CPI libera ex-prefeito de depor e aprova convocação de 10 em Cuiabá

Presidente da Comissão, vereador Marcelo Bussiki disse que convocações devem ser pertinentes aos objetos da investigação

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Divulgação

 A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) na Câmara de Cuiabá definiu nesta quarta-feira (6) a convocação de 9 testemunhas. Também foi aprovado o “convite” para que o prefeito preste depoimento aos membros da comissão.

A sessão da CPI ocorreu no plenário da Câmara de Cuiabá. Também ficou definido que as reuniões serão abertas para a presença da imprensa e da sociedade.

Vão prestar depoimento à comissão o ex-governador Silval Barbosa; o servidor da Assembleia Legislativa, Valdecir Cardoso de Almeida, que instalou a câmera que gravou deputados estaduais recebendo dinheiro no Palácio Paiaguás; Sílvio Correa, ex-chefe de gabinete de Sílval; Marco Polo Pinheiro, irmão do prefeito de Cuiabá; Wilson Rodrigues, delegado da Polícia Federal; Allan de Oliveira e Marcelo Pimenta; agentes da Polícia Federal; Allan Zanatta, ex-secretário de Indústria e Comércio; e Alexandre Peres, perito particular que analisou gravação de conversa entre Zanatta e Sílvio Correa;

Já o prefeito de Cuiabá foi convidado a depor, já que a Lei Orgânica do Município proíbe a convocação do chefe do executivo por parte do legislativo. Os vereadores definiram que Emanuel será o último a ser ouvido, caso atenda ao convite.

Segundo o vereador Diego Guimarães (PP), a CPI seguirá o Código de Processo Penal, que prevê que o réu é o último a se manifestar nos processos. “Porque o acusado poderá ao final, colhido todo acervo probatório, poderá provar sua inocência. Também caberá a CPI buscar a elucidação dos fatos, por meio de provas documentais, testemunhais, perícia e aí melhor interrogar o prefeito”, explicou.

Apesar de não ser obrigado, os vereadores esperam que Emanuel Pinheiro compareça a Câmara para se explicar. Os vereadores alegam que, desde a divulgação do vídeo em que aparece colocando dinheiro recebido no paletó no gabinete de Sìlvio Correa, o prefeito ainda não se manifestou claramente sobre o caso.

“Se não vier, significa que não quer se explicar perante a sociedade cuiabana. Ele praticamente confessará que o que é apurado aqui é verdadeiro”, assinalou.

REJEITADOS

A Comissão ainda rejeitou diversas convocações sugeridas pelo vereador Adevair Cabral (PSDB), relator da comissão. Com isso, não prestarão depoimentos na CPI o secretário de Serviços Urbanos de Cuiabá, José Roberto Stoppa, o ex-governador Oswaldo Sobrinho, os sindicalistas Jaime Metello e Joãoo Custódio, além do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB).

Segundo o presidente da comissão, vereador Marcelo Bussiki (PSB), a CPI tem como assuntos definidos o suposto recebimento de valores ilícitos por parte do prefeito e acusação de obstrução a justiça devido a uma gravação feita pelo ex-secretário Allan Zanatta. “O objeto são esses dois. Então, requerimentos de documentos e de coleta de depoimentos tem que ser pertinentes a esses objetos”, destacou.

Autor dos requerimentos, Adevair Cabral negou que tenha tentado uma “manobra” para atrapalhar as investigações. “Ninguém quer fazer manobra aqui. Você vê que está tudo aberto, tudo as claras”, colocou.

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