com os supostos desvios de conduta dos seus integrantes. E a acusação contra o conselheiro afastado é gravíssima. A vaga que teria sido comprada é de um cargo que tem como missão principal zelar pela correta aplicação do dinheiro público.

A associação dos tribunais de contas poderia até entrar com a ação no Supremo Tribunal Federal para defender o conselheiro, mas não o TCE de Mato Grosso. Não pega bem gastar o dinheiro do cidadão, quando o afastamento ocorreu exatamente pela suspeita fortíssima de que um esquema de corrupção foi usado para comprar um cargo público por 12 milhões de reais. É injusto demais que a sociedade tenha que pagar essa conta.

Pesquisa Ibope mostra que aprovação de Temer é pior que a de Dilma

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 27/07/2017

Não é só na Lava Jato que a situação do presidente Michel Temer está complicada. De acordo com uma pesquisa do ibope, o governo dele está sendo reprovado por setenta por cento dos brasileiros. Com esse percentual altíssimo de ruim e péssimo, o atual presidente está se igualando ao pior índice de reprovação da ex-presidente Dilma Roussef, quando foi aberto o processo de impeachment da petista.

Há quatro meses, a taxa de reprovação do governo de Michel Temer, estava em cinquenta e cinco por cento. A rejeição aumentou em quinze por cento. Segundo a pesquisa, apenas cinco por cento avaliam o governo como ótimo ou bom. Neste caso, a comparação com Dilma Roussef é ainda pior. A menor aprovação da ex-presidente foi de nove por cento, quase o dobro dos cinco por cento do atual presidente. E olha que a turma do PT fez um estrago no país, assaltando bilhões  dos cofres públicos. E quem está lá no Palácio do Planalto hoje, dizia que era preciso salvar e unir o país. A salvação não veio, mas parece que está unindo, só que contra ele.

E um outro dado da pesquisa ibope explica isso de forma bem didática. O índice de desconfiança dos brasileiros em Michel Temer é de oitenta e sete por cento. Traduzindo um pouco mais, de cada dez brasileiros nove não confiam no presidente. E é do alto de toda essa credibilidade, que o presidente diz que o brasileiro vai entender o aumento dos combustíveis. Mas a vergonha maior ainda não é na bomba de gasolina. O escândalo é no balcão, no balcão de negócios do Palácio do Planalto, usando o dinheiro público para evitar que Michel Temer seja processado pelo Supremo Tribunal Federal, sob a acusação de se beneficiar com a propina que era paga pelo dono da JBS, aquele sujeito falastrão, que agora chamam de notório bandido.

Coronéis acusados na Grampolândia, são demitidos pelo Governo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 26/07/2017

Demorou um pouco, mas aconteceu. O governador Pedro Taques, decidiu demitir os coronéis Evandro Lesco, chefe da Casa Militar, o secretário adjunto, coronel Ronelson Barros, além do cabo da polícia militar, Gerson Luiz Ferreira. É o escândalo da grampolândia pantaneira. Os três foram presos pela denúncia de envolvimento na rede de escutas clandestinas, montada no núcleo de inteligência da polícia militar.

O coronel Evandro Lesco chegou a ser apontado por ter adquirido equipamentos de escuta, que custaram vinte e quatro mil reais e a nota fiscal inclusive foi juntada  ao processo pelo promotor Mauro Zaque que denunciou o caso a Procuradoria Geral da República.

O esquema de grampos usava ilegalmente o sistema guardião, de interceptações telefônicas, naquilo que é conhecido como barriga de aluguel. A Secretaria de Comunicação do Governo informa que as demissões não ocorreram antes, porque só agora os militares estão sendo acusados formalmente e que a denúncia contra eles tem como base o que foi apurado até aqui pelo IPM, o inquérito policial militar.

O sistema clandestino de escuta, que foi batizado de sentinela, teria sido montado por um grupo de policiais e grampeou ilegalmente centenas de pessoas. Chegou a ser criado até um grupo de whatsapp, onde os integrantes do esquema discutiam assuntos relativos as escutas que eram feitas na clandestinidade. Na arapongagem da grampolânida,
era tudo muito bem organizado. O ato criminoso também estava na internet e quem participava do esquema, tinha login e senha para acessar o sistema ilegal de escuta. Coisa de profissional, bem entendido, profissional do crime. Só não contavam com o fato de que um dia seriam desmascarados. A demissão dos dois coronéis e do cabo, que curte até boate no final de semana, é sinal de que a casa está caindo. Neste caso, a casa militar.

Cidadão de Mato Grosso vai poder apontar o dedo contra a corrupção

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 25/07/2017

Na operação Lava Jato, apenas em dois casos, o da empreiteira Odebrecht e do frigorífico JBS Friboi, do novo ser humano, Joesley Batista, serão devolvidos aos cofres públicos, quase vinte bilhões de reais que foram roubados dos cofres públicos. Aqui em Mato Grosso, só na operação Sodoma, o ex-governador Silval Barbosa e o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, até aqui já concordaram em devolver mais de sessenta milhões de reais, em função dos desvios praticados no governo anterior. Estes são alguns exemplos que servem para ilustrar o lamaçal gigantesco da corrupção que assola o país.

A opinião pública está indignada e exige a punição exemplar destes criminosos. E é exatamente este espírito que move o Grupo Gazeta de Comunicação, ao lançar a campanha aponte o dedo para a corrupção, seja um delator cidadão. Na prática, agindo assim, o cidadão estará contribuindo para construir uma sociedade melhor, que é o que todos desejam. Denunciar o que está errado e que deve ser corrigido, é um ato de cidadania. Os delatores dos grandes escândalos, na grande maioria, quanto entregam a quadrilha, posam de bonzinhos, mas estão só tentando salvar a própria pele.

O Grupo Gazeta pensa diferente. E é por isso que está estimulando o cidadão a denunciar todo e qualquer tipo de corrupção, não importando se é um grande escândalo ou um crime menor, porque sempre é a sociedade quem paga a conta, quando roubam o dinheiro da estrada esburacada ou metem a mão na saúde caótica, que humilha as pessoas. Esta é uma luta por mais dignidade, pela ética, pela decência. O cidadão pode muito e tem moral pra denunciar. E quando você expressar a sua indignação, apontando o dedo contra a corrupção, pode ter certeza de que o Grupo Gazeta, sempre estará de mãos dadas com a sociedade.

Dono da JBS diz que depois da delação, é “um novo ser humano”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 24/07/2017

O dono da JBS Friboi, Joesley Batista, que hoje é chamado pela classe política, de notório bandido, diz que a delação premiada e põe premiada nisso, foi o seu renascimento e que estaria se sentindo como um novo ser humano. As declarações estão num artigo assinado por Joesley e publicado pelo Jornal Folha de São Paulo deste domingo.

O homem que foi inocentando pelo procurador geral da República, reclama que de maior produtor de proteína animal do mundo, passou a ser apenas um notório falastrão, um sujeito bisonho, um bandido confesso. O dono da JBS escreveu que teve coragem de romper com elos inimagináveis de corrupção, praticada pelas maiores autoridades do país. Esta afirmação não deixa de ser verdadeira, mas o que ele não pode é querer posar de mocinho, porque isso ele não é. Afinal, quando corrompeu centenas de políticos, montou um império econômico, assaltando os cofres públicos.

Joesley Batista, que estaria se sentindo como um novo ser humano, sugere que é injusto ter sido arrastado para um turbilhão, depois que se transformou em, delator. Injustiça é o que fizeram ao jogar o país num lamaçal de corrupção e os políticos não são culpados sozinhos, porque os corruptos não podem nada se não existir o corruptor que paga a propina. E foi isso o que os novos da JBS fizeram.

No artigo que publicou, Joesley nega que esteja protegendo o ex-presidente Lula e choraminga dizendo que mentiram que ele estava livre e solto na quinta avenida em Nova Iorque. E daí que não estava lá, porque livre e solto ele está. Então vamos combinar assim. Joesley Batista, dono da JBS Friboi, que agora fala em renascimento, com o que escreveu, ajuda a confirmar que é sim um sujeito falastrão. Mais do que isso. Nem com toda essa conversa fiada, vai conseguir provar que não é um notório bandido.

Temer diz que brasileiro vai entender aumento da gasolina e do diesel

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 21/07/2017

Os brasileiros vão entender e compreender o aumento dos combustíveis. É o que diz o presidente da República, Michel Temer. Conversa fiada. Além de não entender, a população vai ter é que pagar um preço muito mais salgado, especialmente no diesel e na gasolina. E o presidente ainda diz que é apenas um pequeno aumento. Este aumentozinho só na gasolina será superior a quarenta centavos. Mesmo assim, o presidente acha que todo mundo vai entender. Vai entender coisa nenhuma. Daqui a pouco, ele vai dizer também que a população vai entender perfeitamente o fato de um presidente da república, ser flagrado numa conversa altamente comprometedora com o maior corruptor de políticos do país, o dono da JBS Friboi, que só hoje a turma de Brasília descobriu que é um notório bandido.

Na realidade, ninguém consegue entender e muito menos aceitar toda esta sujeira que acontece no país, porque é o cidadão quem paga a conta com tanta corrupção. As pessoas não entendem porque a maioria dos nossos políticos tem que usar o caixa dois pra se eleger e depois de eleitos, fazem negociatas com os seus mandatos, vendendo o voto a troco de propina, que é paga com dinheiro público roubado pelos nossos governantes. Ao contrário do que diz o presidente de maneira audaciosa, o brasileiro que não aceita e nem entende o aumento dos combustíveis, é o mesmo brasileiro que fica indignado ao saber que sessenta por cento dos atuais senadores são investigados ou processados por vários crimes, onde se destacam a cobrança de propina e lavagem de dinheiro.

Em Mato Grosso, três senadores estão na lista: Cidinho Santos, Wellington Fagundes e Blairo Maggi. E o presidente Michel Temer ainda fala que vão entender o aumento, por que o governo não mente. Mas ao tentar fugir da Lava Jato, distribui milhões para deputados votarem contra a abertura de um processo, numa tentativa desesperada de esconder a verdade.

Juiz da novo prazo para por fim a novela do VLT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 20/07/2017

A solução ou não do impasse sobre a retomada das obras do empacado VLT, está mais próxima, para o bem ou para o mal. É que o juiz Ciro Andrade Arapiraca deu um novo prazo para que o governo do Estado e o consórcio VLT, consigam chegar a um entendimento com os Ministérios Públicos Federal e Estadual. Sem isso a justiça não irá homologar o acordo. O governo do Estado terá três dias, portanto até a próxima segunda-feira, para se posicionar de forma, concreta, objetiva e definitiva sobre os pontos divergentes na proposta de acordo. O prazo do consórcio VLT, também será de três dias, que começa a ser contado a partir de segunda-feira e termina na próxima quinta, dia 26.

O prazo para a conclusão das obras depois que forem retomadas, que era de 24 meses, não era aceito pelo Ministério Público e pode ser revisto para dezenove meses, seguindo a orientação do relatório da Consultoria Kpmg, contratada pelo próprio governo estadual. Fontes ligadas ao Palácio Paiaguás informam que nesta nova tentativa de fechar o acordo, em função da diminuição do prazo para concluir o VLT, o valor global de novecentos e vinte e dois milhões pode ter uma redução entre trinta a cinquenta milhões de reais. Agora é esperar pra ver se vão conseguir convencer os dois Ministérios Públicos. Mas o ideal nesse momento, é que pelo lado do governo, a condução do acordo deveria ficar a cargo do procurador geral do Estado, Rogério Gallo, até porque o assunto é na esfera judicial e é ele quem responde por essa área.

O secretário de Cidades, Wilson Santos, poderia falar um pouco menos nesse momento. Isso já iria ajudar muito. Esta questão do acordo deve ficar nas mãos do Gallo, Rogério Gallo e não nas mãos do galinho, apelido que Wilson Santos ganhou na política, exatamente por ser tão inquieto.

Grampos: Toda meia verdade quase sempre é uma grande mentira

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 19/07/2017

A suposta quebra de sigilo fiscal na Secretaria Estadual de Fazenda, sem autorização judicial, esquenta um pouco mais a polêmica sobre a apuração que envolve o esquema dos grampos ilegais em Mato Grosso.

O desembargador Orlando Perri, que é o relator da investigação no Tribunal de Justiça, considerou como grave a possibilidade de dados sigilosos terem sido acessados ilegalmente. A denúncia foi feita pela regional da Ordem dos Advogados de Mato Grosso contra Ana Cristina Bardusco, uma promotora que tem forte atuação no combate ao crime organizado. Mas o que está pegando mesmo é uma outra informação, dando conta de que dados sigilosos tanto de juízes como de desembargadores, teriam sido acessados de forma ilegal por delegados e promotores.

Podem até dizer que não, mas é exatamente por causa disso, que está num altíssimo grau de tensão as relações entre o Tribunal de Justiça e o Ministério Público, que não gostou nem um pouco da decisão do TJ que permite a OAB acompanhar as investigações do MPE e já anunciou que vai entrar com recurso no Superior Tribunal de Justiça. Mas o que realmente incomodou foi a declaração de um desembargador que fez uma comparação audaciosa.

O magistrado Alberto Ferreira comparou  a posição defendida pelo Ministério Público no caso da denúncia crime da OAB, mais ou menos como se colocassem um vampiro para tomar conta do banco de sangue. O presidente da Associação do Ministério Público, Roberto Turim ficou indignado, pois entendeu que a atitude desrespeita a instituição. O fato é que na grampolândia, existem suspeitas graves sobre poderes e instituições, que estão com a missão de investigar o crime das escutas clandestinas. E todos querem ser donos da própria verdade. O problema é que uma meia verdade quase sempre é uma grande mentira.

Taques reclama que nos grampos não dão crédito a versão do governo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 18/07/2017

Fato novo na grampolândia pantaneira. O Ministério Público vinha sendo cobrado para tomar atitudes mais firmes neste caso das escutas ilegais e a apresentação das denúncias contra os militares que foram presos e estão sendo investigados, já é um primeiro passo para tentar esclarecer este crime que é muito grave. Mas o Ministério Público continua resistindo que a OAB de Mato Grosso, possa acompanhar as investigações. O procurador geral, Mauro Curvo, destaca que se a entidade realmente tem interesse nesse acompanhamento, deveria fazer a solicitação ao Superior Tribunal de Justiça. O procurador ainda diz que não questiona a competência do Tribunal de Justiça para processar e julgar membros do Ministério Público.

Já o governador Pedro Taques, nesta terça feira numa entrevista a rádio Capital FM, reclamou do que ele define como prejulgamentos. O governador protesta dizendo que aquilo que o governo diz não vale muito e diz estranhar o fato de que só os outros estão falando a verdade. Pedro Taques estava se referindo as versões apresentadas por ele e pelo advogado Paulo Taques, ex-secretário da Casa Civil, a quem defendeu e isentou de qualquer participação no esquema. O governador ainda declarou que o Brasil vive um momento, que quando o cidadão é investigado, ele já é considerado culpado, já está condenado.

Pedro Taques lembrou que todos tem o direito a ampla defesa, que todo cidadão tem este direito que é garantido pela constituição. O fato é que todos aqueles que estão investigando o escândalo dos grampos, tem uma enorme responsabilidade. Dar uma satisfação para a sociedade, revelando quem comandou e quem participou desta vergonhosa grampolândia.

Novos depoimentos podem revelar o listão de Silval Barbosa

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 17/07/2017

A semana começa cercada de bastante expectativa sobre as prováveis novas revelações de Silval Barbosa. É que estão previstos para ter início nesta segunda-feira, uma série de novos depoimentos do ex-governador a juíza Selma Arruda, da Sétima Vara Criminal. Também deverá depor, o ex-chefe de gabinete dele, Silvio Cesaro Correa.

O primeiro depoimento refere-se a segunda fase da operação Sodoma, sobre empresas que pagavam propina para manter contratos com o governo estadual. O caso mais conhecido é o da Consignum, que fazia empréstimos consignados e tinha que pagar por mês quinhentos mil reais. Na quarta-feira, o ex-governador vai dar explicações sobre a operação Seven, que teria desviado sete milhões de reais de uma área desapropriada na região do lago de Manso. Na quinta-feira, vai falar sobre um rombo ainda maior, superior a quinze milhões de reais, que apura uma fraude em outra área desapropriada. Mas uma semana não será suficiente para os depoimentos. Ficou para a semana que vem, a audiência sobre a primeira fase da operação Sodoma, onde de acordo com a denúncia, a suposta organização criminosa, teria cobrado uma propina, de quase três milhões do empresário João Batista Rosa, pela concessão de incentivo fiscal fraudulento. O empresário, que começou com o delator, virou só testemunha.

Pelos crimes que já confessou, o ex-governador concordou em devolver quase cinquenta milhões de reais, incluindo-se aí imóveis urbanos, fazendas e até um avião. Os novos depoimentos do ex-governador, deixam muita gente apreensiva no meio político, pois nos bastidores o comentário é de que ele não poupará ninguém. É o que estão chamando de o listão do Silval.

Nas escutas clandestinas, só não podem grampear a verdade

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 14/07/2017

O escândalo dos grampos telefônicos. O Ministério Público sofreu uma enorme derrota no pedido de arquivamento da notícia crime da OAB. Todos os desembargadores do pleno do Tribunal de Justiça, negaram por unanimidade que o caso fosse arquivado. O relator da investigação no TJ, Orlando Perri, chegou a dizer que o Ministério Público pode muito, mas não pode tudo. E o que não pode de jeito nenhum nesta rede de escutas clandestinas, é que falte transparência.

Todo mundo quer saber o que realmente aconteceu. O desembargador afirma ainda que só deixará o processo, se retirarem a competência dele ou se ele for morto. O clima fica cada vez mais tenso entre poderes e instituições. O coronel que é responsável pelo inquérito na Polícia Militar, chegou até a pedir proteção de vida. O delegado da Polícia Civil, Flávio Stringueta, numa entrevista a Rádio Capital, que há uma semana recebeu um ofício do Procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo e que o tom utilizado foi de intimidação. Já a juíza Selma Rosane de Arruda, classificou como descabida a denúncia da OAB de que houve barriga de aluguel na operação Ouro de Tolo, que prendeu a ex-primeira dama do estado, Roseli Barbosa. A magistrada disse confiar no trabalho do Gaeco e que não acredita que tenha sido induzida a erro.

Já no Governo do Estado, um relatório da Controladoria Geral, teria comprovado que houve fraude no sistema de protocolo, em relação a segunda denúncia do promotor Mauro Zaque. A Associação dos Magistrados divulgou nota defendendo o desembargador Orlando Perri e fala que podem estar tentando melar a investigação. E isso é o que não pode ocorrer de jeito nenhum. Na confusão entre as instituições, o bate boca é grande, mas a verdade tem que aparecer, nua e crua, doa a quem doer.

Condenado por corrupção, Lula diz que é tudo perseguição

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 13/07/2017

Sempre existe uma primeira vez e sendo assim, nunca antes na história desse país, um ex-presidente havia sido condenado na justiça acusado de prática criminosa. Luiz Inácio Lula da Silva, está puxando a fila, depois da sentença proferida pelo juiz Sérgio Moro, da Lava Jato, no caso que envolve o triplex do Guarujá.

Corrupção e lavagem de dinheiro são crimes muito graves, ainda mais se cometidos por quem exerceu o cargo mais importante da república durante oito anos. E este foi um
dos principais pontos na decisão judicial. Sérgio Moro disse que a culpabilidade de Lula é elevada, pois o agora condenado recebeu vantagem indevida em decorrência do cargo máximo de Presidente da República. O magistrado fez referência ainda ao petrolão, lembrando que o crime de Lula, fazia parte de um esquema mais amplo, onde o pagamento de propina era prática rotineira. Apesar disso, a estratégia do PT, é continuar com o discurso de sempre, de que o ex-presidente está sendo vítima de um processo de perseguição política e que a condenação dele foi um ataque a democracia, numa decisão que envergonha o país. De fato, a sociedade está envergonhada e indignada, só que por outros motivos. A vergonha e a indignação é porque quadrilhas de corruptos, escondidos atrás dos seus mandatos, permitiam que enfiassem a mão nos cofres públicos, roubando bilhões de reais. Mas o que a opinião pública cobra não é apenas
a condenação de Lula. Tem muito mais gente na política que tem que responder pelos crimes que são acusados.

O que está ocorrendo com Michel Temer não é uma obra do acaso ou do notório bandido Joesley Batista. É que o PMDB do presidente atual era o principal sócio do PT no poder e no lamaçal da corrupção. O que se espera da justiça é que Lula esteja apenas puxando a fila, porque a verdade é que a República continua infestada de corruptos. Isso sim é uma vergonha para o Brasil.

Pedro Taques diz que no caso dos grampos teve patifaria

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 12/07/2017

O escândalo dos grampos telefônicos. Numa entrevista a uma emissora de rádio da capital, o governador Pedro Taques reafirmou que nunca mandou grampear ninguém e insiste que o governo está sendo vítima de uma patifaria, citando a versão dele com a que é apresentada pelo promotor Mauro Zaque, ex-secretário de Segurança, que apresentou a denúncia. A acusação do promotor é de uma rede de escutas ilegais, que teria grampeado centenas de pessoas.

Pedro Taques voltou a dizer que recebeu uma denúncia por escrito de Mauro Zaque e que encaminhou o assunto para o Gaeco, o Grupo de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público, que decidiu depois arquivar a investigação. O governador continua garantindo que não recebeu a segunda denúncia feita pelo promotor Mauro Zaque. O caso hoje é investigado pela Procuradoria da República em Brasília e aqui em Mato Grosso a apuração está sendo feita pelo Tribunal de Justiça, sob o comando do desembargador Orlando Perri.

A mais nova polêmica neste escândalo dos grampos, envolve o Ministério Público do Estado e a ordem dos advogados de Mato Grosso. A entidade apresentou uma notícia crime, apontando a possível participação de membros do Ministério Público, mas o chefe da instituição, Mauro Curvo, arquivou o caso na semana passada, o que tem gerado fortes críticas, até da OAB Nacional.

O pleno do Tribunal de Justiça, deve decidir nesta quinta-feira, se mantém ou não o arquivamento. A dúvida que se levanta é porque o Ministério Público não concorda que a OAB também possa acompanhar essas investigações. O fato é que tudo isso precisa ser esclarecido, revelando quem foi grampeado e punindo os verdadeiros culpados e nada deve ser escondido da opinião pública. Quem errou, tem que pagar.

Em menos de 3 anos, Brasil poderá ter terceiro presidente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 11/07/2017

Em manos de três anos, o Brasil poderá ter nos próximos dias o seu terceiro presidente. Primeiro Michel Temer substituiu a Dilma Roussef em função do impeachment. Agora, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que é o primeiro na linha de sucessão presidencial, está considerando como irreversível a queda do atual presidente. Para Rodrigo Maia, Michel Temer pode até sobreviver a votação da primeira denúncia apresentada pelo Procurador Geral da República, mas não conseguiria escapar de uma segunda acusação, que também será apresentada.

No último final de semana, num encontro do presidente da câmara com parlamentares, o comentário é de que o clima não é nada bom para Michel Temer e que a relação de Rodrigo Maia com o Palácio do Planalto está complicada. A preocupação é tão grande no governo, que a ordem do presidente é cancelar todas as viagens, além de determinar aos ministros que são deputados, reassumirem seus mandatos para votarem contra
o parecer do relator da Comissão de Constituição e Justiça, Sergio Zveiter, que emitiu parecer favorável recomendando a abertura do processo para investigar o presidente da República.

E o Palácio do Planalto revela todo o desespero nas manobras para substituir parlamentares na Comissão de Constituição e Justiça, que poderiam votar a favor do parecer. É um comportamento que está sendo bastante criticado pela oposição e até por alguns aliados, pois revela a intenção de se livrar do problema, simplesmente jogando a sujeira para baixo do tapete. É a crise ética e moral, que parece não ter fim em Brasília, num momento crucial para a nação, com a sociedade indignada exigindo que o país seja passado a limpo.

Delação de Riva traz denúncia grave contra Blairo Maggi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 10/07/2017

De delação em delação, a situação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, vai se complicando um pouco mais. Em sua edição de hoje, o jornal O Estado de São Paulo, informa que o ex-deputado José Riva, fechou na semana passada um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República e denunciou que o ministro, quando era governador, autorizou um pagamento de 260 milhões de reais a empreiteira, Andrade Gutierrez, que acabou abastecendo um sistema financeiro, que tinha como principal objetivo comprar o apoio de deputados estaduais. Blairo maggi nega as acusações e diz que os pagamento foram legais.

Segundo José Riva, esse dinheiro abastecia uma conta corrente que bancava um grupo de parlamentares aqui do Estado na Assembleia Legislativa. De acordo com a delação, o sistema financeiro era operado pelo empresário de factoring, Valdir Piran. Na época, o então governador Blairo, teria participado de uma reunião com o ex-secretário de Fazenda, Eder de Moraes e o ex-vice governador Silval Barbosa, para tratar do esquema de pagamento dos 260 milhões de reais em precatórios para a Andrade Gutierrez. Desse total, cento e quatro milhões supostamente foram parar nas contas que eram utilizadas pelo operador do esquema, o empresário Valdir Piran.

O ex-deputado Riva já confessou a justiça de Mato Grosso a existência de um mensalinho, que no governo de Blairo pagou propina a mais de trinta deputados estaduais.

Uma outra denúncia contra o ministro da Agricultura, foi feita na Lava Jato, dando conta de que doze milhões de reais em dinheiro sujo ajudaram a financiar a sua candidatura a reeleição ao Governo do Estado. E a delação mais esperada de todas ainda não veio a público, mas está a caminho é a do ex-governador Silval Barbosa. E pelo que se comenta nos bastidores, deve causar um terremoto, pegando em cheio os maiores figurões da política de Mato Grosso.

Grampos ilegais abrem crise entre OAB e Ministério Público.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 08/07/2017

O escândalo dos grampos telefônicos abriu uma enorme crise institucional entre o Ministério Público Estadual e a OAB de Mato Grosso. O pedido de arquivamento da notícia crime apresentada pela ordem dos advogados, de acordo com o procurador geral do MPE, promotor Mauro Curvo, seria porque a entidade fez a solicitação de investigação de forma equivocada e dirigida a autoridade que não possui competência para o caso. A OAB não aceita o arquivamento e está exigindo transparência e que os fatos investigados, não fiquem protegidos pelo sigilo judicial. A sociedade, para o presidente da OAB, Leonardo Campos, tem todo o direito de saber o que está sendo apurado pelas autoridades.

Além do grampo ilegal, a notícia crime da ordem dos advogados cobra que sejam investigados fatos relacionados à quebra de sigilo fiscal, por meio de acesso direto, sem autorização da justiça, o que teria sido feito por uma promotora e outras autoridades ao banco de dados da Secretaria Estadual de Fazenda.

O Ministério Público informa que as investigações continuam sendo realizadas, mas, a OAB quer que sejam divulgados publicamente todos os procedimentos da porta para dentro do MPE.

Neste esquema ilegal de escutas telefônicas ilegais, o que está se vendo são as instituições envolvidas trocando graves acusações, um apontando o dedo para o outro. Não é possível imaginar, que queira esconder informações deste atentado que foi praticado, de violação da intimidade de centenas de pessoas. É urgente que se divulguem os nomes de todos que foram grampeados de forma clandestina e que aqueles que têm o dever de investigar que façam isso e parem de ficar batendo boca e trocando farpas, como se existissem dois tipos de grampo: O grampo do bem e o grampo do mal. Isso não existe. O que está aí é uma indecente e criminosa grampolândia.

Desembargador diz que vai revelar nomes de quem foi grampeado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 07/07/2017

O caso escandaloso da grampolândia pantaneira, não para de produzir fatos novos e surpreendentes. O último deles foi a revelação do desembargador Orlando Perri, responsável pela investigação no tribunal de justiça, dando conta de que está sendo ameaçado, numa tentativa de forçá-lo a deixar a relatoria da rede de escutas clandestinas que está sendo investigada e que tem com o suspeitos alguns coronéis da polícia militar de Mato Grosso.

O desembargador não informa de onde partiram as tais ameaças, mas que elas começaram há vinte dias. O coronel Airton Siqueira, secretário de justiça e direitos humanos, acusou Orlando Perri de ter determinado escutas ilegais contra desembargadores e juízes em 2007, quando era corregedor geral do judiciário. Segundo o desembargador, as denúncias teriam o propósito de provocar a suspeição ou o impedimento dele a frente das investigações.

Já a Ordem dos Advogados do Brasil aqui no Estado, divulgou uma nota oficial, onde destaca que recebeu com estranheza as acusações feitas depois de dez anos que os fatos supostamente teriam ocorrido. O advogado Paulo Taques, que defende o coronel Airton Siqueira, afirmou que neste momento, não irá comentar o suposto fato de que seu cliente tentaria desviar o foco das investigações, como sugeriu o próprio documento da OAB. Mas o fato que importa mesmo nesta nova polêmica, é a garantia de que a sociedade vai ficar sabendo a verdade sobre essa  nebulosa rede de interceptações ilegais, inclusive com a promessa de revelar os nomes das pessoas que foram vítimas do esquema criminoso e é claro, punir os culpados. Mas punir todos os culpados, porque ninguém, independente de quem seja, pode ser poupado nesta vergonhosa grampolândia pantaneira.

Delação de Cunha deve complicar mais a vida de Michel Temer.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 06/07/2017

A situação de Michel Temer pode ficar mais complicada do que já está. O ex-presidente da câmara, Eduardo Cunha, já estria concluindo os textos com as informações de uma delação premiada, que estaria negociando com o comando da operação Lava Jato em Curitiba. A expectativa é que na próxima semana, sejam entregues os documentos confessando e também delatando crimes.

Eduardo Cunha deve envolver de forma direta o Presidente da República, os ministros Moreira Franco, Eliseu Padilha e o senador Romero Jucá. E uma coincidência que não deixa de ser interessante. O advogado que estaria negociando a delação de Eduardo Cunha, Délio Lins e Silva, é o mesmo que passou a defender  o ex-governador Silval Barbosa depois que ele passou a colaborar com a justiça.

Já o procurador geral da República, Rodrigo Janot continua cutucando forte o principal ocupante do Palácio do Planalto. Numa entrevista a uma emissora de televisão, a Globo News, o procurador disse que sentiu náuseas ao ouvir a gravação de Michel Temer com o dono da JBS, Joesley Batista, aquele que só hoje os políticos definem como um notório bandido. Antes ele era o mocinho do cavalo branco, onde todos iam buscar a picanha.

Enquanto isso o advogado do presidente, Antonio Cláudio Mariz, diz que o cliente não cometeu nenhum crime, e que a denúncia é uma obra de ficção. Michel Temer vai um pouco mais longe ao tentar se defender. Nas águas turvas que envolvem os figurões da política com o lamaçal de corrupção, o presidente da República, garante que vai provar sua inocência cristalina. Mas o que a Lava Jato tem revelado todo dia é que nas fontes que são investigadas, não sai água limpa. O que emerge mesmo é uma enxurrada de propina.

Delator implica Blairo e Bezerra em casos de corrupção

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 05/07/2017

E o cerco continua se fechando para os figurões da política em Mato Grosso. Na delação já homologada pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, declarou que estão envolvidos em esquemas de corrupção nas duas últimas gestões do governo estadual, para atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi e o deputado federal Carlos Bezerra, o eterno presidente do PMDB aqui no estado.

As revelações do site Folha Max, são relacionadas a operação Ararath, comandada pelo Ministério Público Federal. Estes fatos foram confirmados pela juíza Selma Rosane de Arruda, da Sétima Vara Criminal, durante as audiências da operação Sodoma. A magistrada não forneceu mais detalhes, porque a delação está em grau máximo de sigilo, que foi determinado pelo ministro Luiz Fux, que é o relator do processo no Supremo.

Pedro Nadaf ocupou duas secretarias no governo Blairo Maggi. Já no governo de Silval Barbosa, ele foi secretário da Casa Civil e foi nessa época, de acordo com as denúncias, que a relação dele se intensificou com Carlos Bezerra, que indicava secretários e tinha uma participação destacada no governo do peemedebista. As acusações contra Blairo e Bezerra, serão investigadas pelo Supremo Tribunal Federal, em função dos cargos que ocupam.

Nadaf, que era o operador financeiro da organização criminosa, já concordou em devolver dezessete milhões de reais aos cofres públicos. Mas tem muita gente ainda que vai aparecer nesta lista. É que além do STF, que ficou com Bezerra e Blairo, os outros denunciados vão ter que se explicar em outros tribunais. Agora é esperar para que se recupere tudo que foi roubado e que a faxina seja completa.

Novas delações em MT podem “derrubar a casa” de poderosos comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 04/07/2017

O advogado do ex-secretário da Casa Civil no governo Silval Barbosa, informou que a decisão pela delação, teve como principal motivação os benefícios que a justiça pode conceder. O ex-secretário terás que devolver o que foi roubado e também terá redução de pena, mas os detalhes dessas medidas ainda não são conhecidos.

O ex-secretário, de acordo com o Ministério Público, exercia um papel de destaque na organização criminosa, que estava no comando do Estado até o fim de 2014. No depoimento a justiça, o ex-governador já tinha revelado que Pedro Nadaf tinha uma função estratégica no esquema, abordando empresários para levantar recursos ilícitos na campanha eleitoral, além de atuar na cobrança de propina em troca da concessão milionária de incentivos fiscais, lesando os cofres públicos. Pelo papel que desempenhava, virou até porta voz do Palácio Paiaguás, uma espécie de braço direito de Silval Barbosa.

A expectativa é que a delação de Pedro Nadaf, que agora está homologada, pode desencadear nos próximos dias, novas operações policiais, envolvendo gente poderosa na política de Mato Grosso. E novas revelações deverão surgir com outras duas delações, a do ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva e do ex-governador Silval Barbosa. A previsão dos analistas é a de que vai cair a casa de muitos figurões aqui no estado, que ocupam cargos nas principais instituições. Seriam deputados estaduais, senadores, conselheiros do Tribunal de Contas e por aí afora.

Como já disse o ex-senador Jaime Campos, para definir quem vai disputar as eleições de 2018, será necessário esperar um pouco mais pra ver quem fica solto ou na melhor das hipóteses quem terá que carregar o incômodo adorno de uma tornozeleira eletrônica.

Advogados de Temer, Lula e Dilma pedem manifesto contra Lava Jato

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 03/07/2017

Os advogados do presidente Michel Temer, do PMDB, dos ex-presidentes Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Roussef, do PT e do senador Aécio Neves, do PSDB, estariam articulando um manifesto para questionar tanto o Poder Judiciário, quanto o Ministério Público. A intenção seria a de protestar contra a forma como a justiça vem atuando nas investigações sobre denúncias de corrupção. A informação é do Jornal Folha de São Paulo, dando conta de que o movimento começou nas redes sociais, onde a OAB é frequentemente criticada.

Os debates na internet giram em torno da confecção de um texto, pregando o fim do que chamam de estado de exceção e defendendo o que definem como protagonismo da advocacia. Os questionamentos a delação da JBS, teriam dado mais impulso para esta articulação. O detalhe é que todos estes políticos estão na Lava Jato e foram fortemente atingidos pelos delatores Joesley e Wesley Batista, que continuam soltos e são chamados de notórios bandidos.

Já na Câmara Federal, que vai decidir se autoriza ou não a abertura de processo contra o presidente da República, um levantamento aponta que de cento e vinte e um deputados que votarão a favor de Michel Temer, um terço deles responde a inquéritos no Supremo Tribunal Federal.

De acordo com esta pesquisa, aqui em Mato Grosso, dos oito deputados federais, apenas dois tem posição definida. Ságuas Moraes do PT votará a favor da abertura do processo e Carlos Bezerra votará a favor do presidente Temer. Os outros seis ainda não definiram como irão votar. A verdade é que será muito difícil conseguir os 342 votos para que Michel Temer seja processado pelo STF. Além de muitos parlamentares estarem envolvidos em denúncias de corrupção, também falta pressão popular. E sem o grito das ruas, pouca coisa deve mudar, infelizmente.

Convescote: Gaeco aperta o cerco contra a turma do alto escalão.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 30/06/2017

A previsão feita pelo coordenador do Gaeco, o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado, promotor Marcos Bulhões, se confirmou. A segunda fase da operação Convescote, que foi deflagrada pelo Ministério Público, está atingindo figuras que atuavam no alto escalão da Assembleia Legislativa e também do Tribunal de Contas. Um dos servidores do TCE, ocupava a função de secretário executivo de orçamento e finanças e na Assembleia um dos alvos, além de assessor direto do deputado Guilherme Maluf, chegou a ocupar o cargo de secretário na gestão anterior. Até aqui, de acordo com a investigação, já estaria comprovado um desvio de três milhões de reais, mas o rombo poderia passar dos quarenta milhões.

Este suposto esquema criminoso envolve convênios em torno de cem milhões de reais, com a Faespe, a Fundação de Apoio ao Ensino Superior, que é ligada a Unemat, a Universidade Estadual de Mato Grosso.

O interessante é que os convênios firmados com o Tribunal de Contas e a Assembleia legislativa visavam melhorar a gestão dos recursos e dar mais transparência nos gastos públicos. Mesmo assim, a suspeita é de que esse caso, pode acabar se transformando em mais um enorme escândalo de corrupção. Quem denunciou este esquema que está sendo investigado, agora pela Justiça, foi o deputado estadual Leonardo Albuquerque, do PSD e o que está sendo apurado, indica que ainda tem muita água pra rolar embaixo da ponte.

Deputados vão dar início ao julgamento político de Michel Temer

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 29/06/2017

A presidente do Supremo Tribunal Federal, a ministra Carmen Lúcia, já enviou a câmara dos deputados, a denúncia contra o presidente Michel Temer, feita pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Caberá agora ao deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, definir as datas de tramitação, para que o plenário autorize ou não a abertura de processo contra o presidente, que primeiramente será notificado para apresentar uma defesa prévia sobre a acusação. Depois disso, a análise do caso passa a ser feita pela comissão de constituição e justiça, que deverá apresentar um parecer concordando ou não com o prosseguimento da denúncia. O parecer só será aprovado se tiver pelo menos o apoio de dois terços do total de 513 deputados, ou seja, 342 votos.

No caso da câmara decidir pela abertura do processo, o próximo passo caberá ao Supremo Tribunal Federal, quando os onze ministros irão decidir se o presidente vira réu. Se isso ocorrer, Michel Temer terá que se afastar do cargo por cento e oitenta dias. O mandato dele apenas será cassado em definitivo, se ele for condenado pelo Supremo. Nesta hipótese, serão convocadas eleições indiretas dentro de um prazo de trinta dias. No caso de ser rejeitada a denúncia, a ação fica suspensa e o STF só poderá voltar a julgar a caso, quando terminar o mandato do presidente.

O fato é que o Brasil vai continuar sentindo os reflexos do festival de corrupção que assola o país, com prejuízos enormes para a economia. Isto porque Michel Temer diz que não renuncia de jeito nenhum e que ninguém o destruirá.

Na verdade, a delação dos notórios bandidos da JBS Friboi, já destruiu o que tinha que destruir. Falta grandeza ao presidente, que está levando lição de moral até de Renan Calheiros, ao dizer que a nação hoje é governada por um presidiário, Eduardo Cunha, aquele que Joesley Batista disse que estava comprando o silêncio a peso de ouro, ou de picanha e que teria ouvido de Michel Temer, a frase tem que manter isso viu!!!!

Senador de MT é flagrado em ligações com “deputado da mala”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 28/06/2017

No escândalo da JBS Friboi, que ameaça inclusive o mandato do presidente Michel Temer, aparece mais um figurão da política de Mato Grosso. Primeiro, Wesley, irmão de Joesley Batista, na delação premiada, disse que o ex-governador Silval Barbosa tinha recebido uma propina de trinta milhões de reais. Agora, surge a informação de que a Polícia Federal interceptou duas ligações do senador Wellington Fagundes com o ex-deputado Rocha Loures, o homem da mala de 500 mil, o amigão de Michel Temer, que está preso. As conversas giram em torno de um decreto dos portos, assinado pelo presidente da república em maio deste ano.

No primeiro telefonema, o senador de Mato Grosso, pergunta ao homem da mala, se ele estava no Palácio do Planalto, informando que teria uma reunião com o ministro dos Transportes, provavelmente para tratar sobre o decreto. Isto foi no dia três de maio. Na segunda conversa, em cinco de maio, Wellington diz ao homem da mala, que teria recebido a confirmação de que o decreto dos portos seria assinado na semana seguinte. Neste diálogo, o senador convida o amigão de Temer para um jantar, que poderia contar inclusive com a presença do ministro Gilmar Mendes, do Supremo. A Policia Federal não conseguiu apurar se o jantar ocorreu mesmo e nem se o ministro Gilmar participou.

No dia dez de maio, ou seja, cinco dias depois da última conversa de Wellington com o homem da mala, o Presidente da República assinou o famoso decreto. Pra entender melhor. O decreto assinado por Michel Temer, permitia que as empresas explorassem os portos do país pelo prazo de setenta anos. E este decreto teve como origem um projeto que havia sido apresentado pelo senador Wellington Fagundes. Só que agora Rodrigo Janot, procurador geral da República, solicitou que seja investigada uma suposta prática de corrupção e lavagem de dinheiro, por meio deste badalado decreto dos portos. E tudo isso é Lava Jato.

Denunciado por corrupção, Temer ataca procurador Janot

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 27/06/2017

A situação do presidente da República, que já era muito ruim, ficou ainda mais delicada depois da denúncia apresentada pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot. Michel Temer foi denunciado pela prática de corrupção passiva e que acabou usando o cargo para receber vantagens indevidas. De acordo com o procurador, a mala de quinhentos mil reais, que foi apreendida com um ex-deputado, era fruto de uma cobrança de propina e que era destinada  ao presidente da República. E que isso faria parte de uma negociata que iria resultar num pagamento ilegal de trinta e oito milhões de reais.

Para que o Supremo Tribunal Federal possa abrir o processo contra Michel Temer, é necessária a aprovação da Câmara dos deputados, e precisam votar a favor 342 parlamentares. Mas independente do que possa acontecer nesta votação, a situação do presidente fica ainda mais fragilizada e daqui pra frente terá que usar todo seu tempo, para tentar se manter no poder e não ter o mandato cassado. Pra complicar um pouco mais, tem também o relatório da Policia Federal, que contesta as declarações públicas de Michel Temer sobre a relação dele com o dono da JBS, Joesley Batista. Que envolve uma forte suspeita de que o chefe da nação, teria até estimulado a suposta compra do silêncio do ex-presidente da câmara, Eduardo Cunha, que está preso em Curitiba, por ordem do juiz Sérgio Moro, que comanda a Lava Jato.

A intenção do palácio do planalto é de partir para o enfrentamento com o procurador da república, cobrando que apresente provas sobre o que ele denunciou. O fato é que Michel Temer vai usar os políticos para tentar escapar da justiça. Porque se aprovarem a abertura do processo, contra ele na Câmara, o Brasil com certeza terá que escolher um novo presidente.

Desmatamento ilegal voltou a crescer muito em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 26/06/2017

O desmatamento ilegal cresceu e cresceu muito nos últimos dois anos em Mato Grosso. A denúncia feita por entidades ambientalistas foi tema de uma reportagem publicada no Jornal A Gazeta, deste domingo. Só nos últimos dois anos, a devastação foi explosiva no estado.

As práticas ilegais, como incêndio criminoso, motosserra e o  correntão, representaram noventa e cinco por cento  de toda a destruição das florestas. Apenas em Mato Grosso, em 2015 e 2016 foram devastados três mil quilômetros quadrados, uma área equivalente ao município de Cuiabá. Pra se ter uma ideia do tamanho desse estrago, há quinze anos atrás, em toda Amazônia legal, era de cinco mil quilômetros quadrados anualmente.

As entidades que agem em defesa da causa ambiental, estão cobrando medidas urgentes tanto do Governo do Estado, como do Ministério do Meio Ambiente. É importante lembrar que em 2006, o atual ministro da agricultura, Blairo Maggi, recebeu do Greenpeace, o premio  motosserra de ouro.

O alerta foi importante, porque houve uma redução do desmatei ilegal, durante dez anos. Mas agora voltou a crescer e a explicação seria uma espécie de paralisia governamental, ou seja, falta mais fiscalização. Um dado importante é que aqui no estado, quase 60 por cento do desmatamento ilegal, ocorreu em propriedades cadastradas.

A Famato, que é a Federação da Agricultura de Mato Grosso e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente condenam o desmatamento ilegal, mas isso não explica a derrubada da floresta. E se nenhuma providência for tomada, as entidades ambientais podem até decidir por instituir um novo prêmio. E como já teve a de ouro, a motosserra agora teria que ser de platina.

Novo escândalo em MT pode envolver deputado e desvio de 40 milhões

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 23/06/2017

Nas investigações da operação Convescote, que apura suspeita de desvio de dinheiro público, depoimentos revelam que pessoas poderosas estariam envolvidas, para dar garantias ao suposto esquema criminoso. O caso envolve convênios que podem atingir mais de cem milhões de reais e que foram firmados entre a unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso) e a Assembleia Legislativa.

As denúncias foram apresentadas a justiça pelo deputado estadual Leonardo Albuquerque, do PSD. Num dos depoimentos, é apontado o envolvimento de um diretor do Tribunal de Contas do Estado e de um deputado estadual. A Controladoria Geral do Governo de Mato Grosso já fez recomendação a Unemat, para que suspenda todos os pagamentos a Faespe (Fundação de Apoio  ao Ensino Superior), por ausência de prestação de contas. Esta mesma fundação teria um outro contrato de seis milhões de reais com a Secretaria Estadual de Infraestrutura, mas o secretário da pasta, Marcelo Duarte acredita que não existe nada irregular na prestação desse serviço, que é fiscalizado de forma austera.

Já o deputado estadual Guilherme Maluf, afirma que determinou a abertura de uma sindicância contra a Faespe no período que foi presidente da Assembleia, acrescentando que já aguardava que essa operação fosse ocorrer desde o ano passado. Perguntado sobre o convênio de cem milhões, o deputado Maluf que o contrato não foi executado na sua totalidade. Mas com o avanço das investigações do Ministério Público, será possível esclarecer o que realmente aconteceu. No entanto, existem nos bastidores especulações de que os desvios podem ter atingido mais de quarenta milhões de reais. Se for isso mesmo, este será mais um grande escândalo com o dinheiro público em Mato Grosso.

Reféns do PSB, aliados de Mauro partem para o ataque contra Valtenir

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 22/06/2017

A troca de farpas continua entre o deputado Valtenir Pereira, que reassumiu o comando do PSB e os políticos filiados ao partido e que integram o grupo do ex-prefeito Mauro Mendes. O deputado estadual Mauro Savi, bateu duro e disse que Valtenir Pereira não reúne as condições e nem possui militância para ir para a oposição. A tática do novo presidente, agora com a faca e o queijo na mão é bem diferente. Disse que vai esperar a poeira baixar e os ânimos se acalmarem e vai procurar os insatisfeitos, que não aceitam ser comandados por ele no PSB. Toda esta confusão é por conta da votação da reforma trabalhista em Brasília, quando os deputados federais  Fábio Garcia e Adilton Sachetti, votaram com o governo e desta forma contrariaram a orientação partidária.

O fato novo é que a direção nacional do DEM, o Democratas, abriu as portas para o grupo de Mauro Mendes, chegando até a oferecer a presidência do partido em Mato Grosso. O DEM hoje é presidido pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco, mas quem dá as cartas é o ex-senador Jaime Campos, que na campanha de 2014 jogou a toalha, renunciando no meio da disputa, exatamente por ter batido de frente com a turma de Mauro Mendes. Mauro Mendes então, que não consegue engolir Valtenir Pereira, teria que conviver com Jaime Campos, que é o manda chuva no DEM.

O fato é que os capitalistas do PSB, especialmente os que tem mandato, estão hoje dependentes do bom humor, estão nas mãos de Valtenir Pereira, que já deixou claro que quer ser candidato ao senado e que o caminho escolhido é o da oposição. Os capitalistas do PSB, na prática são reféns do novo presidente, e terão que negociar muito bem para se libertar do cativeiro.

Operação do Gaeco-MT revela mais um “banquete” da corrupção

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 21/06/2017

A operação Convescote, é como foi batizada a investigação do Ministério Público que pode se transformar em mais um grande escândalo com o dinheiro público em Mato Grosso. O que se investiga é um convênio firmado em 2015, entre a Assembleia Legislativa e a Faespe, Fundo de Apoio ao Ensino Superior e que contou com um termo  aditivo no ano passado, com valor total de cem milhões de reais, a serem pagos até 2019. Até agora, já teriam sido comprovados desvios de pelo menos três milhões de reais, mas o rombo, segundo fontes do Ministério Público, pode ser muito, muito maior.

O convênio que foi assinado na gestão dos deputados Guilherme Maluf e Ondanir Bortolini, o Nininho, foi dividido em quatro etapas de pagamentos anuais. A primeira parcela de vinte milhões a partir de julho de 2015, quarenta e um milhões a partir de julho de 2016, mais vinte milhões com inicio em julho de 2017 e outros dezoito  milhões a partir de julho de 2018. Toda essa montanha de dinheiro era para prestar serviços de consultoria. As finalidades do convênio seriam contribuir com a gestão estratégica, fortalecer o controle externo, a melhoria da gestão e ainda tinha como um dos objetivos a transparência.A denúncia é a de que uma organização criminosa realizava pagamentos fictícios para pessoas e empresas fantasmas.

Nos dicionários da língua portuguesa, o termo convescote. Que é o nome da operação, significa piquenique, refeição solene, banquete para um grande número de convidados, onde cada um se responsabiliza por um tipo de comida, que depois é dividida entre os participantes. Neste caso,o que se investiga é uma festa de arromba para saber se estavam se empanturrando com o dinheiro público.

Condenação de corruptos pode decidir futuro do país comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 20/06/2017

A justiça não vai decidir apenas o que vai acontecer com os corruptos. Está nas mãos do poder judiciário determinar qual será o futuro do país. Isso vai depender basicamente de quem conseguirá ficar em pé na cena política brasileira. Hoje, a primeira turma do Supremo Tribunal Federal, decide se o senador Aécio Neves, do PSDB, poderá ou não ser preso. Mesmo que decida pela prisão, a decisão do STF precisa ser confirmada pelo senado Federal. Aécio foi gravado pedindo dois milhões em propina ao dono da JBS.

Já a partir de amanhã, o juiz Sérgio Moro, poderá anunciar a sentença, condenando ou absolvendo lula no caso do triplex do Guarujá. O ex-presidente, como sempre, diz que demonstrou que é inocente e desafia que consigam provar que ele é culpado. Pra não perder o costume, Lula não deixa de atacar os procuradores da Lava Jato, que para ele, deveriam ser demitidos, porque inventaram uma grande mentira.

Também amanhã, o Supremo Tribunal Federal decidir se poderá ser revisto o acordo de delação premiada, dos donos da JBS, que confessaram inúmeros crimes e receberam perdão total. Corromperam os mais altos figurões da república e estão posando de mocinhos, como se não fossem bandidos da mesma quadrilha.

E a polícia federal, num relatório preliminar, conclui que na investigação sobre Michel Temer e o ex-deputadao, Rodrigo Loures, o homem da mala, houve a prática de corrupção passiva. Os peritos da PF pediram mais 5 dias para finalizar o laudo das gravações do dono da JBS com o presidente da República. Muita coisa que estava inaudível, agora estaria dando pra ouvir muito bem. Depois disso, vamos saber qual dos dois está com a razão. Joesley Batista, dono da JBS, apontado como um notório bandido, ou Michel Temer, que foi chamado por ele de chefe de quadrilha.

Temer acusado de “chefe de quadrilha” e Joesley seria “bandido notório”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 19/06/2017

A crise ética e moral em Brasília, vai ficando cada vez pior. Quando se pensa que a sujeira da corrupção chegou ao fundo do poço, percebe-se que o buraco é ainda mais embaixo.

O delator da JBS Friboi, Joesley Batista, numa entrevista exclusiva a Revista Época, acusou o presidente da República Michel Temer, de liderar a maior e mais perigosa organização criminosa do Brasil. O dono da JBS, também revelou na entrevista que o presidente pediu dinheiro e favores, com a maior naturalidade.

A resposta de Michel Temer foi dura, citando claramente que Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira, destacando que ele conseguiu enriquecer com práticas, pelas quais não responderá, além de manter seu patrimônio intacto no exterior, com o aval da Justiça. A nota da presidência ainda acusa o dono da JBS de imputar a outros seus próprios crimes e preserva seus reais sócios e que obteve perdão pelos seus delitos e ganhou vinte e cinco anos para devolver o dinheiro da corrupção. Que o tornou bilionário.

Mas o que chama a atenção nisso tudo, é que o presidente da República, usou o jatinho da JBS, foi no casamento do delator Joesley Batista, a quem recebeu fora da agenda, na calada da noite, no Palácio do Jaburu, sua residência oficial e só depois o definiu como um conhecido falastrão.

O empresário de quebra, na entrevista disse que o PT de Lula institucionalizou a corrupção no Brasil e que o PSDB de Aécio Neves fez leilão para comprar partidos nas eleições de 2014. Este é só um pequeno resumo do verdadeiro esgoto no submundo do poder.

O dono da JBS foi premiado sim  com os benefícios que recebeu, em função da delação premiada que fez a Procuradoria Geral da República. Mas também fica difícil de entender, porque só agora o presidente Michel Temer conseguiu enxergar que Joesley Batista é um notório bandido.

Folha de SP elenca denúncias que envolvem Silval, Blairo e Taques comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 16/06/2017

O atual governador Pedro Taques e os ex-governadores Silval Barbosa e Blairo Maggi, foram destaque na edição desta sexta-feira do jornal Folha de São Paulo. No caso do atual governador, a reportagem cita as suspeitas de que ele poderia ter se beneficiado  dos grampos telefônicos ilegais, que teriam monitorado inclusive adversários políticos. O jornal relembra também o escândalo da Seduc, que envolveu fraudes em licitações e distribuição de propina.

Em relação ao ex-governador Silval Barbosa, o jornal destaca que ele ficou preso por quase dois anos e que agora cumpre prisão domiciliar, por conta de um esquema de corrupção, na concessão fraudulenta de benefícios a empresas em programas de incentivos fiscais.

Na parte da reportagem dedicada a Blairo Maggi, a reportagem relembra a denúncia de compra de vaga no Tribunal de Contas do Estado no período que ele governava o estado, além do envolvimento do nome dele na operação Lava Jato, em função de depoimentos de ex-executivos da empreiteira Odebrecht, onde um inquérito foi aberto para apurar uma possível cobrança de propina de doze milhões de reais, dinheiro que teria abastecido a campanha de Blairo Maggi em 2006, quando ele foi candidato a reeleição ao governo de Mato Grosso.

Valtenir Pereira retoma PSB e da o troco em Mauro Mendes

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 15/06/2017

Uma enorme confusão está instalada no PSB de Mato Grosso depois de perambular pelo PROS, PMB e PMDB, o deputado federal Valtenir Pereira, para surpresa geral, principalmente de Mauro Mendes e companhia, Ltda, está reassumindo a presidência do  partido em Mato  Grosso.

Toda essa crise começou pelo fato dos deputados federais,/ Fábio Garcia e Adilton Sachetti, terem votado a favor da Reforma Trabalhista, contrariando a orientação partidária. O ex-prefeito Mauro Mendes classificou a decisão como vergonhosa e lamentável na verdade, é uma história que está se repetindo, no PSB, só que de maneira invertida alguns anos atrás, Mauro Mendes numa negociação com a direção nacional do PSB, entrou no partido pela janela e Valtenir Pereira teve que sair pela porta dos fundos.

A chiadeira é geral, porque os dois deputados federais,Fábio Garcia e os cinco deputados estaduais do PSB, não poderiam nem sair do partido, porque correm o risco de perder o mandato. Fábio Garcia reclama que a posição partidária, revela falta de coerência, mas não se lembraram de ser coerentes na hora de votar contra uma orientação do partido, que era contra a Reforma Trabalhista. O fato é que os políticos costumam usar os partidos apenas para se eleger, alugando a legenda e depois querem fazer o que bem entendem com o mandato, que pertence ao partido, ao qual eles devem obediência.

Valtenir Pereira, que diz ter retornado ao PSB, para construir o consenso, está sorrindo de orelha a orelha, porque deu o troco no desafeto Mauro Mendes. Por falar nisso, o ex-prefeito, por não ter mandato, é na prática o único que poderia deixar o partido sem correr riscos o problema é que uma andorinha só não faz verão e também não consegue ganhar eleição.

Decisão de juíza indica que Silval está fazendo delação

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 14/06/2017

A decisão da juíza Selma Rosane de Arruda, que colocou Silval Barbosa em prisão domiciliar, usando tornozeleira eletrônica, ainda deixa uma dúvida no ar. O advogado de defesa dele nega com firmeza que o ex-governador tenha feito um acordo de delação premiada, entregando a justiça gente graúda do meio político de Mato Grosso.

Na confissão de Silval, ele admitiu a existência de uma organização criminosa, vai devolver quase cinquenta milhões de reais, mas todas as pessoas que ele entregou estão ou já tinham sido presas e portanto estavam sendo investigadas, inclusive o próprio filho. Especialistas no meio jurídico, acreditam que isso não seria suficiente para que ele ganhasse o direito de ficar em casa, depois de quase dois anos preso. É preciso lembrar ainda que todos que foram citados, eram ex-secretários ou ex-assessores. Numa linguagem popular, o ex-governador na confissão falou de água morro abaixo, mas estaria faltando aparecer o fogo morro acima. E a expectativa é de que isso ficou reservado para vir a público nos próximos dias. Tanto é assim, que um dos fatos que influiu na decisão da juíza Selma Arruda, foi o de que Silval Barbosa estaria em risco na prisão, por estar recebendo ameaças de morte.

Nos bastidores, não é de hoje que se comenta, que o ex- governador iria apontar o dedo para muitos políticos com mandato. Chegou-se a falar em mais de uma dezena deputados, além de integrantes do poder judiciário, ministério público e tribunal de contas. Uma outra pista está na própria decisão judicial, citando que está sendo devolvido uma parte do que foi desviado dos cofres públicos. Só uma parte. E a decisão de forma bem didática, registra que a manutenção da prisão de Silval Barbosa e Silvio Correia, poderia atrapalhar as confissões e delações dos dois acusados. Isso confirma ou não a delação premiada?

Sem acordo na justiça, VLT corre o risco de ficar travado

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 13/06/2017

A novela do VLT continua longe de um final feliz. Na resposta do Governo do Estado a Justiça Federal, explicando as bases do acordo, não foi alterado o valor de 922 milhões, que é contestado pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Agora o Consórcio VLT terá mais cinco dias para se manifestar e depois disso, outros cinco dias para o Ministério Público. Esses prazos vão terminar no dia 26 de junho.

Como a posição do Consórcio vlt deve ser a mesma que o governo já manifestou, também não deve mudar a posição já anunciada pelo Ministério Público. A tradução disso é que o acordo vai ficando cada vez mais distante. Isso porque sem entendimento entre as partes, não será possível para a justiça homologar o acordo. Isso vai criar um problema ainda maior. A retomada do VLT está judicializada e isso na prática, inviabiliza que seja feito um acordo administrativo entre governo e consórcio, já que o Ministério Público não concorda com o valor de mais de 900 milhões. Se isso for feito, sem uma decisão judicial, o acordo com certeza será contestado e aí a obra fica travada de novo.

Fontes do governo informam que vão procurar os Ministérios Públicos Federal e Estadual, para tentar o entendimento, porque essa seria a única forma de retomar o empacado VLT. Uma outra possibilidade seria romper o contrato, mas o consórcio está cobrando uma dívida de trezentos milhões. Sem pagar essa conta, a tendência é que as coisas fiquem como estão, ou seja, tudo parado. A verdade é que sem acordo, restará um mar de incertezas. Nesta polêmica do VLT, as partes envolvidas podiam se lembrar de uma antiga lição do direito: mais vale um mau acordo, do que uma boa demanda.

Em Brasília, guerra contra a Lava Jato é em campo aberto.

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 12/06/2017

A guerra dos políticos contra a Lava Jato agora é em campo aberto. Os acusados de terem se beneficiado com dinheiro de caixa dois e até de receber propina, nem se preocupam mais em fazer segredo das suas conspirações contra a maior operação de combate a corrupção no Brasil.

A Revista Veja denunciou neste final de semana, que o governo do presidente Michel Temer, teria acionado a Agência Central de Inteligência, que é o serviço secreto do país, para fazer uma devassa na vida do ministro Edson Fachin, que é o relator da operação no Supremo Tribunal Federal. É que os poderosos de Brasília, cada vez ficam mais incomodados com as investigações e com a abertura de inquéritos na justiça, sobre o mar de lama e o dinheiro sujo desviado dos cofres públicos.

A arapongagem teria descoberto que o ministro Edson Fachin teria até usado um jatinho da JBS, aliás o mesmo que o presidente Michel Temer tinha se esquecido que utilizou numa viagem junto com  a família. A presidente do STF reagiu dizendo que a possível devassa contra o ministro é própria das ditaduras.

Mas a semana passada terminou com a sociedade indignada com a postura de uma das mais altas cortes da justiça, o Tribunal Superior Eleitoral, que para salvar o atual presidente, acabou inocentando Dilma Roussef, da utilização de caixa dois na campanha de 2014, com provas colhidas pelo próprio TSE e que foram solenemente ignoradas. Um vexame inexplicável. O presidente do TSE, Gilmar Mendes se defende, ao afirmar que queriam que o tribunal decidisse uma questão política. Conversa pra boi dormir. A maioria dos ministros se curvou aos poderosos e decidiram contra o país, manchando a imagem do judiciário brasileiro.

Taques contesta Alan Malouf sobre Caixa 2 na campanha de 2014

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 09/06/2017

O governador Pedro Taques, contesta as declarações do empresário Alan Maluf, que prestou depoimento nesta quinta feira a juíza Selma Rosane de Arruda, na sétima vara criminal. Numa nota a imprensa, o governador declarou que são levianas, mentirosas e irresponsáveis, as acusações de que ele teria conhecimento do esquema de propina na Secretaria de Educação do Estado e ainda que teria utilizado dinheiro de caixa dois na campanha eleitoral de 2014.

Sobre o esquema fraudulento, no que ficou conhecido como o escândalo da Seduc, Pedro Taques destacou que todas as medidas que competiam ao estado foram adotadas, a partir da deflagração da ação pelo Ministério Público Estadual. Além das acusações contra Pedro Taques, Alan Maluf, apontado como um dos chefes no esquema de distribuição de propina, também mencionou no seu depoimento o deputado federal Nilson Leitão e o deputado estadual Guilherme Maluf, os dois do PSDB. Agora, as informações do empresário devem ser encaminhadas ao Procurador Geral da República, se abre ou não um inquérito contra o governador no Superior Tribunal de Justiça e contra o deputado federal Nilson Leitão no Supremo Tribunal Federal, já que os dois tem foro privilegiado em função dos cargos que exercem.

Profissionais do meio jurídico entendem que as declarações prestadas por Alan Maluf, ajudam a explicar porque a justiça decidiu mantê-lo em liberdade, depois de ter passado dez dias preso, no final do ano passado. Agora é  aguardar para saber se o empresário, que virou  réu confesso, terá como provar as acusações que fez e são gravíssimas. E com certeza, ainda deve rolar muita água embaixo dessa ponte.

Alan Malouf e Silval podem implodir o mundo político em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 08/06/2017

Nesta quinta feira, o empresário Alan Maluf, deve prestar um novo depoimento a juíza Selma Rosane de Arruda, da sétima vara criminal. O empresário  chegou a ficar  dez dias preso na fase denominada de Grâo Vizir, da operação Rêmora, que investiga o escândalo da Seduc. A expectativa é se Alan Maluf deve confirmar ou não a existência de caixa dois na campanha de Pedro Taques ao governo do Estado em 2014.

O empresário é acusado de ser um dos cabeças do esquema de corrupção na Secretaria de Educação, que fraudava licitações e distribuía propina para agentes públicos, entre eles o ex-secretário Perminio Pinto e os deputados Guilherme Maluf e Nilson Leitão. Mas além deste caso que envolve o governo atual, estão sendo esperadas para os próximos dias, revelações explosivas do ex-governador Silval Barbosa e que atingiriam gente muito poderosa.

Pelas informações, o conteúdo trata de compra de vaga no Tribunal de Contas, pagamento de propina a conselheiros e negociata na farra dos  incentivos fiscais, envolvendo grandes empresários. Fala-se até que a delação vai revelar que alguns adversários políticos eram sócios em negócios que rendiam muito dinheiro, ou melhor, tinha muito ouro. Enquanto brigavam em público, dividiam os lucros longe dos olhos da sociedade.

E um dos alvos principais de Silval Barbosa seria Blairo Maggi, atual ministro e que governou mato grosso por quase oito anos. Circulou inclusive nos bastidores, que um emissário de Blairo Maggi, procurou e tentou conversar com Silval Barbosa na prisão. O tal emissário levou uma dura e teve que dar meia volta, porque o sentimento do ex-governador é de que foi abandonado pelos ex-companheiros no meio da estrada. Se foi isso mesmo, vem bomba por aí.

Pressão do agronegócio dificulta solução para o caos na saúde

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 07/06/2017

O setor do agronegócio é de uma importância vital para a economia de Mato Grosso. Quase tudo gira em torno da pecuária e principalmente da agricultura. Isso deve sempre ser reconhecido. Mas este segmento não pode mais insistir em olhar só para o próprio umbigo e ficar resistindo com unhas e dentes em contribuir um pouco mais no aspecto social, numa posição que no mínimo revela uma falta de sensibilidade muito grande. E chama a atenção o fato de autoridades importantes do governo, acabarem agindo como porta vozes dos grandes, dos barões da soja, quase virando as costas, em especial, para o caos da saúde.

Depois do vice-governador Carlos Fávaro, ter sido contra mexer no Fethab, agora é o secretário Marcelo Duarte, da infraestrutura, que manifesta preocupação com o que ele define como desvio de recursos do fundo para aplicar em outros setores, como a saúde. O secretário está questionando se o estado terá condições de repor o que foi utilizado e que isso contraria a própria lei, que pode ser mudada, pela Assembleia Legislativa. Para entender melhor, vale o registro de que Marcelo Duarte, antes de ir para o governo, era diretor da Aprosoja, que representa uma cadeia produtiva competente e milionária.

Ninguém é contra o agronegócio, mas as lideranças do setor e os seus porta-vozes precisam entender que neste momento, a crise da saúde é muito mais urgente que resolver o problema desta ou daquela estrada. É hora também do governo assumir uma posição firme e não ceder as pressões dos poderosos que comandam a economia de Mato Grosso. A força do dinheiro não pode de jeito nenhum funcionar como uma espada na cabeça de milhares de pessoas que dão com a cara na porta quando precisam da saúde pública e são humilhadas no momento que mais precisam de ajuda.

Sem acordo deputados não votam 800 milhões para o VLT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 06/06/2017

O governo do Estado e o Consórcio VLT, terão um prazo de cinco dias a partir de hoje, para se manifestar em relação a posição dos Ministérios Públicos Federal e Estadual, que é contrária a retomada das obras tendo como base o valor de 922 milhões de reais. O juiz Ciro Andrade Arapiraca, abriu inclusive a possibilidade de que o consórcio e o governo corrijam as falhas que foram apontadas.

Já na Assembleia Legislativa, a maioria dos deputados já defende que o empréstimo de 800 milhões de reais, solicitado pelo estado, para retomar o empacado VLT, somente seja apreciado depois que a justiça se manifeste sobre o acordo. O presidente da comissão parlamentar de inquérito das Obras da Copa, deputado Oscar Bezerra, lembra que as conclusões do Ministério Público são bem parecidas com o que apontou a CPI em seu relatório final.

E não é só aqui, que as obras caríssimas da copa estão dando problemas. Foi preso hoje o ex-ministro de Michel Temer e Dilma Roussef, Henrique Eduardo Alves, por suspeita de um desvio de quase 80 milhões na Arena Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte. A suspeita é de corrupção e lavagem de dinheiro. Também teve a prisão decretada o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que já está preso pela Lava Jato em Curitiba.

E aqui no nosso terreiro, ainda não estão resolvidos os problemas da Arena Pantanal, um estádio que teve o custo orçado em 450 milhões e que acabou torrando mais de 600 milhões de reais. Por enquanto nada foi comprovado, mas ainda são investigadas denúncias de que no governo anterior também desviaram dinheiro público dessas obra.

Prisão do homem da mala pode complicar situação de Temer no TCE

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 05/06/2017

O Tribunal Superior Eleitoral deve retomar amanhã, o julgamento da chapa Dilma/Temer, com acusações de abuso de poder econômico e utilização de caixa dois na campanha eleitoral de 2014.

Ironicamente, a denúncia foi feita pelo PSDB, que tem como presidente, o senador Aécio Neves, flagrado numa gravação pedindo dois milhões de reais em propina para o dono da JBS Friboi, Joesley Batista. Mas isso é apenas um detalhe. Por tudo que foi mostrado até aqui, a chapa Dilma Roussef/Michel Temer, foi eleita de forma ilegal, utilizando dinheiro sujo. Os mais de cinquenta milhões de votos, elegeram tanto a candidata do PT a presidente, como o candidato do PMDB a vice-presidente. Petistas e peemedebistas eram sócios do poder há muito tempo. Agora o que tentam a todo custo, é separar o dinheiro de um e de outro, como se fosse possível existir o caixa dois do mal e o caixa dois do bem.

As evidências de crime são enormes. As delações do marqueteiro do PT e as confissões dos executivos da empreiteira Odebrecht, são suficientes para revelar o tamanho da sujeira eleitoral, que confirmou milhões e milhões em propina. Condenar Dilma Roussef e inocentar Michel Temer vai mostrar mais uma vez, que o famoso jeitinho brasileiro continua funcionando, até nos tribunais.

E agora o atual presidente da república tem mais um motivo para se preocupar. É que a prisão no final de semana do ex-deputado Rocha Loures, o homem da mala, pode influenciar no julgamento. Isso porque a defesa de temer suspeita da existência de novas gravações com o amigo ex-deputado que poderia comprometer ainda mais o presidente da República.até porque, depois de ser preso, aumentaram as chances de o homem da mala ser o novo delator da Lava Jato.

Nos grampos ilegais ninguém consegue falar a mesma língua

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 02/06/2017

No escândalo dos grampos telefônicos, integrantes de poderes e instituições ainda não estão conseguindo falar a mesma língua. A Associação do Ministério Público rebateu em nota, afirmações do desembargador Marcos Machado, de que ele teria sido vítima da escuta ilegal e que membros do Gaeco poderiam estar envolvidos. O promotor Roberto Turim, que preside a entidade diz que as declarações são infundadas e inverídicas.

Já no Palácio Paiaguás, o governador Pedro Taques, descarta a demissão do secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira, suspeito de participar do esquema de grampos que está sendo investigado.

Apesar de admitir que o fato é grave e que precisa ser apurado, Taques declara que apesar das denúncias, não sabe se os coronéis Airton Junior e Zaqueu Barbosa, que está preso, seriam mesmo culpados pelas escutas ilegais. A acusação foi feita por uma sargento da polícia militar.

Já a juíza Selma Rosane de Arruda, que atua no combate ao crime organizado, está solicitando uma apuração detalhado das interceptações telefônicas que foram feitas na sétima vara criminal. A suspeita da magistrada é a de que pode ter ocorrido a famosa barriga de aluguel, sem que ela percebesse a ilegalidade. Ou seja, ela poderia ter sido induzida a erro por quem solicitou o grampo. E aí entra em cena a delegada Alana Cardoso, que segundo a juíza teria solicitado pelo menos duas interceptações.

Como se vê, o sentimento de desconfiança é gral. Mas o que a sociedade exige é que tudo isso seja muito bem explicado e principalmente que todos os culpados por esse crime acertem as contas com a justiça.

Além do VLT, licitação de ônibus também empaca em Cuiabá

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 01/06/2017

A longa novela sobre o precário e tão criticado transporte coletivo de Cuiabá, deve se arrastar por pelo menos mais quatro meses. É que mais uma vez, foi adiada a decisão sobre o modelo de licitação a ser lançado pela Prefeitura da Capital.

Ao fazer o anúncio, o prefeito Emanuel Pinheiro justificou a necessidade de novos estudos, antes de definir como será o processo que visa a contratação de novas empresas para operar o sistema. As explicações são as mesmas de sempre. Entre elas, organizar o transporte alternativo com os micro-ônibus e ainda fazer as adequações necessárias na integração dos ônibus com o VLT, que como todo mundo está cansado de saber, está com as obras paralisadas há mais de dois anos. A verdade é que sem uma nova licitação, será muito difícil melhorar o transporte coletivo, que castiga diariamente milhares de usuários. A prefeitura congelou o valor da passagem neste ano, exigindo mais qualidade no serviço, mas isso não é o suficiente.

As empresas ao longo do tempo, por não serem fiscalizadas com mais rigor, sempre arrumaram um jeitinho de não cumprir com a obrigação, passando por cima até do que determina o contrato assinado com o município. Os pontos de ônibus estão aí caindo aos pedaços. Para o passageiro, sobra se derreter no sol ou se encharcar na chuva. A renovação da frota é outra batalha. Para as pessoas que tem algum tipo de deficiência, a acessibilidade é uma piada.

Com tantos problemas, não se entende muito  bem porque é tão difícil fazer uma licitação para o transporte coletivo. E agora, de forma surpreendente, os empresários nem reclamaram do congelamento no valor da passagem. A dúvida é porque de uma hora para outra, ficaram tão compreensivos. Por que será?

Delator complica mais a situação de Blairo na Lava Jato

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 31/05/2017

Na operação Lava Jato, a situação vai se complicando um pouco mais para o ministro da Agricultura Blairo Maggi. O fato novo é que dois delatores da Odebrecht revelaram que Maggi quando era governador do estado, se empenhou pessoalmente com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, para que o Governo Federal liberasse recursos para saldar uma dívida antiga de Mato Grosso com a empreiteira, em torno de cinquenta milhões de reais.

Por causa disso, o procurador geral da República, Rodrigo Junot, pediu a abertura de um inquérito contra o ministro, porque a denúncia indicou um pagamento de doze milhões de propina, que teriam sido usados na campanha de reeleição de Blairo em 2006, ao Governo do Estado de acordo com um dos delatores da Odebrecht, Antonio Pacífico, o então governador Maggi, teria usado a influência dele junto ao governo Lula para garantir que os recursos fossem repassados a Mato Grosso. E o resultado dessa liberação, teria saído o pagamento de doze milhões de reais em propina, para bancar uma parte da campanha de Maggi a reeleição. No departamento de propina da empreiteira, o codinome, o apelido que aprece, é caldo. O ministro Blairo continua negando tudo e diz que não fez nada de errado.

Já no caso de outro ex-governador, que já teria feito delação ao Ministério Público Federal, nos bastidores seguem fortes os rumores de que as principais instituições do estado serão atingidas. A denúncia de José Riva de mensalinho a deputados seria fichinha. No caso de Silval Barbosa, a revelação seria de um gigantesco mensalão.

Delator faz novas revelações no esquema da Seduc

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 30/05/2017

O escândalo da Seduc. A juíza Selma Rosane de Arruda, depois de uma licença médica, deve retomar os depoimentos nesta semana, da terceira fase da operação Rêmora, batizada de “Grão Vizir”. Estão previstos inicialmente os interrogatórios de dois delatores, entre eles o do empresário Giovani Guizardi, que foi apontado como o chefe do esquema de fraudes nas licitações, num jogo de cartas marcadas com as empreiteiras. A expectativa é de que podem ser feitas novas revelações, sobre os atos criminosos na Secretaria Estadual de Educação.

Muita gente foi presa em função das denúncias, inclusive o ex-secretário da pasta no atual governo, Permínio Pinto. Segundo o Ministério Público, além de fraudar licitações, superfaturavam reforma e construção de escolas e cobravam propina que depois era distribuída a agentes públicos.

Na operação Grão Vizir, chegou a ir para a cadeia, o empresário Alan Maluf, acusado pelo delator Giovani Guizardi, de ser o grande beneficiário do esquema de corrupção na Seduc. De acordo com a delação. Cinquenta por cento da propina eram entregues para Alan Maluf, numa espécie de ressarcimento por doações feitas na campanha eleitoral de 2014.

Para esta semana, também está previsto o depoimento da esposa de Giovani Guizardi, que é prima de Alan. E nos bastidores, circula com certa insistência a informação de que o empresário Maluf, poderia estar negociando com as autoridades um acordo de delação premiada. Mas por enquanto é bom aguardar, para saber o tamanho do assalto aos cofres público e no bolso de quem foi parar a propina.

Governo busca dinheiro para tentar resolver o caos na saúde

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 29/05/2017

Nesta semana, o governo do Estado vai tentar encontrar uma saída para levantar o dinheiro necessário para socorrer a saúde pública, em função dos atrasos nos repasses, tanto no interior como na capital. A agonia é grande nos hospitais regionais, nos filantrópicos e no pronto socorro de Cuiabá. São meses e meses de atraso nos valores que estas unidades de saúde teriam que receber.

Para o governo, não vai ser nada fácil convencer os demais poderes a abrir mão de recursos que tem direito. O Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas já avisaram que estão no limite do que podem economizar e também estão com repasses atrasados. Já os prefeitos até concordam em abrir mão de uma parte do que recebem pelo Fethab, mas entendem que não podem ser penalizados e que o sacrifício precisa ser de todos.

Com a crise financeira, o cobertor fica curto e cada um tem os seus motivos para não abrir mão daquilo que tem direito. Mas será preciso ceder, porque diante do caos na saúde, a solução tem ser urgente. Por falta de atendimento, além da humilhação tem muita gente que está perdendo a vida. E é por isso que as lideranças do agronegócio são tão criticadas quando resistem com unhas e dentes  e batendo o pé, não concordando que os recursos para estradas tenha uma parte destinada para socorrer a saúde. Se não houver espírito público e um pouco mais de sensibilidade com o sofrimento de milhares de pessoas, o caos vai aumentar ainda mais.

Novela da CAB em Cuiabá só deve terminar daqui 45 dias

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 26/05/2017

A decisão da Prefeitura de Cuiabá em prorrogar por mais quarenta e cinco dias a intervenção na Cab, foi uma medida acertada. Isso porque o consórcio que deve substituir a concessionária, ainda não apresentou os documentos que comprovem capacidade técnica e operacional para executar os serviços de água e esgoto da capital.

É preciso que sejam dadas todas as garantias, que protejam os interesses da população, para que não se repita o que vem acontecendo nos últimos anos, quando o sistema foi privatizado, por causa da irresponsabilidade, fizeram um contrato meia boca que só protegia os interesses da Cab, que fazia o que bem entendia em Cuiabá e o município praticamente não tinha condições de penalizar a empresa, que não cumpriu com as metas definidas.

Quando a empresa apresentar as garantias que estão sendo solicitadas, o prefeito Emanuel Pinheiro, deveria também ouvir a sociedade, antes de tomar a decisão final sobre um setor que é tão importante para a vida da cidade. Seria uma forma de assegurar que não serão repetidos os mesmos erros do passado. Mas hoje a tendência, pelas dificuldades de se chegar a um acordo, está mais para decretar a caducidade do contrato e romper com a concessão.

Neste caso, a prefeitura terá que se preparar, para reassumir a operação do sistema de água e esgoto, pelo menos até decidir se abre ou não uma nova licitação. Mas o mais importante é que a população não continue pagando a conta pelos abusos que foram cometidos.

Fethab pode salvar saúde, se o agronegócio deixar

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 25/05/2017

Finalmente, parece que as autoridades resolveram começar a acordar, para tomar providências, que não podem mais esperar, neste caos gigantesco da saúde pública em Mato Grosso. Os deputados que apoiam o governo, foram cobrar do governador Pedro Taques e do secretário Luiz Soares uma solução para a crise. Uma das alternativas seria utilizar os recursos do Fethab, para tentar regularizar uma montanha de pagamentos que estão atrasados.

Vamos esperar que as lideranças do agronegócio não coloquem dificuldades, como sempre tem acontecido, porque para eles, a saúde da população não é tão importante assim. As estradas são a grande prioridade. Enquanto isso, muita gente morre por falta de atendimento.

E o caos é tanto aqui na capital como no interior. A dívida com os hospitais regionais passa dos cento e sessenta milhões de reais. Com as prefeituras, são mais trinta e três milhões. Portanto, esta conta está raspando em duzentos milhões de reais. Pra piorar, a equipe econômica do governo diz que a arrecadação nos primeiros quatro meses do ano, teve uma queda de duzentos e cinquenta milhões. Apesar disso, é preciso encontrar um caminho.

Em Cuiabá, a situação de novo, é caótica nos hospitais filantrópicos, que ameaçam paralisar o serviço, também por atraso nos pagamentos. E se isso ocorrer, estrangula a rede pública, porque eles atendem oitenta por cento da clientela do sus, fazem mil e cem partos, quinhentas cirurgias e internam três mil e quinhentas pessoas por mês. Sem os filantrópicos, o caos pode virar catástrofe. O momento exige responsabilidade e respeito com a vida de milhares de pessoas. E não tem como esperar mais, porque a saúde chegou ao fundo do poço.

Prisão de coronel expõe gravidade dos grampos ilegais em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 24/05/2017

A prisão de um coronel, que já foi comandante geral da Policia Militar, reforça ainda mais a gravidade da denúncia sobre os grampos telefônicos ilegais em Mato Grosso. Na decisão que decretou a prisão do coronel e do cabo da PM, o juiz Marcos Faleiros cita a existência de indícios da prática de vários crimes militares.

No elenco das ilegalidades, de acordo com o magistrado, estariam a prática de corrupção, prevaricação, falsidade ideológica, organização criminosa, divulgação de segredo e falsificação de documento. No esquema clandestino que foi denunciado, teriam sido alvo das interceptações, um grande número de pessoas, que pode chegar a mil grampeados, entre eles, políticos, servidores públicos, desembargadores e jornalistas. Para o magistrado, o que está sob investigação, ofende a democracia e compromete a apuração de crimes que acontecem no estado, além de afetar a credibilidade da Polícia Militar e também do Gaeco, que é o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado.

O fato é que essas instituições precisam ser preservadas, pela simples razão de que atuação delas deve ser sempre em defesa dos interesses da sociedade. Não se pode admitir a afronta que representa uma rede de escuta ilegal e o que é pior é a forte suspeita de que agentes públicos estariam por trás deste esquema. Agora o que se espera das autoridades é que a investigação do caso seja totalmente transparente porque a opinião pública e principalmente quem teve a privacidade invadida, tem o direito de saber, porque cometeram essa violência, a resposta que todos buscam é a que interesses serviam esta rede de grampos ilegais que teria sendo montada em Mato Grosso.

Delator diz que promotora sabia de propina em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 23/05/2017

Os reflexos em Mato Grosso da delação premiada e muito bem premiada dos donos da JBS Friboi. O empresário Wesley Batista, declarou que o  Ministério Público de Mato Grosso, sabia sobre a propina de trinta milhões que teria sido paga ao ex-governador Silval Barbosa. A propina em três parcelas de dez milhões, foi o resultado de um acordo por conta de um benefício ilegal de incentivos fiscais concedido a empresa dos irmãos Batista aqui no estado. A fraude foi praticada pelo ex-secretário da Casa Civil Pedro  Nadaf e por um dos executivos da JBS, falsificando inclusive documentos públicos. Por causa disso, a empresa teve bloqueados setenta milhões de reais.

O delator Wesley Batista, que agora está em Nova Iorque, livre, leve e solto, afirmou que fez um acordo com a promotora Ana Cristina Bardusco e que pagou tudo que deviam em função dos créditos ilegais e fraudados. Segundo Wesley, a promotora tinha conhecimentos da propina paga ao ex-governador. No depoimento ao procurador da força
tarefa da Lava Jato em Brasília, foi perguntado ao dono da JBS se o caso tinha ido parar na esfera criminal, por ter envolvido fraude de documento público e pagamento de propina. O delator informou que todas as pendências financeiras deste golpe foram resolvidas, que tudo foi pago, mas declarou que não foi aberto o processo criminal.

Esta é uma questão que precisa ser melhor explicada, porque crimes foram cometidos. Até porque já basta o mau exemplo do Supremo Tribunal Federal, que premiaram os donos da JBS com a liberdade, sem tornozeleira e liberado pra curtir a vida em Nova Iorque. A opinião pública está indignada porque a sensação é de que não acontece nada com quem enriquece com o dinheiro público. Pra essa gente, até o crime foi um grande negócio.

Na delação da JBS, tinha até um “reservatório de corrupção”

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 22/05/2017

A delação dos donos da JBS, continua revelando detalhes que são escandalosos e como se davam as negociatas no submundo da política. Além das gravações comprometedoras com os figurões da república, entre eles o presidente Michel Temer, o que está difícil de entender são os benefícios concedidos aos delatores. Não vão ficar um dia sequer na cadeia, não irão usar tornozeleira, morando numa cobertura na quinta avenida em Nova Iorque, que custou mais de cento e vinte milhões. Isso é algo que o ministério público terá que explicar a sociedade. Mas isso não anula a sujeira que envolve os políticos.

A JBS gastou mais de quinhentos milhões na campanha de 2014, bancando vinte e oito senadores, dezesseis governadores, mais de cento e sessenta deputados federais e quase cento e oitenta deputados federais.

Um procurador da República perguntou a um dos delatores do grupo JBS, porque alimentar tantos candidatos. A resposta foi incrível, ou melhor, um deboche. Ele disse que a ideia era montar um reservatório da boa vontade, para quando fosse necessário usar os serviços desses respeitáveis senhores, que receberam a propina. Já o presidente da República, continua tentando se equilibrar no cargo, mas está difícil. Michel temer resiste e diz que não renuncia de jeito nenhum. Abre aspas. Se quiserem que me derrubem. Fecha aspas. Ele fez esta provocação em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo, desafiando a oposição. A verdade é que a crise é gigantesca e é quase impossível ele se manter no cargo. Para se defender , Michel Temer ataca os delatores. Mas isso não basta.

A OAB também está entrando com um pedido de impeachment e o presidente da república vai ter muito trabalho para explicar toda intimidade que demonstrou com o dono da JBS na conversa gravada. O delator é um criminoso e não pode ficar zombando do Brasil e tem que ser punido, apesar de estar levando a boiada bem nutrida de Brasília direto para o matadouro.

Grampos ilegais em MT não podem cair no esquecimento

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 20/05/2017

O escândalo dos grampos telefônicos em mato grosso. Um levantamento feito pelo Ministério Público Estadual, aponta que as interceptações telefônicas não passaram pelo sistema que é controlado pelo Gaeco, oGrupo Especial de Combate ao Crime Organizado. Em nota oficial, oMinistério Público informa que nenhum dos números de telefone apontados no relatório de inteligência da Polícia Militar, que foram grampeados de maneira indevida na comarca de Cáceres, passou pelo equipamento guardião, que é utilizado pelo Gaeco.

O procurador Geral de Justiça, Mauro Curvo, também encaminhou ofício ao procurador Geral da República, que investiga o caso, convidandoRodrigo Junot, para conhecer como funciona o sistema de escutas operado pelo Gaeco em Mato Grosso.

A rede de escuta ilegal foi denunciada pelo promotor Mauro Zaque, ex-secretrário de segurança do atual governo. A informação inicial é de que um grupo de cento e vinte pessoas teriam sido grampeadas ilegalmente, desde 2014. Mas já se comenta que esse número de grampos poderia ser bem maior e teria atingido políticos, advogados, jornalistas, médicos, policiais, entre outros profissionais.

 O sistema de escuta é o conhecido como barriga de aluguel, quando se incluem números de telefones de pessoas, que na prática, não estão sendo investigadas numa determinada ação judicial. A confusão é grande e está só no começo. O governo do estado já declarou que o crime é grave e precisa ser apurado, mas está acionando o promotor Mauro Zaque, que denunciou o esquema.

O governador Pedro Taques, encaminhou uma representação contra o promotor Mauro Zaque ao Conselho Estadual do Ministério Público e o acusa de falsificação de documento público e também de prevaricação, por ter deixado de praticar ato de ofício, ao tomar conhecimento de prática criminosa. O fato é que essa rede de escuta ilegal é um atentado contra a sociedade, não pode ficar sem resposta. É preciso agilidade nesta apuração e o resultado deve ser informado a opinião pública com toda transparência. Afinal, não se pode sair por aí invadindo a privacidade das pessoas, sem uma determinação legal para que isso seja jeito. A denúncia pode até ter demorado um pouco pra ser feita, mas  o crime é muito grave e não cair no esquecimento de jeito nenhum.

A intimidade escandalosa entre Michel Temer e o dono da JBS

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 19/05/2017

A qualidade do áudio de fato não é muito boa, na conversa que foi gravada pelo dono da JBS Friboi, num encontro noturno, fora da agenda com o presidente da República. Podem até existir dúvidas se Michel Temer, apoiou o empresário quando ele disse que zerou as dívidas de propina com Eduardo Cunha, para que ele ficasse em silêncio. Mas se não concordou, também não censurou, não condenou a prática criminosa.

A questão central agora é que os diálogos que foram divulgados, revelam uma intimidade muito grande entre o delator Joesley Batista e o presidente da República. Além disso, o que espantou a sociedade, foi no mínimo, a passividade de Michel Temer, diante de tudo que ouviu do empresário, que confessou vários tipos de crimes, entre eles, obstrução ao trabalho da própria Justiça. Mais ainda. Chegaram a combinar novos encontros, protegidos pelas sombras da noite. E é esse comportamento que causou uma enorme estranheza em toda sociedade, que esperava uma outro tipo de atitude do chefe da nação.

O dono da JBS falou que controlava juízes e subornava procuradores e ainda pediu que por estar sendo investigado pela Lava Jato, que Michel Temer indicasse um interlocutor, para que ele tratasse dos assuntos de interesse do grupo empresarial. E o presidente indicou um deputado, que depois foi gravado pegando uma mala de dinheiro.

O empresário deixou claro que queria interferir até nas decisões do Banco Central sobre política de juros.

No que se refere a Eduardo Cunha, o presidente chegou até as reclamar que estava sendo fustigado, pressionado pelo ex-presidente da Câmara, que está preso. O que se esperava no mínimo é que o dono da JBS, fosse expulso da residência oficial de Michel Temer. Mas não foi o que aconteceu, e vai ser difícil para o presidente explicar que não tem nada de errado, depois de uma conversa tão estranha, mas cercada de tanta intimidade.

Compra de silêncio de Cunha pela JBS deve derrubar Temer

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 18/05/2017

Preste atenção nessa frase. Abre aspas. Tem que manter isso, viu. Fecha aspas. Conforme publicou o jornal O Globo, a frase foi pronunciada por Michel Temer, numa gravação feita pelo dono da JBS Friboi, Joesley Batista, quando comunicou ao presidente que estava pagando o ex-presidente da Câmara, ou seja, comprando o silêncio de Eduardo Cunha, para que ele não abrisse a boca.

A referida gravação faz parte do processo de delação premiada da JBS ao Ministério Público Federal e que deve ser mais explosiva que as revelações da empreiteira Odebrecht. É um mega escândalo de corrupção que de novo, sacode a política brasileira.

A opinião geral é de que Michel Temer não tem mais como se sustentar na Presidência da República. O que se discute é se a saída seria por renúncia ou cassação do mandato. Mas o presidente resiste, dizendo que não vai cair. Mas se ele foi gravado concordando com a compra do silêncio de Eduardo Cunha, como é que vai permanecer no mais alto cargo do país?

E a delação da JBS Friboi, já resultou também no afastamento do senador Aécio Neves do senado e pedido de prisão feito contra ele vai ser analisado pelo pleno do Supremo Tribunal Federal. O presidente do PSDB, que é o maior partido de oposição no Brasil, foi flagrado em outra
gravação, pedindo ao empresário Joesley Batista, dois milhões de reais e tudo foi comprovado pela polícia federal. O interessante é que ele foi pedir o dinheiro para pagar um advogado que iria fazer a defesa dele, onde é acusado de desviar dinheiro público. E aí queira mais dinheiro sujo pra se defender de outra propina.

Ao contrário do que teria dito Michel Temer na gravação, não dá pra manter isso não viu!!! É mais uma sujeira, que envergonha a nação, revelando que a turma de Brasília, pela delação  da JBS Friboi, tem a carne fraca demais.

Suspeita é que número de grampos pode ser bem maior

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 17/05/2017

o esquema dos grampos telefônicos ilegais, pode ser bem maior do que já foi divulgado até agora. Quem levantou esta suspeita foi o próprio presidente do Tribunal de Justiça, numa conversa com deputados de oposição que querem instalar uma CPI na Assembleia Legislativa, para apurar o caso.

De acordo com o desembargador Rui Ramos, é quase certo que existiriam outras escutas ilegais clandestinas, conhecidas como barrigas de aluguel. Já o procurador geral do Ministério Público, Mauro Curvo desconfia que a  fraude desta rede ilegal de escutas, pode não ter passado pelo guardião que é controlado pelo Gaeco, que é o equipamento que faz as gravações e as interceptações dos telefones grampeados.

E uma informação nova, divulgada pela imprensa, reforça mesmo que de forma indireta a desconfiança do procurador Mauro Curvo, na denúncia do promotor Mauro Zaque, estão anexadas notas fiscais de aquisição de equipamentos de escuta, em nome do atual chefe da Casa Militar do Estado. De acordo com a empresa responsável pelo sistema, tais equipamentos só poderiam ser vendidos para autoridades com poder de polícia, para órgãos  oficiais e não em nome de particulares. Enquanto isso, o comandante geral da PM, determinou a abertura de um inquérito policial militar, para apurar desvios de conduta que são atribuídos a integrantes da corporação.

O governo do Estado já disse que a denúncia é grave, um atentado contra a democracia e que precisa ser apura. Mas está faltando assumir uma posição mais firme e enfática e apoiando de forma clara  o Ministério Público e o Poder Judiciário na apuração do caso, para apontar os culpados pelo crime. Com essa posição, o governo iria demonstrar que quer tudo em pratos limpos, que não vai ficar nada embaixo do tapete e ainda iria reafirmar que ninguém está acima da lei.

Deputados querem CPI para investigar grampos ilegais comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 16/05/2017

Os deputados ligados as partidos de oposição, se mobilizam para criar uma CPI com a finalidade de investigar a denúncia dos grampos telefônicos, uma rede de escuta ilegal que foi denunciada pelo promotor Mauro Zaque, ex-secretário de segurança do atual governo.

A direção da Assembleia já declarou que com o número necessário de assinaturas, a comissão parlamentar de inquérito seria instalada. Apesar disso, o governador Pedro Taques, numa reunião com dez deputados que fazem parte da bancada de situação, teria afirmado que uma CPI neste momento iria paralisar Mato Grosso e iria comprometer pautas importantes, como a PEC do Teto de Gastos e as Reformas Administrativa e Tributária.

O problema é que a todo momento surgem novas informações sobre os grampos telefônicos. Já existem listas circulando em toda a imprensa, com nomes de pessoas que teriam sido grampeadas ilegalmente. E não são apenas de figuras que tem ligações com o meio político.  Até quatro médicos foram alvo do esquema clandestino, além de outros profissionais, que a princípio, não teriam envolvimento com a área pública ou questões de governo.

O procurador geral do Ministério Público Estadual, admite que o caso também poderia ser investigado aqui em Mato Grosso, se o Ministério Público Federal decidir desmembrar a apuração, que está protegida por segredo de justiça. O presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos abriu um procedimento sigiloso, mas o momento exige toda transparência, porque a denúncia é gravíssima e a opinião pública tem todo o direito de saber o que aconteceu. E dizem que o número de grampeados pode chegar a mil e trezentos. Se for assim, a grampolândia de Mato Grosso, vai para o guinness, o livro de recordes.

Mauro Zaque sustenta a denuncia sobre grampos ilegais em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 15/05/2017

Na denúncia sobre a existência de uma rede de escutas ilegais, sem autorização judicial, a confusão está ficando cada vez maior. No final de semana, o governo afirmou que o crime é grave, mas que não tinha conhecimento dos fatos que estão sendo denunciados. Já o Ministério Público, por meio de nota, esclareceu que o procedimento arquivado pelo Gaeco, o Grupo de Combate ao Crime Organizado, com informações apresentadas pelo Governador do Estado, não guardam relação com a denúncia que foi feita pelo promotor Mauro Zaque.

Já no Poder Judiciário, a explicação é a de que a justiça teria sido induzida a erro para autorizar as escutas ilegais. O presidente do Tribunal, Rui Ramos. Admite que se houve alguma fraude, nenhum magistrado poderia ser responsabilizado, já que segundo ele, a regra quando se solicita autorização judicial para realizar escutas, isso é de competência normalmente do Ministério Público ou então das autoridades policiais.

O promotor Mauro Zaque, sustenta a denúncia dos grampos ilegais, dizendo que levou os fatos ao conhecimento do governo e que pediu a exoneração de quem estivesse envolvido. O promotor afirma que decidiu deixar a Secretaria de Segurança, no final de 2015, quando percebeu que as providências não seriam tomadas. Para Mauro Zaque, os atos representam um atentado contra toda a sociedade, que precisam ser apurados e os responsáveis, punidos com o rigor da lei. O fato é que até aqui ninguém desmentiu a escuta ilegal e o caso que é investigado pela Procuradoria da República deverá apontar aqueles que tomaram a decisão de ouvir a conversa alheia, grampeando os telefones de dezenas de pessoas, de forma clandestina.

Denúncia de grampo ilegal põe Governo no olho do furacão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 12/05/2017

Duas denúncias com potencial explosivo, são os maiores destaques hoje em toda a imprensa de Mato Grosso. Uma delas diz respeito a delação do ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, num depoimento prestado ao Gaeco, o Grupo de Combate ao Crime Organizado em setembro do ano passado. O ex-secretário teria afirmado aos promotores na delação premiada, que cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, teriam recebido cinquenta milhões de reais, para aprovar as contas de 2016 do  governo Silval Barbosa.

Nesta semana, foi arquivada por falta de provas no próprio TCE, uma comissão de sindicância que tinha sido instalada para apurar o caso. O conteúdo da delação de Pedro Nadaf, sem dúvida é gravíssima, mas necessita de comprovação e isso deve estar sendo investigado pelas autoridades.

A outra denúncia que caiu como uma bomba no meio político, é sobre a existência de uma rede de escutas telefônicas clandestinas, que envolveria uma lista de cento e vinte pessoas. O caso está sendo investigado pela Procuradoria Geral da República. A rede de escuta, segundo se informou, seria controlada por oficiais da polícia militar. A denúncia teria sido encaminha ao Gaeco, pelo Governo do Estado, mas o Ministério Público teria arquivado por insuficiência de provas. Mas o caso foi reaberto pela procuradoria da república e acabou resultando na saída do secretário da Casa Civil, Paulo Taques do governo, para que na condição de advogado passe a responder pela defesa do governador Pedro Taques nesta denúncia que envolve os grampos telefônicos clandestinos, ou seja, sem autorização judicial.

Aqui até agora também não houve a comprovação, mas se isso for confirmado, a tempestade política poderá ter efeitos arrasadores.

Na frente de Moro, não deu pra Lula subir no palanque

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 11/05/2017

O ex-presidente Lula, apesar de ser um craque na retórica, não conseguiu transformar em palanque, lá em Curitiba, a sala de audiência da Justiça Federal. O juiz Sérgio Moro, que se comportou de forma serena, modera e polida, colocou o líder máximo do PT na posição nada confortável de quem é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. E a postura do magistrado, acabou fazendo com que lula, por algumas vezes entrasse em contradição.

Apesar de sempre ter dito que nunca soube da roubalheira investigada pela Lava Jato, foi obrigado a confirmar que procurou um ex-diretor da Petrobrás, Renato Duque, indicado pelo PT, para saber se ele tinha contas no exterior. E segundo Duque, ele ouviu do ex-presidente que se  tivesse recebido dinheiro de propina, era pra tirar tudo do nome dele.

O caso do triplex foi ainda mais interessante. Lula admitiu que fez uma visita ao apartamento do Guarujá, na companhia do senhor Leo Pinheiro, presidente da OAS, uma das maiores empreiteiras do país. Falou que colocou mais de 500 defeitos no imóvel e que não iria comprar, porque por ser um homem público só conseguiria ir a praia na sexta feira santa ou no dia de finados.

O que chama a atenção é que o vendedor do o triplex era ninguém que o presidente da empreiteira. Que beleza. Mais foi obrigado a confirmar, que a esposa dele, já falecida, a dona Marisa, foi uma segundas vez no Guarujá, sem ele saber, só pra avisar que eles não iam ficar com o apartamento, mas precisava ter ido até lá pra dizer que não ia comprar nada, se Lula tinha linha direta com o dono da empreiteira, ou melhor, com o corretor do imóvel? É que dona Marisa segundo Lula deveria ser a responsável pelo investimento da família. Muito bem.

E a audiência pode ser resumida assim. A forma que Sérgio Moro conduziu o interrogatório foi uma tapa de pelica, nos críticos e em quem conspira contra a Lava Jato. Lula não transformou a audiência num ato político e moro cumpriu o papel de juiz, mostrando que tem preparo suficiente para comandar a caça aos tubarões, que jogaram o país num mar de corrupção.

Lula não sabia de nada, mas Moro quer saber de tudo!

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 10/05/2017

Dez de maio de 2017. A data de hoje é histórica para o país. É que daqui a pouco, a uma da tarde, hora de Mato Grosso, estarão frente a frente, lá em Curitiba, o juiz Sérgio Moro, comandante da operação Lava Jato e o ex-presidente Lula, que um dia disse que a esperança iria vencer o medo. Mas foi corrigido pela presidente do supremo, ministra Carmen Lúcia, quando ela afirmou que o cinismo havia vencido a esperança, mas que o crime não iria vencer a justiça.

No depoimento de hoje, o líder máximo do PT, vai tentar de defender da acusação de ter praticado crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e no caso de ser condenada, a pena é de 22 anos de prisão. O ex-presidente é suspeito de ter recebido mais de três milhões em propina da construtora OAS.

A maior parte disso se refere a reforma, ampliação e decoração de um elegante triplex, de frente para o mar, na praia do Guarujá em São Paulo. Lula que vivia jogando para a plateia que estava a disposição do juiz Sérgio Moro, fez de tudo nos últimos dias para adiar o depoimento, mas não teve sucesso. E com certeza, vai tentar explorar politicamente o interrogatório e tentar passar uma imagem de vítima, de que está sendo perseguido. O fato de convocar a militância petista para ir a Curitiba, já demonstra a intenção de criar um fato político. Mas esta audiência não é pra discutir política, é pra investigar corrupção.

O clima é tenso, mesmo porque a estratégia da defesa de Lula será tentar confrontar o juiz Sérgio Moro, para tumultuar o processo. E o triplex do Guarujá é apenas a ponta do iceberg.

Os procuradores  da Lava Jato apontam que na Petrobrás, o esquema de corrupção, desviou mais de 40 bilhões de reais. E hoje, com uma câmera no rosto, o homem que nunca sabia de nada, vai ter que se explicar. É o Dia D de Lula, como nunca antes na história desse país.

Juíza Selma decide que Alan Maluf não volta para prisão comente

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 09/05/2017

O empresário Alan Maluf, acusado de ser um dos chefes do esquema que ficou conhecido como o escândalo da Seduc, vai continuar solto. A decisão é da juíza Selma Rosane de Arruda, que negou o pedido do Gaeco, Grupo de Combate ao Crime Organizado, que tinha pedido a volta dele para a prisão.

Alan Maluf tinha sido preso numa das fases da Operação Remora, a Grão Vizir, mas foi solto no natal do ano passado. Grão Vizir era a autoridade mais poderosa, depois do sultão, na antiga Pérsia. A juíza decidiu não atender o pedido do Ministério Público, porque o Gaeco não teria apresentando fatos novos, para que fosse modificada a prisão domiciliar do empresário, alegando que ele confessou os crimes, além de apontar outros nomes que estariam envolvidos no esquema de corrupção. Neste caso, há também a suspeita de que Alan Maluf, esteja num processo de delação premiada, junto ao Ministério Público Federal.

Já em Brasília, outro caso que também envolve um grande empresário, Eike Batista, continua rendendo muita polêmica. O procurador geral da República, Rodrigo Junot, quer anular a decisão que colocou o empresário em liberdade e ainda quer que o ministro Gilmar Mendes, autor da decisão seja impedido pelo STF de atuar neste processo. O que se questiona é o fato da esposa de Gilmar Mendes, integrar o  escritório de advocacia, que presta serviço ao empresário Eike Batista, que é acusado de pagar uma propina de mais de cinquenta milhões ao ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, que está preso. A decisão final será tomada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Gilmar Mendes critica de forma severa o tempo das prisões na Lava Jato e costuma chamar os procuradores federais do Paraná, de a República de Curitiba. É preciso bom senso, porque essa briga envolvendo Ministério Público e o judiciário só interessa aos ladrões do dinheiro público.

Auditoria do TCE mostra que interior também vive caos na saúde

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 08/05/2017

O Tribunal de Contas do Estado, determinou a realização de uma auditoria nos hospitais regionais do estado, que antes eram administrados por organizações sociais e que agora estão sob intervenção. A intervenção foi necessária em função da péssima qualidade do atendimento prestado a população.

As unidades que serão fiscalizadas pelo TCE são as de Sorriso, Alta Floresta, Colíder e Várzea Grande. Em Alta Floresta, estaria faltando até comida para os pacientes. No Hospital Metropolitano de Várzea Grande, a situação também é gravíssima. Na semana passada, uma comissão de vereadores visitou o Pronto Socorro de Cuiabá e de novo mostrou uma situação que humilha os pacientes e os familiares, quando tomou posse, o prefeito Emanuel Pinheiro comparou o Pronto Socorro da capital a um hospital de guerra.

Os Hospitais Filantrópicos de Cuiabá, que atendem quase na totalidade, a clientela do SUS, o Sistema Único de Saúde, os problemas de repasses ainda não estão solucionados, o que dificulta o atendimento. O poder público, nas três esferas, municipal, estadual e federal, precisa dar respostas que são urgentes e não podem esperar mais, porque a situação piora a cada dia que passa.

Em Cuiabá e Várzea Grande, as unidades acabam ficando mais superlotadas, exatamente porque os pacientes que não conseguem atendimento no interior acabam se deslocando para a capital. Todo mundo concorda que é preciso mais dinheiro para a saúde. Mas falta também mais esforço conjunto de todos os setores envolvidos, para tentar uma solução para o vergonhoso caos na saúde pública de todo país.

Abaixo-assinado vai pedir impeachment de 3 ministros do STF

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 05/05/2017

A decisão da justiça de colocar em liberdade aqueles que enfiaram a mão nos cofres públicos, a turma da propina, além de indignar a opinião pública, provoca um embate até entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal.

A libertação do empresário Eike Batista e do ex-ministro do PT, José Dirceu, gerou uma forte reação da sociedade. A segunda turma do STF, responsável por julgar os casos da Lava Jato, está sendo colocada em xeque e pelo próprio relator da operação, Edson Fachin. O ministro tomou a decisão de deixar para o plenário, o conjunto de todos os ministros, o pedido de habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci o italiano da Odebrecht. Parece que Edson Fachin está com um pé atrás com alguns colegas, mas propriamente com um trio que atua na segunda turma.

Muitos juristas defendem que a decisão de colocar em liberdade quem se lambuzou de propina, tem amparo legal, porque não foram julgados ainda pela segunda instância. Para a opinião pública, isso soa como uma ofensa, uma provocação. O sentimento do cidadão é que aí entra em cena a velha e nojenta impunidade. Tanto é assim, que nos próximos dias deve ser entregue ao senado um abaixo assinado online, com quase trezentas mil assinaturas, que pede o impeachment dos três ministros que votaram a favor da libertação de José Dirceu.

A revolta é tão grande que este abaixo assinado está na internet há apenas dois dias. O texto do documento destaca que nem sempre o supremo interpreta a lei ao pé da letra e que agora decidem a favor de interesses que não coincidem com o bem comum. Mas tem um problema. O abaixo assinado vai para o senador, onde mais de vinte senadores estão na lista da Lava Jato. O mais certo é que vão tentar salvar a própria pele, porque o que mete medo em todos eles é ir parar na cadeia.

Bloqueio de conta de Silval e mais 3 passa de 70 milhões

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 04/05/2017

A farra dos incentivos fiscais. A justiça determinou um novo bloqueio nas contas do ex-governador Silval Barbosa e de mais três ex-integrantes do primeiro escalão no governo dele. Marcel de Cursi e Edmilson dos Santos, que foram titulares na Secretaria de Fazenda e Pedro Nadaf, que foi chefe da Casa Civil. A acusação é que teriam beneficiado de forma fraudulenta, a empresa JBS Friboi, na concessão de incentivos fiscais.

A farra teria sido tão grande, que a JBS Friboi, no início do atual governo, devolveu aos cofres do Estado mais de trezentos e setenta milhões de reais, porque o grupo empresarial foi beneficiado pelo esquema e tinha deixado de pagar uma fortuna em impostos e o nome disso é sonegação. O Ministério Público Estadual também está pedindo a condenação da diretoria da Friboi além de exigir que seja restituído tudo aquilo que foi desviado dos cofres públicos.

E nessa questão dos incentivos fiscais, o controle precisa ser rigoroso, até porque as denúncias são de que neste setor, os desvios foram bilionários. E ainda tem os casos das exportações fictícias que estão sendo apontadas pelo atual governo. Uma única empresa teria sonegado algo em torno de três bilhões de reais. E como o agronegócio é vital para a nossa economia, tudo isso tem que ser esclarecido é claro recuperar aquilo que foi saqueado dos cofres públicos, um dinheiro que poderia estar sendo utilizado, em áreas como a segurança, saúde e educação.

Em três meses, 14 pessoas morreram na fila da saúde pública

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 03/05/2017

A situação na saúde pública fica cada vez mais difícil, o quadro é desolador. Um levantamento da Defensoria Pública em Cuiabá, revela números assustadores. Só nos primeiros três meses deste ano, catorze pessoas morreram por falta de atendimento. E o mais absurdo é que todas elas tinham em mãos liminares da justiça, mas mesmo assim perderam a vida.

Segundo o relatório da defensoria, mais da metade dos pedidos são para solicitar UTIs, seguido de pedidos de medicamentos e cirurgias. O que fica difícil de entender é que liminares são medidas judiciais, que simplesmente deixam de ser cumpridas. O pior de tudo é que praticamente nada acontece por causa disso.

Um dos pacientes  tem uma história que é até difícil de acreditar. Um homem de 44 anos, que tinha uma liminar da justiça, acabou morrendo, porque não foi atendido. Ele poderia receber o atendimento em casa. Como o caso dele não teve solução, ele ficou internado, pasmem, durante quatro anos no pronto socorro de Várzea Grande. Isso mesmo, quatro anos de internação.

Todo mundo sabe que o caos da saúde não será resolvido com as liminares judiciais, mas é preciso fazer alguma coisa. Aqueles que precisam da rede pública, não podem continuar sendo submetidos a tanto sofrimento, tanta humilhação. Em alguns casos, chega a faltar até água nas unidades de saúde. As autoridades reclamam que tem pouco dinheiro, mas o que falta mesmo é respeito, porque não garantem ao cidadão o direito de ser atendido com um pouco mais de dignidade.

Temer vai tirar os cargos de partidos que votaram contra reforma

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Record – 02/05/2017

Depois do feriado prolongado, em Brasília o que não faltam são temas polêmicos. No Senado Federal, voltam a ser discutidos o famoso foro privilegiado, a reforma trabalhista já aprovada na câmara, além da CPI que foi instalada na semana passada e que pretende apurar casos de fraude e sonegação na previdência social. Aliás, o Governo Federal está fazendo o possível e o impossível, para conseguir os votos necessários para a reforma da previdência.

Na Câmara Federal, são no mínimo, trezentos e oito votos. E a estratégia do Palácio do Planalto a partir de agora é falar uma linguagem que os políticos conhecem muito bem. Os partidos que apoiam o governo, mas que votaram contra a reforma trabalhista, vão receber o troco, sofrendo represálias. A ameaça é de demitir aqueles que ocupam cargos nos ministérios, numa forma de pressionar outros partidos que estejam pensando em pular a cerca. E aí mais uma vez se tem a demonstração clara de como as coisas funcionam.

Pra manter os cargos, as verbas e tudo o mais, tem que dançar conforme a música. É aquele velho conhecido, o toma lá, dá cá. Mas o que assusta nisso tudo, é que essa prática mesquinha da política, é adotada com a maior naturalidade em temas que vão interferir na vida de milhões de brasileiros.

Já aqui em Mato Grosso, aqueles que votaram a favor da reforma trabalhista, estão tendo que encarar a ira dos sindicatos e de uma parte da população, que se consideram traídos pelos parlamentares. Eles se defendem dizendo que a reforma é necessária para que o país saia da crise. Mas apesar das vaias nas ruas, o consolo para esses seis deputados, é que não vão perder nenhum cargo lá em Brasília.

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