Em votação apertada, Lucimar escapa da cassação em VG

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 19/06/2018

Juiz que suspendeu escolta de Selma Arruda seria inimigo dela

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 18/06/2018

Numa decisão surpreendente e com muitas razões para ser questionada, a justiça de Mato Grosso suspendeu a escolta concedida pelo governador Pedro Taques a juíza aposentada Selma Rosane de Arruda. Quem decidiu assim foi o juiz Mirko Vincenzo Gianote, da comarca de Sinop. Este magistrado é o mesmo que há meses atrás, foi destaque na imprensa nacional por ter recebido num único mês, uma remuneração superior a 500 mil reais. Mas disseram que estava tudo dentro da lei.

Esta ação para suspender a escolta da juíza, que também é pré-candidata ao senado, foi de um vereador de Sinop, que por coincidência é do MDB, mesmo partido do ex-governador Silval Barbosa, que foi preso por determinação da então magistrada, que respondia pela vara de combate ao crime organizado. Para suspender a escolta, o juiz Marko Vincenzo argumentou que isso prioriza os interesses de uma única pessoa em detrimento de todos os demais cidadãos de Mato Grosso. A juíza Selma é bom lembrar, no exercício do cargo, recebia muitas ameaças de morte, pela coragem de decidir contra facções criminosas que comandam os presídios e também por colocar na cadeia os tubarões corrutos que assaltavam os cofres públicos aqui no Estado. E ao agir dessa forma, estava sim, defendendo os interesses das pessoas de bem, de quem é honesto. Isso não pode ser esquecido. Negar a proteção para quem até há pouco tempo era ameaçada de morte, é no mínimo uma enorme falta de sensibilidade.

Na decisão, o juiz de Sinop fala em ferir princípios e ferir a lei. Por falar nisso, existe um processo na justiça, de um outro caso, por causa de um comentário num site sobre uma sentença de Selma Arruda contra João Arcanjo. Quem responde o processo é a esposa dele, porque o endereço eletrônico estava em nome dela. Quem entrou com o processo foi a juíza Selma. Mas o magistrado não se declarou suspeito para suspender a escola. Isso fere princípios ou fere a lei? Mas podem dizer que isso é legal. Afinal, receber mais de meio milhão de reais num único  mês, já falaram que é perfeitamente legal.

Prefeito diz que está entusiasmado com a CPI da Saúde

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 16/06/2018

O prefeito Emanuel Pinheiro afirmou ter ficado entusiasmado quando recebeu a notícia de que a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a criação de uma CPI para investigar os desmandos na área de saúde em Cuiabá. Ele disse ainda que é preciso colocar o dedo na ferida. E já passou da hora, porque os problemas  são enormes e esta administração tem contribuído para agravar uma situação que já era caótica. Além da falta de medicamentos, que é uma constante na rede municipal, existem suspeitas graves de contratações totalmente desnecessárias na Secretaria Municipal de Saúde, dando conta de que existiria um cabidão de emprego, onde teriam muitos funcionários fantasmas.

A desconfiança grande é que a politicagem tomou conta de um setor que deveria se preocupar em atender a população.   E este é um dos principais alvos da CPI que é o de investigar a existência de uma gestão temerária com possível ingerência política. O que já se ouviu muito é que a Secretaria de Saúde estaria infestada de cabos eleitorais de vereadores que fazem parte da base de apoio do prefeito na Câmara de Cuiabá.

Outro ponto que merece atenção na investigação é a crise provocada pela falta de medicamentos e aí surgem mais suspeitas, com as famosas contratações emergenciais, para fugir das licitações. É preciso lembrar que a falta de compromisso de Emanuel Pinheiro com a saúde foi a principal causa  do pedido de demissão da ex-secretária de saúde, Elizeth Araújo. O prefeito que diz estar entusiasmado com a CPI, só não precisa exagerar. Da próxima vez que forem pedir informações na Secretaria de Saúde, os entusiastas podiam colaborar e não chamar a polícia.

1 bilhão e 500 milhões foram sonegados por políticos e empresários de MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 15/06/2018

Políticos de Mato Grosso, acusados de corrupção e lavagem de dinheiro, tentam anular em Brasília, a Operação Ararath que desmontou o maior escândalo financeiro do Estado, que teria desviado mais de quinhentos milhões de reais dos cofres públicos. E tudo isso virava propina para alimentar a garganta profunda dos corruptos. Tudo era base do toma lá, dá cá. Só que a sonegação descoberta pelo Ministério Público Federal foi maior ainda, um recorde nacional.

O rombo fiscal atingiu um bilhão e meio de reais. Pra se ter uma ideia, isso é o que iria custar o VLT inteirinho, essa obra vergonhosa que até hoje continua abandonada. A Operação Ararath que colocou muita gente poderosa na cadeia, já conseguiu recuperar mais de 200 milhões de reais, bloqueou outros trezentos milhões e está correndo atrás de mais de um bilhão de reais.

Fazendo uma comparação proporcional com outros Estados, é o maior rombo fiscal do Brasil. Foi dessa investigação que surgiu a colaboração premiada do ex-governador Silval Barbosa, que foi batizada de delação monstruosa, porque mostrou a sujeira e a imundície onde estava mergulhada uma grande parte da classe política de Mato Grosso. Primeiro usavam propina para fazer campanha e depois praticavam extorsão e chantagem para não fiscalizar, para fechar os olhos para a roubalheira.

Depois disso tudo, ainda tem gente tentando anular o que foi desvendado pela polícia e denunciado pelo Ministério Público Federal. Uma dessas ações é do senador Blairo Maggi e não é para se defender das acusações. Ele pede a anulação porque de acordo com os advogados dele o processo não deveria estar nas mãos do ministro Luiz Fux. Uma das denúncias contra Blairo é gravíssima. Ele teria participado do esquema que comprou e recomprou a vaga do conselheiro Sérgio Ricardo no Tribunal de Contas por doze milhões de reais. E agora sem foro privilegiado, vai ter que se explicar para a justiça de Mato Grosso, que foi responsável por denunciar este escândalo bilionário.

Taques diz que Mauro não pode ter “medinho” de sair candidato

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 14/06/2018

A temperatura caiu, mas o debate político continua esquentando, por causa das eleições de outubro. Pedro Taques, que tem o pavio curto, voltou a cutucar o ex-prefeito Mauro Mendes, que apesar de ainda não assumir publicamente que é pré-candidato ao governo, autorizou o partido dele, o Democratas, a construir uma possível candidatura. Em função da indefinição do ex-aliado, o governador diz que pra ser candidato é preciso ter coragem e quem quer ser governador não pode ter medinho, tem que ter decisão, tem que ter atitude. Pra completar a provocação, Taques diz que ele não tem tempo pra sentir medo de nada.

Numa entrevista a uma emissora de rádio da capital, o governador utilizou um termo pesado, traição, ao lembrar que o ex-senador Jaime Campos desistiu de se candidatar a reeleição em 2014, porque teria sido traído por Mauro Mendes. E hoje, Jaime e Mauro estão no mesmo partido.

O que deve também agitar os bastidores nos próximos dias, são os números de uma pesquisa feita por um dos institutos mais famosos do país, sobre o desempenho dos pré-candidatos ao governo e ao senado. Na disputa pelo Palácio Paiaguás, num cenário de primeiro turno, os principais candidatos, Mauro, Wellinton e Taques estão bem próximos um do outro. A surpresa é que o procurador Mauro, do PSOL, está coladinho neles. Como o procurador só aparece em época de eleição, esse é o voto de protesto do eleitor, que está indignado com tanta sujeira e tantos escândalos.

Sobre a disputa no segundo turno, Pedro Taques perde pra Wellington, Mauro Mendes e Jaime Campos e este último na realidade deve ser candidato ao senado. Para o governador, os maiores problemas continuam sendo a desaprovação ao governo, que está subindo e a falta de confiança, que permanece altíssima. Mas anda como se costuma dizer, muita água vai rolar embaixo da ponte. Mas enquanto isso, teremos ainda muitas acusações, troca de farpas e o já anunciado, bateu, levou. Porque na disputa pelo poder, já está aberta a temporada do vale tudo. Como eles dizem, só não vale perder.

Mauro e Wellington poderão ter “jogo combinado” no primeiro turno

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 13/06/2018

O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, é sim pré-candidato ao governo de Mato Grosso, mas por enquanto, seguindo uma estratégia, prefere dizer que apenas autorizou o DEM a construir a sua candidatura ao Palácio Paiaguás. Tem que se respeitar, porque este é o estilo dele de fazer política. Mas o fato é que já está em pré-campanha. E o debate de Mauro Mendes com Pedro Taques está inaugurado.

O governador tinha dito que a partir de agora, será na linha do bateu, levou. O ex-prefeito ao dizer que não quer polemizar, aproveita e dá mais uma alfinetada, reafirmando que a atual administração não serve para Mato Grosso e que não tem obrigação de apoiar ninguém eternamente.

Mauro Mendes coloca o pé na estrada, destacando que o momento é de viabilizar recursos para custear a campanha e intensificar o diálogo na busca por novas alianças políticas. Ele admite que pode construir uma aliança com o senador Wellinton Fagundes e até com o deputado federal, Nilson Leitão. No caso de Wellinton, que também é pré-candidato ao governo estadual, a conversa deve girar entre uma convivência pacífica no primeiro turno da eleição, visando uma composição para o segundo turno.

Esse jogo combinado não é novidade pra ninguém. Como também não é mais surpresa que Otaviano Pivetta, vai recuar da pré-candidatura dele ao governo, provavelmente na condição de vice de Mauro Mendes. Uma das vagas ao senado seria do ex-governador Jaime Campos e a outra vaga estaria reservada para o deputado Adilton Sachetti, que é amigão de Blairo Maggi e precisa do aval do ministro.

Só o que não está bem claro é quando mauro mendes diz que pode fazer uma aliança com Nilson Leitão, candidato ao senado do PSDB na chapa de Pedro Taques. A pergunta é uma só. Será que Mauro trabalha com a possibilidade do governador não sair candidato a reeleição? Ou vão tentar puxar o tapete de Pedro Taques?

STJ nega habeas corpus e Mauro Savi continua na prisão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 12/06/2018

Os deputados estaduais continuam insistindo para tentar tirar da prisão o deputado Mauro Savi e entrou com recurso no STJ, o Superior Tribunal de Justiça. Esta nova ação é assinada por dois procuradores da Assembleia Legislativa. Os parlamentares na semana passada chegaram a aprovar um projeto de resolução, pedindo a soltura do deputado que está preso há mais de um mês, acusado de ser um dos líderes no escândalo do Detran, que teria desviado trinta milhões de reais.

O desembargador José Zuquim, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, não acatou o pedido de soltura, dizendo que só o poder judiciário pode tomar a decisão de revogar a prisão. Ele explicou que a prisão preventiva por ordem judicial, não pode ser revertida pelos deputados, que estariam sendo pressionados por Mauro Savi.

Os advogados do parlamentar também recorreram ao Superior Tribunal de Justiça. A defesa entendeu que o desembargador agiu como um malabarista, por não acatar o projeto de resolução, que pedia a soltura do deputado. E disse mais. Que o desembargador faz exercício de futurologia, por ter baseado a decisão dele num julgamento que ainda não foi concluído pelo Supremo Tribunal Federal. Antes de ser suspenso, o placar era de cinco a quatro para que deputados não tenham o poder de tirar um colega da prisão. E não devem ter mesmo este privilégio, porque isso causa revolta e indignação.

A acusação do Ministério Público é que o deputado usava o cargo dele para comandar um esquema de corrupção, alimentado por uma montanha de propina. O malabarismo agora deve ser o de explicar que o dinheiro público não foi desviado. Mas não é isso que está ocorrendo. Toda esta briga judicial é para discutir se um deputado preso pela justiça pode ser solto pelos seus colegas. E sob os aplausos da sociedade, por enquanto a justiça está vencendo.

Taques diz que vai revelar porque foi abandonado pelos ex-aliados

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 11/06/2018

E na reunião do PSDB em Cáceres, neste final de semana, Pedro Taques voltou a afirmar que durante a campanha eleitoral, a população irá ficar conhecendo os reais motivos pelo fato de ter perdido tantos aliados. Os ex-companheiros tem dito que se afastaram do governador porque ele não honrou os compromissos que assumiu, que as dívidas explodiram e que ele quebrou as finanças do Estado. As maiores críticas foram feitas pelos ex-prefeitos Mauro Mendes, de Cuiabá e Otaviano Pivetta, de Lucas do Rio Verde.

O deputado federal Adilton Sachetti, que é pré-candidato ao senado pelo PRB, fez uma cobrança para que taques não seja genérico nas acusações e que aponte os nomes de quem teria feito propostas não republicanas, de quem teria agido com desonestidade para usar o governo em benefício próprio. O fato é que muitas lideranças políticas de vários partidos, se afastaram do governador batendo duro na atual administração. Até o ex-senador Jaime Campos, que teria dividido a canjica com Pedro Taques afirmou que a gestão dele é um verdadeiro fiasco, uma enganação e que não transformou nada em Mato Grosso. Mas a resposta de Pedro Taques aos ex-aliados só deve ocorrer, quando ficar definido quem será candidato ao governo do Estado, se será Pivetta ou Mauro Mendes.

De outro lado, o pré-candidato da oposição ao governo, o senador Wellinton Fagundes diz que não abre mão da disputa e que está aguardando também a definição do Democratas, que está preso na eterna indefinição do ex-prefeito de Cuiabá. Nem os aliados dele estão conseguindo mais disfarçar a irritação a estratégia de Mauro Mendes, que continua de salto alto e todo mundo no compasso de espera.

“Jogo sujo” faz candidato desistir de disputar governo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 08/06/2018

O ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, desistiu de ser candidato ao governo de Mato Grosso. O anúncio foi feito nesta sexta-feira, o principal motivo seria um atrito dele com o presidente do PSL, o deputado Vitório Galli. Na entrevista que concedeu a Rádio Capital FM, Rossato fala de um suposto jogo sujo do deputado que estaria interessado apenas no seu projeto de reeleição à câmara federal.

O ex-prefeito também se irritou quando Vitório Galli, disse depois de se encontrar com o governador Pedro Taques, que o partido teria que pensar num plano B, se o partido ficasse sem um candidato ao governo. No entender de Rossato, quando o principal dirigente partidário refere-se a um pano B, é porque não tem nenhum interesse no plano A. Rossato lembrou que ao desistir de ser candidato a governador, sai pela porta da frente, de cabeça erguida e que vai continuar apoiando Selma Arruda, que é pré-candidata ao senado.

A desistência de Dilceu Rossato, teria sido fruto de um acordo celebrado com o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, que por enquanto é o pré-candidato do PDT ao governo estadual. Mas isto só será mantido se o eterno indeciso Mauro Mendes jogar a toalha e não sair candidato a governador. Porque se Mauro resolver entrar na disputa, Pivetta deve ser o vice dele. É um complicador para a juíza aposentada Selma Arruda, já que o PSL é um partido pequeno e precisa fazer alianças, até para que possa tem um pouco mais de tempo no horário eleitoral. E Selma Arruda já disse que não vai dividir palanque com ficha suja.

Não será uma tarefa fácil, vai ser como procurar agulha num palheiro. E na desistência do ex-prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, que não é mais candidato, a briga de Vitório Galli, pelo menos foi com alguém de carne e osso. Porque no mundo da fantasia, o polêmico deputado, já perdeu muita energia tentando medir forças com o personagem do Mickey e até com o Rei Leão.

Jornalistas de MT repudiam intenção de quebrar sigilo da fonte

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 07/06/2018

Deputados insistem e decidem pedir a soltura do colega Mauro Savi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 06/06/2018

Então fica combinado assim. Por unanimidade, treze deputados votaram e decidiram que o colega deles, Mauro Savi, deve deixar a prisão. O parlamentar é um dos principais acusados no esquema de corrupção no Detran de Mato Grosso. O que se pergunta é qual teria sido a motivação dos deputados para que ele seja colocado em liberdade. Nas investigações da operação Bereré, Mauro Savi é acusado de ser um dos principais líderes da organização criminosa, além de ter sido ele a indicar Teodoro Lopes, o Dóia, para a presidência do Detran, que hoje é um dos delatores nesse escândalo.

O deputado também é citado por ter cobrado uma indenização de um milhão de reais, porque tinham avisado a ele que não iria mais receber a propina que era desviada dos cofres públicos. A denúncia levada a justiça é a de que o Parlamentar é quem dava as cartas e as ordens no Detran. Lá nada acontecia sem que ele estivesse de acordo.

Para votar pela soltura de Mauro Savi, os colegas dele deram mais um exemplo de corporativismo, de solidariedade, naquela linha do efeito Orloff, de que esses treze hoje poderão estar amanhã na mesma situação. Uma outra pergunta é qual será o resultado prático dessa decisão. O Poder Legislativo já tinha sido avisado que não poderia emitir o alvará de soltura. Essa decisão irá caber exclusivamente ao desembargador José Zuquim, que é o relator do caso. E ainda tem um outro complicador. Nesta terça-feira, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça chegaram a desmentir uma informação de que poderia estar havendo um acordo de bastidores entre os dois poderes para libertar Mauro Savi. Isso acaba dificultando ainda mais uma decisão favorável para o parlamentar. E tem, mais. Numa votação que está suspensa no pleno do Tribunal, dezesseis Desembargadores já votaram para manter a prisão e esse Placar já é maioria. Mais uma vez a opinião pública está indignada com aqueles que deveriam dar bons exemplos a sociedade. É por coisas desse tipo que a sociedade está tão revoltada com a classe política.

Se não sair da prisão Mauro Savi pode se transformar em delator

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 05/06/2018

Todos os denunciados pelo Ministério Público, no esquema de propina no Detran, que teria desviado mais de trinta milhões de reais, terão prazo de quinze dias para apresentar as suas defesas. A determinação é do desembargador José Zuquim, que é o responsável pelo caso no Tribunal de Justiça, antes que seja tomada a decisão de acatar ou não a denúncia contra os cinquenta e oito investigados. O magistrado ainda autorizou que os acusados tenham acesso a todo conteúdo do processo, para que fique assegurado o direito a ampla defesa.

A Operação Bereré investiga um grande escândalo de corrupção, que teria começado no governo de Silval Barbosa e que teria prosseguido na atual administração. Os crimes que são investigados envolvem corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraudes em licitação e montagem de organização criminosa. O desembargador também autorizou que o processo fosse compartilhado com a Receita Federal, com o núcleo de ações de competência originário, do Ministério Público e com a ordem dos advogados aqui em Mato Grosso.

As denúncias deste escândalo tiveram como base as delações do ex-governador Silval Barbosa, do irmão dele, Toninho Barbosa e do ex-presidente do Detran Teodoro Lopes, que teria sido indicado para o cargo pelo deputado Mauro Savi, que está preso no Centro de Custódia da Capital.

Pelo que foi apurado nas investigações, o parlamentar fazia e acontecia, mandava e desmandava no Departamento de Trânsito de Mato Grosso. A força dele era tão grande que teria pedido até uma indenização de um milhão de reais, quando avisaram que não iria mais receber a propina milionária desviada dos cofres públicos. E o grande temor na classe política do Estado é que o deputado Mauro Savi, se não conseguir deixar a prisão, resolva partir para uma delação premiada. Podem estar vindo fortes emoções por aí.

Conselheiro quer explicações sobre as promissórias na cortina

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 04/06/2018

As denúncias de propina milionária aos  conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. O conselheiro afastado, José Carlos Novelli, quer mais explicações sobre as circunstâncias e os detalhes em relação a duas notas promissórias assinadas pelo ex-governador Silval Barbosa, que teriam sido encontradas no gabinete que era ocupado por ele no TCE.

Pelas informações que foram divulgadas, uma servidora encontrou os documentos que estariam escondidos dentro de uma cortina. Na delação, Silval Barbosa revelou que teria pago a cinco conselheiros cinquenta e três milhões de reais, divididos em parcelas mensais. As duas notas promissórias, que foram encontradas, tem o valor de dois milhões e cinquenta mil reais, cada uma e são datadas de junho e julho de 2014. Os documentos foram entregues a Justiça pela conselheira substituta Jaqueline Jacobsen, que também prestou depoimento, informando os fatos.

O conselheiro afastado José Carlos Novelli destaca que os valores das promissórias, que em tese provariam o pagamento da propina, são diferentes do que foi declarado pelos delatores. De acordo com Novelli, Silval Barbosa informou que eram dezoito promissórias de um milhão cento e cinquenta mil e as restantes no valor de dois milhões e oitocentos mil reais. A defesa do conselheiro nega que ele tenha praticado algum tipo de ilícito e que não houve nenhum tipo de pagamento de propina, como consta na delação do ex-governador.

Em função da denúncia, além de José Carlos Novelli, outros quatro conselheiros, Antonio Joaquim, Waldir Teis, Valter Albano e Sérgio Ricardo, também foram afastados por decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. Além deles, outras autoridades foram filmadas dentro do Palácio Paiaguás recebendo dinheiro vivo, entre elas, deputados, ex-deputados e dois atuais prefeitos, Luciane Bezerra de Juara e Emanuel Pinheiro de Cuiabá. E praticamente todos negam que tenham feito parte desse esquema de corrupção, chamada pela justiça de monstruosa.

Deputados estariam boicotando votação para soltar Mauro Savi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 02/06/2018

Os deputados estaduais estariam promovendo uma espécie de boicote, para não votar a soltura de Mauro Savi na Assembleia Legislativa, que foi preso na segunda fase da Operação Bereré, acusado de ser um dos chefes do esquema que teria desviado trinta milhões de reais do Detran. Esta seria uma das explicações para o esvaziamento das sessões do poder legislativo, por causa de uma suposta pressão que estaria sendo feita por Mauro Savi.

Oficialmente a falta de quórum seria para não votar as contas de 2016 do governador Pedro Taques. Também se especula que as ausências em plenário poderiam ser por conta do não pagamento das emendas parlamentares, onde os vinte e quatro deputados tem direito a cento e vinte milhões, ou cinco milhões de reais para cada um.

Mas mesmo que a Assembleia decida voltar a soltura do deputado Mauro Savi, isso acabaria não tendo nenhum resultado prático, porque já existe uma decisão judicial, impedindo o poder legislativo de emitir o alvará para tirar o parlamentar da  prisão.  Mas se está faltando quórum para as votações, a desconfiança do Ministério Público Estadual, é de que não está faltando dinheiro na Assembleia. Isto porque teria sido firmado um contrato com uma empresa  para a compra de cinquenta computadores, modelo notebook workstation, mas o que assusta é o valor , porque cada um deles custaria quase dezoito mil reais. Isso é que é notebook, o resto é conversa.

A suspeita do Ministério Público é do famoso superfaturamento. A explicação da Secretaria de Comunicação da Assembleia é a de que apesar de ter sido realizado o pregão presencial, os produtos não chegaram a ser adquiridos e também que não houve pagamento aos fornecedores. Sendo assim, bem que poderiam aproveitar para pesquisar um notebook que não custasse uma pequena fortuna. Porque quase dezoito mil reais por um computador parece um exagero. Será que com os 64 bits e com 16 giga de memória, o que é que eles conseguem fazer de tão excepcional? Se conseguirem falar vão pedir até verba indenizatória.

Defensoria exige bloqueio de contas e não quer negociar com governo

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 01/06/2018

Governos resistem em cortar despesas e reduzir os impostos

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 31/05/2018

Os reflexos em Mato Grosso da greve dos caminhoneiros. O Governo do Estado já adiantou que não pretende reduzir os percentuais do ICMS, destacando que a responsabilidade maior para diminuir a carga tributária é do Governo Federal. Mas sem dúvida, é importante que os Estados também participem de um esforço conjunto para diminuir o impacto de tantos impostos para a população.

Alguns produtos como os o álcool, a gasolina e o óleo diesel mais da metade do valor que é cobrado do consumidor acaba indo para os cofres públicos. E uma das razões dos protestos dos últimos dias é que isso não acaba voltando em forma de benefícios sociais para a população. A atual administração informa que já reduziu muito os custos para manter a máquina pública funcionando e que pretende reduzir as despesas naquilo que for possível. Voltou a se falar nos últimos dias numa redoma administrativa, providência que o atual governo prometeu há mais de dois anos, só que até aqui não avançou praticamente nada. Vamos ver se agora sai do discurso ou se é apenas mais uma promessa.

O secretário de Fazenda, Rogério Gallo e o governador Pedro Taques tem sido cobrados nos últimos dias para tomar medidas em relação alta carga de impostos. O secretário concorda que é necessário reduzir o tamanho da máquina, mas por outro lado lembra que estado tem muitas atribuições e que só é possível abrir mão de arrecadação, se tiver alguma forma de compensação por parte do governo federal. A solução na verdade que é cobrada pela sociedade depende tanto do Governo Federal, como dos governos estaduais. Se um ficar empurrando o problema no colo do outro, pouca coisa vai mudar. Mas as mudanças são urgentes, porque a sociedade já demonstrou nesses últimos dias que a paciência está se esgotando.

A vitória dos caminhoneiros e os bandidos infiltrados na greve

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 30/05/2018

Quase noventa por cento dos brasileiros estão apoiando a greve dos caminhoneiros. É o que revela uma pesquisa do Instituto Datafolha. De acordo com o levantamento, apenas dez por cento são contra o movimento, enquanto oitenta e sete por cento são totalmente favoráveis. Um outro número que impressiona é que 56 por cento defendem que o movimento deve continuar. Apesar disso, mais de 50 por cento acreditam  que as medidas anunciadas pelo governo trazem mais prejuízos do que benefícios para a população de uma forma geral.

O fato é que não existe mais motivo para essa greve continuar, o que foi reivindicado já está atendido e o protesto dos últimos dias foi algo espetacular e vai entrar para a história. Mas nesse momento é preciso dar um basta naqueles que pegam carona nesse movimento de forma irresponsável. São agitadores profissionais, que não tem nenhum compromisso com o país e que estão se lixando para o bem estar da população.

Quem sai as ruas defendendo intervenção militar, dizendo que a ditadura deve voltar, está apenas apostando no caos e explorando de forma covarde a boa fé das pessoas que apoiam o movimento vitorioso dos caminhoneiros. Muita coisa ainda precisa ser feita no país, mas o momento exige que a ordem seja restabelecida, porque a baderna não vai levar ninguém a lugar nenhum.

O governo do presidente Michel Temer além de ser fraco, é uma vergonha nacional, mas tem que usar a autoridade que ainda possui para acabar com a baderna promovida pelos oportunistas. A cena que melhor ilustra tudo isso, foi vista com indignação e revolta por milhões de brasileiros nesta terça-feira, quando um caminhoneiro no estado do Tocantins, foi retirado de dentro do caminhão e espancado de forma cruel e violenta.  Esses agressores podem ser de tudo, menos caminhoneiros. Porque ninguém que tenha um pingo de vergonha na cara iria cometer esse ato infame de violência contra um colega de trabalho. Os agressores foram canalhas, porque isso não é papel de grevista, é coisa de bandido.

Licitação feita em 12 horas poderia entrar para o livro dos recordes

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 29/05/2018

Operação Bereré poderá ter novos mandados de prisão

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 28/05/2018

A Operação Bereré, que investiga desvios no Detran que são estimados em trinta milhões de reais, poderá ter novidades nos próximos dias. Nos bastidores, já circula a informação dando conta de que existiriam novos mandados de prisão em mais uma fase da investigação. Essa possibilidade foi admitida inclusive pelo procurador geral do Ministério Público, Mauro Curvo.

A situação se complica cada vez mais para o deputado estadual, Mauro Savi, que é apontado como um dos líderes do esquema criminoso. O pedido feito pela defesa do parlamentar para suspender a operação Bereré, foi negado pela ministra Maria Thereza Moura. Para a magistrada a questão é complexa demais para ser decidida de forma imediata, sendo necessária uma análise mais detalhada. Os advogados do deputado alegam que ele foi investigado de forma ilegal na primeira instância judicial e que o correto, em função do cargo que ocupa, seria que isso fosse feito pelo Tribunal de Justiça. Os advogados pediram que tudo fosse anulado, mas a tese por enquanto não foi aceita.

A situação do deputado também não é nada boa na segunda instância do poder judiciário estadual. No TJ, numa votação que foi suspensa por um pedido de vistas e que pede a soltura do parlamentar, o resultado parcial é de 16 a dois para que Mauro Savi continue preso. Mesmo quando for retomado o julgamento, é muito improvável que este placar possa ser revertido. O caminho escolhido pela maioria dos desembargadores para que o deputado não seja solto estaria baseado nas provas e evidências reveladas pela investigação. Uma das denúncias é que para não receber mais propina, Mauro Savi teria cobrado um milhão de reais, como uma forma de ser indenizado para fechar a torneira da corrupção, uma espécie de bônus, que batizou a segunda fase da operação, que tem originalmente o sugestivo nome de Bereré.

TCE acusa superfaturamento de 58 milhões em pontes de MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 25/05/2018

Mais uma denúncia gravíssima do Tribunal de Contas do Estado contra o governo de Mato Grosso. Numa licitação que foi lançada para construir pontes, o que está sendo denunciado  é um superfaturamento de quase sessenta milhões de reais. O valor total previsto para as obras é de duzentos milhões. O relatório que apontou várias  ilegalidade é da conselheira Jaqueline Jacobsen e teve como base um levantamento feito pela Secretaria de Controle Externo de Serviços na área de engenharia do próprio Tribunal.

Nos últimos dois meses, são vários os casos de obras com valores superfaturados na Secretaria de Logística e Infraestrutura, que é dirigida por Marcelo Duarte. Neste caso das pontes, o número exato do provável superfaturamento seria de cinquenta e oito milhões e seiscentos e oitenta e nove mil reais.

Mas além disso, outras graves irregularidades foram apontadas. O representante de um consórcio que iria participar da licitação teria tido acesso a dados sigilosos, chegando a discutir alterações na concorrência pública, mesmo depois do lançamento do edital. De acordo com o relatório, os técnicos do Tribunal de Contas também estranharam exigências absurdas que era feitas aos participantes, o que levanta ainda mais suspeitas sobre essa  licitação. Outra desconfiança é que era pra ser um pregão eletrônico e foi mudado para o famigerado RDC, Regime Diferenciado de Contratação, que é coincidentemente o mesmo sistema que foi usado no empacado VLT, que gastou mais de um bilhão e se transformou num escândalo com o dinheiro público na gestão de Silval Barbosa. Parece que não aprenderam a lição.

O que está sendo apontado pelo TCE na prática é que obras que foram orçadas em 200 milhões poderiam ser feitas por 140 milhões, ou seja, trinta por cento mais barato. E no edital, o que poderia ser chamado simplesmente de ponte, foi definido com um nome estranho, kit de transposição de obstáculo para estabelecimento de acesso. Mas agora o que tem que ser explicado é um pouco mais simples. Iria ocorrer ou não um incrível, um milionário e escandaloso superfaturamento de trinta por cento?.

Pão e Circo: Emendas de deputados bancaram “eventos” milionários em MT

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 24/05/2018

Na mais recente operação de combate a corrupção utilizando dinheiro público, chama muito a atenção o valor milionário das emendas parlamentares destinadas a bancar os eventos artísticos e culturais. Na ação do Ministério Público, que foi denominada de pão e circo, o valor ultrapassa mais de sete milhões de reais. Só para custear um desses eventos aqui no Estado, o gasto superou dois milhões de reais.

Nas olimpíadas de 2016 no rio de janeiro, para promover o turismo e a cultura de Mato Grosso, a conta passou de um milhão de reais. É lógico que o incentivo ao setor cultural é importante, onde sempre se reclama da falta de recursos. Mas esse não parece ser o caso, porque a impressão que se tem é que estava sobrando dinheiro. E se tem uma coisa que provoca entre governo e deputados, é quando atrasa o pagamento das famosas emendas parlamentares. Muitas sessões da Assembleia Legislativa ficam até sem dar quorum, para votar matérias importantes, como forma de pressionar o poder executivo. Este poderia ser um assunto para que o Ministério Público pudesse ampliar este tipo de investigação que está ocorrendo na área cultural.

Até para eliminar dúvidas que sempre existem, seria bom que fosse apurada a destinação que é dada a todas as emendas parlamentares. Muitas delas são direcionadas para os municípios onde os parlamentares tem a sua base política, principalmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. As prefeituras, depois de serem beneficiadas com os recursos, promovem uma licitação para realizar as obras. E o que sempre se ouviu é que essas coisas nunca foram muito republicanas e uma boa parte disso acaba se perdendo nos ralos do caminho. E a cobrança pelo pagamento das emendas parlamentares normalmente se intensifica nesse período pré-eleitoral. E olha que estamos falando de mais de cento e vinte milhões de reais por ano, que é o bolo total dessas tais emendas. Tomara que isto também não se resuma a pão e circo.

Justino ameaça com CPI por se sentir traído por Emanuel

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 23/05/2018

A articulação para a eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, poderá criar sérias complicações para o prefeito Emanuel Pinheiro. Treze vereadores teriam feito um pacto e declarado apoio a candidatura do vereador Misael Galvão, do PSB, para a presidência do Poder Legislativo da capital.

Estão neste grupo, alguns vereadores que fazem parte da base de sustentação do Palácio Alencastro, como Lilo Pinheiro, que é primo e líder do prefeito, Paulo Araújo, do Progressista, partido que é carne e unha com a atual administração, e Adevair Cabral, relator da CPI do Paletó e que faz o possível e o impossível para defender Emanuel de maneira ferrenha. Mas também estão no grupo dos treze, muitos representantes da oposição, como Marcelo Bussiki, Toninho de Souza, Dilemário Alencar e Gilberto Figueiredo. Ainda faz parte dessa contabilidade, o vereador Vinicius Clovito Hugueney, que é secretário municipal e que deverá se licenciar do cargo para poder votar em Misael Galvão. Diante disso tudo, não adiantou nada todo o esforço para se mudar o regimento da Câmara, permitindo a reeleição do atual presidente.

O comentário forte nos bastidores é o de que Justino Malheiros, está se sentindo traído por Emanuel Pinheiro e estaria já fazendo ameaças para dar o troco ao prefeito. Uma dessas ameaças seria mudar a composição da CPI do Paletó, que passaria a ser integrada somente pelos vereadores de oposição. A consequência para o prefeito poderia ser um desastre, criando condições até para que fosse afastado do cargo. Mas por enquanto tudo está no campo da ameaça e poucos acreditam que Justino Malheiros teria coragem para concretizar a vingança. Mesmo porque ontem era o prazo dado por ele para decidir se iria mudar os integrantes da CPI e não aconteceu nada. A impressão é que está ameaçando pra negociar. Se conseguir o que está querendo, mandando recado pela imprensa, vai guardar as armas e desistir da vingança.

Tribunal de Contas decide que servidores não irão receber RGA

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 22/05/2018

O pleno do Tribunal de Contas analisou nesta terça-feira uma recomendação para que o Mato Grosso não pagasse mais esse ano a RGA, a Revisão Geral Anual dos servidores públicos do poder executivo. A alegação é a de que existe o risco do Governo do Estado estourar os limites da lei de responsabilidade fiscal. Só que esta é uma garantia que foi assegurada por lei, é um direito adquirido e tem que ser cumprido. Mas tem setores do serviço público que não enfrentam esse tipo de problema.

O tribunal de Justiça, acabou de aprovar dois projetos, que irão conceder aos funcionários, benefícios que terão um reajuste bem acima da inflação. A proposta é passar o auxílio alimentação para mil cento e cinquenta reais e o auxílio saúde para oitocentos reais. Na alimentação o reajuste foi de quinze por cento e nos planos de saúde trinta por cento. Na RGA dos servidores do executivo, o reajuste é bem menor e ainda estão tentando cortar.

O fato é que tratamento desigual é sinônimo de injustiça. Por falar nisso, os privilégios e os penduricalhos dos poderes e instituições continuam sangrando os cofres públicos. Eles acabam tendo um duodécimo muito acima das suas reais necessidade. Isso vale para o Tribunal de Contas, Ministério Público, Poder Judiciário e Assembleia Legislativa. Todo mês é uma montanha de dinheiro e isso poderia ser corrigido, mas os governantes, mesmo diante  de tantas dificuldades financeiras, tremem nas bases e não fazem esse enfrentamento.

Nas eleições de outubro desse ano, esse sem dúvida seria um tema importante a ser discutido. Nós estamos acompanhando os políticos se atacando, olhando para os seus próprios interesses, mas poderiam ter a coragem de debater essa questão de forma aberta com a sociedade. Só que isso é quase uma utopia, uma miragem, porque a mudança que eles pregam não passa por aí. A luta deles se resume em defender os  grupos políticos que representam. Ganhar a eleição significa lotear o poder e colocar a mão na chave do cofre.

Mauro compara Taques a Dunga. Mas, ele quer ser o Tite

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 21/05/2018

O ex-senador Jayme Campos sinaliza que pode estar mudando a posição mais diplomática que vinha adotando até aqui em relação ao atual governo. Pela primeira vez nos últimos meses, criticou de forma dura o governador, acusando Pedro Taques de fraude e estelionato eleitoral contra a população de Mato Grosso. Foi num encontro do Democratas, realizado no último sábado em São José dos Quatro Marcos. O ex-senador colocou de forma clara que a transformação que é alardeada pela atual administração, simplesmente não existe.

Jayme Campos a exemplo de outras lideranças, que já se afastaram de taques, declarou que também tem o sentimento de decepção e que o que está sendo feito é muito pouco, em relação aos compromissos assumidos e que não foram honrados. O ex-senador apontou ainda falta de capacidade de gestão e perguntou para onde está indo o dinheiro, já que a arrecadação de mato grosso só cresceu nos últimos anos. Jayme Campos citou como exemplo, o enorme caos na saúde, que na avaliação dele é vergonhosa e humilhante. E terminou fazendo um apelo para que Mauro Mendes assuma a liderança desse projeto no Democratas, porque o partido tem que seguir em frente.

E também pela primeira vez, o discurso do ex-senador é o mesmo do ex-prefeito de Cuiabá, que se inspirou no futebol e na seleção brasileira, para dizer que a melhor coisa que teria para Mato Grosso nesse momento seria trocar de treinador. Ou seja, demitir o governador Pedro Taques.

O ex-prefeito da capital lembrou que a seleção de Dunga só irritava o torcedor, com uma derrota atrás da outra. Com a entrada de Tite e algumas mexidas no time, tudo mudou e o Brasil passou a dar um show de bola. A impressão que fica é que Mauro Mendes estaria com vontade mesmo de escalar um novo time para nosso Estado.  Demitindo o atual técnico, que foi comparado a Dunga.

Agora só falta uma coisa. Mauro Mendes tem que se decidir e dizer pra todo mundo que ele quer o Tite de Mato Grosso.

Procurador diz que governo tem obrigação de pagar a RGA

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 19/05/2018

Uma boa notícia para o funcionalismo de Mato Grosso.  Depois da ameaça de ficar sem o pagamento da RGA neste ano de 2018, o Ministério Público de Contas anunciou que é contra suspender o benefício que é uma garantia legal dos servidores estaduais. O problema foi criado porque o conselheiro substituto Isaías Lopes da Cunha, Tinha proposto uma representação na secretaria de controle externo do Tribunal de Contas, pelo fato de entender que o estado corria o risco de estourar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O pleno do TCE deve apreciar a questão nesta na próxima terça-feira. O procurador geral de Contas, Getúlio Velasco Moreira, explica que a RGA trata-se de um direito adquirido, fixado por lei e que é preciso levar em considerações aspectos que ultrapassam os limites de gastos com pessoal. O procurador ainda fez um alerta sobre o risco de difícil reparação,  caso a medida fosse acolhida pelos conselheiros do tribunal.  isso porque se a suspensão fosse apenas por alguns meses, não existiriam instrumentos legais para garantir esta reposição, que é uma garantia do funcionalismo.

O Ministério Público de Contas vai ainda mais longe. A Revisão Geral Anual, a RGA,  não pode ser suspensa por dificuldades no orçamento do estado, pela crise financeira. Este já é um tema pacificado tanto no superior tribunal de justiça como no supremo tribunal federal.  O resumo disso tudo é que o governo do estado tem que honrar os seus compromissos e neste caso, tem que pagar sim o que os servidores tem direito. E ponto final.

Éder volta ao holofotes e faz acusações contra Ministério Público

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 18/05/2018

O ex-secretário de Fazenda Éder de Moraes, está de volta aos holofotes e do jeito que ele gosta, criando polêmica e armando uma confusão que na semana que vem vai render muita, mas muita conversa. Numa entrevista que concedeu ao site O Bom da Notícia, pilotado pelo jornalista Edvaldo Ribeiro, o ex-secretário, que já foi condenado a mais de oitenta anos de prisão, vai revelar inclusive ameaças de morte trocadas entre ele e o promotor Clóvis de Almeida Junior, ex-chefe do GAECO, o Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado. Éder diz que se sente perseguido pela justiça e que quando erram com ele, não abre mão de ir até as últimas consequências e que teme que algo possa acontecer contra a sua vida. Como se observa, é nitroglicerina pura.

Éder de Moraes detinha muito poder, tanto no governo de Blairo Maggi, como na administração de Silval Barbosa, e foi apontado como mentor intelectual de um grande esquema de corrupção, desviando e lavando mais de quinhentos milhões de reais, revelado nas investigações da Operação Ararath. Era uma montanha de propina, que teria sido para comprar políticos e até vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado.

Na entrevista que vai ao ar na próxima segunda-feira, o ex-secretário faz pesadas acusações contra o Ministério Público Estadual. Ele fala em corrupção ativa e passiva, emissão irregular de moeda, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, sugerindo que a instituição seria uma verdadeira caixa preta. Foi com base em denúncias de Éder de Moraes, que existe há dois anos na Assembleia Legislativa a CPI das Cartas Marcadas, que investiga procuradores e promotores, por recebimento ilegal de dinheiro público.  Até aqui nada foi provado, mas a CPI vive sendo prorrogada. A suspeita é a de que seria uma represália, uma vingança contra as operações denunciaram e levaram muitos políticos para a cadeia.

A entrevista de Éder deve render mais alguns processos, mas ele não deve estar preocupado, porque nos próximos dias estará em êxtase, no centro do palco, curtindo o brilho dos holofotes.

Deputado Mauro Savi diz a justiça que não tinha influência no Detran

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 17/05/2018

A defesa de Mauro Savi entrou com pedido de liberdade para o deputado no Tribunal de Justiça, alegando que o deputado não tinha influência no Detran, o que contraria frontalmente o que foi apurado nas investigações e o que revelaram os delatores. As denúncias que foram feitas são gravíssimas e comprometedoras. Os advogados criticam as conclusões do Ministério Público, e dizem que não há motivos para que ele continue preso.

A estratégia adotada é a de que o parlamentar não participou da montagem do esquema de desvios milionários no Detran de Mato Grosso e que também não teve participação na indicação dos integrantes acusados de chefiar a organização criminosa. No pedido de habeas corpus para Mauro Savi, ainda é citado que o delator Teodoro Lopes, o Dóia, mentiu na delação ao dizer que não conhecia a empresa EIG e os integrantes desse esquema e que isso praticamente anularia.

Teodoro Lopes teria sido indicado para ser o presidente do Detran pelo deputado que foi preso nesta segunda fase da Operação Bereré. Apesar disso, a defesa sustenta que o parlamentar não exerce nenhum tipo de influência no departamento estadual de trânsito desde o mês de outubro de 2014, quando as propinas passaram a ser pagas aos membros do atual governo. Por essas alegações, a impressão que se tem é que estão tentando dizer, que no atual mandato de deputado, Mauro Savi não teve qualquer envolvimento com o que está sendo denunciado pelo Ministério Público.

Outro problema a ser enfrentado pela defesa do deputado, é a negativa da liminar que pretendia conceder a Assembleia Legislativa o direito de votar e decidir pela soltura de Mauro Savi. O desembargador Juvenal Pereira da Silva, manteve a mesma posição de José Zuquim, que ordenou a prisão. Quem deve decidir se o deputado será solto ou não cabe unicamente ao poder judiciário. E até Silval Barbosa já pegou carona nessa confusão e sugeriu que quem está preso deveria colaborar com a justiça. será que vem por aí mais uma delação monstruosa?

Fex de Mato Grosso pode subir para 6 bilhões em 2019

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 16/05/2018

Surge uma luz no fim do túnel, para recuperar as finanças de Mato Grosso. Foi aprovado nesta terça-feira em Brasilia, pela comissão mista  especial da Câmara e do Senado, uma medida que pode aumentar de forma significativa os repasses do Governo Federal, para compensar os estados exportadores.

Os parlamentares, pressionados por secretários estaduais de Fazenda, aprovaram o relatório de um projeto de lei, de autoria do senador Wellington Fagundes, que preside a comissão mista do congresso nacional. Para se ter uma ideia do que isso pode representar, Mato Grosso recebe hoje desse fundo de exportação, 500 milhões por ano. Por este projeto, o Estado passaria a receber este valor mensalmente. Anualmente, entraria no caixa do governo mais de seis bilhões de reais.

Por sugestão do secretário de Fazenda Rogério Gallo, também foi aprovado um repasse obrigatório para este ano de 2018 de um bilhão e novecentos e cinquenta milhões para todos os estados exportadores, o que deverá ser feito trinta depois da aprovação da lei. Depois dessa aprovação na comissão mista, o assunto terá que ser analisados pelos plenários da Câmara Federal e do Senado.

A intenção é que o projeto possa ser aprovado antes do recesso parlamentar de julho e em seguida terá que ser sancionado pelo presidente Michel Temer. É uma grande notícia para Mato Grosso, principalmente porque o Estado vive uma enorme crise financeira e sem dúvida deve se transformar numa das mais importantes bandeiras do senador Wellinton Fagundes, que é um dos pré-candidatos ao governo estadual.

Desembargador diz que só Justiça poderia soltar Mauro Savi

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 15/05/2018

A polêmica sobre a prisão de Mauro Savi. O desembargador José Zuquim, que mandou prender o deputado, nega que tenha impedido a Assembleia Legislativa de analisar se iria emitir ou não um alvará de soltura para o parlamentar. O magistrado, numa entrevista a rádio Capital FM, informou que se limitou a fazer uma recomendação para que não fosse tomada nenhuma providência nesse sentido. Apesar de reconhecer a autonomia dos deputados no poder legislativo, o desembargador em sua decisão, determinou ao diretor do sistema prisional do Estado e ao secretário de justiça e direitos humanos, para que não cumpram nenhuma deliberação da Assembleia, para libertar o deputado, sob pena de serem responsabilizados, se isso não for observado.

De acordo com José Zuquim, cabe apenas ao Tribunal de Justiça tomar a decisão de soltar o parlamentar, preso na segunda fase da Operação Bereré, acusado de ser o líder de um esquema criminoso, que teria desviado mais de 30 milhões de reais. O desembargador também defendeu um entendimento provisório do Supremo Tribunal Federal, que impede os poderes legislativos estaduais de emitirem alvará de soltura para deputados presos por decisão judicial.

No Supremo, a votação não foi concluída, mas já existe maioria para não aplicar o benefício de retirar da prisão, parlamentar que tenha sido preso por ordem judicial.  a procuradoria da Assembleia entrou com mandado de segurança contra a decisão de José Zuquim e a análise do pedido ficará a cargo do desembargador Juvenal Pereira da Silva. O fato é que sem reformar a decisão que determinou a prisão de Mauro Savi, mesmo que a Assembleia Legislativa emita um alvará de soltura, a determinação não poderá ser cumprida e o deputado não sairá da prisão.

Justiça bloqueia 6 milhões de Emanuel, Silval e mais 4 réus

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 14/05/2018

A justiça de Mato Grosso bloqueou seis milhões de reais do prefeito Emanuel Pinheiro, do ex-governador Silval Barbosa e de mais quatro réus. A ação do Ministério Público pedia também o afastamento do prefeito, mas isso não foi acatado pela juíza Célia Regina Vidotti, o entendimento da magistrada é que não existiriam dificuldades na obtenção de provas, mesmo com a permanência de Emanuel Pinheiro na Prefeitura de Cuiabá. É o que já havia decidido o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, quando homologou a delação do ex-governador Silval Barbosa.

O valor de um milhão de reais, bloqueado de cada dos seis que estão sendo investigados, seria para garantir o ressarcimento aos cofres públicos, a multa civil e o dano moral coletivo, por conta do mensalão de seiscentos mil reais que eras pago aos deputados estaduais. Este já é o terceiro pedido de afastamento do prefeito negado pelo poder judiciário.

Desde que foram divulgadas as cenas dos maços de dinheiro no bolso do paletó, o prefeito Emanuel Pinheiro, afirma que os valores que recebeu não eram fruto de propina, de nenhum esquema de corrupção e que era o pagamento de uma dívida de um parente dele, sobre pesquisas eleitorais. Emanuel Pinheiro adotou como estratégia falar pouco em público sobre a denúncia, preferindo tentar se defender na esfera judicial. O máximo que chegou a dizer é que a verdade uma hora vai aparecer e que ele não tem nada a ver com o mar de lama. Só que as coisas tem se complicado para o prefeito. Além da suspeita de obstrução de justiça, agora os vereadores que fazem oposição, estão acusando Emanuel Pinheiro de usar o cargo que ocupa e o dinheiro público, numa tentativa de diminuir o desgaste que foi causado pela denúncia de que também fez parte no governo anterior de um gigantesco esquema de propina.

Aliados de Emanuel estão de olho na cadeira do Prefeito

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 11/05/2018

Na Câmara Municipal de Cuiabá, já tem gente sonhando com a cadeira do prefeito Emanuel Pinheiro. A toque de caixa e sob protestos da oposição, foi aprovada em primeira votação uma alteração no regimento interno, que permite a reeleição do presidente do poder numa mesma legislatura, o que até Aqui não estava previsto.

Se for mesmo aprovada a mudança, o projeto é feito sob medida para o vereador Justino Malheiros, que hoje preside a câmara municipal, já que pelas regras atuais, ele não poderia ser reeleito. A coisa está sendo feita numa correria tão grande, que grande parte dos vereadores nem tiveram acesso a íntegra do projeto. Alguns vereadores até concordam com a mudança no regimento, deste que isto só entre em vigor depois da próxima eleição.

Todo esse interesse é porque o próximo presidente da Câmara de Cuiabá irá ter grandes chances de ocupar a cadeira do prefeito da Capital. E isto por duas razões. A primeira delas é porque o atual vice de Emanuel Pinheiro, Niuan Ribeiro, é pré-candidato a deputado estadual e se vier a assumir o Palácio Alencastro, de acordo com a legislação eleitoral, ficaria inelegível. Se for eleito, teria que renunciar ao cargo para assumir a vaga na Assembleia Legislativa. E assim, o presidente da Câmara, ficaria sendo o primeiro na linha de sucessão ao atual prefeito. E é aí que se justifica a mudança no regimento, permitindo a reeleição de quem ocupa a presidência.

Pelo visto, os próprios aliados de Emanuel pinheiro, estão apostando alto na hipótese de que o prefeito poderá ser afastado da prefeitura, por conta das denúncias do ex-governador Silval Barbosa, no caso daquele mensalão de seiscentos mil reais, imortalizado pelas cenas deprimentes dos maços de dinheiro no bolso do paletó. O que pode se tirar de tudo isso é que aqueles vereadores que decidiram assumir o desgaste para transformar em pizza a CPI que investiga o caso, são os mesmos que estão sonhando com a cadeira do prefeito. Na véspera de completar 300 anos, com certeza, Cuiabá não merece assistir mais este escândalo.

Onde estão os 80 milhões para equipar o novo Pronto Socorro?

Comentário: Jornal do Meio Dia/ TV Vila Real – 10/05/2018